sábado, março 12, 2011

Manifestação «Geração à Rasca» - Foto reportagem

Mais de duzentas mil pessoas só em Lisboa. Diziam-me a mim em particular que não adiantava nada ir a Lisboa. Adianta pois na medida em que revejo-me totalmente no motivo do protesto - a precaridade, o desemprego e os licenciados corridos a quinhentos euros. Para além disso, quanto mais não fosse, foi um dia bem passado, divertido, assistindo a algo que não se vê todos os dias e com o facto inédito de ser a primeira manifestação convocada em Portugal através das redes sociais. Aqui está a foto reportagem dos principais acontecimentos.
Quando cheguei eram cerca das 14.30 e confesso que fiquei bastante apreensivo pois quando subi os degraus vindo do Metro, a primeira coisa com que me deparei foi uma tarja do PCP e logo pensei que seria mais uma manifestação do PCP e BE. Depois, a manifestação reunia para aí uma mil pessoas, alguns «jovens» de cabelo e barba branca e bóina basca. Diabo! Mas em pouco mais de quarenta minutos milhares e milhares de manifestantes encheram a Avenida da Liberdade e foi o que se viu.


Os primeiros a chegar


O monumento que celebra o Armistício e o fim da I Guerra Mundial

Uma perspectiva da Avenida da Liberdade

Ainda bastante vazia nesta altura

O primeiro sinal
Uma tarja do PCP foi a primeira coisa a vislumbrar quando saí do túnel da estação de Metro da Avenida


Gente e mais gente a chegar
Enquanto acima já os manifestantes se enquadravam para iniciar o protesto e ainda milhares e milhares de pessoas ininterruptamente continuavam a subir Avenida da Liberdade acima


Filmagem aérea

O helicópetero que filmou a manifestação do ar para as televisões



Ao pontapé?




Partidocracia


PNR

A extrema-direita marcou presença através do Partido Nacional Renovador. Foi o único partido a participar de forma explicita. Iam à cabeça da manifestação.



Eles «andam'n» a'i

Os Kadhafis e os camelos. Os lesados do BPP não quiseram ficar de fora.



Vamos quê?

Aí está algo inédito: Vamos refodê-los. Refodê-los? Significa que já foram... e agora vão ser re....?




Precarizarem

Bem dito. Basta de precarizar(em)


De saias

Frau Angela...






Directos

«Shôr PR dê-me uma das suas reformas» só uma pequenina o resto é tudo pra si. Não coma tudo sem deixar nada. «Jovem Licenciado precisa de dinheiro. NIB 0009...» - um apelo á generosidade.



Velhos camaradas

Olhem-me só quem veio á festa



Ao alto mas com o mastro murcho

A república tuga é impotente


Iniciativa jovem

Assim hajam mais... iniciativas




«Plantem marijuana»






Era o que afirmava quem distribuia estes simpáticos panfletos: «Plante marijuana». Quando me deu um, disse-me: «Planta marijuana». E eu: «Arranja-me as sementes». Aí está uma maneira original de impulsionar a economia.



Aí estão eles... a lutar

Em cima de uma camioneta, os Homens da Luta cantaram e encantaram, no palco móvel.



«Luta luta camarada luta»



Procura-se

...em todo o lado e para que o pai ou a mãe não duvidem








Mais ou menos

A geração mais menos... só pode


Chamem a polícia


Também são precários não haja dúvida... nos escalões mais baixos, claro




Cheirinho a jasmim

Outras manifestações lembradas, made in Tunisia




«PEC Aralho pra eles»

«PEC 1, PEC 2, PEC 3, PEC aralho» assim se gritava aqui




À Rasca e à rasquíssima e não é pouco





Açores





Mega recibo verde

Licenciada em Engenharia Quimica... psicólogos, arquitectos, etc... não há curso que resista




«Ordenado mínimo para os políticos já»

O problema até nem é tanto o ordenado dos políticos mas sim os ordenados milionários dos gestores públicos e regalias inerentes



Quem avisa...






Batuque

Para fechar em beleza.

sexta-feira, março 11, 2011

Os «meus» sobressaltos cívicos

Quem parece que se anda a querer colar à manif. da Geração à Rasca e ao mesmo tempo a tentar sacudir a água do capote é Cavaco. O tal que aparenta dupla personalidade vem agora falar em sobressaltos cívicos. Por falar em tal, aqui estão alguns videos do tempo em que o sobressaltado era ele e que agora parece que já não se lembra.




Marinha Grande, Dezembro 1994




Bloqueio da Ponte 25 de Abril, Junho de 1994


Terreiro do Paço, Abril de 1989

E ainda há mais...

Burlesco

O que dizer quando em época carnavalesca se ouve Kadhafi dizer que querem roubar a liberdade ao povo líbio (dele e dos seus sequazes, só pode) e que lhe querem (ao povo, leia-se) roubar o petróleo? Só se for a ele e à sua camarilha. Esses sim é que têm metido os lucros astronómicos todos ao bolso. É preciso ter lata.

A luta é alegria

Quem anda para aí nervoso com esta música são alguns «democratas» europeus que temem que a canção portuguesa se transforme de facto em algo incómodo e possa servir de mote a justos protestos por essa Europa fora daí andarem ja a pensar numa forma de a desclassificar. Se não fossem os telespectadores portugueses a votar já se sabia o que teria acontecido e palpita-me que se os espectadores europeus conhecerem a letra e o significado da mensagem não exitarão em a eleger e esse é o grande medo: que a música dos Homens da Luta se torne um ícone a nível europeu. Já querem establecer um paralelismo com a música da Geórgia que foi desclassificada. Pois foi. Foi-o pelo facto da Geórgia e a Rússia terem um diferendo e terem entrado em conflito e a música ser marcadamente hostil à Rússia. Num festival haver músicas que mais do que cantarem algo relativo aos seus países, cantarem contra outros países ainda se justifica a desclassificação. Acontece que a música dos Homens da Luta não é contra ninguém em particular. Apenas encoraja as pessoas a não se resignarem... e aí é que está a génese da polémica e do medo. O resto é conversa... e a música até nem é tão má assim.

Daltónico

No seu jeito habitual, «Bimbo» da Costa refere, comentado o Benfica e os seus jogadores que o que se passou em Braga «já devia ter acontecido há muitos jogos com aquele e outros jogadores, porque fazem dos cotovelos e das agressões uma forma normal de entrar nas jogadas». Tem razão. De facto há jogadores que fazem dessa a sua forma de jogar e ainda são considerados os mais disciplinados da Liga como se pode ver aqui.

Finish him

terça-feira, março 08, 2011

Há aqui qualquer coisa que definitivamente não bate certo

Beatriz, Rainha da Holanda


Margarida II, Rainha da Dinamarca


Ali Abdullah Saleh, Presidente do Iémen*



De acordo com o noticiado no Diário Digital:


Dia Internacional da Mulher - Portugal é 40º entre 139 países na igualdade de género

Portugal é o 40.º no ranking da igualdade de género, entre 139 países considerados nesta área no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas, revelam dados da organização internacional divulgados a propósito do Dia da Mulher

Segundo informação de Setembro de 2010, actualizada com dados da mortalidade materna (Unicef), a desigualdade de género continua a constituir uma barreira significativa para o desenvolvimento humano no mundo.

O último relatório do Desenvolvimento Humano (HDR 2010) introduziu um novo indicador (Índice de Desigualdade de Género – GII no acrónimo inglês), o qual considera a evolução do estatuto (de homens e mulheres na sociedade) em função de três dimensões: saúde; capacitação e mercado de trabalho. Com base neste indicador apurado para 138 países, Portugal obteve uma pontuação de 0.310. A média mundial do GII é de 0.56. Quanto mais baixo for o valor calculado, melhor estará um país relativamente aos prejuízos humanos que resultam das desigualdades entre homens e mulheres.
À luz dos critérios das Nações Unidas, os países europeus dominam os primeiros 10 lugares. Do resto do mundo, apenas Singapura está no top10, ocupando o quinto lugar da tabela. Assim, enquanto a Holanda, Dinamarca e Suécia surgem no top3 dos menos desiguais, Iémen, RD Congo e o Níger aparecem com os piores desempenhos, segundo os dados actualizados a 2010.


Enquanto em Portugal, um pouco por todo o lado, o Dia Internacional da Mulher é celebrado com cravinhos rubros, jantares mais ou menos fartos, excursões e bailaricos, outros países dão passos mais concretos no que à igualdade de género diz respeito. Bem longe do pódio, a república portuguesa aparece em 40º lugar. De acordo com a notícia, nos três primeiros lugares aparecem a Holanda, Dinamarca e Suécia com a particularidade do Chefe de Estado dos dois primeiros ser uma senhora. Por seu turno, os três primeiros a contar do fim são o Iémen, a República Democrática do Congo e o Níger. Escusado será dizer que os três primeiros são REINOS e os últimos três... Repúblicas... para variar.
Porra, é que este cenário verifica-se constantemente. Será coincidência??? Ui, mas são tantas!!! Não percebo... mas não é a república sinónimo de igualdade e tal e a monarquia...??? Vá-se lá perceber uma coisa destas! Definitivamente há aqui qualquer coisa que não bate certo mesmo.

* Esse mesmo, o tal que governa o país com mão de ferro há 33 anos, que deve ter acumulado um bom pézinho de meia e que está a ser fortemente contestado nas ruas do Iémen, o mais pobre dos países árabes, por causa da corrupção, das altíssimas taxas de desemprego e onde metade da população vive com menos de 2 dólares. Fica a curiosidade... para os mais esquecidos.

Assembleia Municipal reúne no Torrão: Resumindo e concluindo

No passado dia 26 de Fevereiro a Assembleia Municipal mudou-se de «armas e bagagens» para o Torrão onde decorreu uma sessão ordinária na sede da Sociedade 1º de Janeiro Torranense. Os trabalhos, que contaram com onze pontos, tiveram inicio às 16.30h prolongando-se por cinco longas horas.
A sessão abriu com a evocação da memória do deputado pela CDU, Paulo Guerreiro, recentemente falecido, e a tomada de posse de novo membro. Antonieta Santos, a também veterinária municipal, irá ocupar a vaga deixada por Paulo Guerreiro.
Depois de se iniciarem as hostilidades políticas, digamos assim, houve lugar a uma polémica com origem na moção apresentada pelo deputado do PSD, Frederico D’Orey na qual este apela a uma maior intervenção por parte do Presidente da República; isenta e assente no rigor, com BE e CDU a acusar Cavaco de não ser nem isento nem garantia de rigor e a considerar a moção sem sentido não só porque o Presidente da República tem competências definidas pela Constituição e está constitucionalmente impedido de ir muito mais além como a Assembleia Municipal não é o local mais apropriado para tal desiderato. A moção acabou previsível e inevitavelmente por ser chumbada.
Ao entrar nos pontos relativamente ao Torrão, o deputado da bancada do PS e Presidente da Junta de Freguesia do Torrão propôs a fusão dos pontos 5, 6 e 7 (relativos à Freguesia do Torrão) num único ponto. Décio Fava aproveitou ainda a sua intervenção para elogiar todo o trabalho desenvolvido nos últimos anos em termos de infra-estruturas.
O Vice-Presidente da Câmara, Hélder Serafim anunciou que as próximas intervenções irão decorrer no Bairro Novo e na zona dos Castelos bem como nas ruas envolventes à Sociedade 1º de Janeiro e revelou ainda a construção de um novo depósito da água no recinto da feira devido ao facto do abastecimento levado a cabo pelo depósito junto ao Mercado Municipal implicar custos em electricidade da ordem dos 700€ por mês. Ao invés desse depósito, o futuro reservatório não implicará custos de maior com electricidade devido ao facto do abastecimento se fazer por acção da gravidade. Anunciou ainda a renovação da ETAR e a remodelação da ETAR de Rio de Moinhos.
Hélder Serafim aproveitou ainda para falar do IC33 afirmando que esta já é a terceira versão do projecto. Afirmou também que a preferência pelo traçado A (ver mais aqui) se deve ao facto da via ter início junto a Grândola aproveitando o IP8 e o trânsito vindo de Sines e também porque no essencial este passa mais perto do Torrão com vantagens económicas nomeadamente na fixação de empresas o que implicará a expansão da Zona de Actividades Económicas (ZAE) prevendo ainda a construção de uma variante.
Por seu turno, a Vereadora da Educação, Isabel Vicente pouco coisa de novo acrescentou para além do facto dos protocolos serem para continuar e que o início das aulas no novo Centro Escolar do Torrão coincidirá com o inicio do 3º período sendo o mesmo inaugurado no próximo dia 26 de Abril. Informou ainda – e essa sim foi a novidade de maior – que o velho edifício que alberga actualmente a pré-escola irá servir para instalar um pólo da Universidade Sénior.
A CDU, pela boca do deputado José Balona, apelou a um maior esforço do Executivo no sentido de ajudar as colectividades a superarem as dificuldades e em particular a Sociedade 1º de Janeiro Torranense. Relativamente ao IC33 está acordo porém espera que este se concretize. José Balona afirmou também estar de acordo com a instalação do posto médico em Rio de Moinhos alegando que em vez de transportar os doentes é mais fácil e cómodo ir um clínico a Rio de Moinhos.
O PSD por seu lado lembra a questão orçamental afirmando que sem orçamento não pode haver viabilização dos projectos referidos. Aproveitou ainda Frederico D’Orey para referir que é preciso potencializar o turismo nomeadamente com o IC33. A CDU, desta feita através da intervenção de Nédia Cabecinha refere que não estão a ser aproveitadas da melhor maneira as potencialidades da barragem de Vale de Gaio e que não se tem investido devidamente no Torrão onde conclui que esta é uma terra deprimida. Intervindo no debate, o Presidente da Assembleia Municipal, Duarte Faria, afirma que o Torrão não é uma terra deprimida e que para tal é preciso criar oportunidades.
Luís Pereira, do Bloco de Esquerda refere que o IC33 trará de facto mais mobilidade para o Torrão mas que isso só por si não é suficiente e que este deve servir para trazer pessoas e não para as levar. Chama ainda a atenção para o facto da Quercus ter considerado que o impacto ambiental não foi devidamente avaliado e que tal pode implicar que o projecto seja chumbado o que já não seria a primeira vez.
Por fim interveio o Presidente da Câmara, Pedro Paredes. O edil afirma que em relação à hipotética construção de um polidesportivo no Batão não quer arriscar por recear que este fique vazio e sem actividades reconhecendo que até o polidesportivo do Torrão, inaugurado no passado dia 19 de Dezembro, está vazio. Volta a falar em triângulo mágico para se referir ao Centro Escolar do Torrão, ao pavilhhão gimno-desportivo e aos vestígios arqueológicos ali encontrados com o BE a pôr em causa a importância do achado arqueológico. Paredes teve tempo ainda para cometer a gaffe do dia ao referir que acha estranho a Fonte Santa ter ficado no interior do recinto uma vez que é uma fonte pública e que mais não seja sempre serve para molhar as mãos. Claro que ninguém informou o Sr. Presdiente da Câmara que a fonte está seca. Ninguém pode molhar as mãos numa fonte que não deita pinga de água se é que mais alguma vez irá deitar. As obras poderão muito bem ter ditado o fim da Fonte Santa como fonte o que é lastimável.
Entrando no ponto 8 da ordem de trabalhos, dedicado inteiramente á intervenção do público, assistiu-se a uma debandada geral de deputados o que é lamentável pois de certa maneira demonstra uma enorme falta de respeito e desprezo mesmo dos eleitos para com os eleitores e munícipes e no limite, um supremo acto de arrogância sendo que esta já não é a primeira vez que tal acontece.
Apenas um munícipe interveio. O Sr. Joaquim Carolino habitante de Rio de Moinhos do Sado, em nome da Associação de Moradores de Rio de Moinhos reivindica de forma serena e sem crispação ou agressividade embora algo atabalhoada e pouco objectiva, a cedência do edifício da antiga escola primária a essa associação revelando que enviou um abaixo-assinado para a Junta de Freguesia e Câmara Municipal, onde presume-se que os habitantes locais se mostravam a favor desta solução e que em reuniões que teve na Câmara a sua reivindicação foi bem acolhida mas que da parte do Presidente da Junta de Freguesia do Torrão sentiu hostilidade acusando-o deste não o receber alegando que tal é imcompreensivel pois sempre teve uma boa relação com ele e estranha tal atitude e que o facto do Executivo Municipal ter mudado de ideias pode ter como responsável o Presidente da Junta. Nédia Cabecinha, no uso da palavra, mostra-se indignada acusando o Presidente da Câmara de faltar à palavra qualificando tal de acto de grande gravidade institucional e deste se deixar manietar por um Presidente de Junta de Freguesia. Vendo no comportamentos deste último o facto dele ser hostil á população de Rio de Moinhos por esta não votar nele. Por fim a deputada da CDU afirma que já existe um posto médico em Rio de Moinhos há mais de vinte anos pelo que a ideia de instalar um posto médico no edifício escolar é um perfeito disparate que não faz nenhum sentido.
Mostrando-se bastante melindrado, indignado e enervado mesmo (?!), o Presidente da Junta de Freguesia recusou-se a comentar a intervenção tanto do munícipe como da deputada da CDU preferindo falar em provocações gratuitas, e linguagem ofensiva que põem em causa a sua honestidade. Ao entrar por esse caminho, Décio Fava perdeu uma oportunidade de ouro de expôr e desferir um golpe contundente, embaraçoso e irrefutável na oposição, como veremos mais adiante - Como se sabe ou devia saber, seja num confronto físico ou intelectual ou de que natureza for, quem perder a calma, perde o desafio.
Pedro Paredes acusa o munícipe e a CDU de pessoalizar a questão e Duarte Faria apela a uma maior objectividade.
Por fim a única coisa digna de registo prendeu-se com o ponto 11 relativo ao Plano de Urbanização da Barrosinha. Convidado a esclarecer a Assembleia, o promotor turístico e dono da Herdade da Barrosinha, revelou a intenção de serem investidos cerca de 600 milhões de euros (!) na Barrosinha e a construção de doze unidades operacionais de turismo. Resta saber onde é que na Barrosinha cabem 600 milhões de euros. Porém só que um décimo disso seja investido de facto já seria muito bom.
O momento hilariante da noite foi protagonizado por Nédia Cabecinha. A deputada da CDU alertou o promotor e dono da Herdade da Barrosinha para o facto daquela ser uma zona infestada de mosquitos e que estes não fazem cerimónia nem tão pouco distinção pois tanto picam o pobre como picam o rico no entanto deseja boa sorte e espera que o projecto venha de facto a ter êxito… apesar dos mosquitos, dizemos nós.

Para terminar algumas notas que me parecem importantes:
A primeira prende-se com a afluência de público. De facto foram pouquíssimas as pessoas que assistiram à sessão onde por fim já praticamente não se encontrava nenhum munícipe presente. Como se referiu, apenas um(!) munícipe interveio. Postura bem diferente do que tiveram por exemplo os habitantes da aldeia de Santa Susana quando a Assembleia reuniu aí, o que é lamentável.
Finalmente afirmar taxativamente que o Torrão não está a ser, isso a meu ver naturalmente, condignamente representado na Assembleia Municipal. Eu não me sinto representado enquanto habitante do Torrão e ponto final. Pese embora o facto de três dos deputados serem do Torrão, estarem lá três ou não estar lá nenhum, o resultado é exactamente o mesmo. Se havia sessão onde eles deveriam ser protagonistas seria esta, afinal de contas estavam na sua terra e ninguém a conhece melhor do que eles… ou deveria conhecer. Infelizmente das suas bocas não se ouviu um murmúrio o que diga-se em abono da verdade ocorre desde o inicio do mandato. O único deputado do Torrão que falou e fala regularmente em todas as sessões é Décio Fava por razões óbvias. Nesta sessão em particular, para além do Presidente da Junta de Freguesia, os que mais usaram da palavra na bancada socialista foram Rui Damião e o inevitável Serafim Inocêncio que é quem praticamente faz as honras da bancada rosa. Refira-se contudo que este tem vindo, na minha modesta opinião, eu que vou com alguma frequência às sessões, a perder fulgor e brilhantismo. Do mandato anterior para este por exemplo a diferença é abissal o que se compreende pois é ele quem tem «carregado a equipa às costas». Andar todo o mandato anterior e mais uma fracção do actual a «carregar o piano» provoca naturalmente desgaste e cansaço.
Oportunidades porém para «brilhar» de facto foi coisa que não faltou. Ninguém se pode queixar de que não as ter tido. No entanto perdidos entre cafezinhos e cigarrinhos, os deputados do Torrão e mesmo do PS em geral perderam o ensejo de sair dali com uma retumbante vitória parlamentar senão vejamos:

1 - A primeira oportunidade surgiu aquando da intervenção de Luís Pereira quando este alerta para o impacto ambiental e para as chamadas de atenção da Quercus relativamente ao traçado do IC33 donde se poderia pegar na sua argumentação para defender o traçado A. Quem leu (ou devesse ter lido) o Estudo Prévio; Volume V - Estudo de Impacto Ambiental; Tomo 4 - Resumo Não Técnico da autoria da Consultores de Engenharia e Ambiente, disponível no site da Agência Portuguesa do Ambiente, lido a imprensa regional ou até mesmo este singelo artigo e tivesse tido conhecimento do teor do ofício enviado pela mesma Assembleia - pese embora eu não acredite que nenhum membro não tivesse tido acesso a ele - poderia ter usado tal matéria para suportar a sua argumentação e usar as palavras do deputado do BE a seu favor na defesa da solução A pois se, de acordo com o referido oficio, no trecho 2 a solução B é mais desiquilibrada do que a solução A «no que respeita ao movimento de terras e constituição de aterros com os consequentes impactos» e que «a solução B implica um maior impacto sobre zonas agrícolas, o corte de diversas explorações agricolas homogéneas, criando desequilibrios e pondo em risco a própria rentabilidade das explorações afectadas» e ainda que «para além da solução A ser a mais curta e a que movimenta menor volume de terras, a solução B é traçada sobre cotas mais baixas em zonas de regadio e de RAN o que implica um maior impacto sobre zonas agrícolas, o corte de diversas explorações homogéneas, criando desequilibrios e um maior impacto ao ruído» ou que «a perturbação na zona imediatamente adjacente à solução B» implica uma «muito maior necessidade de construção de taludes em zonas irrigadas o que implica maior afectação da área da RAN e de regadio e cotas mais baixas o que significa maior impacto em termos de ruído» e também que no jornal Diário do Sul: «o autarca, alertando que de acordo com o parecer técnico e a chamada “Solução B”, apresentará “maiores impactes negativos na região, a nível ambiental”. Entre os impactes negativos a edilidade inscreve “as grandes movimentações de terras e o corte de diversas explorações agrícolas homogéneas”, acrescentando que a emergente produção vitivinícola da zona iria ficar bastante prejudicada» logo se a Quecus, a fazer fé nas palavras do deputado bloquista, «torce o nariz» aos possíveis impactos negativos mesmo relativos à solução A e se existe o risco real do traçado proposto vir a ser chumbado então se a solução B viesse a ser adoptada o chumbo era mais que certo o que demonstra até nesse aspecto particular a solidez da solução A relativamente à solução B e a sensatez dos órgãos autárquicos na defesa do referido traçado. Donde se conclui que as suas palavras vêm de encontro, mesmo sem querer, à defesa da solução A.



2- Acabada a intervenção do Sr. Carolino (algo errática de facto mas de forma alguma ofensiva), impunha-se que lhe fossem colocadas algumas questões objectivas. O Sr. Carolino referiu que estava a representar a Associação de Moradores de Rio de Moinhos (AMRM). A estratégia a ser levada a cabo seria desafiá-lo a esclarecer toda a gente presente. A primeira questão que se impunha era que esclarecesse o que é a AMRM! Lógico! Mas não só. O senhor representava a AMRM em que qualidade; presidente, membro da Direcção? Prosseguindo impunha-se questioná-lo se a AMRM está formalmante constituida, se tem Estatutos, quais as actividades que leva a cabo (se é que as tem), quais os fins da associação, desafiá-lo a tentar convencer a Assembleia para o facto da AMRM merecer mais o edificio em deterimento das outras propostas que são a criação do Museu do Negro e a instalação de um posto médico, no local. Todas estas questões e mais algumas que eventualmente surgissem iriam de encontro ao proposto pelo Presidente da Assembleia Municipal: Objectividade.
Para além disso, o referido munícipe aludiu ao facto de ter enviado um abaixo-assinado à Câmara Municipal e Junta de Freguesia donde se impunha que fosse questionado acerca do porquê de não ter feito o mesmo em relação à Assembleia Municipal perguntando-lhe se tal foi por lapso ou se desvalorizou esse órgão, se o considera um órgão menor e se assim é porque se deu ao trabalho de perder tempo a estar presente convidando-o em seguida a explicar o seu teor ou se eventualmente tivesse um cópia do mesmo consigo, a partilhasse e comentasse.

3- Por fim a mais flagrante de todas. Poderia ter cabido apenas ao Presidente da Junta e simultâneamente deputado, ele que foi um dos mais directamente visados tanto pelo Sr. Carolino como pela sua colega, da bancada da CDU, a lidar inteiramente com o assunto e fazer as honras da casa mas a perturbação e melindre (excessivos) e o desnorte (absolutamente desnecessário) toldaram-lhe o raciocínio donde se impunha inevitávelmente que um colega de bancada - volto a bater na mesma tecla: preferencialmente do Torrão - saisse a terreiro em seu apoio, primeiro para confrontar o munícipe e depois para responder ao ataque da CDU. Quem estivesse minimamente atento (será que só eu é que tomei notas para dar a conhecer aos meus leitores, em especial os do Torrão, uma visão concreta e o mais próximo possivel da realidade, do que se passou?!) teria constatado que ainda nos pontos de ordem relativamente à Freguesia do Torrão, o deputado José Balona afirmou peremptóriamente estar plenamente de acordo com a ideia de criar um posto médico em Rio de Moinhos chegando a referir que é mais fácil e cómodo ir um clínico à povoação do que transportar os doentes. Quando já no periodo de intervenção do público, a sua colega de bancada, finda a intervenção do Sr. Carolino, pede a palavra e surpreendentemente afirma algo radicalmente oposto como sendo o facto de Rio de Moinhos já dispôr de um centro de saúde há mais de vinte anos pelo que não faria nenhum sentido e seria um perfeito disparate instalar um posto médico no antigo edifício da escola primária o que foi revelador de algum desnorte e falta de coordenação na bancada comunista.
Mais surpreendente, incrível e inexplicável foi o facto de não ter havido ninguém da bancada socialista que apontasse e explorasse políticamente tão flagrante contradição que passou completamente despercebida e inquirisse directamente a CDU no sentido de a forçar a uma tomada de posição clara, inequívoca e objectiva. Se esta subescreveria o que afirmara José Balona ou se por outro lado subscreveria o que afirmara Nédia Cabecinha.

Para terminar gostaria de referir que, na minha opinião, existe um certo paralelismo entre uma sessão parlamentar ou uma entrevista comum e um exame - pois ambos exigem preparação e estudo - ou um desafio desportivo para o qual de forma a obter boas performances é necessário trabalho e treino. Não é à toa que todos os membros da Assembleia recebem um calhamaço para prepararem as sessões e terem conhecimento cabal das matérias e assuntos em discussão, nos quais podem tomar notas, riscar, rasurar, sublinhar... é material de estudo. Referir ainda que ninguém está ali gratuitamente. Como munícipes temos todos o direito de exigir qualidade, até porque a qualidade de um órgão, de uma instituição, seja ela de que natureza for, é tanto maior quanto maior for a excelência, a todos os níveis, dos seus membros.
Se me for permitido um conselho e simultanemante uma sugestão, eu propunha que dentro das possibilidades, durante os fins-de-semana ou feriados, individualmente ou em grupo, se juntasse o útil ao agradável, fossem dadas umas voltas pela freguesia e concelho em geral; disfrutava-se do passeio e ao mesmo tempo se tirassem fotos, se tomassem notas, se constatasse in loco assuntos que eventualmente estejam no papel e outros que não estando possam e devam vir a estar. Ninguém é obrigado a usar da palavra e nem todos têm que o fazer em todas as sessões no entanto se se ficar com conhecimento de facto adquirido no terreno, se se falar com as pessoas e sobretudo se se ouvir um bocadinho do que todas têm para dizer, isto tudo complementado com documentação fornecida e pesquisada concerteza que tal não só seria enriquecedor para a democracia local como incrementaria qualidade à Assembleia Municipal - afinal de contas a nossa casa local da democracia - e em particular às suas sessões como ainda todos os munícipes se sentiriam de facto mais e melhor representados.

segunda-feira, março 07, 2011

Sofisticações

Topem-me só a pinta com que este tipo chama burros a todos nós de forma «sofisticada».

Like i said before...

Já havia escrito na minha pagina do Facebook que a gasolina ainda há-de chegar ao 1,75€ e o gasóleo ao 1,50€ e não me vou enganar.

Homens da Luta na manif. do dia 12

Retire-se toda a tralha e indo ao cerne da questão chega-se à conclusão que o que o Jel diz tem toda a lógica e faz todo o sentido.

Conta os mamões marchar marchar

Ouro e Prata para Portugal



Lá como cá

Olhem pra eles. Boa aparência, boas roupas, anéis e bons carros. Não hã-de eles apoiar o presidente Kadhafi - embora ele diga que não tem nenhum cargo para justificar que não se pode demitir(?!)... Pudera!

Pólvora Pura

Homens da Luta vencem Festival da Canção. Reportagem explosiva na SIC.

sábado, março 05, 2011

Por estas e outras é que...

É por essas e outras é que temos que dizer basta. Dia 12 lá estarei. Depois porei a reportagem aqui no Pedra.
NÃO PODEMOS FALTAR. BORA LÁ.



Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

Baratinho este Cavaco


Este é que não pára de surpreender. Por isso é que são sete cães a um osso como se viu o mês passado. Numa altura de crise e de extrema dificuldade para muitas familias portuguesas saem-me com uma destas. Parece que as despesas de Belém sobem 18% ao ano e que Cavaco tem uma corte de 500 individuos.
A mim nunca ele me enganou!
É óbvio que a Monarquia é bem mais cara que a República. Só não vê quem não quer.
Não admira que eles gostem tanto de República. PUDERA!

quarta-feira, março 02, 2011

Detectado sistema não operacional - uma grande verdade da república tuga


Gasolina: preços históricos e decisões maradas



É a ver notícias destas e esta em particular que me leva a pensar para com os meus botões: Porque raio há-de ter a Junta de Freguesia do Torrão uma carrinha (Peugeot) a gasolina? Quem teria sido o génio que decidiu ou sugeriu tal veículo isto quando a gasolina sempre foi mais cara que o gasóleo? E ainda por cima é carrinho que não se contenta com pouco...
Por seu turno, já a carrinha Ford adquirida pelo actual Executivo é a gasóleo e bem mais económica. Um decisão sensata e uma boa decisão. O dinheiro dos contribuintes, e o meu em particular, não pode ser esbanjado de qualquer maneira. É isto que nós temos de ver e reivindicar. Por isso eu digo para todos participarem. É um erro crasso desprezar a política como se viu na recente Assembleia Municipal que eu aqui relatarei. De mim todos sabem o que os espera. Chama-se a isso Democracia!

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

O Discurso do REI...obviamente



O grande vencedor da edição dos Óscares deste ano.

sábado, fevereiro 26, 2011

Descubra as semelhanças












Dica 1: Tá tudo controlado ´
Dica 2: O que é preciso é calma e tranquilidade
Dica 3: No pasa nada

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Histórico

O Benfica nunca havia ganho um jogo na Alemanha... até ao dia de hoje.

Do que estão à espera...

...os americanos para intervir? A Líbia também tem petróleo e um ditador marado!

Descubra as diferenças




Dica: Um usou armas químicas o outro usa armamamento pesado

É preciso ajudar o povo líbio rapidamente e em força

A Bandeira do Reino da Líbia é a bandeira empunhada pelos manifestantes anti-Khadafi

Quando aqui escrevi este post premonitório e sucinto, meio a brincar meio a sério estava longe de pensar na situação que se vive passado um mês no mundo árabe e em particular na Líbia. Seja como for, o «Pedra» acertou na análise que fez.
O que importa agora é a situação catastrófica que se vive neste momento na Libia. É inaceitável o que se está por lá a passar. Reagan bem sabia com quem estava a lidar. Khadafi é de facto um «mad dog». O mundo democrático não pode assistir impávido, em pleno século XXI, ao genocídio de um povo às mãos de um louco. É preciso agir. É preciso uma condenação enérgica da ONU. É preciso enviar uma mensagem forte a Tripoli e pressionar fortemente o feroz regime Khadafista e avisá-lo das consequências. Por muito menos, Slobodan Milosevic, foi levado ao TPI para ser julgado por crimes contra a humanidade. Aquilo que se passa na Líbia é inédito. Atacam-se manifestantes com tanques, aviação e misseis! Há relatos verdadeiramente impressionantes de horror. Repúdio é o que sente qualquer democrata e todos os que acreditam que os direitos humanos não podem ser uma mera cartilha para acenar só quando dá jeito. E como não sou um democrata de pacotilha este meu post é um tributo e um grito de apelo de ajuda ao heróico povo líbio que combate contra um bando de loucos e mercenários a soldo destes.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Poderá o Torrão retirar vantagens do futuro IC33?

Objectivo


Este trabalho tem como objectivo essencialmente mostrar a importância estratégica da Freguesia do Torrão. Importância essa que poderá crescer ainda mais com a passagem do futuro IC33. Pretende-se ainda que este trabalho, apesar de algo superficial e longe de ser um estudo minucioso, sirva como base para alguém no futuro desenvolver ainda mais em profundidade esta temática. Por fim espera-se que sirva para enquadrar e clarificar no sentido de agir de forma a que esta freguesia tire vantagens da sua localização única de maneira a não permitir a fuga de oportunidades cruciais e valências únicas para a região.


A Freguesia

A mais meridional das freguesias do Concelho de Alcácer do Sal e a segunda maior freguesia, do país, em área (372,763 quilómetros quadrados) - sendo a primeira Santa Maria do Castelo, freguesia também pertencente a este concelho - a Freguesia do Torrão conta com cerca de 2758 habitantes, de acordo com dados do INE, distribuidos por seis povoações: a Vila do Torrão (sede da freguesia) e as aldeias de Rio de Moinhos do Sado, Mil Brejos Batão, Casa Branca do Sado e S. Romão do Sado.
A Freguesia do Torrão é atravessada pelo Rio Xarrama - cuja nascente se situa nas próximidades de Évora e vai desaguar no Rio Sado - e é uma zona de terra férteis produzindo principalmente batata, azeite, cortiça, arroz e, tem-se assistido recentemente, a um cada vez maior desenvolvimento da actividade vitivinícula.
As principais actividades económicas do Torrão são a agricultura, a pecuária e a industria de panificação bem como a construção civil, serralharia e carpintaria.


Localização geográfica do Distrito de Setúbal

Localização geográfica do Concelho de Alcácer do Sal relativamente ao distrito em que se enquadra



Localização geográfica da Freguesia do Torrão em relação ao concelho a que pertence

O Torrão como zona de charneira


Localizada estratégicamente a meio do corredor Sines-Évora e praticamente no centro do triângulo Setúbal-Évora-Beja, a vila do Torrão e a freguesia em geral, assume-se assim como uma importante placa giratória no eixo norte-sul e também no eixo este-oeste distando 55 Km de Beja, 45 Km de Évora e 87 Km de Setúbal. A sua localização é fulcral por se encontrar assim estratégicamente colocada nas próximidades de infraestruturas estratégicas como sendo o aeroporto de Beja (já concluido mas ainda não operacional) e a futura fábrica de aeronáutica da EMBRAER em Évora (já em construção). O Torrão está ainda a cerca de 45 minutos da A2, via que liga Lisboa ao Algarve e a aproximadamente uma hora e meia de Lisboa, que se situa a cerca de 120 Km. O Torrão dista ainda a cerca de 60 Km do litoral mais concretamente da Comporta mas também de Tróia, locais onde estão implementadas importantes zonas turísticas.
Factor importantíssimo para a economia nacional e poderá sê-lo também para o Torrão, o complexo de Sines, engloba a refinaria petroquimica e o Porto de Sines. Com fundos naturais até 28 metros, o Porto de Sines é o maior porto de águas profundas da Europa. Devido às suas características geofísicas, é a principal porta de entrada de abastecimento energético de Portugal: gás natural, carvão, petróleo e seus derivados. Com o recrudescer da tensão e instabilidade no Médio Oriente e em particular no Egipto onde o desenvolvimento dos acontecimentos e da situação política poderão ter reflexos ao nível da operacionalidade do Canal do Suez, o Porto de Sines adquire deste modo uma importância estratégica crucial, o que vem de encontro ao que defendeu SAR D. Duarte Pio em recente entrevista à Golden News Cascais onde afirma que «Portugal não é um país periférico. Ao contrário, está no centro do mundo entre a Europa, África e América».
Como referido anteriormente, o Torrão situa-se ao centro do corredor Sines-Évora, situação privilegiada tendo em vista a passagem do futuro IC33, via que, entre outros, tem como objectivo reforçar as ligações entre o Porto de Sines e a Península Ibérica e o resto da Europa.




Mapa que procura demonstrar a importância estratégica da Freguesia do Torrão


O projecto IC33

Há cerca de doze anos que o tema IC33 começou a constar da agenda política local, nomeadamente da parte do Partido Socialista. O Itinerário Complementar Nº33, vulgo IC33 é uma via que irá ser concebida com o propósito principal de establecer uma ligação rodoviária entre o litoral e o interior sul do país e de proporcionar o reforço das acessibilidades regionais bem como - e isso é mais importante - de permitir o reforço das ligações entre o Porto de Sines e a Península Ibérica e restante Europa, contribuindo para alargar de forma relevante a área de influência deste porto, cujas especificidades já foram referidas anteriormente.
Integrado no Plano Rodoviário Nacional 2000 (PRN 2000) e integrando a Rede Rodoviária TransEuropeia (E82), o IC33, ao permitir a ligação referida entre o litoral e o interior sul bem como a conexão com Espanha e consequentemente com o resto da Europa, nomeadamente por parte do Porto de Sines, assume uma importância estratégica regional, nacional e de abertura à Europa significativa e não desprezável.
De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental, o troço a ser construido será um corredor com 14 metros de largura que engloba duas vias e terá uma extensão de 70Km com início nas próximidades de Grândola e terminando nas próximidades de Évora.
O mesmo estudo, que divide o troço em três trechos prevê que a construção demore mais ou menos dois anos por trecho e cerca de três a quatro anos a sua totalidade.
Relativamente a postos de trabalho, o estudo prevê a criação, na fase de construção, de cerca de trezentos e na fase de exploração cerca de quarenta postos de trabalho nas áreas da limpeza e manutenção da via. Prevê-se ainda que esta via tenha um tráfego de aproximadamente quatro mil viaturas por dia.



Estudo de Impacto Ambiental - Mapa 1

Uma via, duas soluções


O Estudo de Impacto Ambiental, divide, como se disse, o trajecto em três trechos (para o caso vamos apenas nos debruçar sobre o trecho 2 por ser o que engloba a Freguesia do Torrão) e contempla duas soluções denominadas A e B.
Relativamente à passagem pela Freguesia do Torrão, o futuro traçado seja na versão A seja na versão B interceptará a ER2 no troço Torrão-Odivelas e a EN 383 no troço Torrão-Vila Nova da Baronia.




Estudo de Impacto Ambiental - Mapa 3 (Troço 2)



Qual a solução que melhor serve os interesses do Torrão?


O estudo aponta para um custo, relativamente à solução A, de 119.200.000 € e, relativamente à solução B, de 91.300.000 €. Para além disso, embora o estudo preveja várias combinações de alternativas por trechos, a Assembleia Municipal de Alcácer do Sal, em ofício enviado a várias entidades, identificou a ausência da combinação de alternativa B-(A, A1, A)-B sublinhando a preferência pela solução A por ser aquela que mais favorecerá não só o Torrão mas também Alcáçovas não prejudicando Vila Nova da Baronia nem Odivelas.
Na verdade, a intercepção do futuro IC33 com a ER 2, na versão A, distará apenas aproximadamente 4,5 Km do Torrão, em particular da intercepção da Rua de Beja (ER2) com a Rua da Estalagem enquanto na versão B distará aproximadamente 10,5 Km. Quanto à intercepção com a EN 383 a solução A prevê que esta se situe a cerca de 5 Km do Torrão, mais concretamente do campo de Futebol do Torino Torranense enquanto a alternativa B implica que esta se situe a cerca de 9,5 Km. Tanto num caso como noutro, as imagens seguintes retratam os pontos de intercepção referidos.
Ainda de acordo com a Assembleia Municipal, baseando-se no estudo, a solução B surge como a mais desiquilibrada do ponto de vista ambiental nomeadamente no que respeita ao movimento de terras e constituição de aterros. Por fim, este órgão autárquico alerta que a adopção da solução B irá afectar várias explorações agricolas, nomeadamente a Herdade das Soberanas, zona de importante produção vitivinícola reconhecida em todo o mundo como o demonstram os vários prémios arrecadados.
Por fim, também a Junta de Freguesia do Torrão, em concertação com os demais órgãos autárquicos, não deixou de se pronunciar sobre o assunto e em missiva dirigida à Estradas de Portugal usou como principal argumento o facto da construção do IC33 ter na sua génese a razão deste vir a complementar a A2 e o IP2 que já servem aglomerados populacionais nas imediações procurando ainda sensibilizar para o facto da freguesia vir a ter oportunidade de almejar o desenvolvimento da sua economia tendo para tal de estar servida de acessibilidades rodoviárias adequadas defendendo ainda que só a solução A trará manifestamente mais valias ao nível da mobilidade local, regional, nacional e até mesmo internacional o que beneficiará muito a região.

Local de intercepção do futuro IC33 com ER2 (Solução A)



Local de intercepção do futuro IC33 com ER2 (Solução B)



Local de intercepção do futuro IC33 com EN 383 (Solução A)



Local de intercepção do futuro IC33 com EN 383 (Solução B)


Conclusão


A conclusão que se tira é que a Freguesia do Torrão está implementada numa zona fulcral. O IC33 é uma via extremamente importante do ponto de vista estratégico.
A passagem do traçado do futuro IC33 poderá potenciar várias valências para uma região que se bate com a interioridade e o envelhecimento da sua população. Na verdade este traçado poderá abrir múltiplas prespectivas. Porém só isso não basta. Caberá ao Torrão e aos órgãos políticos locais a sapiência e inteligência necessárias de forma a conseguir captar investimento e atrair empresários para a região bem como apostar na formação nomeadamente das camadas mais jovens da população. São vários os desafios que se põem a começar pelo de tentar que a solução A seja adoptada e venha a vingar. Seja como for, para que tal desígnio se concretize não pode haver lugar ao imobilismo. Só o dinamismo dos diversos órgãos e instituições envolvendo toda a população poderá implicar o tão almejado desenvolvimento que estará ao alcance da região assim se aproveite a oportunidade.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Simplesmente...


Nesta terra não há nada que resista VII

Desta vez foi o Mercado Municipal o «feliz» contemplado pela sanha destrutiva dos vândalos que, diga-mo-lo, pululam por aí. Mais palavras para quê? Estão aí as imagens...





Sinais dos tempos



Reportagem que dá conta das convulções e indefinição que vive o Médio Oriente. O mundo árabe vive numa encruzilhada entre o caminho rumo à democracia plena e o caminho rumo ao extremismo e ao fundamentalismo. Aqueles que de facto buscam a democracia terão que estar vigilantes pois as pulsões e tentações extremistas existem e devem ser levadas em linha de conta.

Assembleia Municipal reune no Torrão


Uma sessão descentralizada da Assembleia Municipal de Alcácer do Sal terá lugar no Torrão, no próximo dia 26 de Fevereiro, pelas 16.30h, na Sociedade 1º de Janeiro Torranense.
Antes do início dos trabalhos, os membros da Assembleia Municipal e os Executivos da Câmara e Junta de Freguesia farão um périplo pela freguesia a partir das 14.00h.

Elucidativo





domingo, fevereiro 20, 2011

Alcácer: Praticante de caiaque resgatado por helicóptero

Um praticante de caiaque foi esta tarde resgatado pelo helicóptero da Protecção Civil depois de ter caído à agua e permanecido duas horas na copa de uma árvore na barragem de Pego do Altar, em Alcácer do Sal. Ler mais

Entretanto por cá

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...) "

E nós? Quando é que gritaremos: BASTA?
NÃO! ISTO NÃO É UM PROBLEMA DE GOVERNO! É UM PROBLEMA DE REGIME!
O povo português andará a fazer o papel de idiota enquanto considerar que os males do país têm origem no Primeiro-Ministro (seja ele quem for) e que o próximo será a solução. Não é! Não será! Que ninguém se iluda. Que ninguém pense que Portugal conquistará o seu lugar ao sol com passinhos de coelho.
Portugueses, a culpa não é nem pode ser de um só homem ou de um grupo restrito deles (Governo). A culpa é do sistema. Ou o país rebenta de vez com este sistema viciado e castrador da vontade nacional ou o sistema rebentará inevitávelmente com o país, com os jovens, com os idosos, com a classe média; com tudo. Será apenas uma questão de tempo. Aprefeiçoar a Democracia, exigir uma Democracia do século XXI, é imperioso, é um dever patriótico.

No fim dos anos oitenta foi na Europa de Leste

Aquilo que se verifica actualmente no Médio Oriente tem de facto alguma analogia com os acontecimentos que ditaram o fim dos regimes autocráticos comunistas na Europa de Leste no fim dos anos oitenta. Na verdade, tal como vai ocorrendo um pouco por todo o mundo árabe, o rastilho da mobilização popular em massa precipitou o fim abrupto desse regimes que pareciam sólidos e eternos.

É que não nos podemos esquecer que:
Por essa Europa fora, o carácter assassino do comunismo é um facto. O comunismo não matou devido à maldade de Estaline. O comunismo matou, porque esse sistema exige a morte dos adversários. Para espanto dos bifes, isto ainda causa polémica em Portugal.

Boletim meteorológico para o mundo árabe

A nota principal a ser levada em linha conta acerca dos últimos acontecimentos políticos no mundo árabe é de que invariávelemente e de forma categórica e convicta os povos do Médio Oriente estão a obrigar os regimes autocráticos que os têm oprimido durante décadas a «transigências que rebaixam e a violências que comprometem». E isto é um facto inegável. Quando a paciência se esgota...
O povo é de facto soberano e quando resolve exercer a sua soberania não há nada nem ninguém que lhe resista. Todo o regime tem que ter consciência que só vigora com o pleno consentimento deste. Ou o regime, seja ele de que espécie for, serve com lealdade e esmero o país ou então não servirá para nada. E nesse caso...

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Mau tempo assola Concelho de Alcácer do Sal

O mau tempo que se fez sentir durante a madrugada, com chuva, vento forte e trovoadas, fez estragos em várias regiões do país e dois feridos ligeiros em Alcácer do Sal. Ver mais

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Só por curiosidade...

A lei n.º 26/84, atribui aos ex-Presidentes da República, nos termos do seu artigo 3º, uma subvenção mensal igual a 80% do vencimento do Presidente da República em exercício, ou seja, uma subvenção mensal de 4883,40€ a partir do termo do respectivo mandato. A este benefício acresce, nos termos ao artigo 6º da mesma lei, usufruir das seguintes regalias: Direito ao uso de automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com condutor e combustível; Direito a disporem de um gabinete de trabalho, com telefone, uma secretária dactilógrafa e um assessor da sua confiança, destacados a seu pedido em regime de requisição de entre os funcionários e outros agentes do Estado; Direito a ajudas de custo nos termos da lei aplicável às deslocações do Primeiro Ministro, sempre que tenha de deslocar-se no desempenho de missões para fora da área da sua residência habitual; Direito a livre trânsito, a passaporte diplomático nas suas deslocações ao estrangeiro e a uso de porte de arma de defesa.

E agora pergunto eu: Qual a utilidade e as competências de um ex-PR para dispender isto tudo?
Agora multiplique-se por três mais o que gasta o no activo...

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

domingo, fevereiro 06, 2011

Já por outro lado...

No ano passado (Na República Árabe do Egipto), o preço dos alimentos subiu 25%. Dos 80 milhões de habitantes, 70% têm menos de 30 anos. Entre os jovens, o desemprego chega a 90% e a pobreza absoluta atinge 40% da população.

São uns belos moços não são?
Como é que o outro dizia? Ah, que os presidentes defendem melhor a soberania do povo. Claro que sim! Eu digo mesmo mais: defendem melhor a soberania e o bem-estar do povo mesmo à custa do seu sacrifício pessoal.
Assim é que é falar. O resto é musica.

Números dourados

Para quem gosta de repúblicas (pudera) aqui está mais um caso. Não há nem um que não se encha e o apetite é voraz, insaciável e ilimitado. É que não param mesmo de depois de acumularem valores monetários que não gastariam nem em dez vidas. República é isto e o resto é conversa.

A fortuna acumulada por Hosni Mubarak, Presidente do Egipto desde 1981, rondará os 45 mil milhões de euros, valor que corresponde ao intervalo de 50-70 mil milhões de dólares estimados por fontes da ABC News. O pé-de-meia acumulado por Mubarak, pela mulher e dois filhos, estará depositado em bancos fora do Egipto, supostamente no Reino Unido e na Suíça.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Tomai

Para a bimbalhada e, já agora que vem mesmo a talho de foice, para aqueles mocinhos cagarólas que insistem em vir aqui de vez em quando mandar umas boquinhas ordinárias.
EAT THAT
GLORIOSO SLB

Cairo escaldante Cairo

Isto é o Cairo. Excitante Cairo...
Veremos até onde escaldará. Que ninguém duvide que ali de facto se joga o «xadrêz mundial». Não esqueçamos que é o Egipto quem controla o Canal do Suez, um ponto geo-estratégico fundamental o que faz do país dos faraós um país chave. Quem controlar o Egipto controla o Canal do Suez e quem controla o Canal do Suez tem a chave mestra da economia mundial nas mãos. O grande medo? A emergência do fundamentalismo islâmico. Quem dará o xeque-mate?

Uma música inspiradora dos míticos Táxi com uma roupagem moderna...