quinta-feira, julho 07, 2011

De ficar de boca aberta














































«Contra a estupidez até os deuses lutam em vão» - Friedrich von Schiller (1759-1805)

Há já uns poucos de dias que eu andava para relatar este facto que só não classifico de insólito por já ser um hábito pelo país fora e, claro, aqui não é excepção.

Como o Pedra no Chinelo também dá notícias a quem está fora, nada se tenta escamotear porque tudo deve ser sabido doa a quem doer. Então lá vai:

Terminaram as obras no futuro lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia. Calcetou-se a rua, pintaram-se as marcas de estacionamento e assinalou-se (MAL, como aqui se relatou) o local destinado a pessoas portadoras de deficiência e limpou-se a rua; inclusive os Bombeiros foram solicitados para a lavar como se vê nas fotos. Estava assim tudo prontinho, esgotos, águas pluviais, abastecimento de água; tudo. Assim se pensava. Qual não é o espanto quando uma manhã acordo sobressaltado com o ruído de uma máquina escavadora. Ainda pensei que era um sonho pois durante perto de um ano a ouvir as máquinas logo de madrugada o som fica na cabeça embora tal não fosse incómodo porque eu até tenho o sono pesado e aquilo não me aquecia nem arrefecia por aí além. Mas não, não era sonho. A máquina estava ali para trabalhar. A rua começa a ser rasgada sem apelo nem agravo para minha estupefação. Nos últimos dias havia chuvido considerávelmente. Ora acontece que assim que os trabalhadores abrem as tampas das caixas de esgoto e das pluviais, estas estavam a transbordar e as águas tiveram que ser bombeadas. Siderado fiquei quando constatei junto de quem trabalhava que o trabalho tinha ficado incompleto. As caixas estavam cheias de água pela simples razão que não se encontravam ligadas às respectivas redes.

Pelo que depreendi do que se dizia, a ligação à rede pública, a quem compete intervir na via pública, é aos serviços municipais e não a nenhuma empresa ou entidade privada, e em particular à empresa responsável pela obra: Ramos Catarino. Mas também parece que houve um diferendo qualquer ou qualquer outra situação menos clara e o que é facto é que, empurra para cá, empurra para lá, lá foi a Ramos que teve que abrir a via pública e ligar as caixas à rede de esgotos e à rede pluvial. A ligação da água, essa foi feita pelo serviços camarários.

Resumindo: a rua estava limpa, arranjada, as marcas devidamente (quase) pintadas. Tudo foi feito como se estivesse tudo de facto feito sem que no entanto nada estivesse feito. Confuso?

Ora se as ligações, nenhuma delas, estava feita, se havia ainda trabalhos a realizar no subsolo porque é que foi tudo feito como se já tivesse tudo concluido?

E depois eu pergunto à maneira de Scolari: E o burro sou eu?

quarta-feira, julho 06, 2011

Torrão parcialmente às escuras
























A vila do Torrão está parcialmente sem iluminação pública desde o início da semana. A zona afectada é a Praça Bernardim Ribeiro, Rua dos Cardins, Travessa Santana, parte da Rua de Beja, parte da Rua do Poço Mau, Rua das Freiras e Largo dos Fidalgos.

O Pedra no Chinelo especula que tal provavelmente se deveu a um erro decorrente da remoção da iluminação extra colocada de propósito para a Feira Renascentista. Vamos tentar obter novas informções.

Bola de ouro



Não deixa de ser curioso a crise assolar praticamente todos os sectores da economia e andarem-se a fazer negócios de milhões no futebol como se nada se esteja a passar.

Uma novidade

Quando se esperava que a primeira reacção do Governo, à decisão da Moody's, viesse da boca do Ministro das Finanças ou do Ministro da Economia, peço desculpa, do Álvaro, eis que surpreendentemente o primeiro membro do Governo a reagir foi o Ministro da... Administração Interna.
Por este andar ainda hei-de ver a Ministra da Agricultura (Lá estou eu. Eu juro que não tenho nada contra a rapariga - com todo o respeito, só que é quase da minha idade) a reagir ou a comentar uma qualquer acção do contigente militar português, no estrangeiro, por exemplo.

O murro no estômago

Reagindo à decisão da Moody's de classificar Portugal como lixo financeiro, o Primeiro-Ministro Passos Coelho, afirmou que foi como se levasse um murro no estômago. O conselho que aqui do Pedra no Chinelo se dá é que o chefe do governo bem que pode ir começando a treinar no duro de forma a fortalecer a musculatura abdominal. É que este murro no estômago foi só o primeiro e ainda deve ter muitos que levar por isso é bom que se vá preparando para aguentar melhor os embates.

Limpar Portugal

Desenganem-se aqueles que julgam que as agências de rating (americanas, sublinhe-se que isto é importante) darão tréguas a Portugal. Não o farão! Aliás Portugal está a seguir exactamente o mesmo trilho da Grécia. Já o suspeitava mesmo sem fazer um levantamento cronológico do percurso grego e português e posteriormente compará-los. Era apenas intuição. Mas ontém, com a classificação da Moody's, que classifica a dívida portuguesa como lixo, foi-me claro como a água. Nem a mais pálida dúvida paira sobre o meu espírito. Daqui para a frente será uma espiral descendente e se não houver uma qualquer inflexão na tendência lá irá o Primeiro-Ministro Coelho de passinho em passinho apresentando sucessivos pacotes à moda de Papandreou.
Hoje ficou-se a saber, pela boca do Presidente Obama, que os próprios EUA, enfrentam sério risco de insolvência e que o dólar tem desvalorizado sucessivamente. É natural pois que as agências financeiras americanas tudo façam para deitar abaixo o Euro. Fazem o que lhes compete e é muito natural que assim seja. Antes de serem agências internacionais são instituições americanas e estão claramente a jogar pelo seu país. E como é que o fazem? Atacando os elos mais fracos, os pontos fracos: Grécia, Portugal, etc. e depois é só aguardar o efeito dominó e de colapso.
Portugal se está nesta situação só de si se pode queixar. Se a república não se tivesse endividado até ao pescoço não teria arrastado o país para esta situação. Se tivessem sido levadas a cabo políticas sustentadas de fomento e fortalecimento da economia e dos sectores mais estruturantes e se tivesse havido prudência e sensatez, a começar nos responsáveis políticos de todos os níveis, que deviam ter dado o exemplo, até ao mais humilde cidadão, ao invés de despesismo e deslumbramento e loucura e fúria consumista. Se tivessemos posto em prática a política da formiga de amealhar para estar preparados para quando tempos de dificuldade se abatessem sobre Portugal ao invés de levarmos por diante a política da cigarra de ir cantando e rindo e dizendo «no pasa nada» e fazendo férias e acabando com a agricultura e pesca e sei lá que mais e querendo ser o bom aluno da Europa mas que sendo tão bom mesmo assim nunca mais se forma e de querer entrar para o Euro sem ponderar os prós e os contras. Se tudo isso fosse levado em conta bem podiam eles andar de roda que daqui não levariam nada. Quem paga manda diz Ferreira Leite. Completamente de acordo. E depois, lá venho bater na mesmo tecla, são todos tão bons desde os titulares de pastas ministeriais até camarárias, eminentes professores, economistas, doutores e engenheiros e não tiveram capacidade para analizar a situação e aperceberem-se que Portugal estava a caminhar para o abismo?! Afinal... Agora que caimos no abismo é como diziam os romanos: Abyssus abyssum invocat (o abismo atrai o abismo).
O Estado Português não tem capacidade de gerar riqueza, superavits, isto é, gasta mais do que recebe em impostos, contribuições, etc. Gasta com um pesado funcionalismo publico, com institutos parasitas, com mordomias escandalosas, com sabe-se lá mais o quê que configuram uma autentico caso de roubo, um autentico caso de saque, uma autentica depredação de dinheiros, de recursos e das finanças públicos que, se tivessemos num país com um sistema judicial a sério seriam um caso de polícia e os responsáveis levados e apresentados à justiça, e ainda vê todos os anos milhões pelo canudo resultantes da fuga ao fisco. Claro que para puder pagar salários de polícias, militares, enfim de todos os que trabalham para o Estado e para puder honrar os seus compromissos, o Estado tem que pedir emprestado como qualquer familia, como qualquer empresa. O mecanismo é o mesmo, a ordem de grandeza é que é da ordem dos milhares de milhões. E como a qualquer outra entidade, quem empresta no fundo... vende, isto é vai querer de volta o que emprestou mais os juros sobre o valor que sendo da ordem de grandeza referida está-se mesmo a ver quanto é que o Estado paga só em juros. Como essas instituições são na maior parte, e desde sempre, usurárias, isto é, umas autenticas rapinas que quanto mais no fundo um devedor está, quanto mais fraca é a presa mais elas se aproveitam, cobrando juros cada vez maiores procurando limpar tudo até ao osso.
O que uma agência de rating faz é análise financeira. Isto é, fornece aos credores, ou seja, a quem empresta, uma análise, uma nota, um classificação sobre a capacidade do devedor de saldar, de amortizar a dívida que contrai. Quando alguém pede um empréstimo a uma instituição financeira, a um banco, para adquirir um determinado bem - uma casa, um carro - ou serviço ou para fazer obras ou seja lá o que for, o banco analisa a capacidade desse alguém saldar a dívida, em função dos dados que recolhe sobre quem querer contrair o empréstimo. No fundo cada banco tem a sua agência, o seu serviço de rating que dará um parecer, uma classificação sobre essa pessoa e, em função do risco, o banco procederá a um empréstimo ou não - recorde-se que quem empresta não o faz por ajuda, porque é porreiro mas por negócio e claro ninguém arrisca ficar a «arder». É daqui é que se tem que partir sempre. Claro que pode ocorrer uma catástrofe (um despedimento, um acidente, uma incapacidade, um erro de gestão) ou um erro de avaliação da parte do banco e quem contraiu a dívida ficar sem capacidade de a liquidar (o chmado crédito mal parado) e aí se não houver outra solução tem lugar a tal renegociação da dívida.
Ora no mundo da alta finança internacional o mecanismo é análogo. O que a Moody´s, uma das grandes agências internacionais de rating, ontém fez foi atribuir um nota tipo não satisfaz, a Portugal, a nota Ba2. O que a Moody's fez ontém foi classificar a divida portuguesa como lixo. O que a atribuição da nota Ba2 a Portugal diz aos credores é que Portugal não terá capacidade para pagar a quem emprestar. O credor vai ver a avaliação dessas agências especialistas em classificar os mercados baseando-se numa série de dados e estas dizem-lhe: «Não emprestes nada a essa gente senão nunca mais vês o capital» ou «esses gajos estão com as calças na mão e não têm onde cair mortos por isso não vale a pena emprestar-lhes um tostão furado que nunca mais vês o guito. É o mesmo que estar-lhes a dar dinheiro de mão beijada». Claro que qualquer credor pode emprestar. As agências não impedem ninguém de financiar ninguém. Agora quem o fizer terá em conta o que dizem as avaliações e claro que se «jogam para trás», não vão arriscar; emprestam mas é o tanas. Mesmo o capital de risco (aqueles credores que gostam de aventuras finaneiras radicais e têm apetência pelo risco) tem limites aceitáveis. Agora pode haver especulação? Pode! Pode haver um erro de avaliação? Claro que sim! Pode haver interesse em dar esta classificação ou outra a Portugal ou á Grécia ou a qualquer outro país ou entidade? Certamente! A explicação é esta e a quem ler este blog espero ter esclarecido. Posso estar a dizer algumas asneiras? Posso perfeitamente. Sou um leigo nesta matéria. Não sou economista nem nada que se pareça.
E já agora podem ir começando a pôr as «barbinhas de molho» porque a Moody's tomou a iniciativa, fez o caminho à frente mas no seu encalço virão a Standard & Poor's e a Fitch que alinharão pelo mesmo diapasão.
Vai-se a ver, no fim desta trapalhada toda ainda é o velho Oliveira, que teimou em poupar e teimou em ficar orgulhosamente só, que tinha razão. Tinha razão, que é como quem diz, pois esse impôs um pacote de austeridade que durou, grosso modo, 4 décadas (1928-1968) espartilhando a economia nacional. Mas que saneou as finanças públicas, isso saneou. Ironias da História!
E agora? Agora é só eu vislumbrar uma oportunidade, dou logo de «frosques» e recomendo-o a quem ler este singelo artigo. Quem papou a carninha agora que vá roendo os ossinhos. Agora? Agora olhem: «troikem-mo»!

Deite o lixo no lixo



Nota pessoal: A república portuguesa tornou-se lixo só hoje (ontém)? Eu acho que lixo tem sido sempre e que tem convertido Portugal numa lixeira e numa estrumeira ao longo de um século, isso sim. A Moody's só o veio confirmar.

Valores curiosos

Pesquisando mais um pouco esta ferramenta da Biz (de business) Information reparei que o site da Câmara Municipal de Alcácer do Sal tem um valor de mercado de $3.055,75 (ainda vale menos que o Pedra no Chinelo). Já o site da Junta de Freguesia do Torrão é avaliado em $16.650,91.

Qual o valor de mercado do Pedra no Chinelo?



Nada mau! Mas não está à venda. Ainda pode valorizar mais.

terça-feira, julho 05, 2011

Interessante

Olha, então mas a Câmara de Almada não é CDU???

A Câmara Municipal de Almada pretende expropriar esses terrenos por uma soma irrisória a fim de implementar um projecto Pólis de habitação social, com edifícios de 6 a 7 pisos com frente para a praia da Caparica, mas que tem vindo a ser denunciado como fachada para condomínios de luxo.

Se...

...eu considero que a Feira Renascentista foi uma decepção e se eu afirmei (e mantenho) que ainda assim foi melhor que a Pimel não é dificil imaginar o que é que eu penso desta última.
Evento interessante onde estive nos últimos dias: Feira de S. João, em Évora.

Numa palavra

Como é que eu descreveria o evento que decorreu este fim-de-semana?


DECEPÇÃO

Procurai as diferenças senhores II




No que é que variam os eventos de uns dias para os outros?


Dica: Na hora em que decorrem.


É que os dias passam mas os eventos são sempre os mesmos. Foi escrever os eventos uma vez e o resto copy-paste?

Procurai as diferenças senhores

2008




2011



A mesma manta na mesma janela, a mesma tonalidade de céu... oh dear.


Dica: o ãngulo da fotografia é diferente

Recriação Histórica - um breve resumo fotográfico























Aqui está bem patente a falta de originalidade. Repare-se que nem a côr do céu muda










Bad boy
















Os romanos. Ai, ai os romanos



































Conselho para o futuro: Rapidamente retratar outra época senão quem vê isto uma vez, vê sempre. Sugestão: Século XVIII, o século das Luzes, o século em que foi edificada a Igreja de S. Francisco, o século em que os primeiros escravos africanos foram trazidos para Rio de Moinhos para as lavras de arroz. Mas também se pode retratar a época muçulmana ou romana (e aí não me venham os romanos vestidos à época da Renascença). Há que inovar sob pena de isto se tornar monótono! Mas isto é apenas o que eu penso. Façam como bem entender que eu não quero saber disso para nada até porque se calhar em breve vão haver novidades. Quem sabe sabe então que faça como sabe.

segunda-feira, julho 04, 2011

Acabou a Feira Renascentista...





...aí está o Verão de volta em toda a sua plenitude. Ficou a palha para quem de direito.

domingo, julho 03, 2011

Se há coisa...

...que a Feira Renascentista do Torrão é pródiga em atrair, essa coisa é a invernia. Frio e/ou chuva. Que vá para que o Verão volte.

A Feira Renascentista...

...começa a pecar por falta de originalidade e a tornar-se tremendamente repetitiva.

sábado, julho 02, 2011

Só não percebi...




...assim lá muito bem (se calhar até sou mesmo muito estúpido) o facto de num evento alusivo ao periodo renascentista haver um grupo de... romanos. Assim sem mais; um cortejo romano com legionários e até o «Imperator» que se juntou na praça ao... Rei de Portugal. É que o hiato de tempo que medeia os dois periodos (romano e renascentista) é de apenas mil anos mais ou menos umas centúrias. Apenas!

Será só impressão minha...

ou a Feira Renascentista consegue estar a ser melhor que a Pimel?