sábado, março 27, 2010

Ainda a bandeira

Esta sim, seria a forma sensata, a meu ver, da Bandeira Nacional em República e aquela que melhor representaria Portugal

Teria todos os elementos que identificaram Portugal desde sempre, excepto a corôa, que inclusive nem sempre fez parte de todas as antigas Bandeiras do Reino de Portugal


Esta aqui de baixo é a bandeira da Carbonária (não confundir com Carbonara), organização terrorista (similar à ETA) que existiu em Portugal na 1ª metade do século XX, responsável por inumeros atentados à bomba (e não só) que vitimaram; mataram e feriram centenas de portugueses, inclusive o legitimo Chefe de Estado português, El-Rei D. Carlos I e seu filho, o Principe D. Luís Filipe, brutalmente assassinados a tiro, pelas costas. Repito: pelas costas. Tenhamos sempre bem presente este dramático acontecimento histórico.



Esta é a Bandeira Nacional desde 1910, aqui curiosamente sobre o fundo azul e branco do céu. Agora descubram-se as diferenças...


E não esqueçamos nunca a descrição que o grande Fernando Pessoa fez do actual estandarte Nacional. Tenhamos sempre em mente que Pessoa considerava a actual bandeira um «... ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados mentais, nos serve de bandeira nacional - trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor»

sexta-feira, março 26, 2010

Bandeirada





Uma enorme Bandeira Nacional, anterior a 1910, a Bandeira do Reino de Portugal, foi hasteada, esta noite permanecendo no mastro durante toda a manhã, no parque Eduardo VII, em Lisboa.


A acção já foi reivindicada pela Carbonara - Moivimento Monárquico de Massas que optou por deixar a bandeira a meia adriça como forma de protesto pelo estado da nação portuguesa.


Deixo apenas duas considerações pessoais:


1 - A forma célere como se tenta arrear a antiga Bandeira Nacional o mais rápido possivel, do género «mata que é bicho»;


2 - A profunda ignorância (má fé) dos jornalistas quando referem «Uma bandeira monárquica foi içada no Parque Eduardo VII, no centro de Lisboa, no local onde costuma estar uma bandeira de Portugal» ou «No local costumava estar a bandeira nacional».
Meus senhores das duas uma:
Ou são ignorantes ou estão de má fé e não são isentos, algo que um jornalista supostamente deveria pois a lei diz que «As Antigas Bandeiras Nacionais de Portugal deverão ser consideradas equivalentes à actual Bandeira Nacional».
Conclusão:
Tanto a bandeira azul-e-branca como a verde-rubra são bandeiras nacionais. Uma é; a outra já o foi. Certo?
Então que não se diga bandeira monárquica e bandeira nacional senão pode-se contrapôr que a actual Bandeira Nacional é uma bandeira republicana e temos uma grande bandeirada.
Aliás é mais nacional e representa melhor Portugal a bandeira azul-e-branca que a verde-rubra. Pois o azul e branco foram as cores nacionais desde a fundação da nacionalidade e para isso basta ver o cerne de todas as bandeiras incluindo a actual. Temos os cinco escudetes ou quinas azuis besantadas de branco - os besantes são os pequenos circulos brancos inseridos em cada escudete - dispostas sobre um fundo branco (ou prata). A actual Bandeira Nacional carreaga ainda a matriz azul-e-branca. A alma de Portugal e as verdadeiras cores da Nação.

segunda-feira, março 22, 2010

O que a bimbalhada queria sei eu

Este «rapazinho jeitoso» é Ronnie Coleman, considerado um dos maiores fisioculturisatas de todos os tempos e vencedor 8 vezes do título de Mr. Olympia.
Mr. Coleman é também Oficial da Polícia de Arlington, Texas, EUA.
Já nem falo num pelotão mas bastava uma simples equipa de policias composta por meninos com esta envergadura e eu queria ver se as hordas que deixam um, já habitual, rasto de destruição por onde passam, como aconteceu ontém sem excepção continuavam a fazer merda como sempre...



Uma já cá canta

A 1ª DA ÉPOCA

RESUMO DA PARTIDA:
UM:
UMA:



O INEVITÁVEL:

E POR FIM:
PARA A BIMBALHADA UMA TÍPICA, PITORESCA E COLORIDA PEÇA DE OLARIA DAS CALDAS :


E PARA O GLORIOSO A DITA CUJA


domingo, março 21, 2010

E porque hoje começa (finalmente) a Primavera...

Limpar Portugal II


Imagens obtidas nos arrabaldes de Vila Franca de Xira a 14 de Março de 2010

Vale bem a pena haver um dia consagrado para «Limpar Portugal» quando outros fazem dos restantes 364 dias do ano, dias para sujar Portugal.

Limpar Portugal I

Limpar Portugal - uma iniciativa com o alto patrocínio de S. Pedro. É que para fazer limpezas é necessária água e ontém ninguém se pode queixar da falta desta eh eh

sábado, março 20, 2010

Finalmente: Prédio devoluto deixa de ser ameaça a transeuntes









Finalmente tomou-se a atitude que se impunha e a Câmara levou mesmo a cabo a demolição do mais famoso - por razões óbvias e mais que explicadas aqui no Pedra - prédio do Torrão.
Enfim... já não era sem tempo. Recorde-se que o Pedra no Chinelo já tinha um artigo referente a este assunto, salvo erro, desde 2006. Mais vale tarde do que nunca. Até porque o tempo se encarregaria de o demolir por quem de direito.

sexta-feira, março 19, 2010

Glorioso III - Hoje como ontém

Glorioso II

O Benfica passou aos quartos de final da Taça Europa...
... o Simão Sabrosa também...
... e o Quique, já agora...

Glorioso I

Ontém o Benfica fez isto:


... e o Sporting isto:

segunda-feira, março 08, 2010

Simplesmente esclarecedor

Luís Pita Ameixa, Deputado do Partido Socialista pelo circulo eleitoral de Beja, in Diário do Alentejo

domingo, fevereiro 28, 2010

Prédio em risco iminente de derrocada - Câmara avança para posse administrativa









Tendo em linha de conta a incuria/indefnição dos proprietários do edificio fronteiro à Estrada Nacional que ameaça ruína a qualquer instante, a Câmara Municipal decidiu por unanimidade, em reunião de Câmara, proceder à posse administrativa do referido edificio com vista à sua demolição. Para tal será usada maquinaria da CMAS e, findos os trabalhos e eliminada a ameaça, procederá ao envio da respectiva factura aos proprietários do imóvel.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Solidariedade nacional para com a Madeira rapidamente e em força





O Pedra no Chinelo, como é óbvio, não podia deixar em claro tão devastador acontecimento, estando solidário para com a Madeira e os madeirenses. Foi arrasadora a tempestade deste fim-de-semana que assolou a ilha e a deixou e em particular a sua capital, Funchal, irreconhecível assemelhando-se a uma autentica zona de guerra. Esta é uma verdadeira emergência nacional que exige uma resposta nacional para a Madeira rapidamente e em força.

Desfile de Carnaval trás alegria a ruas do Torrão

Muita côr, alegria, folia e... um frio de rachar; assim foi o Desfile de Carnaval deste ano, o segundo consecutivo desde o interregno, em 2001, organizado pela Câmara Municipal de Alcácer do Sal.























quarta-feira, fevereiro 10, 2010

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Os 100 anos da república

O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa. Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como Partido Republicano, lhe cumpriria reclamar já foram realizadas pelo liberalismo monárquico. (…) A república não pode deixar de inquietar o espírito de todos os patriotas.
Eça de Queirós, «Novos Factores da Política Portuguesa»,Revista de Portugal, Volume II, Abril de 1890,


Não deveriam significar qualquer surpresa as efabuladas evocações que se difundiram e publicaram nos últimos dias a propósito dos festejos do Centenário da República que este fim-de-semana com pompa arrancaram no Porto. Estas constituíram um generoso tempo de antena atribuído ao ancilosado regime pela Comunicação Social que afinal dele julga que depende e presta vassalagem. O que se lamenta profundamente é que a Comissão das Comemorações de Santos Silva e Fátima Rolo, em conluio com a generalidade desses OCS, em desrespeito pela pluralidade de pontos de vista e liberdade de expressão da qual se consideram exclusivos senhorios, promovam um discurso mentiroso ou idealizado sobre os republicanos da revolução do 5 de Outubro e a história dos últimos cem anos. Isto é fazer pouco da inteligência dos portugueses que conseguem desmontar a mascarada: branquear desta forma impune um dos períodos mais negros da nossa história, que emerge na sequência dum tenebroso duplo assassinato (o regicídio), em que um conjunto de terroristas e radicais se apoderaram durante dezasseis anos dos destinos de Portugal. Nem Fernando Rosas, apesar da sua militância política, tem lata para disfarçar assim as mais salientes nódoas do regime nascido em 1910.
Nas múltiplas entrevistas recentemente concedidas pelas televisões e rádios a um qualquer porta-voz da comissão das festas, quando o pivot, por ignorância, inércia ou cumplicidade, prescinde do sua função critica ou de contraditório, tal constitui indubitavelmente um atentado aos mais basilares princípios democráticos. Quererem impingir-nos sem mais nem menos, que Portugal por causa da sua República é mais livre e desenvolvido do que países como a Bélgica, a Inglaterra, a Holanda ou a Suécia, é uma tremenda embustice que carece ser denunciada. Ignorar que a União Soviética, a China, a Alemanha nazi ou Cuba, foram ou são tão republicanas quanto os governos de Afonso Costa ou Salazar à sua época, no mínimo deveria ser motivo de escândalo. Proclamar que foi a revolução do Partido Republicano Português que trouxe a igualdade dos cidadãos perante a lei, o voto universal, ou a liberdade de imprensa, além de constituir uma prova de colossal ignorância, significa o desprezo pela profunda revolução liberal ocorrida durante o século XIX em Portugal, e um vilipendio a todos os seus protagonistas das mais diversas facções políticas; de então Almeida Garrett, Sá da Bandeira, José Estêvão, Fontes Pereira de Melo ou Ramalho Ortigão. E isso, nenhum jornalista de boa fé deveria jamais ignorar.
É deste modo em nome da liberdade e do direito ao contraditório, que se apela a uma urgente mudança de perspectiva e atitude por parte dos OCS, chamando os críticos da Iª república, monárquicos ou republicanos, ao palanque das celebrações. Porque desprezar a História e comprometer um livre debate sobre a república em nome da propaganda, compromete em primeiro lugar a nação que todos somos.
Todos.

João Távora in Centenário da República