domingo, julho 01, 2007
Fogo no Torrão
FESTA DA ESPUMA
O Benfica não ganhou nada ou ninguém pára o Benfica?
Lamento pois desiludir quem assim gostaria que fosse mas vamos aqui no Pedra pôr definitivamente os pontos nos ii senão vejamos.
- No voleibol, o Benfica conquistou pelo terceiro ano consecutivo a Taça de Portugal.
- No futsal, a equipa feminina do Benfica sagrou-se Campeã Nacional revalidando deste modo o título. A equipa masculina não ficou atrás e conquistou a Taça de Portugal e sagrou-se Campeã Nacional.
- No atletismo, Vanessa Fernades sagra-se Campeã do Mundo de triatlo e TetraCampeã da Europa. É a primeira vez que uma atleta consegue tal proesa na modalidade. Mais palavras para quê?
- Esta foi também a época que viu o Benfica tornar-se no maior clube do mundo em número de sócios, facto reconhecido pelo Guiness World Records, deixando para trás colossos do futebol mundial.
- E como corolário desta época brilhante, será no Estádio da Luz que decorrerá um dos maiores eventos televisivos de sempre à escala global; a eleição das 7 maravilhas do Mundo moderno no dia 7 de Julho. O evento decorre em Portugal e o palco teria obviamente de ser o maior estádio português, algo que se adequa ao mega-evento. A cereja em cima do bolo de uma época a todos os títulos, volto a referir, brilhante.

domingo, junho 24, 2007
É uma sorte tê-las connosco
Perseguida desde sempre por ser associada ao azar e mau presságio, a coruja-das-torres (tyto alba), pertencente à ordem das Strigiformes e à familia Tytonidae é contudo um predador útil para o controlo de roedores e pragas responsáveis pela destruição de culturas e propagação de doenças pois a sua dieta baseia-se essencialmente em ratos e insectos. Foi durante um dos famosos passeios de fim-de-semana que dê de caras com este ninho. Como se pode constatar, esta espécie nidifica em construções abandonadas tais como montes, moinhos, chaminés ou ainda em torres (daí o nome), igrejas, celeiros ou campanários ou então em cavidades nas rochas ou em troncos ocos.
A nidificação ocorre na Primavera estendendo-se de Março a Junho. A postura varia entre 2 a 14 ovos mas frequentemente situa-se entre os 4 e os 7 ovos. Os ovos são postos, sobre um tapete de regurgitações, de 2 em 2 dias e a incubação dura cerca de um mês. As corujas são geralmente monogâmicas ficando a incubação a cargo da fêmea estando o macho encarregado de trazer alimento. Estima-se que durante a época de reprodução um casal de corujas consegue capturar cerca de 25 ratos por noite. Esta ave tem por hábito balançar-se para os lados e soprar ruidosamente para se defender dos seus predadores. O seu comprimento é de cerca de 35 cm e a sua envergadura varia entre os 85 e os 93 cm sendo que o seu peso se situa entre as 200 e as 400 gr. A sua plumagem é branca salpicada de negro no ventre e dourado nas costas e cabeça com excepção da face que também é branca. Possui patas longas e os olhos negros. Uma das caracteristicas identificadoras desta espécie é a sua face em forma de coração. A sua face ligeiramente côncava e o formato acima descrito fazem desta uma autêntica antena parabólica ampliando de tal forma os ruídos provocados pelos animais que captura no sentido de os localizar que consegue detectar o som de uma pequena palha a quebrar à passagem de uma potêncial presa sobre ela a dezenas de metros de distância. Experiências levadas cabo com animais em cativeiro demonstraram que as corujas conseguem capturar as suas presas na mais perfeita escuridão. Os seu ouvidos são assimétricos o que permite a localização rigorosa dos animais que caça. Aliado a tudo isto temos ainda o facto destas aves conseguirem voar no mais absoluto silêncio pois a plumagem da coruja amortece o ruído do bater das asas. Não admira pois que com tais «poderes» e com o seu aspecto bizarro estes animais fossem encarados como seres sobrenaturais.
Depois de comerem, as corujas expelem pelo bico uma massa ovoide que contém tudo aquilo que não conseguem digerir tal como ossos, pêlos e penas. A esta regurgitação dá-se o nome de plumada ou egagrópila e encontram-se perto dos locais habituais de pouso da ave. A sua análise permite conhecer o regime alimentar destas rapinas. A coruja-das-torres alimenta-se essencialmente de ratos, ratazanas, musaranhos, pardais, lagartixas, rãs e insectos.
domingo, junho 10, 2007
O que os media ocidentais não mostram
Atiradores furtivos (snipers), emboscadas, engenhos explosivos improvisados (IED), armamento ligeiro, foguetes RPG, lança-granadas, bombistas suicidas eis uma panóplia de recursos baratos que têm feito miséria entre as tropas de ocupação. O invasor vive momentos de terror - não admira que lhes chamem terroristas. Os caríssimos meios tecnológicos ao dispor do proclamado exército mais poderoso do planeta nada podem contra a resistência iraquiana e os generais ditos especialistas em contra-terrorismo (refiro-me ao general americano Petraeus - já repararam que até tem nome romano) vêm as sua estratégias ruir diáriamente como castelos de cartas.
Dia após dia o ocupante é flagelado pela resistência que não dá mostras de aliviar a pressão bem pelo contrário, os dispendiosos equipamentos ao serviço dos exércitos de ocupação são reduzidos a sucata e nas suas fileiras as baixas vão sendo cada vez maiores.
Pode parecer contraditório da minha parte em postagens anteriores condenar actos bombistas e apelar a que não se glorifique ou não haja branqueamento do terrorismo ou de quem participou em actos dessa natureza e noutras patrociná-los mas (e há sempre um mas) serão as operações levadas a cabo contra um exército que ocupa um país e o tem destruido e saqueado sistemáticamente e que até pelo que se disse anteriormente nada tem de fraco serem considerados actos de terrorismo? A questão nada tem de linear e tanto assim é que por variados motivos ainda não se conseguiu chegar a um consenso internacional acerca da definição de terrorismo. Onde acaba o terrorismo e onde começa a resistência legítima? E quantos tipos de terrorismo existem? Não haverá também terrorismo de Estado? Terrorismo ecológico? Não será o contra-terrorismo ele também terrorismo, etc? Não é fácil!
Actos violentos levados a cabo (nunca contra as populações civis) em países ditatoriais por grupos que lutam pela democracia (e vamos partir do princípio que é esse o seu real objectivo e que têm o apoio da maioria da população pois ninguém gosta de viver oprimido) serão terrorismo? Lembremos que a oposição política convencional, pela palavra, está excluída pois não esqueçamos que o país é uma ditadura e que não existe liberdade de expressão o que implicaria a prisão e algo mais de quem fizesse tal oposição. O que resta pois para lutar contra esta situação? Mas os mesmos meios usados em países democráticos já serão totalmente inaceitáveis pois existe libredade de expressão e é totalmente ilegitimo usar actos de violência para impor as suas ideias. Para mim a luta armada só pode ser usada em último mas mesmo em último recurso e repito sempre respeitando as populações civis que não podem ser usadoas como escudos humanos, forçadas ou violentadas. Mas as coisas serão assim tão lineares?
Países invadidos por outro mais forte ditadura ou não; será legítima a sua resistência? Mais uma vez a questão não é linear...
FALINTIL vs exécito indonésio - terrorismo ou resistência (para os indonésios terrorismo para nós e para a esmagadora maioria do povo timorense luta pela liberdade). A questão é relativa; como se vê depende do ponto de vista e provavelmente reside aí a dificuldade maior na definição de terrorismo. Xanana Gusmão - Líder da resistência ou Líder terrorista?
Para os estados, para a situação é sempre terrorismo! Pretendiam os indonésios libertar Timor das garras do comunismo mas depois foi o que se viu...
Procurando mais longe nos séculos deparamo-nos com Viriato e os Lusitanos. Para o invasor romano eram salteadores. Ou seria apenas um povo a lutar contra o invasor?!
Lembremos as invasões napoleónicas. Vinham os franceses a Portugal espalhar os ventos da Liberdade, Igualdade e Fratrenidade e livrar-nos do obscurantismo; vinham por assim dizer libertar-nos (onde é que eu já ouvi essa?) - esse era o seu argumento.... falacioso; o que de facto pretendiam era a supremacia, a conquista da Europa. O que trouxeram? A selvajaria e o saque. A face mais visível do terror era o general Louis-Henri Loison, o tristemente célebre Maneta que não perdoava quem fosse levado à sua presença. Tal não foi a repressão implacável que levou a cabo e o medo despertado que ainda hoje, em boa parte do país, quando algo se perde irremediávelmente se diz que foi p´ró Maneta. Eu próprio uso essa expressão amiude! Lembremo-nos que havia grupos de guerrilha contituidos por patriotas, talvez gente que pertencia ao desbaratado exército português mas não apenas que actuavam contra a tropa francesa. E o que eram para o invasor? Nem mais - grupos de salteadores, bandidos. Depois vieram os ingleses que de facto nos ajudaram, nos libertaram do invasor francês mas que depois se assumiram como libertadores (sempre a promessa de liberdade) e protectores e iam ficando e saqueando até os obrigarmos a retirar. Ainda hoje tanto em França como na Inglaterra existem tesouros portugueses expostos em museus provenientes desses saques e que nunca mais nos forma devolvidos. Então e aqueles que lutaram pela independência dos EUA? O que é que eles eram para os britânicos? Vejam se adivinham... Isto dos libertadores tem muito que se lhe diga!
Sempre a História a ensinar-nos e nós só temos que a aprender e compreender!
Quanto ao que se passa no Iraque , bombaredamentos, assassinios e tortura (pela aviação e exército ocupante) contra as populações civis, actos bombistas, massacres, raptos, tortura, decapitações contra as populações civis mais uma vez por grupos que actuam no Iraque, são actos deploráveis verdadeiramente terroristas. Mas quando as acções são contra um exército estrangeiro e que já devia ter partido há muito - relembre-se que o seu objectivo era derrubar a ditadura e libertar o povo iraquiano. Foi conseguido e o ditador e seu colaboreadores directos foram mortos (não interessa aqui agora a forma como o foram nem a foram como decorreu o julgamento - foram mortos e pronto) - já a coisa muda de figura. Argumentam os americanos que se retirassem «davam a vitória aos terroristas». E não a deram quando decidiram invadir o Iraque? Mas se retirassem acabaria a luta armada? Penso que não e emergiria outro ditador nos mesmos moldes do anterior. Democracia no Iraque - pura utopia, só na cabeça do Bush... a democracia tem que surgir naturalmente e não ser imposta abruptamente... à bomba; uma lição para o futuro. Agora o que é que têm? Atoleiro, pantâno um autêntico imbróglio que não tem solução militar (nem mesmo para a superpotência) mas política.
Se o Iraque fosse pacificado e não houvesse luta armada e a democracia e a paz triunfassem retirariam? É para mim óbvio que não. Ficariam usando outros argumentos, talvez o argumento paternalista do protector, para justificar a sua presença, pois o seu real objectivo é a supremacia e o dominio geo-estratégico da região, o controlo dos recursos energéticos, recursos petroliferos. A Democracia e a Liberdade são apenas conversa fiada. Em política e ainda mais em política internacional na maioria das vezes os verdadeiros objectivos são ocultados e lançam-se argumentos mais digamos aceitáveis, mais nobres. É a real politik em acção! Lembremos tudo o que se disse e escreveu por analistas políticos e militares.
Mas como a realidade da guerra tem sempre duas faces e ambas têm de ser mostradas vamos ao que interessa que o texto já vai maior do que aquilo que estava previsto.
http://www.youtube.com/watch?v=MCmFiGc10y4
http://www.youtube.com/watch?v=h316u3y3Lzk
http://www.youtube.com/watch?v=Jzp25NCZyb0
http://www.youtube.com/watch?v=uV-05i6InHo
http://www.youtube.com/watch?v=T3BURB5-Jlk
http://www.youtube.com/watch?v=lnN56hnU_xA
http://www.youtube.com/watch?v=quG-jBDOOQA
http://www.youtube.com/watch?v=IQBe3fvSa_4
http://www.youtube.com/watch?v=RhkcKv9L71Y
http://www.youtube.com/watch?v=3mzvVdJ5Xdo
http://www.youtube.com/watch?v=gx-PV13wHHw
http://www.youtube.com/watch?v=8q1G62tY6q0
http://www.youtube.com/watch?v=Q6TiYm2QpfA
http://www.youtube.com/watch?v=6H_4NpRf1XU
http://www.youtube.com/watch?v=4kLK2IMyJWA
quinta-feira, junho 07, 2007
A RESISTÊNCIA IRAQUIANA - UM TRIBUTO

domingo, maio 27, 2007
Passeios de fim-de-semana IV
Aqui, um pormenor do monte ornamentado pelos Bordões de S. José.
domingo, maio 20, 2007
Torrão selvagem
É caso para dizer que nas Alcáçovas o Torrão não foi abafado mas quase. Esta merece o quê? Isso mesmo: NÓS POR CÁ.

Passeios de fim-de-semana III
Quando alguém necessitar de um guia... não hesite!
PETIÇÃO NACIONAL - TERRORISMO NÃO DEVE MERECER HONRAS DE ESTADO; NÃO LEVEM Aquilino Ribeiro para o Panteão
Visitai www.forum-democracia-real.org. Basta linkar em as minhas sugestões ou clicar em cima do endereço, neste texto.
Por LUIS GUERREIRO
Panteão Nacional! Igreja de Santa Engrácia, Lisboa! Mausoléu Nacional de pelo menos parte da nossa memória colectiva! Para lá foram alguns dos grandes, os maiores da Pátria. E os que não pudemos lá colocar, erigimos em Seu nome cenotáfios (monumentos evocativos de corpo ausente). Foi isso que fizémos em memória de Luís de Camões, Nuno Álvares Pereira, Infante Dom Henrique, Afonso de Albuquerque, Pedro Álvares Cabral e claro, talvez o Português mais famoso no Estrangeiro - Vasco da Gama!
Mas alguns dos Grandes Portugueses que temos orgulho em recordar, não têm no Panteão Nacional um monumento evocativo. Os seus restos mortais estão lá de facto! Foram lá sepultados e veneramos a sua memória, porque não apenas serviram o glorioso e antigo nome de Portugal, honraram a nossa Portugalidade, o nosso Universalismo, o nosso Humanismo e às vezes a nossa maneira muito peculiar de estar no Mundo e de ser Nação! Almeida Garrett, João de Deus e Guerra Junqueiro foram lá sepultados. Faz-lhes companhia - quem não se lembra? - Amália Rodrigues, tão adorada em Portugal como... no Japão! O Funeral de Amália, coisa rara, escreveu páginas inteiras nos jornais de todo o Mundo. Será que já nos esquecemos? Lisboa ficou de pernas para o ar e o Mundo também. Mesmo que não se goste de fado, quem não ficará orgulhoso de uma Portuguesa que deixou no Mundo uma marca tão especial, da nossa maneira de ser tão especial?
O Panteão Nacional, longe de ser apenas um mausoléu, a última morada de alguns de nós, é também o lugar em que, de algum modo, nós Portugueses, repousaremos. Não fisicamente! Não é disso que se trata! É a nossa nacionalidade que ali repousa. Traquilamente. Serenamente. O espírito universal de se ser Português, a representação de uma Língua, sexta posição nas línguas mais faladas no Mundo, partilha e herança cultural de quase 300 milhões de Seres Humanos no Mundo inteiro. É OBRA! Ou será que nos esquecemos?... É esta grandiosidade imensa de um País relativamente pequeno que reflecte o verdadeiro espírito de se ser Português. Cidadãos de Portugal, mas seguramente Cidadãos do Mundo, reflectimos perante nós mesmos e aos olhos do Mundo, características próprias, que fazem de nós uma Cultura única universalmente reconhecida.
É portanto claro - ou devia ser - que o Panteão Nacional nunca foi nem é uma simples colecção de defuntos que em vida tiveram algum talento. O Panteão Nacional representa mais, muito mais. É um Monumento de Excelência Portuguesa, de Universalismo e de Humanismo. De Glória. De Honra. De Cidadania no seu melhor.
Ora a recente decisão da Assembleia da República, de para lá mover os restos mortais de Aquilino Ribeiro ofende gravemente e - devo dizer - dolorosamente estes princípios e valores.
Aquilino Ribeiro tinha talento! Salazar dizia dele que era um inimigo do regime, mas isso não importava, porque era um grande escritor!
Porque razão então nos opomos à sua trasladação para o Panteão? Porque Aquilino Ribeiro cometeu actos inaceitáveis e participou em acções de terrorismo, subversão e cumplicidade no assassinato de um Chefe de Estado de Portugal! E assim, não cumpre todos os requisitos que fazem da nossa herança cultural colectiva uma mensagem universal de Humanismo, Paz e Civilidade.
Quem guardava em casa caixotes de explosivos destinados ao fabrico de bombas, com o intuito de matar Seres Humanos, simplesmente não pode ir para o Panteão.
Quem, um belo dia, durante a preparação de uma bomba em sua casa, foi apanhado pela Polícia em flagrante delito, porque a bomba explodiu acidentalmente (28 de Novembro de 1907), e por essa razão foi encarcerado, não pode ir para o Panteão.
Quem, no desrespeito pela Ordem e o Primado da Lei, se evade da prisão (12 de Janeiro de 1908), não pode ir para o Panteão.
Quem, uma vez em fuga, se une de novo a seus compinchas assassinos do Chefe de Estado e, no dia 1 de Fevereiro de 1908, é identificado por numerosas testemunhas, de arma em punho, perto do local do assassinato do Chefe de Estado, claramente, não pode ir para o Panteão.
Quem, uma vez assassinado o Chefe de Estado, foge para Paris, não pode ir para o Panteão.
E o Parlamento Português, num mundo dominado por violência, morte, sofrimento, guerra e terrorismo, que tem feito centenas, milhares de vítimas, NÃO DEVE enviar para o Panteão Nacional alguém com o passado de Aquilino Ribeiro! Os ecos desta decisão soarão Mundo fora e a imagem externa de Portugal sofrerá com esta decisão desastrosa da Assembleia da República. Ao enviar Aquilino Ribeiro para o Panteão, a Assembleia da República tacitamente endorsa actos que o resto do Mundo Civilizado claramente condena. É um erro!
Portugal é um Estado de Direito! Integrado num Mundo de Estados de Direito, Democracias onde a Ordem Legal e o Primado da Lei são valores fundamentais a defender e por causa destes condena o Terrorismo que nos tempos de hoje tem os mesmos efeitos do terrorismo que Aquilino Ribeiro de alguma forma subscreveu: morte, sofrimento humano e subversão do Primado da Lei!
E quanto a nós Portugueses... Quantos de nós REALMENTE estariamos dispostos a receber junto dos nossos próprios mortos, alguém que se envolveu em actos como os que acima descrevi?
É que, os mortos no Panteão, contrariamente ao que possamos pensar, não são desconhecidos! São nossos, os mortos especiais da Família Portuguesa e isto, Portugueses... Somos todos nós! Mas unidos por uma Paz que Aquilino Ribeiro não subscreveu! E por isso o Panteão não o pode acolher!
ASSINE A PETIÇÃO! A DIGNIDADE NACIONAL MERECE!
To: Presidente da Assembleia da República
A Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República
Excelência, Verificado o cumprimento dos pressupostos legais para o exercício do direito de petição colectiva, no caso uma representação, vêm todos os signatários manifestar a sua discordância com a trasladação dos restos mortais de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional, por deliberação da Assembleia a que Vossa Excelência preside. Mais vêm manifestar esta discordância de uma forma determinada e expectante. Determinada e expectante, Senhor Presidente, porque a Assembleia da República, independentemente de considerações de natureza cultural, deve atender ao facto, historicamente provado, de Aquilino Ribeiro ter participado na conspiração para o assassinato do Chefe de Estado de Portugal, em 1 de Fevereiro de 1908, Sua Majestade El-Rei D. Carlos, e Seu Filho, Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luis Filipe. A contradição, Excelência, parece-nos díficil de ultrapassar: considerar herói nacional, propor como exemplo às gerações vindouras, alguém que participou na preparação de atentados terroristas e que foi preso por isso mesmo; alguém cujo processo por participação em atentados bombistas foi levado a tribunal em 13 de Fevereiro de 1908, juntamente com mais dois arguidos; alguém que depois veio branquear o seu passado e sacudir as mãos à varanda de Pilatos, confunde-nos o espírito de portugueses e de ocidentais, defensores da democracia e dos direitos humanos. Com esta trasladação, a instauração da República fica equiparada ao acto do regícidio! Mas, Senhor Presidente, Herói e Assassino são antónimos. A sua conjunção é uma impossibilidade ética. E, se não se confirmar a impossiblidade legal daí decorrente, são um conceito apenas: um equívoco no coração da própria República! Vossa Excelência, personalidade de elevadíssima idoneidade e dimensão humana, constitui motivo de certeza para todos estes portugueses, em número de e de todos os outros que dentro e fora do território nacional têm o espírito em sobressalto, de que esta ignomínia ficará pela mera tentativa. É o País inteiro que atento e grato pela procedência desta representação, vem assinar e dirigir a Vossa Excelência este grito muito forte e muito português: Deixem em paz as cinzas de Aquilino Ribeiro! Deixem que a Posteridade lhe teça os elogios literários que merecer! Mas não ergam em símbolo de cidadania quem deu provas de aceitar que os métodos terroristas e o assassinato de um Chefe de Estado são meios procedentes e legítimos para instaurar ideais políticos. Não o coloquem no Panteão Nacional!
Sincerely,
sábado, abril 28, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
Passeios de fim-de-semana II
domingo, abril 08, 2007
É uma vergonha!
Ia eu todo lampeiro pela estrada fora a caminho do Moirão num dos meus habituais passeios de fim-de-semana eis que esbarro com este lindo serviço. Infelizmente, parece que em pleno século XXI ainda há gente que não sabe o que é um contentor de lixo ou então tem um prazer doentio em atirar a murraça - como aqui se diz - para os silvados. Se esta última fôr a correcta sugiro que plante silvas no seu quintal e aí pode enfeitar com todo o tipo de dejectos o seu silvado particular tipo árvore de Natal. A Natureza agradece!
Passeios de fim-de-semana
Na época da desova as carpas procuram as zonas pouco profundas do rio onde se juntam em grandes quantidades.
