terça-feira, janeiro 18, 2011

Como se fala para dentro de casa falando de e para fora desta

Quem anda já a fazer pela vida é Khadafi. O presidente da Libia (um daqueles que verdadeira e genuinamente garante a soberania do povo), no poder desde os anos sessenta, comentando a fuga do seu homólogo da Tunisia, há vinte e três aninhos no poder, afirma que Ben Ali irá fazer muita falta à Tunisia e que não haverá ninguém na Tunisia capaz de assegurar a governação no futuro.
Sendo a Tunisia um país fronteiro à Libia compreende-se a declaração. Isto é o que se chama um olho no burro e outro no cigano... não vá o diabo tecê-las e o povo libio lembrar-se também de pôr a sua garantia de soberania «prá córré».

Piadas de ultima hora

Acabei de ouvir - sem querer - o «camarada» Chico Lopes dizer que o Rei não garante a soberania do povo.
Se eu ganhasse bem e fosse amigo do senhor já sabia o que lhe oferecer pelo seu aniversário: um périplo pelo Reino Unido, Luxemburgo, Noruega, Suécia, Japão, Tailândia e já agora, para desanuviar o stress de paragens tão opressivas, um outro bem mais agradável e relaxante pela República Popular da China, República Popular da Coreia (a Coreia do Norte, essa grande democracia), República Popular do Vietname, a Tunisia, Costa do Marfim, Haiti, países onde, por exemplo, o povo é verdadeiramente soberano.
Se calhar faz-lhe falta conhecer o mundo... não sei; digo eu.

Prédio em risco de ruina

Um novo ponto negro está identificado no Torrão. Desta feita, o prédio devoluto situa-se no Largo de S. Francisco. O rigor do clima fez mossa na estrutura deste imóvel cuja fachada ameça ruir. O local já foi assinalado e isolado. Recomenda-se deste modo aos transeuntes que evitem passar nas proximidades e aos automobilistas que evitem estacionar no local em frente.



Nesta foto, tirada mais de uma semana depois, pode-se ver que a fita sinalizadora que delimitava a zona de maior risco já foi arrancada.







República também é isto



Ao que parece, a primeira dama tunisina, aquando da fuga, terá levado consigo 1,5 toneladas (!) de ouro dos cofres do Estado. É claro que, a tê-lo feito, o não fez sozinha e claro, todo este ouro, a ser verdade, será não apenas para a familia presidencial mas para todo o séquito que com ela foi forçado a fugir: Chefe da Casa Civil, assessores, enfim, essa gente que vive nas presidências e que ninguém sabe quem são ou quantos são.
Já estou a ouvir a ladaínha: que é um caso pontual, nem toda a gente é assim, são ovelhas negras, etc., etc.
O problema é que este tipo de notícias não são esporádicas, antes se repetem com uma terrivel frequência; em repúblicas, claro.

A grande faena ou as touradas da república por Ramalho Ortigão



Por sua parte [o povo português], acha-se no seio da civilização que o explora como o touro em tarde de corrida no meio do redondel. É puro, bravo, boiante e claro. Está aí para o que quiser dele o capinha, o bandarilheiro e o espada. Acenam-lhe com o trapo encarnado e ele arrancará sempre com lealdade e braveza, entrando pelo seu terreno, acudindo ao engano e indo ao castigo de todas as vezes que o citem para atacar, para escornar, para estripar e afinal para morrer, o que tudo para ele é unicamente marrar. Como o boi puro, o povo não se desilude nunca, nunca se desengana na lide.

Ramalho Ortigão - «Farpas na República». verbo: 1910, pp. 33-34

domingo, janeiro 16, 2011

Mais uma acha para a fogueira

Abstenção é a solução


Quando homens do regime tais como Vasco Pulido Valente ou António Barreto afirmam:
«Termino esta breve nota fazendo notar que a patranha do chamado "voto útil" tem sido uma das coisas que mais tem desgraçado Portugal, induzindo o Povo a votar em quem não quer com a ideia que se está a defender de quem tem medo.
Está na altura de ter uma atitude verdadeiramente cívica: Abster-se de votar, indicando assim o verdadeiro desencanto para com o regime vigente.
Para quem pensa que o voto branco (ou nulo) resolve alguma coisa, estejam atentos à noite eleitoral: Estes últimos, se forem referidos percentualmente, será de forma marginal. A abstenção não ! A abstenção é verdadeiramente um problema para o regime, e dependendo da sua magnitude, poderá de facto influenciar o regime».


ou António Barreto:

«(...)há motivos políticos, que passam pelo meu desapontamento radical com a função do Presidente da República em Portugal. Nós fomos muito especiais, ao tentar encontrar um sistema que não é nem água quente nem água fria, nem carne nem peixe. É uma coisa muito esquisita. Não é presidencialista, não é semipresidencialista, não é parlamentarista».

Penso que não há mais nada a dizer a não ser que dia 23 irei fazer o que me der na real gana mas votar está de todo longe dos meus planos. Se votar é um direito, não votar também o é.
Quem não estiver contente com o estado do país e queira enviar uma mensagem ao regime que faça como eu. Quem estiver contente com o que tem, que vá votar para para uma instituição que «não é carne nem é peixe» e que mesmo assim come 21 milhões do orçamento mais de metade da Casa Real Espanhola, só para dar um exemplo; e ajudar um tipo a subir na vida - e de que maneira - mesmo depois de ter deixado o cargo. Isso é que era bom.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Esclarecimento esclarecedor

É este filmezinho da CNE, com um toque de propaganda, que está passando nas TV's para apelar ao voto nos candidatos ao emprego de presidente.
O que se verifica é que nem mesmo a propaganda é de qualidade com muitos erros e omissões de certeza por pura ignorância. Senão vejamos:




Logo na primeira imagem aparece o «ignóbil trapo» ondulando enquanto se ouve o Hino Nacional.
Eu, como nisto das bandeiras e heráldica, tenho um olho de lince logo detectei um lapso.
De acordo com o decreto da Assembleia Nacional constituinte datado de 19 de Junho de 1911, publicado no Diário do Governo nº 141 do mesmo ano, que aprovou a Bandeira Nacional pode ler-se que:
A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das cores, tem o escudo das armas nacionais, orlado de branco e assentado sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro.
A imagem abaixo ilustra a descrição constante no referido documento que aprova a forma do ainda estandarte nacional. Pode ver-se a orla, a pequena faixa branca circundando o escudo.



Ora nos últimos tempos, muito por culpa do futebol, muita gente começou a adquirir uma bandeira pelo que estas foram sendo comercializadas em quantidades industriais por gente que não se preocupa muito com pormenores, a começar nos chineses, daí terem aparecido versões algo pitorescas.

A bandeira que surge no anúncio, como se pode ver, é do género da que está aqui em baixo e, como se pode ver, não tem a orla em torno do escudo. Num anúncio institucional... o descuido e o desleixo dizem tudo acerca da natureza abananada e abandalhada do actual regime.


Mas não é só nesse pormenor que está o lapso. Todo o anúncio é uma pérola condenada a ser um tesourinho; tesourinho deprimente.
Vamos então continuar a esmiuçar o anúncio até porque a feitura deste deve ter custado umas boas massas ao erário público.

Reparemos nas datas que surgem como marcantes no periodo da república:

Logo a primeira data a aparecer é... 1926. Quem não sabe poderá pensar que a república portuguesa foi fundada nessa data. Ora em 1926, mais precisamente a 28 de Maio, caiu a I República e começou a II República, vulgo Estado Novo. Bem, mais ou menos, porque o periodo de 1926 a 1933 designou-se por ditadura militar e só com a Constituição de 1933 é que começou o Estado Novo. Embora a data de 1926 é que conte porque foi nessa data que foi posto um ponto final na I República. Da mesma forma que a III República começou em 1974 e não em 1976, data em que passou a vigorar um nova constituição que veio substituir a de 33.
Ora muitos teóricos, políticos e historiadores afirmam que o periodo que medeia entre 1926 e 1974 não é república e apesar de termos tido três constituições de cariz republicano (1911, 1933 e 1976) de tal forma que nos documentos timbrados do estado português e mesmo em muitos dos documentos dos cidadãos portugueses aparecem as letras «S» e «R» com o escudo ao meio. S.R. que supostamente significa Segunda República. Bem se fizermos umas contas veremos que de já são três as repúblicas!!!
Neste anúncio, onde são referidos os «vários momentos que marcaram os últimos cem anos da república portuguesa» das sete datas e uma década referidas só duas é que se referem ao periodo pós-1974 e nem uma acerca dos primeiros dezasseis anos!!! Assim, 75% dos «vários momentos» passaram-se durante o periodo da ditadura do Estado Novo, curiosamente aquele que mais polémica levanta. Curioso também o facto destas datas que decorreram inseridas MAIORITARIAMENTE no periodo da ditadura serem aqui invocadas num anúncio... eleitoral!!! Este é um reconhecimento inequivoco de que o Estado Novo afinal foi república (como foi de facto). Não esqueçamos que esta é uma publicidade institucional.

Porém, vamos aqui dissecar alguns dos vários momentos (esquecidos) importantes que marcaram os últimos cem anos da república portuguesa:

1910 - A data da fundação da república. Esquecida... terá sido porque a república nasceu de um golpe de estado? Pergunto.

1912 - A data em que os grevistas foram brutalmente reprimidos indo conta tudo o que o PRP prometera antes de 1910

1918 - Curiosamente, uma data esquecida. Então invoca-se 1945, presumo eu por ter sido nesse ano que terminou a II Guerra Mundial que apesar de ser uma data feliz para o mundo e para Portugal onde também foi efusivamente comemorado o fim do conflito embora esta não se tenha sentido em Portugal e não se fala da data em que terminou a I Guerra Mundial, na qual a república forçou Portugal a entrar apenas para esta se fazer reconhecer e na qual milhares de soldados do CEP sofreram as mais atrozes agruras?

1918 - Mais concretamente a 14 de Dezembro de 1918 era assassinado na Estação do Rossio o Presidente da República Sidónio Pais.

1921 - A camioneta fantasma do Cabo Olimpio também conhecido por dente de ouro que a 19 de Outubro percorreu meia Lisboa num processo que levou à morte várias personalidade politicas entes elas o cessante Primeiro-Ministro António Granjo cuja queda do governo e o seu pedido de demissão foram motivados por este movimento revoltoso que teve este desfecho macabro.

1925 - O «cantar do cisne» da I República. A mega burla de Alves Reis (curiosamente sobrinho de Cândido Reis o «herói» da república que estupida e prematuramente se suicidou antes do triunfo golpista do 5/10) apenas possivel no estado de bandalheira em que o país se encontrava 15 anos depois da implantação da república. Desengane-se quem pense que o caso BPN é um caso virgem.

1933 - Já com Salazar no poder, 1933 foi o ano em que entrou em vigor a Constituição da II República, vulgo Estado Novo.

1961 - O ano em que começou a guerra do Ultramar, o ano do assalto ao paquete Santa Maria, o ano do fracassado golpe de Botelho Moniz, o ano da invasão e perda de Goa, Damão e Diu para a União Indiana. Esquecido. Porquê a alusão a 1963?

1975 - O periodo do «manicómio em auto gestão»

1976 - Em Abril de 76 entrava em vigor a actual Constituição. Também foi em 1976 que foi dado aos portugueses a oportunidade de elegerem o PR por sufrágio universal; 66 anos depois de imposta a república. Até aí o unico PR eleito dessa forma havia sido Sidónio Pais; esse mesmo, o que foi assassinado.

1980 - A 4 de Dezembro de 1980 morria vítima de acidente (ou atentado?) de aviação o então Primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro

1983 - É extinguido o Conselho da Revolução

1994 - O dia 24 de Junho de 1994 ficou marcado por uma das maiores manifestações desde o 25 de Abril - o bloqueio da Ponte 25 de Abril. Era Cavaco Silva (esse mesmo), Primeiro-Ministro e Dias Loureiro, Ministro da Administração Interna.

Eis aqui umas datas determinates e que foram esquecidas. Foram de facto vários (e mais que fossem) e ricos os momentos que marcaram os últimos cem anos em Portugal. Se o que se pretendia era esclarecer não seja por isso.

Um orgulhoso português - The best one, the great one*

«Sou um orgulhoso português». Para além de ser o melhor treinador do mundo de todos os tempos, este homem é um patriota. Até nisso ele é grande. Se fosse um tuga falava em inglês ainda que mal. Mas este é PORTUGUÊS. Não tem que pedir desculpa a ninguém e ainda mais por se expressar na sua lingua. Quem não percebe que aprenda. É grande! Está de parabéns!



*Uma parte do título do post está em inglês porque Mourinho é apelidado, até mesmo cá, por «special one» senão o título era todo em português

sábado, janeiro 08, 2011

Não há nada que resista

Para a república das bananas não há limites. Para além de ter vindo a carcomer Portugal como uma doença cancerígena agora já nem a Espanha está a salvo. A economia do Reino tem vindo a ser contaminada pela situação ecomómica do nosso pobre país.

De Espanha nem bom vento nem bom casamento?

Isso era dantes. Agora quem vive próximo da fronteira com o Reino de Espanha poupa dinheiro e não é pouco. Quem conseguir pôr a salvo o seu dinheiro das patorras desta república cleptocrática que aproveite. Basta ver aqui, aqui e aqui.

É desta...

...têmpera e fibra que os portugueses eram (1537) e ainda são (pelo menos estes) feitos:


A fortaleza de Diu, defendida por António da Silveira ao comando de 600 homens, encontrava-se cercada pelas forças do sultão de Cambaia e pelo turco Suleimão Paxá, constituídas por 23 mil homens e 70 galés. Este último não era tido em muito boa conta pelos portugueses, pois tratava-se de um eunuco que, através de uma revolução palaciana, usurpou o respectivo trono.

Por um prisioneiro português, enviou uma carta ao comandante da fortaleza garantindo livre saída de pessoas e bens, desde que entregassem a fortaleza e as armas. Por outro lado, prometia esfolar todos vivos se não o fizessem, vangloriando-se de ter reunido “o maior exército em Cambaia, tendo muita gente que tomara Belgrado, Hungria e a ilha de Rodes. Perguntava mesmo a António da Silveira como se iria defender num "curral com tão pouco gado!”

Em resposta, o comandante português envia a seguinte missiva: “Muito honrado capitão Paxá, bem vi as palavras da tua carta. Se em Rodes tivessem estado os cavaleiros que estão aqui neste curral podes crer que não a terias tomado. Fica a saber que aqui estão portugueses acostumados a matar muitos mouros e têm por capitão António Silveira, que tem um par de tomates mais fortes que as balas dos teus canhões e que todos os portugueses aqui têm tomates e não temem quem os não tenha!”

Escusado será dizer que a coisa deu “pancadaria de criar bicho”. Ao fim de mais de um mês de cerco, as forças turcas retiraram-se devido às pesadas baixas sofridas. No lado português sobravam cerca de 40 homens em condições de lutar.


Retirado deste livrinho

Dupla apreensão

Certamente que deve causar enorme apreensão o desaparecimento de armas da unidade dos comandos em Belas pois as armas desparecidas são armas de guerra e são armas que estavam à guarda de uma força de elite do exército português.
O que também deveria causar apreensão ou pelo menos admiração foi a notícia que, para além de ter dado conta do facto, ainda refere que os militares estariam revoltados e sobre enorme pressão psicológica por estarem impedidos de sair do quartel.
É de estranhar e sinceramente não acredito preferindo acreditar que foi um exagero jornalístico de uma situação que terá causado quanto muito algum aborrecimento na unidade.
Enorme pressão psicológica? Se fossem uns mancebos da tropa regular integrados há pouco tempo nas fileiras ainda vá, agora comandos?
Os Comandos bem como os Rangers, os Fuzileiros e na polícia, os operacionais da UEP entre outros são gente altamente treinada para vir a ter grande resistência física como psicológica tal não é a exigência das missões que terão que desempenhar. Os homens das nossas forças de elite são do melhor que há no mundo e não acredito que quebrem com essa facilidade toda. Não é qualquer um que ingressa nessas unidades. Só uma estrita minoria ingressa tal não é a exigência do ponto de vista físico e psicológico costumando-se dizer que só «malucos» é que conseguem entrar. Se quebram ou se ficam revoltados por causa de terem que ficar encerrados na unidade durante o tempo que o comando entender necessário até serem apurados alguns factos e de serem sujeitos a um interrogatório intenso levado a cabo não por um inimigo mas por agentes do mesmo Estado que, tal como eles, servem então o que é que aconteceria se fossem capturados pelo inimigo de facto num qualquer teatro de operações e encerrados, aprisionados e seviciados à séria? Mijavam-se todos logo ali na hora sem oferecer qualquer resistência? Não acredito. Tomara a muitas forças especiais por esse mundo fora desde os SEAL, Delta Force, SAS, etc. terem gente da têmpera e da fibra dos portugueses que aliás são muito respeitados e considerados pelo mundo fora e cujos operacionais de elite não ficam nada atrás dos seus congéneres estrangeiros.
Se isso porventura fosse verdade...
Não acredito! Não quero!

bull sheet


Diziam que era milagrosa, que equilibrava, dava força, etc. sendo usado pelos famosos... famosos, seja lá o que isso for. Mas os cientistas advertiam e alertavam para o facto de tal ser uma fraude. A música já é velha e eu lembro-me perfeitamente que no ínicio da década de noventa já ter aparecido algo semelhante: uma pulseira metálica que curava quase todos os males.
À quem as venda a 40€. Cá pelo Torrão vendiam-nas ou vendem-nas a 25,00€ a unidade. Os chineses vendem-nas a 7,5€.
Quando me perguntaram o que é que eu achava, se era verdade ou era treta, se está provado cientificamente ou não e quando me queriam fazer crer que resultava eu fui peremptório: É treta. Como físico que sou, nunca tive dúvidas. Assim que ouvi falar em energias quânticas (?), frequências de vibração, criação da NASA, o ser cientifico... vi logo que andavam aí a tentar encher os bolsos à pala dos tansos e disse logo cá para mim: yea right, bull sheet, fuck off mother fuckers...
Era o que faltava dar 25 «aérios» por um bocado de silicone e uma chapa de latão que brilha tipo a chapa do meu cartão de crédito ou a fita contida nas notas de euro. Reconheço que do ponto de vista puramente estético a pulseira tem pinta daí ainda ter andado a querer arranjar uma mas dar sete e meio aos chineses por uma coisa que vale só para aí meio euro...
Agora vá, vão lá dar 25€!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Luvas e fábulas*

Em Portugal, para liquidar-se um regime, apenas se requer a criação de um não-tema. Qualquer coisa que alimente os sonhos de vingança, açule a inveja pelo chinelo do vizinho e seja susceptível de corresponder à máxima popular de "quem conta um conto, acrescenta um ponto", terá um inesgotável manancial para estorietas. Nos tempos de Pombal, existia a "conspiração nobiliárquico-jesuíta", copiosamente reproduzida cento e cinquenta anos depois pelo sucedâneo PRP. Após as invasões francesas, acentuou-se a quase fábula do "absolutismo" e criou-se a lendária pugna pela "liberdade e representatividade", mesmo que isso significasse a clausura do país inteiro, nos ávidos cofres de uma mão cheia de oportunistas bem instalados. Com a República, foi o que se sabe, desde as maluquices positivistas do Teófilo, até ao repescar do libelo condenatório de Maria Antonieta, aqui tendo como alvo a Rainha de Portugal que por si, valia mais do que todos os directórios republicanos juntos, fossem eles os dos Centros políticos sitos ao Chiado, ou os das tabernas alçadas a Academias. Bem vistas as coisas, estamos como sempre, perante a real proporção das coisas. Quando na Alemanha e cada um à sua maneira, Marx ou Hegel escreviam e vociferavam, sendo acompanhados na invenção de uma outra história tão nebulosa como as óperas de Wagner, por uma plêiade de homens dados "às novidades" do seu tempo, aqui em Portugal tirava-se o chapéu perante o citado Teófilo, génio incomparável entre aqueles outros que no Casino também souberam interpretar, ou melhor dizendo, inventar um passado tão credível, como a felicíssima e dourada "época do municipalismo" medieval de Herculano. Contentamo-nos com pouco, tudo se reduzindo a uma mudança de bandeira, esta com as tais "cores positivistas", por mais negativas que elas se tenham mostrado.



Há cem anos troavam "casos da Monarchia", confundindo-se deliberadamente a cobiça mais básica de um ou outro agente político estabelecido nas empresas - tal como hoje -, como se de questões de regime se tratassem. Sabia-se que a Coroa estava acima, muito acima de qualquer tipo de participação nas negociatas imobiliárias de tabacos, de fomento ou de fósforos, por mais incendiários que estes últimos fossem. Apesar desta ser uma verdade por todos conhecida - o Rei D. Carlos era de longe, o monarca mais pobre de toda a Europa -, todos os males advinham "da Monarchia". Naquela teimosia infantil em que nos reconhecemos, assim era e assim tinha que ser, "porque sim". Uma lista civil que datava de há oitenta anos e que jamais sofrera qualquer actualização e que para agravar a situação, ainda era cortada a cada anual entrega, servia para pretexto de grande escândalo público. Os bens pessoais - o património da Casa de Bragança - do monarca, eram usados para as próprias despesas de representação do Estado e pasme-se, quando da "Grande Subscripção Nacional" pós-Ultimatum, a aviltada Casa Real foi quem mais contribuiu para a aquisição do cruzador Adamastor que sintomaticamente, iniciaria a sedição que a derrubaria! Mas disso poucos terão o devido conhecimento, pois a história é escrita pelos vencedores, por momentâneos que eles sejam.



Alguém conseguiria imaginar os senhores Cavaco Silva ou Manuel Alegre abrirem os cordõezinhos das suas preciosas bolsas, para subsidiarem uma viagem num Falcon ou um banquete oficial durante a visita de um Chefe de Estado estrangeiro a Portugal? Claro que não. Seria ridículo, desprestigiante para o Estado português e um esbulho da propriedade alheia, neste caso, a do Chefe de Estado em exercício no gabinete belenense. Em suma, uma injustiça, para não dizermos roubo descarado e sob coacção moral de uma imprensa ávida por misérias.



A República Portuguesa está agora a provar do veneno que prodigamente espalhou, por quantos "anéis de caixa-falsa" pôde distribuir ao longo de mais de um século. Criou o escabroso princípio basilar da total credibilidade da insinuante atoarda, por mais miserável, mesquinha e torpe que ela fosse. Não é preciso empunhar um telescópio para claramente vermos que os "escândalos" dos Tabacos, do Predial, dos Tratados de delimitação colonial com a Inglaterra, da "filha do jardineiro" ou dos "Adeantamentos", são mixuruquices ou míseras migalhas, se compararmos com o que hoje se passa. Sem qualquer exagero no paralelismo anacrónico, o que são os "escândalos" da viragem do século XIX-XX, quando confrontados com os roubos ou desperdício de biliões provenientes dos Fundos Comunitários, a ostensiva má gestão e fiscalização dos mesmos, as falências criminosamente induzidas de tantas empresas outrora produtivas e de todos os sectores, os caixotes e caixotes de "luvas" a propósito de armas, computadores, adjudicações, viaturas e outros bens mais, os favoritismos nos concursos públicos, os casos Freeport, Face Oculta, Casa Pia, os "sobreiros Portucale", do BPP, do BPN, etc, numa exaustiva lista sem fim e que a memória já não comporta?



A ser dita, a verdade prende-se com a inextricável rede de interesses de casta que "a política e os negócios" criaram, nela fazendo cair - quantas vezes inadvertidamente? - muitos dos utentes e comensais dos vários palácios que conformam o poder. Não se trata de contabilizar números mais ou menos extensos pelos zeros colocados à direita do 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 10, mas sim, de um princípio em si. Justa ou injustamente - e preferimos acreditar que este é um caso de indecente injustiça -, Cavaco e Alegre estão a ser fustigados em plena praça pública, por uma corrente que impiedosamente lhes vergasta as costas. Corrente velha e enferrujada, mas sempre activa e símbolo de poder, porque forjada na bigorna republicana que eles ainda há quatro meses exaltaram em ditirâmbicos discursos. Agora, que chamem o ferreiro que a consiga atirá-la para o incandescente cadinho.


Têm o que quiseram. Têm o que bem merecem, como representantes de um passado do qual tiram o institucional benefício.


*PUBLICADO ORIGINALMENTE NO ESTADO SENTIDO

segunda-feira, janeiro 03, 2011

A questão orçamental

Está na ordem do dia, como as imagens abaixo documentam, a questão relativamente ao orçamento municipal para o ano de 2011. Como é do domínio público, no passado dia 20 de Dezembro, a Assembleia Municipal chumbou o documento pela mão dos deputados da CDU e do Bloco de Esquerda o que implica que durante o ano de 2011 a Câmara terá que se reger por uma gestão de base duodecimal isto se entretanto não for convocada nova sessão para tentar fazer passar o orçamento.
A reacção do Executivo não se fez esperar, acusando a oposição de irresponsabilidade e de com esta atitude pôr em causa a administração Municipal colocando em xeque até mesmo serviços básicos, de tornar inacessível ao concelho beneficiar dos fundos do último quadro comunitário de apoio e de inviabilizar projectos como o RUAS - Regeneração Urbana de Alcácer do Sal e criação do Balcão Único para além de comprometer seriamente o apoio a colectividades e associações. Na verdade o Pedra no Chinelo sabe de fontes seguras que tais oficios já foram recebidos por várias instituições concelhias.
Por sua vez a CDU acusa o Executivo de destempero e falta de honestidade justificando o chumbo com a necessidade de «mais rigor e mais transparência» e acusando o Executivo de emploar o valor da receita de forma a cobrir um hipotético buraco orçamental.

Não irei comentar números pela simples razão de que não conheço o documento do orçamento. Na verdade, tal deveria ser disponibilizado para consulta pública bem como o orçamento das Juntas de Freguesia; documento que deveria ser publicado nos respectivos sites. Devo recordar que a Lei de Orçamento de Estado, que regerá a actividade gestora do governo do país durante o ano, é conhecida da opinião pública.
Assim sendo, não posso inferir onde está o emploamento de números. Se de facto há empolamento da receita não sei mas também não sei se a CDU não estará também a emploar os números. No entanto se de facto se comprovar aqueles valores em despesas de representação e em despesas com refeições...
Uma guerra de números vale o que vale. O que há a ter em conta é uma realidade nova no concelho. Pela primeira vez um Executivo não detém o apoio maioritário na Assembleia Municipal devendo para tal buscar consensos sempre que possivel. Tem forçosamente que negociar sob pena da sua gestão se tornar irremediávelmente penosa. A Assembleia Municipal não é um mero apêndice. Tem poderes significativos e perrogativas definidas. Não é assim tão irrelevante deter a maioria ou não na Assembleia. Nem com toda a certeza é irrelevante a origem do Presidente da sua respectiva mesa.




Pela salvagurada dos nossos dados

Reconheço que a reacção foi extemporânea e que a linguagem empregue não terá sido a adequada mas tal se deve á extrema inquietação - que deve ser partilhada por todos - tal não foi a surpresa com que li a notícia que dá conta que os EUA, a pretexto da luta contra o terrorismo, querem aceder aos dados do aquivo de identificação nacional, isto é, aos dados que constam dos documentos de identificação nacional de todos os portugueses bem como ainda à incipiente base de dados de ADN portuguesa, que é como quem diz, acesso ao código genético de cada um de nós. O que é mais gravoso nisto tudo é que, de acordo com notícias veiculadas, o governo português não só concordou como cedeu sabe-se lá em que moldes, como anuiu firmando um acordo bilateral com o governo norte-americano faltando apenas ao que parece a necessária ratificação parlamentar.
Ora o que aqui está em jogo é a cedência a uma potência estrangeira de um recurso estratégico de valor incálculável. Trata-se tão só de depositar nas mãos de um país estrangeiro, que hoje é um aliado mas que amanhã ninguém sabe, informação sobre a identidade e código genético de líderes políticos, militares, juízes, agentes das forças de segurança, agentes dos serviços de informações, de empresários, cientistas, médicos, académicos, banqueiros; em suma, todos os cidadãos portugueses. Portugal sempre foi aliado e amigo dos EUA e vice-versa mas tal não implica que no futuro a conjuntura possa, ainda que remotamente, mudar. Se porventura numa determinada e hipotética conjuntura futura, os EUA tenham que sacrificar Portugal ou qualquer outro aliado tendo como alternativa, se o não fizerem, a sua própria ruína estes não exitarão com certeza em sacrificar quem quer que seja para satisfazer a sua estratégia. Quem nos garante que tal informação seja apenas para identificar potênciais terroristas e que no futuro ou até mesmo no presente quem detém essa informação possa usá-la para outros fins?
Portugal é um país com uma área de cerca de oitenta e nove mil quilómetros quadrados e uma população de mais ou menos dez milhões de habitantes. Não representa uma ameaça nem é ameaçado por nenhuma potência porém ocupa uma região de grande valor geo-estratégico (porta de entrada na Europa, zona de passagem do Atlântico para o Mediterrâneo, zona de acesso ao norte de África, zona de passagem do Atlântico norte para o Atlântico sul, etc.) tanto no passado, desde há vários séculos, como no presente e certamente no futuro podendo ser fulcral o seu domínio e controlo. Não deixa de ser estranho que não existindo qualquer actividade terrorista em Portugal actualmente nem existindo condições muito favoráveis para que células terroristas estrangeiras se instalem em Portugal para a partir daí planearem e leverem a cabo os seus ataques como se demonstrou recentemente com o desmantelamento de uma célula da ETA e de uma rede mafiosa o governo americano peça ao governo da república portuguesa que partilhe tal informação. Tal informação a ser partilhada deve recair única e exclusivamente sobre suspeitos de actividades terroristas. O fenómeno do terrorismo serve de pretexto e até tem sido conveniente e útil aos americanos em certos domínios. E se é legítimo que os EUA têm direito a defenderem-se de ameaças e têm direito a um nível de segurança tolerável para si também é legítimo que Portugal também usufrua de tais perrogativas não tendo o governo seja ele qual for qualquer tipo de legítimidade para sacrificar os superiores e vitais interesses do país. Logo seria lógico que, a ser assim, no limite, houvesse uma troca. Portugal cedia os registos dos seus cidadãos a uma potência estrangeira, neste caso aos EUA, mas em troca Portugal ficava com os registos dos cidadãos dessa potência. Não haverá também um grande probabilidade de cidadãos oriundos dos EUA puderem instalarem-se em Portugal com fins pouco amigáveis? É claro que se Portugal lançasse tal proposta para cima da mesa com toda a certeza que os americanos a considerariam inaceitável e sem nenhum tipo de negociação possível. Para além disso, fizeram por acaso os EUA essa proposta a outros países? E por curiosidade, qual a posição desses países partindo do princípio que lhes foi feito tal pedido?
Mais do que a identidade civil e criminal, a identidade genética é fulcral e infinitamente mais valiosa assumindo no futuro um potêncial estratégico enormíssimo podendo até substituir as anteriores. Tenhamos em mente, que aquando da recente Cimeira da Nato em Lisboa, ficamos a saber que o Serviço Secreto, o corpo de segurança presidencial americano, os chamados homens do presidente, aqueles que vemos nos filmes em caso de séria ameaça a rodear o presidente e a dar o seu corpo ás balas, se encarrega de recolher copos por onde o presidente bebeu, talheres ou tudo o que seja susceptível de depositar material genético do presidente americano para que o seu material genético não caia em mãos indesejadas e seja eventualmente recolhido e identificado e o seu genoma descodificado. Só por aí ficamos com uma amostra da importância e do valor que o material genético de um individuo possa ter. Se são tão zelosos nessa matéria é porque certamante têm noção e até os conhecimentos e a tecnologia necessários, ainda que não sejam do domínio público, tendo perfeita consciência do que podem verdadeiramente alcançar no presente e no futuro através de manipulação genética.
E depois há ainda, não menos importante, questões jurídicas a ter em conta a começar pelo facto de se analisar se tal acordo é constitucionalmente aceite.
A diplomacia portuguesa demonstrou ser no passado uma das melhores e mais bem preparadas diplomacias a nível mundial. Esperemos que a diplomacia e os responsáveis, analistas políticos e estrategas portugueses estejam à altura das suas responsabilidades não cometendo o fatal erro da imprudência e/ou ingenuidade a bem da Nação.

domingo, janeiro 02, 2011

Só podem estar a brincar!!!


Por que carga de água os meus dados e os de todos os portugueses hão-de ser devassados e irem cair nas patas destes filhos da puta??? E a puta da república pelas mãos dos frouxos do governo não têm coragem para os mandar mamar na quinta pata do cavalo, dando de bandeja os dados dos seus cidadãos. Não devo renovar o BI de certeza. Não podemos permitir isto sem tudo ser bem explicadinho pois receio que se estejam a atirar de cabeça de forma imprudente, sem pensar nas consequências e sem cautelas, que tal nos seja prejudicial e que tal até seja inconstitucional. Não podemos ficar de braços cruzados. Nenhum estado decente permitiria tal coisa...

sábado, janeiro 01, 2011

Erros informáticos

Supostamente foi um erro informático. Curioso é este tipo de erros lesar sempre os clientes/utentes/cidadãos. O que era de admirar era se em vez de cobrar os 23% um ou dois dias antes ter começado a cobrar só dois ou três dias depois. Ou se o erro em vez de implicar uma subida para 23% implicasse uma descida para 19% ou 17%. São erros... pois... mas quando a sua natureza é constante...
Dos CTT e da república tuga nada me surpreende...

Aviso à navegação: É para continuar!


"Ou você tem uma estratégia própria ou então é parte da estratégia de alguém"
Alvin Toffler (1928 - )

"A minha estratégia sempre foi fazer a minha própria corrida. Somente você pode determinar seu desafio pessoal. Não deixe a competição ou o seu oponente determinar qual deve ser o seu desafio"
Joan Benoit Samuelson (1957 - )

"A estratégia é a ciência do emprego do tempo e do espaço. Sou menos ávaro com o espaço do que com o tempo. O espaço pode ser resgatado. O tempo perdido, jamais"
Napoleão Bonaparte
(1769 - 1821)

"A estratégia de ontém foi o que nos possibilitou sobreviver até agora, mas uma nova estratégia deve ser criada se quisermos garantir a nossa sobrevivência no futuro"
Paul Levesque



Fazendo votos de um 2011 melhor que um 2010. Pelo menos eu pessoalmente assim o espero pois não há male que sempre dure.
Agora que um novo ano se inicia é altura de renovar, com quem aqui vem, o «contrato» digamos assim que existe informalmente. Assim o Pedra irá manter a sua linha editorial intacta não cedendo um milímetro que seja naquilo que é pertinente para o seu autor e, se não para todos, para a maioria dos seus leitores.
Este é e será sempre um espaço de liberdade e reflexão e um espaço de informação/opinião/notícia não se deixando influenciar ou pressionar seja por que circunstância for, não será subserviente seja para com quem for e procurará manter o bom senso na medida do possível. Esta é uma ferramenta poderosa como já se demonstrou em várias ocasiões e como eu já tive oportunidade de testar no terreno podendo servir para construir ou destruir. Pessoalmente perfiro construir mas se for forçado a uma acção destrutiva não hesitarei.
O simbolo do Pedra no Chinelo está definido - O cavalo negro do xadrêz (The Black Horse). Não só porque gosto muito de xadrêz, me fascina o jogo e me considero exímio - já jogo há mais de 20 anos e penso que seja o melhor ou um dos melhores jogadores senão em todo o concelho pelo menos na freguesia, algo que gostaria de saber em pormenor; quem quiser jogar uma partidinha - como também porque o cavalo é uma peça única no jogo com caracteristicas bizarras sobre as demais. Não se detém perante seja que peça for independentemente do poderio ou categoria, saltando-lhes por cima se necessário for, tem um movimento único e errático com caracteristicas polivalentes. Um pivô que pode desencadear acções de ataque em profundidade sobre o adversário e abrir defesas cerradas. Tem uma boa mobilidade e acção à distância podendo, se centrada no tabuleiro, cobrir um raio de acção considerado controlando 8 casas todas da mesma cor em pontos díspares e podendo dar apoio de retaguarda a várias peças em simultâneo. Uma arma a não menosprezar e que com mestria na mão de um bom estratega faz estragos de monta. Opto pelo negro porque esta é a cor da discrição, da rebeldia/subversão/insubmissão e porque impõe temor.
Pena que não haja mais bloggers no Torrão pois assim poderia abrir e expandir o Pedra a mais autores. Essa seria mais uma novidade, uma melhoria para o blog e está em estudo. Quem quiser escrever textos decentes, e mais importante, pertinentes (assinados ou com pseudónimo mas que eu saiba quem é pois garanto que guardarei segredo sobre a identidade) e/ou enviar fotos a acompanhar o texto sobre os mais variados assuntos com exepção de publicidade, difamação ou insulto seja a quem for, e propaganda seja de que género for está à vontade. O texto será publicado como post e não como comentário. No entanto os textos a serem publicados serão da inteira responsabilidade dos autores dos mesmos. Como eu disse, o Pedra no Chinelo é de todos os que vierem por bem. Que ninguém tema, pois o Pedra no Chinelo não está a metamorfosear-se, a transformar-se. São apenas melhorias. Ano novo, vida nova!
O meu único interesse é servir Portugal, o concelho, a freguesia. Esta empresa é um acto de cidadania activa porque a participação não pode ser uma palavra vã em panfletos eleitorais das mais variados forças políticas. Comigo é para valer e se não servir de um jeito servirei de outro mas servirei sempre em qualquer circustância. Todos temos que ser um factor a ter em conta sempre - a não menosprezar acima de tudo - e não apenas em determinados periodos que quando terminam, tchau que agora é conosco, nós é que mandamos bem ou mal e ninguém tem nada que se meter e depois quando forem precisos venham cá outra vez e depois tchau novamente sem que o ciclo se quebre. Ah ah comigo não, violão. Conosco não. Lanço o desafio: Façamos todos do Pedra e da blogsfera em geral um factor a ter em conta pois não é fácilmente controlável. No século XXI todos têm opinião e palavra e isso custa a muita gente, os que querem deter o monopólio do poder. Agora sim sei, se duvidas ainda havia, que também detemos o poder e que até mesmo algo que à primeira vista parece ser pequeno e insignificante pode tomar proporções incontroláveis.
Até entidades poderosas se vergam perante os pequenos e as notícias sobre o mais obscuro assunto no mais obscuro local podem ser conhecidas em todo o mundo. É de facto uma ferramenta poderosíssima. Agora é tão mais fácil David vencer Golias. Já não é tão improvável este tipo de evento.