sexta-feira, maio 30, 2008

Chiça penico

Ele há cada uma! Bem, passeios, passeios têm sido muitos agora este... então não é que um dia me deu na real gana de pegar no meu veículo de tracção animal - que é a bicicleta; então qual é o espanto, esse tipo de veículo não é movido pela força do animal que se senta em cima dela? - e fazer o percurso Torrão - Vila Nova da Baronia - Barragem de Odivelas - Torrão. 5O Km mais coisa menos coisa... Quem diria? E qualquer dia há mais!

Um pormenor da barragem de Odivelas

Odivelas vista ao longe

Outra perspectiva do mesmo local


Um tipico monte alentejano no caminho entre Vila Nova e a Barragem de Odivelas

Um pormenor da estrada que liga Vila Nova à referida barragem

Um paisagem tipicamente alentejana


E mais outra...


A Ermida de Vila Nova


Vila Nova da Baronia vista ao longe a partir da estrada que vai dar à barragem de Odivelas


Vila Nova da Baronia mais em pormenor

quinta-feira, maio 08, 2008

Passeio de fim de tarde

Com o tempo soalheiro nada melhor que pegar na bicicleta e fazer um bom par de quilómetros. Juntando o útil ao agradável, para além do necessário exercício físico desfruta-se da Natrureza chegando a encontrar-se, por evidentemente quem o saiba procurar, muitas surpresas escondidas.

O moirão

Os eucaliptos do Monte Kreps

Um pormenor dos eucaliptos. Um abrigo para várias espécies de aves tais como cegonhas e carraceiros.



Quem voltou a nidificar no mesmo local do ano passado foram as nossas amigas corujas das torres (Tyto Alba) confirmando-se ser este um bom refugio para esta espécie.

domingo, abril 13, 2008

Boca no trombone - Voltando à vaca fria


Bem sei que tinha escrito aqui que não voltaria tão cedo a este tema mas as circunstâncias assim o exigem. Como se pode ver (e ler), pela carta que a ANACOM me enviou há alguns dias atrás, o processo que foi desencadeado por mim em Dezembro, relativamente ao péssimo serviço que tem vindo a ser prestado pelos CTT - Correios de Portugal, SA na freguesia do Torrão, continua a ser estudado.
Quanto ao serviço em si refira-se que o carteiro que prestou aqui serviço desde Dezembro e que tinha contrato de 6 meses rescindiu-o pois as condições de trabalho que lhe eram dadas eram simplesmente miseráveis - pela sua atitude e personalidade tiro-lhe o chapéu. Agora está a prestar serviço na nossa terra outro carteiro que embora não seja totalmente inexperiente (tem 4 meses de serviço) tem-se visto e desejado - trabalha de sol-a-sol e mesmo assim não consegue dar conta do serviço. Ainda há pouco tiveram que vir mais dois carteiros de Alcácer e outro para distribuir as listas telefónicas que eu sei que já chegaram há mais de um mês e que só agora é que foram distribuidas e ainda por cima num dia bastante chuvoso ficando umas boas dezenas delas completamente encharcadas situação que foi bastante comentada. As listas para os apartados ainda não foram lá colocadas e quem chamou a atenção para isso fui eu pois a instituição a que eu tenho a honra de presidir tem apartado e ainda lá não tinha nada. Se a Sociedade 1º de Janeiro Torranense já tem lista nova foi porque eu pedi directamente ao carteiro uma. Agora eu pergunto: Como é que é possivel que seja dado apenas 1 dia para uma pessoa que nunca antes tinha posto um pé no Torrão aprender?! Os resultados estão mais uma vez à vista e o pobre rapaz já disse para quem o quis ouvir que só vai ficar até acabar o contrato depois vai-se embora! E depois vem outro e nós é que sofremos com esta situação! Vão ser (Têm de ser!) tomadas novas providências para breve. É incrível tanta gente não só no CDP de Alcácer como no concelho como até na freguesia do Torrão assobiar para o lado e fingir que não se passa nada. Há quem reclame mas que infelizmente não está para se chatear e isso é coisa comparável à de um bando de patos mudos. Esta situação é ESCANDALOSA!
Está uma freguesia inteira (senão mesmo um concelho) a ser prejudicada há quase dois anos!! E ISTO NÃO PODE CONTINUAR ASSIM!!!

quarta-feira, março 19, 2008

O Pedra está...

... obviamente solidário com a luta do povo tibetano pela sua autodeterminação e condena inequivocamente a violência e repressão desmedidas empregadas pela ditadura chinesa - potência ocupante. Pena é que haja por aí muito quem se diga defensor dos direitos humanos e das injustiças e que nestes ultimos dias têm andado caladinhos que nem ratos! Porque será?! Pois, pois...



quarta-feira, março 12, 2008

Ainda o Prós e Contras

Texto retirado do site SOMOS PORTUGUESES

Originalmente Colocado por Nero
Eu fiquei agradavelmente surpreendido com este debate.Elevado, sensato, moderado e racional. Nem parecia um prós e contras.Não me recordo de ter visto um debate tão bom sobre o tema, quer em forma quer em conteúdo.Como simpatizante que sou da monarquia, fiquei com a sensação que a mesma terá "ganho" debate, sobretudo à qualidade das intervenções dos seus defensores.Parabens também aos Republicanos (excepto ao representante do comité que lá estava) por terem resistido à tentação de resvalar para a demogagia.Excelente debate! Concordo inteiramente e subscrevo.O debate sobre a opção monárquica começa a ter cada vez mais peso na nossa sociedade, sobretudo por todas aquelas razões que sabemos, as que foram debatidas e tantas outras que não foram elencadas ainda.De facto o debate fez-se elevado, como sempre se pretende e nem sempre se consegue ver da parte de quem, sendo republicano, não consegue atingir esse nível, sendo frequentes exemplos de mediocridade na forma de debate que, de per si, deixam muito mal sustentados os argumentos de uma discussão sadia. Ontem a coisa funcionou e houve, de parte a parte, entendimentos fluentes.Ficou, para além da demonstração cabal que a Monarquia é completamente contemporânea com o nosso sistema organizacional, perfeitamente demonstrado que nem a República deve sentir-se receosa de depositar nas mãos do povo a capacidade de decisão sobre o tipo de organização a tomar, nem a Monarquia "pura" é uma solução absoluta, sendo mais viável aquilo que sempre defendi de que o melhor dos dois mundos, por assim dizer, é o passo seguinte.Sem menosprezo pelas pessoas que desempenharam até hoje o papel de Presidente da República, aliás como também foi dito no debate e com o que concordo inteiramente, pois todos os que tiveram tão altas funções de Estado estiveram, até ao dia de hoje, perfeitamente à altura dessa exigência e desempenho, o papel do Monarca, que simboliza a unificação de um povo e modera, equidistantemente, a vida pública, não resulta da liderança de nenhum partido político, pois que, também como foi dito, por muito excelente que seja a posição de distanciamento de quem desempenha esse papel (o de PR) nunca o homem despirá as suas "vestes ideológicas" de base, aliás como lhe compete e lhe "manda" a sua coerência política.Um Rei é, também foi dito, educado para reinar e só pode fazê-lo bem. Mas, também salientado, se não o fizer há sempre a possibilidade de devolver-se ao povo a decisão sobre qual o rumo que o destino do país deverá seguir na sua organização.Neste aspecto há a salientar que não existem monarquias cuja constituição do respectivo país proíba essa sustentada escolha nem a inflexão para a República sempre e quando tal se justifique. A contrário, nos países republicanos já assim não é, ficando claro que a República tem um "demenos" nesse aspecto de ponderação...Um Rei, numa Democracia Parlamentar, em Democracia, é, convenhamos, algo que iria reunir de novo o sentir Pátrio, o amor ao Portugal que temos e somos, sendo certo, penso eu, que seriam muito menos vistas as opiniões daqueles que gostariam de ser espanhóis na "doce ilusão" de que estes últimos os considerariam iguais. Não por maldade ou defeito, mas porque os espanhóis também amam a sua Pátria e têm no seu Monarca o símbolo máximo disso mesmo.Discutir-se a Monarquia moderna para Portugal e como caminho lógico a seguir não é nenhuma redundância como muitos dos receosos por um sistema diferente defendem. Antes, é uma lufada de ar fresco que, reafirmo, em Democracia e Liberdade, talvez num misto de República (como o que ela tem de bom) e de Monarquia Parlamentar Democrática, seria certamente uma excelente alternativa a um sistema republicano que já não apresenta soluções, como a maior parte de nós sente...Nem mesmo o argumento de que em República qualquer um pode chegar a Presidente colhe!... Quem é que quer chegar a Presidente da República de entre os cidadãos comuns? Só uma ínfima parte quer, pode e chegará lá, de modo que essa alta função do Estado não é, convenhamos, elencável no leque das ambições pessoais de ninguém!E o desafio está lançado, sufraguem a Monarquia. Deixem o povo falar sobre ela, que tipo de Monarquia poderíamos querer e deixem de lado esses complexos que, do que parece, ainda subsistem, como papões, no subconsciente de muitos que não querem flexibilizar a sua tolerância para, pelo menos, tentar analisar esta solução.Não confundamos Monarquia moderna com medieval, com guilhotinas, cadafalsos e inquisição. Esse é um argumento pouco credível! Consideremos uma Monarquia moderna, dentro dos cânones do respeito pelas pessoas e sem perder de vista os valores fundamentais. Custa assim tanto?...Já nem falo no que custaria ao país uma Casa Real comparada com o que custa uma Presidência da República...

Prós e Contras

«Se algum dia mandarem embora os reis vão ter de voltar a chamá-los» Alexandre Herculano (1810-1877)

Teve lugar na passada segunda-feira, no programa Prós e Contras, um debate cujo tema era Monarquia/República... Rei ou Presidente. Não querendo arriscar, «até ao lavar dos cestos» graças à pouca seriedade e folclore com que debates desta natureza têm sido levados a cabo por aí, optei por manter-me em silêncio. Devo contudo reconhecer que a qualidade e elevação do debate, por parte de todos os intervenientes, marcou, espero que definitivamente, uma nova etapa. Uma nova etapa em que este assunto seja tratado com elevação, seriedade e bom senso. Uma nova etapa que culmine na consulta popular, sendo que só ao povo cabe decidir se quer na chefia do Estado um Rei ou Rainha ou um Presidente da República. Pessoalmente considero que os defensores da Monarquia ganharam o debate. Tivessem contudo estes trazido à baila o facto de a República ser mais vulnerável a manipulações externas onde em algumas países republicanos mais frágeis e com valor estratégico frequentemente os presidentes eleitos - muitas das vezes por potências estrangeiras - e manipulados, manietados, chantageados, ameaçados e frágeis acabam por defender os interesse destas à revelias dos intresses dos seus países e dos seus povos, que também é mais frágil perante o poder económico, tivesse sido explicado o porquê do factor herditário, enfatizado o facto de que os representantes do Poder Judicial não são eleitos em contraponto à constante invocação do sufrágio por parte dos defensores da República, bem como também não serem eleitos os chefes militares, Procuradores da República e em particular o Procurador Geral da República e outros altos cargos do Estado, tivesse-se insistido mais no facto dos presidentes emanarem dos partidos políticos e pelas direcções destes escolhidos os candidatos presidenciais, tivesse sido referido que a esmagadora maioria da população portuguesa, por um motivo ou outro, não vota no presidente eleito isto de forma sucessiva, tivessem sido referidos os valores da abstenção e o porquê bem como a tendência de subida destes e tivesse sido explicado que só quase 70 anos depois da criação da República é que o povo foi chamado a eleger directamente o presidente e que o Presidente, ainda durante a 1ª República que defendeu o sufrágio universal e que foi eleito por sufrágio universal - Sidónio Pais - foi assassinado, tivesse sido falado no custo das instituições e comparados valores dos vários países europeus, quando se falou em Índice de Desenvolvimento Humano não se devia apenas ter olhado para os primeiros dez mas também para os ultimos dez, mais: nos primeiros vinte, doze são reinos, nos ultimos vinte, vinte são... repúblicas, e deviam-se fazer leituras pontuais, isto é, avaliar a posição relativa de países vizinhos em que um ou mais são reinos e outros repúblicas e comparar resultados; viessem todos estes (e mais alguns) temas e argumentos à baila e o resultado teria sido esmagador. É claro que eu sou suspeito, sou monárquico. E digo mais: ou a minha intuição política muito se engana ou a Restauração da Monarquia é só uma questão de (pouco) tempo. Até pelo degradar constante e preocupante da situação política e social em Portugal pelo que urge tomar medidas e pensar soluções. Mas só a restauração da Monarquia não chega. Tal como escrevi em post anterior, é o ponto de partida, a base, o alicerce forte. A restauração da Monarquia por si só não resolve tudo e mais alguma coisa como que por magia. Que não sejamos ingénuos!

domingo, fevereiro 24, 2008

Boca no trombone - Resposta e esclarecimento

Para concluir este assunto e em resposta e face ao conteúdo do comunicado acima divulgado cabe-me fazer o seguinte esclarecimento até porque tenho sido mal intrepertado e haja até quem se mostre ofendido:


1. Efectivamente fui contratado a termo no CDP de Alcácer do Sal durante ano e meio. Face ao teor da minha primeira intervenção em que relato a situação «delicada» dos correios em Alcácer quem quer que fosse minimamente inteligente perceberia que face ao conhecimento que demonstrei certamente que deveria ou ter trabalhado ali ou teria de ter alguém que me relatasse o que ali continua a acontecer. Contudo omiti de propósito tal facto justamente porque não queria – porque não é em absoluto essa a razão – que se pensasse que estava a pedinchar ou a reclamar para mim o que quer que fosse embora soubesse que esse argumento seria o primeiro usado pela empresa. Aliás quem ler com olhos de ver constatará que não há no referido texto uma única virgula que seja que aponte nesse sentido.
Sou licenciado em Física pela Universidade de Évora desde 2005, terminando o curso com 14 Valores e classificação de Bom. Como é bom de ver, sou um dos milhares de licenciados que teve de ir fazer um trabalho para o qual as habilitações literárias que tem são muito superiores para o que é exigido para esse tipo de trabalho – como está em moda – como tal é fácil constatar que não acalento nem nunca acalentei o sonho de ser carteiro dos CTT nem tinha qualquer motivação extra para tal. Também nunca criei expectativas para ficar como carteiro por um lado pelo que atrás referi, por outro pelo que se passa em matéria de condições de trabalho e por outro porque sabia perfeitamente que estava a prazo ou não fosse essa a política seguida um pouco por todas as empresas a qual esta não é excepção. Contudo se alguém cria expectativas são justamente os CTT na medida em que quando somos entrevistados nos prometem mundos e fundos, como foi o caso do então chefe de CDP, que me entrevistou, onde falou em efectividade e promoções rápidas embora eu tenha percebido que isso é uma estratégia usada para pôr os novos recrutas a suar as estopinhas guiados por uma ilusão o que não foi de todo o meu caso por isso não me desiludi. Aliás quem se iludiu foi um outro colega, brasileiro, que passou pelo CDP de Alcácer, que trabalhava de sol-a-sol no pino do verão, em 2007, comendo uma simples sandes em 10 minutos pois queria agradar às chefias com o objectivo de ficar em Alcácer, cidade da qual ele muito gostava. Eu ainda o alertei! A recompensa? Foi transferido sem apelo nem agravo para Mem Martins.
Para finalizar este ponto, há 32 anos que vivemos em democracia onde a liberdade de expressão e de opinião são valores inquestionáveis. Apela-se muito à opinião dos cidadãos e à sua participação cívica mas parece que isso em Portugal é fogo de vista pois quando algum se atreve, repito; se atreve a exercer os seus direitos, como é o meu caso, no sentido de dar a conhecer à opinião publica situações escabrosas, tentar que se conheçam os factos porque a política das chefias é abafar, como disse na primeira intervenção, tentar que a qualidade do serviço seja real e não virtual, que os direitos de quem trabalha sejam minimamente respeitados, tentar que os correios, uma empresa base de comunicações, área vital e absolutamente estratégica para um país (embora muito bom chefe aparente não ter essa consciência face às experiências e brincadeiras que levam a cabo) logo o primeiro expediente usado para refutar a argumentação usada seja querendo fazer ver segundas intenções como sendo o caso de mesquinhez, ingratidão, vingança, expectativas alegadamente defraudadas, etc.


2. Em relação ao ponto dois, os baixos saldos verificam-se porque na maioria das vezes os dados colocados nas folhas para o efeito, pelos carteiros, são manipulados, diminuindo-se ou até mesmo omitindo-se os saldos devido a pressões das chefias e devido à vergonha que os carteiros sentem de não conseguirem levar tudo sendo que por vezes levam apenas metade do correio normal que vem. Quanto aos padrões de qualidade, e foi por isso que no ponto 1 falei em qualidade real em detrimento de qualidade virtual são aferidos em função do numero de reclamações constantes no respectivo livro. Quando as pessoas reclamam fazem-no por boca na estação ou ao próprio carteiro muitas vezes com agressividade como se este fosse o responsável por tudo. Esquecem contudo ou não sabem que existe um livro de reclamações e que o devem utilizar sempre que se sintam lesadas. E assim se explica a diferença entre qualidade real e qualidade virtual. Assim se explica que Chefes de Estação e funcionários de atendimento (TPG) tenham instruções para usar todos os argumentos possíveis para convencer os clientes que reclamam no sentido de evitar que uma reclamação passe para o papel. Aliás certamente se pode constatar que quando vamos reclamar não nos ponham logo o livro em cima da mesa. Mas há mais: a empresa refere-se a padrões. O que é isto? Pois bem os padrões são os prazos e a forma como devem ser entregue os objectos postais. Por exemplo o correio normal tem 3 dias para ser entregue a partir do dia em que chega ao CDP, o padrão do correio azul é ser entregue no próprio dia, etc. Quanto a cartas, há correio normal a ser entregue muito para lá dos prazos mas como por vezes não se aponta saldos e as pessoas não sabem e portanto não reclamam ou se reclamam quando são facturas e o prazo tem passado não o fazem no livro e portanto para todos os efeitos os padrões são cumpridos mesmo que, como foi o caso da factura da água de Dezembro e agora também com a de Fevereiro, tivesse havido cartas a sair do CDP duas ou três semanas depois. Poucas são as pessoas e ainda para mais num concelho rural, dispersas por aldeias que saibam quais são ou simplesmente o que são padrões. Por exemplo uma encomenda é uma encomenda. Ninguém ou pouca gente sabe qual é a diferença e quais são os padrões de um PP (Pacote Postal) registado, um simples volumoso ou um EMS (Express Mail Sevice ou encomendas urgentes) sendo que os EMS se dividem em Quick (expresso mais barato que pode ser entregue ou dado como avisado até às 18h e 59min), EMS 12 (expresso que tem que ser entregue ou dado como avisado até às 12h e 59min), EMS 18 (expresso que tem de ser entregue ou dado como avisado até às 18h e 59min). Há ainda os casos particulares de EMS 12 e 18 que têm de ser entregues não podendo ser avisados sendo que o carteiro tem de fazer várias tentativas de entrega. Há outros mas os que são expedidos e os que chegam ao concelho de Alcácer do Sal são basicamente estes. Tudo isso são tipos de encomenda. É claro que quem não o sabe não pode reclamar. E se o carteiro procede à entrega, por exemplo de um EMS 12 para lá das 13h aponta na lista, por exemplo, 12.30, o cliente não faz ideia e para todos os efeitos o padrão é cumprido. Assim se explicam «os resultados apreciáveis no cumprimento dos padrões de qualidade» referidos no comunicado. A qualidade de que fala é a virtual aqui está explicitada a qualidade real. Como se vê há uma diferença substancial.


3. Efectivamente, o site da Associação Nacional dos Municípios Portugueses refere que a população do concelho tem decrescido nos últimos anos. Contudo ao que parece, prevê-se que esta tendência irá sofrer uma inflexão contribuindo para isso a nova dinâmica que será impulsionada não só pela construção do futuro aeroporto em Alcochete como também pelos novos empreendimentos turísticos que irão ser implementados em particular o empreendimento turístico da Comporta. Importa ainda salientar um facto curioso e que o comunicado não menciona: é que mesmo havendo um decréscimo em termos populacionais, o tecido urbano, tanto de Alcácer como do Torrão, tem crescido a olhos vistos nos últimos anos; algo que os carteiros que fazem o giro na cidade constatam. Laranjal, Bairro de S. João são exemplos de bairros que têm crescido bastante. Tem ainda havido lugar à construção de novos bairros. No que toca ao Torrão, desde 1993 (quando a vila passou a ser servida por 2 carteiros) que o tecido urbano do Torrão também tem crescido. A título de exemplo, a zona H2 passou de meia dúzia de casas para ter apenas meia dúzia de lotes por atribuir. É curioso verificar que a população diminui e o tecido urbano das maiores povoações do concelho aumenta. A explicação que eu encontro é que as estatísticas incidem sobre todo o concelho não havendo estatísticas pontuais sendo que é nas povoações mais pequenas que a população está mais envelheciada o que implica que são as aldeias do concelho a contribuir negativamente para a média. Outra explicação que eu aqui vejo foi que aqueles que hoje estão a adquirir lotes em novos bairros são aqueles que viviam com os pais (constato isso aqui no Torrão mais ainda porque é o pessoal da minha geração) há 10 anos atrás sendo que as zonas mais antigas da vila continuam habitadas. Não há desertos nem clareiras no Torrão. A população distribui-se de forma homogénea e aquilo que eu chamo factor de dispersão de correspondência é praticamente constante. Vem sempre diariamente correio de todo o tipo para todo o lado de forma igualmente homogénea. Não há bairro, rua nenhuma que diariamente não receba correspondência. Antes o carteiro deixava a correspondência de todos no mesmo local e agora os então agregados familiares fragmentaram-se criando-se novos agregados levando o carteiro a dispersar-se. O que dificulta a vida ao carteiro é a expansão das povoações na medida em que tem de ir a mais locais, perde mais tempo a cobrir uma área maior. Isto é que ninguém percebe… ou não quer perceber!


4. Outro argumento falacioso é este que refere que as aldeias, em particular as aldeias da freguesia do Torrão, são servidas por blocos individuais de correio, as chamadas BRIC. O problema meus senhores não está na distribuição está nas distancias que se têm que percorrer e do tempo que se leva de caminho até às povoações. Não nos esqueçamos que estamos num concelho rural em que as populações estão dispersas e que estamos a falar de uma das maiores freguesias do país, da Europa! No caso do Torrão, para ir a Vale de Gaio (onde está a pousada e duas casas de habitação), Rio de Moinhos, Batão, S. Romão e Casa Branca são gastas em média três horas (37,5% do horário de trabalho). Se o carteiro levar em média meia hora a distribuir todo o correio (e para fazer esse tempo terá que já ter bastante conhecimento e destreza) significa que perdeu duas horas e meia no caminho; 83,3% do tempo gasto é em caminho por isso…


5. O que é ponto assente é que o tempo de trabalho é fixo e são oito horas de trabalho por dia! As mudanças de horário são absolutamente irrelevantes! Se antes, de manhã, se começava às 7.30h e acabava às 12.30h, agora começando às 7.00h termina-se às 12h. O caso não é começar mais cedo; nem que começassem às 5 da manhã! A não ser que me digam que se entra mais cedo ao serviço e sai-se à mesma hora porque aí já se está a trabalhar para além das oito horas diárias, aí já estamos a falar de trabalho extraordinário a questão é saber se é remunerado ou não – o que eu duvido.
Quanto ao reforço, foi muito fraquinho na medida em que foi criado um posto de trabalho (salvo erro a recibo verde) para supostamente fazer a publicidade. E digo supostamente porque me chegou aos ouvidos que essa pessoa por vezes também distribui correio algo que não é da sua competência e os carteiros ainda distribuem publicidade isso porque há ainda outro facto que foi escamoteado no comunicado: é que essa pessoa não está agregada única e exclusivamente ao CDP de Alcácer do Sal sendo que o seu raio de acção é, para além de Alcácer os CDP vizinhos, a saber: Grândola, Santiago do Cacem e Sines; pelo menos, sendo solicitada e destacada para onde a situação seja mais difícil. Quando vem publicidade em simultâneo terá que haver um ou outro carteiro que terá que fazer pela vida. E não nos esqueçamos que a publicidade também tem um padrão de entrega: 7 dias; à pois é!!! Belo reforço!


6. Em relação a este ponto, é válida a argumentação que refuta o que é dito no ponto 2 não havendo necessidade de mais comentários mas obrigado pela parte que me toca!


7. Nunca a expressão «optimização dos recursos humanos» assentou tão bem como neste caso. Na verdade esta expressão vem mesmo a calhar! Acontece que o carteiro que tem o azar de vir fazer o giro 8 (Torrão) não tem outro remédio senão trabalhar um dia inteiro para conseguir ir a todo o lado. O carteiro que actualmente faz este giro vê-se em bolandas sendo que almoça sempre tarde e más horas, obviamente muito para além da hora de largar. Naturalmente que entre outros factores muito contribui o facto de perder bastante tempo no caminho. Houve até quem já o visse a comer umas simples sandes enquanto distribuía em simultâneo o correio. Quanto às aldeias da freguesia, são servidas por outro carteiro (giro 6) que tem a seu cargo a entrega de todas as encomendas em toda a cidade de Alcácer sendo que ainda tem de ter tempo suficiente, da parte da tarde, para ir às aldeias onde perde em média cerca de três horas. Há ainda outro facto curioso: Tudo quanto sejam registos e expressos, se forem avisados, o carteiro (giro 6) leva-os de volta para Alcacer e só no outro dia o outro carteiro (giro 8) é que leva os objectos para a estação do Torrão. Há mais probabilidade das coisas se perderem e cada um dos dois carteiros fica responsável e dependente da responsabilidade do outro! Depois ainda há o facto de pontualmente o Chefe da Estação do Torrão, compreensivelmente se confundir, perder o norte, não sabendo onde pára determinado objecto assumindo que tal nunca lhe foi entregue entregando o ónus da responsabilidade aos carteiros que tendo já muito com que se preocupar ainda ficam mais baralhados e nervosos e depois é a confusão na medida em que há gente a mais envolvida na distribuição. O percurso é este: Os objectos saem de Alcácer voltam a Alcácer e depois é que vão para a estação do Torrão. Bonito! Sinergias?! Só se forem as da confusão! Definitivamente, o processo de distribuição de correio no concelho de Alcácer do Sal não é SIMPLEX. Não se está mesmo a ver o tipo de optimização? Poucos a fazer o trabalho de muitos o que implica trabalho extraordinário oferecido à casa entenda-se.


Para concluir gostava apenas de referir que o objectivo principal foi o de dar conhecimento público daquilo que se passa, em termos de distribuição de correio, no concelho de Alcácer do Sal. Creio que tal desiderato foi bastante satisfatório. Pretendeu-se ainda abrir uma janela de oportunidade de forma a que os trabalhadores dos correios de Alcácer aproveitassem para iniciar uma luta por melhores condições. Apelo assim para que ponham em prática aquilo que os sindicalistas me disseram. Não ir na conversa das chefias e quando chegar à hora de saída e de almoço telefonar-lhes para informar de que está na sua hora de descanso e que ainda têm bastante correio e perguntando-lhes como é que é. Mais: Dias em que há bastante correio ou em outras situações entregar uma declaração às chefias para que estas se comprometam no sentido das horas extra serem remuneradas.
Por fim um apelo ao signatário do comunicado acima exposto, Sr. Saturnino Rodrigues. Por coincidência ou não coube-lhe a si, o senhor é meu conterrâneo, a responder em nome da empresa. Na verdade o senhor é familiar do antigo Chefe de Estação dos correios do Torrão. Não tenho o prazer de o conhecer contudo tenho ouvido falar bastante do senhor. Gostaria, sendo torranense ou torranejo como dizem os de Alcácer, que aceitasse o repto que lhe vou lançar: Agora que os dias primaveris se avizinham, aproveite para dar um passeio pela nossa vila e para se inteirar acerca da forma como o processo de distribuição de correio é posto em prática. Desafio-o a si a pôr em prática aquilo que disse inicialmente: que os altos quadros da empresa saiam dos seus gabinetes e avaliem a situação real, in loco. Aproveite pois para falar com o povo! Propunha ainda um passeio pela nossa freguesia, indo às aldeias do Batão, Rio de Moinhos, S. Romão e Casa Branca e oiça com os seus ouvidos o que as populações locais têm para dizer. De certeza que será mais proveitoso e real do que os números e estatísticas frios – que acarretam sempre consigo margens de erro consideráveis e escamoteamento de situações pontuais – que invoca no seu comunicado.
Com os melhores cumprimentos,
Paulo

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Aniversário do grupo Sol - O filme

Baile da Pinha

Sociedade 1º de Janeiro Torranenese
Fundada a 1-1-1923
SOCIEDADE 1º DE JANEIRO TORRANENSE
CONVIDA TODOS OS SÓCIOS E POPULAÇÃO EM GERAL



BAILE DA PINHA

DIA 15 DE MARÇO A PARTIR DAS 22.OOH

ABRILHANTADO PELO CONJUNTO MUSICAL

BANDA 5

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

A COLECTIVIDADE MAIS DINÂMICA DO CONCELHO

A Sociedade 1º de Janeiro Torranense põe à disposição dos sócios e população em geral as seguintes actividades:

MÚSICAOnde podes aprender teoria musical, a tocar um instrumento que gostes e a fazer parte da nossa Banda Filarmónica

KARATÉVem aprender artes marciais e a saber defender-te

DANÇAAprende a dançar Ballet, Sevilhanas e Danças de Salão

CICLOTURISMOÉ só dar ao pedal e curtir a Natureza

CAPOEIRAUma arte marcial made in Brazil com muita música e boa disposição

Informa-te na Sociedade 1º de Janeiro Torranense
Inscreve-te já!!!

A COLECTIVIDADE MAIS DINÂMICA DO CONCELHO

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O correio no Torrão - Uma história de encantar

A história que eu vou contar
muito tem para ensinar.
É sobre o nosso correio
e a todos vai encantar.
Veio sempre pró Torrão
toda a nossa correspondência
até que veio um cabrão
cagar a sua sentença.
A Alcácer vai parar
o correio do Torrão,
da Casa Branca, S. Romão,
Rio de Moinhos e Batão.
Dois carteiros tinha a freguesia
tal não era o serviço
mas o cabrão fez razia
também pôs um fim a isso.
Ficou um só carteiro
encarregue da vila inteira
e de Alcácer tem de vir
vejam lá a brincadeira!
De Alcácer também vai
outro carteiro às aldeias
ficou tudo às aranhas
por ver o trabalho a meias.
Tempo para tudo não há
mesmo que não seja mole.
Se não barafustar lá
trabalha de sol-a-sol.
E é vê-lo apressado
andar sempre stressado
muitas vezes irritado
outras até danado.
Por querer a todos acudir
e a todo o lado ir
a todos satisfazer
ao povo inteiro bem servir.
E depois não basta o correio
ainda há a papelada.
Dá um grande trabalhão
e só faz poluição.
E se o outro às aldeias
não consegue acudir
fica o trabalho a meias
não vai lá distribuir.
Viram-se então pró carteiro
que já faz todo o Torrão,
exigem-lhe que faça tudo
como antes de vir o cabrão.
Para às aldeias ter tempo
de ir fazer a distriubuição
não distribui em todo o lado
faz só metade do Torrão.
E quando já tudo sabe
ea todos bem conhece
vem outro que nada sabe
e muito menos conhece.
Nem sequer é do Torrão
ficou tudo logo encalhado
até pagou para aprender
e ainda trabalha ao feriado.
Está tudo sempre atrasado
correio para as aldeias só à noite.
E querem outra verdade?
Pró Torrão só vem metade!
E agora em Alcácer do Sal
correio do Torrão é aos «moitões»
é facturas e pensões
é só tratarem-nos mal.
E quando já tudo saber
aquele que hoje anda a tacto
acabam-lhe com o contrato
e põem-no logo a mexer.
Vejam lá esta desgraça
que nos foi acontecer
vamos esperar meuas amigos
que não o ponham a correr.
E se o porem a andar e isto continuar
vamos todos para a rua gritar:
- Por causa de um paneleirão
sofre a freguesia do Torrão.
Pois é! Chegou o momento de fazer um apelo a todo o povo da nossa freguesia do Torrão para que nos insurjamos contra a pouca vergonha e total falta de respeito com que os CTT nos têm vindo a tratar. Começaram por propor ao anterior executivo para que a Junta de Freguesia funcionasse como posto de correios pois era intenção desta empresa acabar com a nossa estação. Não levando a sua avante, há quase dois anos acabaram com o Centro de Distribuição Postal (CDP) do Torrão indo o nosso correio todo parar a Alcácer. Como se não bastasse ficou um só carteiro para fazer a vila inteira e de Alcácer vai outro para o Batão, Rio de Moinhos, Casa Branca e S. Romão com a agravante de trocarem de carteiro como quem troca de camisa. Os resultados (desastrosos para todo o povo da freguesia) estão à vista. Vamos reivindicar a restauração do nosso CDP e exigir que tudo volte a estar como antes e que o carteiro se mantenha o mesmo pelo menos dois anos consecutivos e se assim não for boicotemos os correios indo lá só pelo essencial, pagando as facturas noutro local, não comprando os seus produtos e usar outros meios de comunicação só escrevendo carta em ultimo caso. Só é pena os jornais da freguesia (Jornal do Torrão e Boletim da Junta de Freguesia) se mostrarem insensíveis e não se mostrarem muito preocupados com estes factos ao contrário do Jornal A Voz do Sado e outros meios de comunicação social. Mais uma vez se prova que santos da casa não fazem milagres. Chamemos a televisão. Lutemos. Está na hora de todos mostrarmos o nosso descontentamento.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

1 de Fevereiro de 1908 - 1 de Fevereiro de 2008

«Que infames! Para completarem a sua atroz malvadez e sua medonha covardia fizeram fogo pelas costas.»
D. Manuel II in Notas Absolutamente Íntimas
POR PORTUGAL
IN MEMORIAM
Rei D. Carlos I: 28 de Setembro de 1863 - 1 de Fevereiro de 1908

Príncipe Real D. Luís Filipe: 21 de Março de 1887 - 1 de Fevereiro de 1908

VÍTIMAS DO TERRORISMO DA CARBONÁRIA

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Boca no trombone - Novos desenvolvimentos

Depois de algum tempo parado motivado por vários afazeres e novas responsabilidades eis que volto para continuar a relatar os ultimos desenvolvimentos do caso CTT em Alcácer do Sal. Na verdade, como se pode ver, o alerta levado à Provedoria dos CTT já obteve resposta. Quem também já respondeu foi o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social cuja mensagem foi a seguinte:
Exmo. Senhor Paulo Selão
Cumpre-me acusar a recepção do email enviado no passado dia 18 de Dezembro de 2007 e informar que o mesmo foi reencaminhado para a Inspecção geral do Trabalho por versar matéria da competência daquele Organismo.
Com os melhores cumprimentos
Diogo Franco - Chefe do Gabinete do Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.
Como se pode constatar, o assunto continua a ser tratado. Para finalizar gostaria de esclarecer que de todos os sindicatos do sector, o único que respondeu e fez mesmo uma visita a Alcácer e que encetou várias diligências foi o Sindicato Independente dos Correios - SINCOR. Este sindicato demonstra assim a sua independência e interesse na defesa dos trabalhadores sem meias tintas. Para finalizar, parece que alguns órgãos de comunicação social se estão interessando pela matéria sendo que se calhar alguns publicarão um texto sobre o assunto. Informo ainda que os CTT já se viram obrigados a responder embora os argumentos apresentados não sejam lá muito intelectualmente honestos e em boa parte falaciosos não esclarecendo com clareza a situação. De tal forma que para essa matéria seja preciso um post. Isso serão contas de outro rosário e em breve serão de todo rebatidos.





sexta-feira, janeiro 04, 2008

Boca no trombone - Últimos desenvolvimentos

Como se pode ver (e ler) a acção movida contra a forma deplorável como os CTT têm agido nos últimos tempos e a favor das populações do concelho de Alcácer do Sal e em particular da freguesia do Torrão e daqueles cujos direitos conquistados ao longo de décadas e que são assegurados pelas leis do trabalho nacionais mas também europeias são diariamente postos em causa começa a dar os seus frutos. Congratulo-me com a celeridade com que os organismos oficiais responderam ao assunto pois estávamos habituados a que mensagens deste teor enviadas por qualquer cidadão não obtivessem sequer resposta. O Governo fez aquilo que lhe competia contudo não se pode confinar a acusar a recepção deste protesto; tem de agir em conformidade! Assim o esperam todos aqueles que são lesados sucessivamente. Estranhamente daqueles de quem mais esperava resposta (SINDICATOS) são aqueles que mantém um silêncio ensurdecedor. Nem um sindicato ainda deu sinais de vida. Nem os que se dizem mais defensores dos direitos dos trabalhadores, nem os que de dizem independentes... nem os outros. Porque será? Espero contudo que o seu silêncio não seja sinónimo de inépcia ou de conivência com a situação e que estejam a estudar o caso para agir como se impõe senão os sindicatos não servirão para muito mais a não ser para ir buscar quase 5,00€ todos os meses ao salário dos trabalhadores sindicalizados. Mais informo de que seguirei a sugestão dada pela ANACOM e que por lapso havia esquecido: enviar a nota de protesto para a Direcção Geral do Consumidor; e que a enviarei ainda às bancadas parlamentares de todos os partidos com acento no hemiciclo de S. Bento e ainda para a provedoria dos CTT. Em breve haverá mais esclarecimentos. Sim, pois no que a mim me diz respeito, não deixarei morrer este caso enquanto tais atropelos subsistirem. Como diz o outro: Quem cala consente! Ou então: Eu vou mas volto porque a mim... ninguém me cala!
Vou andar por aí.



sábado, dezembro 22, 2007

Em grande

Uff, foi uma semana e peras aqui pelas terras de Bernardim. Porquê? Basta ir à net, ler jornais, ver televisão... Na verdade a nossa vila do Torrão está de parabéns, em todos os sentidos senão vejamos:




  1. O Torrão anda nas bocas do mundo deixando, pelo menos por alguns dias, de ser uma terra anónima para se tornar famosa e mediática.

  2. O Torrão descobriu novas potencialidades e um bom nicho de mercado que, e isto foi só um cheirinho (sem ironia), nos pode catapultar para um boom económico. Não, a agricultura, como se vê infelizmente, não nos leva a lado nenhum. A pecuária... enfim... está claramente demonstrado que não dá de comer a ninguém (ups a ironia não me larga). Está na hora de deixar entrar a ciência e a técnica, o futuro. Mostrou-se que por aqui a industria do armamento biológico (nem mais) leva caminho. Temos as instalações, secretas e tudo - só é pena estar um pouco perto da estrada nacional - pessoal licenciado em Física, Química e Biologia e bons técnicos. A primeira experiência correu tão bem que até teve de vir uma unidade especial do exército e tudo para neutralizar o perigo biológico comprovando assim a qualidade superior do material que tinha potencial para contaminar terras, cursos e lençois de água e até o ar por também se poder libertar sob a forma de aerossol. Do que é que estamos à espera? O Torrão - o local a partir de onde as nossas Forças Armadas são equipadas com armamento de destruição em massa. Começamos a produzir armas biológicas, depois químicas, subimos de divisão com o nuclear e, com o advento da nanobótica, ainda acabamos a produzir armamento biomecânico - a gama completa.

  3. E para finalizar, coube ao Torrão apadrinhar a entrada em acção de uma unidade especial do exército, criada em Fevereiro de 2006 - o Laboratório de Defesa Biológica. Foi a primeiríssima vez que esta unidade actuou em território nacional. O Torrão fica para sempre ligado a uma unidade de elite do exército português. É para mim um orgulho e um enlevo. Laboratório de Defesa Biológica - a não esquecer e bem que podíamos convidá-los a ficar sedeados por cá. Seria uma honra!

Como se vê o futuro sorri para o Torrão. Está de parabéns!!!

Pfff, e pensar que há por aí alguns idiotas que se mostram indignados por ter havido quem denunciasse o caso como se não morassem aqui e não estivessem eles e as suas familias expostos ao produto. É que apesar da experiência ter tido em conta outros factores, para estar controlada, tinha que ter um ponto final. Pois, pois, fosse no pino do Verão, com as altas temperaturas e os exércitos de moscas e mosquitos a serem ali gerados em massa e queria ver como era. Porque raio é que queriam que a experiência continuasse? Calma! Um passo de cada vez!





O local onde decorreu a acção.


Outra perspectiva do local.


Nesta imagem vê-se claramente a máquina escavadoura em acção.


Nesta imagem vê-se a distância a que a exploração está da estrada nacional.


Uma outra vista do local... ao longe... sempre.



O aparato em torno do acontecimento ganhou contornos de notícia de primeira página.



Aqui pode-se ver as carrinhas de reportagem com as antenas abertas prontas a emitir. Estava tudo pronto para o directo que seria alguns minutos depois.



É daqui que se tem acesso ao local.




A estrada que dá acesso ao Torrão e à exploração que fica do lado esquerdo a poucos metros embrenhado no meio dos sobreiros.




Vale David - o outro local.

Outra imagem de Vale David.




Um suíno passeia descontraidamente perto da estrada nacional. Um risco para os automobilistas.


O aparato mediático que cercou o Torrão foi bem destacado como se vê por esta imagem da Praça Bernardim Ribeiro, o centro da vila.





Outra imagem da praça com a Rua Nossa Senhora da Albergaria em pano de fundo e os veículos de reportagem em evidência.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Boca no trombone

Esta postagem é dedicada ao pessoal do CDP de Alcácer do Sal... e a todos aqueles que já lá passaram. A todos vós um bem haja.
Paulo Selão

«Cumpro o meu dever. Os outros que cumpram o seu»
D. Carlos I

Venho através desta mensagem denunciar a situação gravíssima e manifestamente ilegal que se vive nos Correios em Alcácer do Sal cujas repercussões se estendem não apenas aos trabalhadores como a toda a população do concelho, em particular, à população da freguesia do Torrão.

Com a passagem à reforma, no início de 2006, de 3 carteiros, os CTT começaram a contratar trabalhadores para exercer funções como carteiros em regime de assalariados. Acontece que para que se consiga atingir um nível de qualidade em termos de distribuição postal é imperioso que o carteiro adquira uma certa maturidade e experiência decorrente do tempo que tem de serviço. Porém a nova lógica desta empresa, em particular, leva a que não se procure contratar trabalhadores em regime de efectividade mas apenas em termos de contrato a prazo (no máximo de 3 contratos) cujo período de duração se cifre nos seis meses. Naturalmente os primeiros meses serão gastos a conhecer e a adaptar-se. E quando o carteiro já se começa a movimentar relativamente à vontade e com segurança, a conhecer ruas e pessoas e a desempenhar as funções com destreza, em suma, a estar suficientemente apto eis que está chegado o termo do seu contrato... e um novo inexperiente, um novo impreparado volta a começar tudo do principio levando a uma nova quebra na qualidade e na rapidez de entrega e a um novo avolumar de trabalho provocando novo desequilibrio e instabilidade numa equipa que já se começava a refazer do golpe anterior, repetindo vezes sem conta o mesmo ciclo improfícuo e insensato.

O concelho de Alcácer do Sal é um dos maiores do país, com uma área de 1465,3 km 2 e 13 624 habitantes que se encontram dispersos por esta vasta área – ou não fosse este um concelho rural. Nos últimos anos o concelho tem-se desenvolvido e a sua população aumentado. Este facto encontra eco na elevação da vila de Alcácer do Sal a cidade em 1995 e nos empreendimentos turísticos levados a cabo nas freguesias do litoral como é exemplo o empreendimento turístico levado a cabo na freguesia Comporta.

A freguesia do Torrão é a segunda maior freguesia do país cuja área é de 372,8 Km 2 – a maior freguesia do país e até mesmo da Europa é justamente outra das freguesias do concelho de Alcácer do Sal, Santa Maria do Castelo, que ocupa uma área de 430,8 Km2 – cuja população que perfaz cerca de 3500 habitantes se encontra dispersa por 5 povoações: Torrão, Casa Branca do Sado, Rio de Moinhos, S. Romão do Sado e Batão sendo que, a mais longínqua destas, o Batão, se encontra a cerca de 30 Km do
Torrão e a cerca de 45 Km de Alcácer do Sal e cuja sede da freguesia dista 37 Km da sede de concelho.

O numero de carteiros que compõem o CDP (Centro de Distribuição Postal) de Alcácer do Sal é de 3 carteiros efectivos, 3 em regime de assalariado e cujo tempo de serviço é inferior a mês e meio, e um outro assalariado com cerca de seis meses de serviço – que está contratado pela CTT Expresso o que implica que o seu salário seja metade do salário dos elementos atrás citados e cuja justificação se deve ao facto de não poder fazer serviço interno (embora este elemento acabe por trabalhar tanto como os restantes colegas pois o grosso do trabalho está na rua) o que implica a sobrecarga de um colega que se vê obrigado a fazer o seu trabalho e o trabalho do colega que apenas pode trabalhar na rua – e um carteiro agenciado que está a recibo verde que trata de distribuir o correio, que lhe é levado por um dos restantes, na Comporta.

Desde o inicio de 2006 já passaram pelo CDP de Alcácer do Sal tirando os três elementos efectivos e o carteiro agenciado nada mais, nada menos do que 15 carteiros (!) que ou não lhes renovaram os respectivos contratos ou que não quiseram voltar a fazer mais nenhum contrato e houve até um elemento que estando à experiência não quis acabar o contrato tal não é o risco envolvido por se ter de percorrer centenas de quilómetros por dia e o volume de trabalho.

Com o aumento exponencial do volume de trabalho (não apenas de correio e encomendas expresso como também de publicidade com especial ênfase na publicidade dos hipermercados Modelo que inundam literalmente o CDP de duas em duas semanas quando não de semana a semana com milhares de panfletos distribuídos por dezenas de fardos que chegam a pesar mais de 10 Kg, desde Novembro de 2006) o que implica a realização de tantas tarefas em tão pouco espaço de tempo, com a instabilidade permanente na equipa, com a inexperiência acumulada pelos vários elementos, com a pressão que é movida com prepotência aos carteiros por quem não tem autoridade moral para exigir mais àquela gente tal não é aquilo que dão (e acredite-se que todos eles trabalham nos limites) no sentido de os forçar a entregar tudo e mais alguma coisa no mesmo dia independentemente de virem 5 ou 50 contentores cheios, com o facto deste ser um trabalho cumulativo, de verem o seu trabalho avolumar e com o facto deste ser um trabalho sensível e de responsabilidade, e sendo, em suma, demasiado trabalho para os recursos humanos ali actualmente existentes o que implica que a capacidade de reposta a tal volume de trabalho é praticamente nula tal implica que praticamente nenhum elemento – sendo de todo impossível aos recém-chegados – cumpra o seu normal horário de trabalho despendendo milhares de horas extraordinárias que obviamente não são remuneradas.

O caso dos recém-chegados (carteiros com menos de seis meses de serviço) a estas lides é ainda mais confrangedor e grave. Na verdade estes elementos quando chegam não têm, como é natural, nem qualquer experiência nem desenvoltura suficientes e nem qualquer conhecimento do percurso, do nome das ruas nem das pessoas e muito menos não têm a noção do tempo que devem despender em cada tarefa pois este trabalho processa-se a contra-relogio. Logo quando saem à rua para começarem a distribuir correio é praticamente hora de almoço coisa que deveria acontecer de manhã. Todo o carteiro tem, como é obvio, um horário fixo de trabalho tal que o numero de horas não ultrapasse as oito e, tal que o numero de horas seguido, desde que começa o serviço até à hora de almoço, não seja superior a cinco. Escusado será dizer que face a estes factos e ao que foi citado no parágrafo anterior o carteiro recém-chegado se veja literalmente obrigado a trabalhar de sol-a-sol (isso mesmo, como no tempo da outra senhora!) chegando a fazer 11, 12 e mais horas de serviço (começando às 7 da manhã e acabando por vezes às 8 e 30 da noite se não mesmo às 9 e claro não são remunerados) não parando sequer amiúdes vezes para almoçar ou quando o fazem param apenas durante o tempo necessário para comer uma simples sandes, muitas vezes tarde e más horas. Face a tudo o que foi dito, nos Correios em Alcácer do Sal, os horários são uma autêntica palhaçada na medida em que é praticamente impossível serem cumpridos só existindo porque a lei impõe a sua existência. É verdade que ninguém é forçado explicitamente apesar da pressão atrás citada o pretender fazer de forma implícita mas também é facto que é o próprio trabalho que se encarrega, pelos motivos enunciados, a obrigar a tal.

É claro que, à boa maneira portuguesa, para além das horas extra não serem remuneradas não existe um único responsável a alertar para o facto dos horários serem cumpridos e das pessoas saírem a tempo contudo ai daquele que se atrase a entrar ao serviço. Basta que chegue 5 ou 10 minutos atrasado durante dois ou três dias para ser imediatamente advertido e até mesmo ameaçado de que se continuar assim pode ver este tempo ser descontado no salário e quando chegam as avaliações ter má nota no que à assiduidade diz respeito. Porém para largar o trabalho é que já não há limites nem advertências. O trabalhador até pode trabalhar até à meia-noite… ou até ao dia seguinte… Nos Correios de Alcácer do Sal a exploração dos trabalhadores e a pouca vergonha não têm limites.

O caso da freguesia do Torrão merece uma ênfase especial na medida em que aqui o assunto assume contornos de autentico surrealismo. O Torrão sempre teve um CDP autónomo. Nunca antes o correio desta freguesia foi parar a Alcácer. Fizeram-se inclusive melhorias no início dos anos noventa nas instalações sendo até instalado um elevador e tudo. O investimento cifrou-se em milhares de contos – dinheiro de todos nós ou não fossem os CTT uma empresa pública – que, como veremos mais adiante, com as mudanças efectuadas implicará que tal foi em vão sendo que ainda assim é preciso gastar dinheiro com a manutenção do elevador que se encontra parado e sem qualquer utilidade desde então. A partir de 1993, com o aumento de população e a expansão da vila aliado à distancia a percorrer para se proceder à entrega do correio nas aldeias da freguesia que já vimos ficam bastante dispersas umas das outras e que devido à extensão da freguesia e ao volume de correio que por vezes chega (até porque aldeias com Rio de Moinhos e o Batão são povoações com uma quantidade bastante considerável de habitantes o que implica que só para fazer o percurso e distribuir o correio são necessárias 2 horas, hora e meia no mínimo; praticamente um quarto do horário, repita-se legal, de trabalho) o numero de carteiros passou de 1 para 2. Contudo apareceu aqui por estas bandas um génio (ou mais) que ao que tudo indica julga ter descoberto a pólvora. A partir de Junho 2006 não só suprimiu um posto de trabalho como ainda deslocou o correio do Torrão – agregando o CDP do Torrão ao CDP de Alcácer do Sal – para a sede do concelho sobrecarregando e pondo em causa seriamente ainda mais o trabalho em Alcácer e provocando inúmeros transtornos comprometendo mesmo a distribuição do correio em toda a freguesia que antes se processava com normalidade.

As mudanças efectuadas implicaram que ficasse um carteiro com a distribuição do correio apenas na vila do Torrão sendo que a distribuição do correio das restantes povoações da freguesia ficou entregue a um dos carteiros de Alcácer. Embora ainda assim e devido ao facto deste modelo ser uma ruína ainda se pretendeu, para ver se se colmatava o desastre que se propagou perturbando a distribuição da correspondência em todo o concelho, que o carteiro do Torrão fizesse tudo como antigamente com a nuance de ser só um e de ter que ir a Alcácer buscar e ordenar o correio e daí partir com tudo o que havia para o Torrão. Como o tempo não estica e o carteiro já tinha experiência suficiente e não estava com particular apetência para trabalhar de sol-a-sol (algo que é mesmo ilegal e que implica que se a Inspecção Geral do Trabalho apanhar um trabalhador nestas condições aplica-lhe uma coima a si e à empresa no valor tanto num caso como noutro de somas elevadas; informação que foi dada pelos sindicalistas que regularmente se deslocam a Alcácer mas não pelas chefias que só invocam o regulamento quando lhes interessa omitindo convenientemente outras regras mais indesejadas; por que será?) e ainda por cima à «borlix» não foi de modas e partiu a distribuição em duas implicando que apesar das aldeias terem tido distribuição diária porque estas têm sempre correio prioritário – embora quando o processo começou a inexperiência levasse a que chegasse a haver 2 e até 3 dias sem que as populações das aldeias tivessem acesso à sua correspondência – só metade da vila do Torrão é que recebia correspondência ficando o correio da outra parte em Alcácer para apenas ser entregue no dia seguinte com excepção de tudo quanto fosse prioritário que era sempre entregue no dia. A distribuição no Torrão era deste modo, e sempre que o carteiro fosse chamado a fazer o trabalho como antes, feita de forma cíclica. O que é curioso é que o carteiro nunca pediu autorização – nem tinha que pedir pois este estava a cumprir o seu horário na integra, o horário que constava no seu contrato – a quem quer que fosse para executar este modelo e nunca foi confrontado por ninguém embora tudo estivesse naturalmente às claras e à vista de todos. Por que seria?!

Se o carteiro que durante ano e meio (Junho de 2006 até Dezembro de 2007) distribuiu a correspondência no Torrão – e até, como se viu, em boa parte, até nas aldeias da freguesia como antes, nunca é demais dizer – já tinha a coisa controlada com o fim do seu contrato e a entrada de um novo elemento cuja experiência de correios é nula aliado ao facto de não ser do Torrão e de nunca aí ter posto os pés e de ter tido apenas um dia (!!!) para aprender, a desorganização e decorrente prejuízo para as populações voltaram em força. Face à inexperiência a todos os níveis, do carteiro, e ao facto desta ser uma época complicada (época natalícia) o correio do Torrão acumula-se às caixas em Alcácer. Há correspondência com quase duas semanas a ser entregue e o pobre carteiro vê-se obrigado a trabalhar literalmente que nem um escravo, a sair do Torrão quase à hora a que devia sair do trabalho, sem ter direito sequer à hora de almoço, e mesmo assim pela hora a que chega à vila só consegue entregar a correspondência de uma fracção do Torrão. Se calhar nem lhe foi convenientemente comunicado qual o seu horário de trabalho. Mais, no dia 8 de Dezembro, fim-de-semana e feriado andou no seu carro particular um dia inteiro a entregar correio – escusado será dizer quanto ganhou. A situação nas aldeias também não é nada boa. Com a entrada de um novo elemento que nem do Torrão consegue dar conta, ir às aldeias está absolutamente fora de questão. A tarefa voltou a ser entregue a um dos carteiros de Alcácer mas como este elemento é outro dos recém-chegados tal implica que só ao sol-posto, muito depois das 18 horas é que as populações das aldeias da freguesia do Torrão têm acesso à sua correspondência e isto quando têm pois há dias que o carteiro nem consegue lá ir. Quando esse carteiro regressa a Alcácer chegam a ser quase 19.30 ou mais.

Face a todos estes atropelos e abusos, face ao risco envolvido de se conduzir sob imenso stress por estradas sinuosas e com troços perigosos palco de inúmeros acidentes e onde já muitos automobilistas perderam a vida chegando a haver carteiros que fazem quase 400Km por dia (!) e ainda devido ao facto do odioso da questão ser atirado para cima dos carteiros na medida em que se insinua que se a situação é má, se não há qualidade, é por culpa deles, é por serem irresponsáveis, é por serem malandros, preguiçosos. Se porventura nos milhares de cartas se perder alguma ou se fizerem algo de errado até porque ninguém dá formação a ninguém são logo chamados de irresponsáveis e ameaçados de que podem vir a responder pelos seus actos ou pela sua suposta negligencia e como as chefias e aqueles que são de facto responsáveis por várias situações como é exemplo a decisão deplorável, irresponsável e lesiva a todos os títulos para a população de uma freguesia inteira, senão mesmo de um concelho inteiro, que põem diariamente em causa não a correspondência e os interesses de uma mas de milhares de pessoas sem que ninguém lhes peça satisfações, aqueles que depois ainda têm o supremo descaramento de vir pedir qualidade e satisfações quando se verifica uma queda da mesma é pois natural que face a esta situação ignóbil a desmotivação, o cansaço e até mesmo a revolta comecem a apoderar-se de todos aqueles que diariamente palmilham heroicamente todo o concelho de Alcácer do Sal para realizar a sua hercúlea tarefa.


Seja por medo de represálias, seja por comodismo ou seja porque a greve do carteiro é ingrata pois o trabalho é cumulativo o que é facto é que ainda ninguém se lembrou de partir para a paralisação, ainda que fosse sob a forma de uma greve local embora houvesse quem sugerisse tal. Também é verdade que ainda (até agora) ninguém denunciou aos sindicatos convenientemente toda a situação que se vive ali.

A situação das populações também deve ser vista a fundo pois se os direitos mais elementares dos carteiros são espezinhados diariamente o mesmo acontece com o direito das populações de ter acesso à sua correspondência diariamente com normalidade independentemente do local onde habita. As consequências para a população do concelho são óbvias. O atraso na correspondência (de todo o tipo) é quase uma constante e uma consequência lógica de toda esta barafunda, a qualidade do serviço uma desgraça, há reformas que chegam inevitavelmente atrasadas, há casos de reformas perdidas; pessoas, idosos, com poucos recursos, desesperados; há casos de correspondência, e nisso se incluem pensões, de uma parte da cidade ir parar ao outro lado de Alcácer, a casas onde ninguém habita e a caixas que não estão entregues sendo esta descoberta casualmente meses e meses depois, há casos de correspondência de umas povoações do concelho ir parar a outras, há casos de facturas e cobranças chegarem irremediavelmente atrasados sendo que as pessoas são lesadas na medida em que têm depois de pagar multas e juros por incumprimento dos prazos sem que disso tenham culpa absolutamente nenhuma, há casos de pessoas que faltaram a audiências do tribunal de Alcácer pelos mesmos motivos… e não podemos também esquecer os remetentes que pagam o serviço e os respectivos padrões de qualidade dos mesmos e que depois são defraudados. Estas situações podem acontecer. O erro é inerente a todos mas se os carteiros tivessem a suficiente experiência e tempo de trabalho não seria tão frequente darem-se estes casos e acredite-se que a frequência com que estes casos se dão, nestes últimos dois anos, é muita, é imensa, disparou para níveis absolutamente inaceitáveis.

Basta de prepotência! Basta de incompetência! Basta de ilegalidades e atropelos aos direitos mais elementares dos trabalhadores e das populações! Basta de irresponsabilidade e insensibilidade! Basta! É tempo de cada um assumir as suas responsabilidades a começar pelos CTT, uma empresa cujo Conselho de Administração se vangloria de ter lucros da ordem dos 70 milhões de euros, de afirmarem ser inédito em quinhentos anos de historia dos correios em Portugal, de assumirem sem pejo a ambição de chegar aos 100 milhões. E para quê? É tempo dos quadros superiores desta empresa caírem na realidade, saírem do bafio das torres de marfim em que se encontram encafuados, se deixarem de propagandas inúteis e falaciosas em Apostas (revista de circulação interna) e outros meios, de transformarem em promoções penalizações que lhes foram impostas e de saberem o que de facto se passa e se calhar não apenas no concelho de Alcácer do Sal. É tempo de a ANACOM indagar acerca da qualidade deste serviço no concelho de Alcácer do Sal; de certeza que aqui seria mais apropriado um DAY HAPPY do que uma HAPPY HOUR. É tempo das chefias intermédias e locais saírem em defesa e sem ambiguidade dos interesses, direitos, bem-estar e qualidade no trabalho dos elementos pertencentes às equipas que lideram e se deixem de preocupar apenas com os seus interesses pessoais ou profissionais, assumindo o seu papel de líderes, de deixarem de varrer o lixo para debaixo do tapete e de fingir (obviamente para fora) que está tudo bem para manterem o seu status quo. É tempo da Inspecção Geral do Trabalho agir com firmeza e em conformidade assumindo as suas obrigações sem meias tintas. É tempo dos sindicatos serem devidamente informados acerca de todos estes atropelos e cumprirem a sua missão. É tempo dos trabalhadores darem um valente murro na mesa e dizerem CHEGA. É tempo dos órgãos de comunicação social locais e até nacionais denunciarem a situação. É tempo das populações e instituições de todo o tipo se insurgirem contra aqueles que os lesam diariamente (NUNCA OS CARTEIROS, JAMAIS); mais do que abaixo-assinados enveredar por outras formas de luta.

Estamos num país da União Europeia, em pleno século XXI, um país que se diz um Estado de Direito democrático e onde estes atropelos e ilegalidades são o pão nossa de cada dia com a agravante desta ser uma empresa pública. Estes actos, esta nova forma de exploração, este desprezo por quem trabalha e por milhares e milhares de cidadãos, nos quais eu me incluo mais do que aquilo que se possa imaginar, não podem continuar a campear por aí sem resposta sem que haja uma única voz que se levante, que se insurja, que denuncie. Espero que esta mensagem sirva de exemplo, seja um abrir de portas e que depois desta surjam outras a confirmar inequivocamente o que aqui é dito e as suas experiências pessoais ou a denunciar situações similares por esse país fora pois acredito que Alcácer do Sal não seja caso único. Cumpro o meu dever! Os outros que cumpram os seus!

Nota importante: Esta mensagem foi enviada às seguintes entidades:

Instituições e autoridades competentes

- Ministro das Obras Publicas, Transportes e Comunicações (tutela)
- Ministro do Trabalho e da Segurança Social
- ANACOM
- Inspecção Geral do Trabalho
- Câmara Municipal de Alcácer do Sal
- Junta de Freguesia do Torrão

Sindicatos do sector

- SINDETELCO
- SNTC
- SINCOR

Orgãos de Comunicação Social

- SIC - Nós por Cá
- RTP
- TVI
- Correio da Manhã
- O Diabo
- 24 Horas
- Voz do Sado
- O Nosso Alentejo
- Noticias do Litoral

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Ena pá! Pois é...

A Point de Vue (Revista FRANCESA) acaba de publicar os dinheiros de algumas listas civis de chefes de Estado para o ano de 2008. É edificante e merece reflexão:

Isabel II (Rainha de Inglaterra) - 15.500.000 Euros
Juan Carlos I (Rei de Espanha) - 8.050.000 Euros
Beatriz I (Rainha da Holanda) - 5.600.000 Euros
Margarida II (Rainha da Dinamarca) - 8.600.000 Euros
Carlos XVI (Rei da Suécia) - 5.200.000 Euros
Harald II (Rei da Noruega) - 15.000.000 Euros
Alberto II (Rei dos belgas) - 9.542.000 Euros
Henrique (Grão-Duque do Luxemburgo) - 650.000 Euros

É muito? Então agora senhoras e senhores agarrai-vos à cadeira... TCHARAMMMMMM!

Cavaco Silva (este dispensa apresentações) - 16.000.000 Euros (Só em países ricos como Portugal é que a presidencia da república - modernidade - pode ter este orçamento não é como os outros paises terceiro mundistas e atrasados da europa cujas Casas Reais - anacronismo - são umas pelintras e que mesmo assim ainda gastam de mais... com o fausto!)

Sarkozy (Presidente da República Francesa) - 100 Milhões de Euros (FONIX)

Se a isto juntarmos os gastos com campanhas e eleições presidencias e as mordomias, privilégios e regalias que dispõem os 3 ex-presidentes da república portuguesa... 2 repúblicas gastam mais com os seus presidentes do que 8 reinos juntos gastam com os seus reis. E ainda dizem alguns acompanhados por idiotas uteis que não sabem o que dizem que a república é mais barata e a Monarquia caríssima, cheia de privilégios e de sumptuosidade.

A minha resposta?



Bandeira do Reino de Portugal. Foi a bandeira Nacional entre 1830 e 1910.

Quanto à França... os franceses que resolvam... o problema é deles! Eu por mim nem me importo de gritar VIVA A REPÚBLICA... FRANCESA.
Para reflectir e já agora não deixe de ler A Grande Farra in Combustões.

domingo, dezembro 02, 2007

Aniversário do grupo Sol

Realizou-se na passada sexta-feira, dia 30 de Novembro, na Sociedade 1º de Janeiro Torranense, um espectáculo musical cuja receita reverteu na integra para a colectividade.
A abertura do espectáculo coube às irmãs Vestia, seguindo-se o grupo coral Flores do Campo, das Alcáçovas, e a fechar o grupo musical, do Torrão, Sol.
De referir que o grupo Sol comemora 24 anos de existência, tendo partido dos seus elementos a ideia de organizar este evento.
De lamentar que mais uma vez a sala se encontrava práticamente vazia. É que geralmente quando não há nada ouvem-se lamentos de que o Torrão é um atraso de vida e onde não se faz nada e quando há... não aparece práticamente ninguém. Por outro lado quando não há eventos diz-se que a Sociedade devia ter isto e aquilo e depois quando há... enfim... como disse o outro, poucos mas bons.