Rio de Moinhos do Sado é uma aldeia com uma população bastante envelhecida. É na casinha do fundo que funciona um posto da Junta de Freguesia e, como tal, é naquele espaço que é feita a distribuição de rolos de saco do lixo pela população, que ali se concentra em espera pela sua vez. Porque não, depois do arranjo do espaço, a colocação de um ou dois bancos para que as pessoas com mais dificuldade possam esperar mais confortávelmente?
domingo, setembro 11, 2011
Rio de Moinhos do Sado: Retratos de uma aldeia desprezada
sexta-feira, setembro 09, 2011
«Hoje é aqui!»
«Hoje é aqui!»... por terras de Além-Tejo, sempre serenas e indiferentes ao passar do tempo e ao rebuliço da labuta diária, que vos convido, e convosco partilho estas belas imagens, caríssimos leitores. Pelos arrabaldes da Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Évora, cidade que eu, aliás, adoro e que partilha com o Torrão, o Rio ou Ribeira do Xarrama. Portanto pode-se e deve-se dizer que este artigo feito na terra de Garcia de Resende, acaba por ter, como se verá, embora à primeira vista não se vislumbre, um elo em comum com a terra do seu contemporâneo, Bernardim Ribeiro.
Mas afinal estamos onde? Estamos perto da Ponte do Parque Aeronáutico de Évora, na periferia do Bairro de Almeirim. Zona tranquila e campestre sobre a qual serpenteia, durante a estação estival, o ténue Xarrama - como não podia deixar de ser - rumo ao Rio Sado e da qual temos vista priviligiada para a cidade. Na planicie que se estende, algumas rezes pastam plácida e languidamente numa manhã que já ía alta.
Perto, o complexo da EMBRAER que, como se pode ver, está em fase avançada. Para além disso, parece que o dia convidava a uns saltos para o abismo, pelo que eis os paraquedistas no ar com os seus pára-quedas coloridos. Um extra que é sempre aprazível de assistir pelas belas imagens que proporciona.
«Hoje é aqui»; assim mesmo, entre comas, pois a expressão não é de minha autoria; antes de alguém que em boa hora e com a devida inspiração, deu a este humilde e agradecido escriba e, claro, ao nosso Pedra, um título para este singelo artigo.
Fomos assim, pregar para outra freguesia, ainda que momentâneamente, para desanuviar e diversificar o nosso blog. Afinal, o nosso Alentejo e o nosso país têm tantas coisas interessantes que não vale a pena perder tempo só com mesmos «personagens de ópera-bufa» e algumas das suas infelizes actuações.
Mas afinal estamos onde? Estamos perto da Ponte do Parque Aeronáutico de Évora, na periferia do Bairro de Almeirim. Zona tranquila e campestre sobre a qual serpenteia, durante a estação estival, o ténue Xarrama - como não podia deixar de ser - rumo ao Rio Sado e da qual temos vista priviligiada para a cidade. Na planicie que se estende, algumas rezes pastam plácida e languidamente numa manhã que já ía alta.
Perto, o complexo da EMBRAER que, como se pode ver, está em fase avançada. Para além disso, parece que o dia convidava a uns saltos para o abismo, pelo que eis os paraquedistas no ar com os seus pára-quedas coloridos. Um extra que é sempre aprazível de assistir pelas belas imagens que proporciona.
«Hoje é aqui»; assim mesmo, entre comas, pois a expressão não é de minha autoria; antes de alguém que em boa hora e com a devida inspiração, deu a este humilde e agradecido escriba e, claro, ao nosso Pedra, um título para este singelo artigo.
Fomos assim, pregar para outra freguesia, ainda que momentâneamente, para desanuviar e diversificar o nosso blog. Afinal, o nosso Alentejo e o nosso país têm tantas coisas interessantes que não vale a pena perder tempo só com mesmos «personagens de ópera-bufa» e algumas das suas infelizes actuações.
Ao longe, o futuro complexo industrial da EMBRAER, em fase de construção
domingo, setembro 04, 2011
Para que depois não digam que é mentira!
Foi referido aqui como «uma obra da engenharia alentejana» a «solução» apresentada para impedir que águas e detritos provenientes de enxurradas provocadas por temporais atingissem a estrada nacional. Na altura, referiu-se que o escoadouro se encontrava algures aqui e qual a sua natureza mas como o caso relatado é tão surreal que voltámos e fomos lá confirmar o que aqui se disse para que posteriormente não se diga que tal não corresponde à verdade.
As fotos tiradas pouco depois do temporal demonstram bem a qualidade e eficiência da «obra». Logo aqui se afirmou que ali de baixo haveria algo que era suposto ter funcionado às mil-maravilhas. Este foi o estado em que ficou. Parece que funcionou não às mil-maravilhas mas às zero-maravilhas.
Escavando com paciência e sem o auxilio de qualquer ferramenta e sem qualquer referência sobre a sua localização (seria algures ali), custou, mas lá se conseguiu encontrar a «obra-prima». É ou não é como aqui foi relatado?
Repare-se só que anjinhos! Foi feita uma caldeira, uma côncavidade com o escoadouro no centro e tudo e até se puseram umas pedrinhas à volta para fazer presa. O objectivo desta engenharia era: as pedrinhas retinham tudo quanto seria sedimentos, terras, areias, pedras, materiais orgânicos, plásticos, etc. e depois a água seria escoada sem problemas pela grelha
As fotos tiradas pouco depois do temporal demonstram bem a qualidade e eficiência da «obra». Logo aqui se afirmou que ali de baixo haveria algo que era suposto ter funcionado às mil-maravilhas. Este foi o estado em que ficou. Parece que funcionou não às mil-maravilhas mas às zero-maravilhas.
Repare-se só que anjinhos! Foi feita uma caldeira, uma côncavidade com o escoadouro no centro e tudo e até se puseram umas pedrinhas à volta para fazer presa. O objectivo desta engenharia era: as pedrinhas retinham tudo quanto seria sedimentos, terras, areias, pedras, materiais orgânicos, plásticos, etc. e depois a água seria escoada sem problemas pela grelha
Desculpem-me lá mas isto não é inteligência! Isto é esperteza, esperteza-saloia!
O resultado, esse é preciso dizer qual foi?
A culpa e responsabilidade não é dos trabalhadores que fizeram isto mas de quem mandou fazer, de que deu as directrizes e instruções. Como se costuma dizer, não sei se hei-de rir se hei-de chorar!
Tinha-se dito também que o tipo de escoadouro feito é do género daqueles que se põem em ruas e estradas devidamente calcetadas ou asfaltadas; e se mesmo aí por vezes ocorrem entupimentos, o que dizer daqui? Estas fotos tiradas a montante mostram que tal só podia falhar. Ainda por cima essas terras foram revolvidas durante as obras de requalificação do espaço ficando a sedimentação solta e à mercê de enxurradas.
O resultado, esse é preciso dizer qual foi?
A culpa e responsabilidade não é dos trabalhadores que fizeram isto mas de quem mandou fazer, de que deu as directrizes e instruções. Como se costuma dizer, não sei se hei-de rir se hei-de chorar!
Tinha-se dito também que o tipo de escoadouro feito é do género daqueles que se põem em ruas e estradas devidamente calcetadas ou asfaltadas; e se mesmo aí por vezes ocorrem entupimentos, o que dizer daqui? Estas fotos tiradas a montante mostram que tal só podia falhar. Ainda por cima essas terras foram revolvidas durante as obras de requalificação do espaço ficando a sedimentação solta e à mercê de enxurradas.
A solução, como disse, seria (será, repito, será) fazer um canal de escoamento, por baixo da estrada nacional, com as dimensões ideais. Enquanto tal não se fizer sempre que chover lá ficará a estrada naquele estado e ainda por cima o piso fica escorregadio da lama tipo nata tornando a circulação automóvel um perigo.
Mas como o Pedra no Chinelo e o seu autor não fazem aquilo que não lhes compete e, mais importante, gostam de deixar tudo tal e qual como encontraram, voltou-se a deixar tudo como antes, cobrindo-se o local com os sedimentos que a chuvada se encarregou de depositar ali.
O trabalho estava por fim concluido.
Ó meus caríssimos, queridíssimos e ilustríssimos leitores, o que eu não faço por vós para que o nosso Pedra no Chinelo se mantenha sempre actualizado e vós ficais a saber e a ter consciência do que por cá se faz! Como estas há muitas!
Há razões mais que suficientes ou ainda não?!
Aqui também se justifica e é legítima a já célebre pergunta: Fica assim? E agora fica assim?
sábado, setembro 03, 2011
Temporal no torrão: Ainda as consequências
Junto à estrada nacional está outro ponto sensível que se ressente sempre que um temporal se abate sobre a zona. A tal estrada que custou 8.000 contos à Junta de Freguesia em 1998 é uma fonte de problemas pois aquela é uma zona de passagem das águas. Ainda hoje os trabalhos prosseguiam. O inevitável «Pedra no Chinelo» foi até lá dar uma espreitadela.
Os serviços camarários procuram reparar os enormes estragos provocados. Uma solução provisória que à primeira chuvada ficará da mesma.
De referir que tudo quanto era caixas e tubos de escoamento ficaram completamente entupidos pelos entulhos e detritos depositados a montante que foram arrastados pela enxurrada.
Os serviços camarários procuram reparar os enormes estragos provocados. Uma solução provisória que à primeira chuvada ficará da mesma.
De referir que tudo quanto era caixas e tubos de escoamento ficaram completamente entupidos pelos entulhos e detritos depositados a montante que foram arrastados pela enxurrada.
Segundo informações recolhidas junto do proprietário do terreno contíguo, este afirmou ter alertado o Presidente da Junta, há cerca de dois anos do risco de acontecer algo do género e da necessidade de colocar manilhas de forma a permitir um escoamento mais eficaz. Este foi ainda peremptório ao afirmar que recebeu todas as garantias de que tal seria levado a cabo, mostrando-se agora indignado por constatar que entretanto nada foi feito.
Este enorme buraco escavado pelas águas será gradualmente alargado em próximas chuvadas e se nada for feito, poderá no futuro pôr em causa a estabilidade do terreno junto à estrada e o deslize do terreno implicará uma possivel derrocada parcial da estrada pondo a segurança dos utentes em risco.
Mais uma a ter em conta.
Ai se ele cai...
Aqui, Rua da Matriz. Mas também Rua do Relógio, Largo de S. Francisco... são vários os pontos negros. Crónica de uma tragédia anunciada. Depois não digam que aqui no «Pedra» não avisamos. «À e tal o Paulo Selão é esparvérado». Eu já estou habituado à desconsideração, desvalorização e despeito de uma boa parte de certa gente que por aqui habita que não estou nem aí para o que pensam mas depois quando elas acontecem é que o ai, ai e o «olha afinal o gajo não se enganou» Ai se eles caem... vão se partir e vão partir. Da minha parte vou manter-me alerta e evitar estes locais e recomendo a quem me lê para ter atenção e evitar esses sitios. Quanto aos outros, os tais que acham que eles é que sabem e eles é que são espertinhos que passem. Passem e vão passando pode ser que lhes saia a «lotaria».
Complexo das piscinas severamente danificado
Também o complexo das piscinas municipais foi gravemente atingido pelo temporal da passada quinta-feira que se fez sentir sobre o Torrão. Como este tipo de coisas não é fotografado - aliás fotografam-se apenas as obras concluidas e bonitinhas - aqui está o Pedra mais uma vez a relatar para o mundo (e como isso custa a muita gentinha por ser posta em evidência a sua incompetência e os seus gananciosos interesses) tudo o que tem que ser relatado doa a quem doer como é timbre deste blog, um órgão noticioso independente, sem amarras, sem medos e imune a pressões e chantagens.
O complexo das piscinas fica numa zona baixa e defronte para um terreno baldio.
A zona do terraço ficou neste estado por ter um sistema de escoamento defeituoso e por ser de alvenaria. Fosse em betão armado e a estrutura não fissuraria como fissurou. Agora será feito um remendo - como sempre - até à próxima chuvada.
Nunca nos devemos de coibir de mostrar isto. Lama e agora os cães tem feito um autentico «patameiro». Uma coisa com meia duzia de meses. Já aqui se perguntou: Então e agora? Fica assim?! Uma pergunta que agora mais do que nunca se justifica.
Também neste modesto espaço se perguntou se os passeios ficariam neste estado. Também sobre estes lindos arruamentos o Pedra no Chinelo fixou o alvo e, claro, também aqui se perguntou: Então e agora? Fica assim?! E agora? Ficará e continuará assim? Olhem só que tubinhos tão bonitos... verdinhos... FICA ASSIM???
O local onde está implementado o complexo e o facto da rua ter esta concavidade praticamente em frente ao espaço potenciam (e de que maneira) as inundações.
Nunca nos devemos de coibir de mostrar isto. Lama e agora os cães tem feito um autentico «patameiro». Uma coisa com meia duzia de meses. Já aqui se perguntou: Então e agora? Fica assim?! Uma pergunta que agora mais do que nunca se justifica.
Também neste modesto espaço se perguntou se os passeios ficariam neste estado. Também sobre estes lindos arruamentos o Pedra no Chinelo fixou o alvo e, claro, também aqui se perguntou: Então e agora? Fica assim?! E agora? Ficará e continuará assim? Olhem só que tubinhos tão bonitos... verdinhos... FICA ASSIM???
Foi neste estado que ficaram as próprias piscinas. A água e os detritos por ela arrastados, provenientes das zonas a montante, não encontraram nada, nenhum obstáculo que as detivesse atingindo e acumulando-se no tanque. Seguramente que a piscina ficará agora por largo tempo inutilizada, inoperacional.
Conclusão: Há que encontrar soluções, que não de recurso, para minorar os efeitos de um fenómeno que, tudo indica, irá sendo cada vez mais frequente.
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