A lixeira a céu aberto que se acumulava às portas do Torrão na entrada sul (ver aqui) foi por fim removida e a rede que circundava o perímetro também ela foi retirada. Um problema resolvido de forma radical e incompleta pois não havia necessidade de se ir tão longe. O problema é que antes o espaço era limpo regularmente e nos últimos tempos houve negligência que levou a que o lixo acumulado atingisse grandes proporções. Vamos ver se um problema se resolve mas outro não se cria. É que acaba-se com aquela lixeira mas não foi avisada a população nem criada nenhuma alternativa. Da mesma forma não se completou o trabalho com um aviso e mesmo uma tabuleta no local a avisar da proibição de vazamento de lixo pelo que a deposição de detritos entretanto já recomeçou.
quarta-feira, dezembro 09, 2015
segunda-feira, dezembro 07, 2015
Comunicado
Resposta ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Torrão no seguimento do grave incidente que levou à suspensão «temporária» da internet no Polo do Torrão da Biblioteca Municpal
sexta-feira, dezembro 04, 2015
Comentário nas redes sociais deixa biblioteca do Torrão sem internet
O incrível, o rocambolesco, o
inimaginável acontece no Torrão quando menos se espera. Já praticamente toda a
gente sabe desde há muito que da porta da biblioteca do Torrão se consegue
aceder à internet. Eu próprio o fiz muitas vezes mas ontem, num post nas redes
sociais, e à laia de teste deixei bastante bem explícito que eu, Paulo Selão, venho com relativa regularidade ao referido local aceder à net.
Quando na noite de ontem, por
acaso, procurei mais uma vez aceder verifiquei que não havia ligação. Bem, o teste
estava feito. O que não imaginava era as repercussões e a situação gerada.
Hoje, por volta das dez horas da manhã, hora de abertura da biblioteca, fiz
questão de marcar presença. A funcionária iniciou hoje, dia 4 de Dezembro,
férias e outro funcionário está a substitui-la. Quando eu ligo o meu computador
portátil, como se previa, não havia ligação à internet. Quando os computadores
da biblioteca foram ligados também não havia ligação à world wide web. Eu então sugeri que
ele ligasse o rooter mas nada feito o que levou a que este ligasse à colega a
perguntar o que se passava onde esta então contou o sucedido. E é aqui, caros
torranenses e leitores em geral, que vão ficar pasmados.
Antes de mais um ponto prévio
para se perceber melhor a situação: Embora a biblioteca seja municipal, só o
computador do funcionário tem internet do município. Os restantes computadores
fixos do espaço bem como os portáteis dos particulares têm internet mas da
Junta de Freguesia do Torrão. É isso mesmo; o mesmo espaço tem duas contas de internet,
uma da Câmara e outra da Junta.
Ora ontem, perto da hora do
fecho, pelas 19 horas, o senhor Presidente da Junta, veio ter com a funcionária
e, sem apelo nem agravo, depois de a ter informado que já tinha ligado para a
Câmara a dar conta do que ia fazer, nomeadamente à Chefe de Gabinete do Sr.
Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Sra. Dra. Ana Mendes – é
assim que eles gostam de ser tratados – desligou o rooter e levou-o consigo.
Os resultados são evidentes e
relato-os aqui em primeira mão e presencialmente. Hoje o rapaz andava à nora
sem saber o que se passava porque entretanto não foi informado destas manobras e mais do que o Paulo Selão houve outras pessoas a procurarem a biblioteca para
irem à internet e entretanto a biblioteca ficou sem ligação.
Entretanto o funcionário faz o
que lhe compete, isto é, reportar uma situação anómala para os superiores.
Entretanto já toda a gente na Câmara sabia do sucedido e estava tudo paralisado
uns à espera dos outros numa situação altamente comprometedora... e constrangedora.
Enquanto eu, Paulo Alexandre,
escrevia este artigo no word para adianter trabalho e enquanto os pormenores estão frescos na memória, eis que o senhor presidente da junta entrou biblioteca dentro
extremamente nervoso e quase fora de si a avisar que a internet é da junta e
que como «aquele senhor que está ali (este vosso escriba) usa a internet que é
da junta para dizer mal» pois então a internet da junta acabou na biblioteca e
a Câmara se quiser que ponha internet pois ele não permitirá que a internet da
junta seja usada para isso e que se eu – um munícipe que paga impostos e tem
tanto direito como os demais – se quiser que vá para casa.
O que daqui se pode retirar é que
esta é uma decisão estritamente política e revestida de enorme gravidade pois
foi uma decisão unilateral do presidente da junta. Sendo certo que a internet é
da junta não pode o senhor Silva de forma unilateral e de repente tomar
uma decisão desta natureza. A Junta de Freguesia do Torrão, como qualquer
titular colectivo ou individual, tem o direito de acabar com a internet. O que
não pode é ser assim. Certamente há um protocolo entre a Junta de Freguesia do
Torrão e a Câmara Municipal de Alcácer do Sal. Ora esse protocolo vai ser
rasgado assim de forma intempestiva e unilateral? Pior; então senhor presidente
toma uma decisão unilateral sem ouvir os restantes membros do executivo? Não
tem uma decisão destas que ser primeiro discutida em reunião de junta – e no
limite na assembleia de freguesia – para depois ser posta em prática? Não tem
primeiro que se informar a devido tempo a Câmara Municipal para que a transição
seja feita de forma pouco atribulada e sem criar constrangimentos? O senhor
presidente da junta tomou a decisão política e unilateral de acabar com a
internet no espaço da biblioteca municipal do Torrão de uma forma tal que agora
toda uma população fica prejudicada e refém desta situação?
E a Câmara Municipal de Alcácer do Sal o que tem a dizer? Vai a Câmara e em particular o Sr. Presidente Vitor Proença (que é quem tem a cultura e como tal as bibliotecas sob a sua alçada) aparar mais este golpe do senhor Silva? Vai a Câmara e o Sr. Presidente engolir este sapo de ânimo leve e assumir a responsabilidade da sua biblioteca ficar sem ligação à internet sabendo-se que a esmagadora maioria dos seus utentes a frequenta justamente para aceder à internet?
Ficam estas e outras questões que poderão ser colocadas.
E a Câmara Municipal de Alcácer do Sal o que tem a dizer? Vai a Câmara e em particular o Sr. Presidente Vitor Proença (que é quem tem a cultura e como tal as bibliotecas sob a sua alçada) aparar mais este golpe do senhor Silva? Vai a Câmara e o Sr. Presidente engolir este sapo de ânimo leve e assumir a responsabilidade da sua biblioteca ficar sem ligação à internet sabendo-se que a esmagadora maioria dos seus utentes a frequenta justamente para aceder à internet?
Ficam estas e outras questões que poderão ser colocadas.
É isto um presidente de junta?
Não! Isto não é um presidente de junta, é um menino birrento e prepotente com
tiques autoritários que em vez de se concentrar na governação da freguesia
perde tempo com perseguições idiotas, pensando que inflige um castigo, ao seu,
por ele interiorizado e sem a mínima dúvida, inimigo nº1.
Será isto que o Torrão merce ou o
Torrão tem aquilo que efectivamente merece?
O relato dos factos é este. Agora
que cada cidadão que cada leitor deste nosso espaço avalie como entender. Para mim é um fait-divers - embora gravíssimo e com grandes repercussões políticas - mas que diz
bem do carácter político deste sistema e de quem o personifica.
Quanto ao vosso amigo, como podem ver, já está outra vez online. Já os utentes da biblioteca...
quinta-feira, dezembro 03, 2015
Luzes de Natal pesam mais 20% no orçamento municipal e preço dispara para perto dos quinze mil euros
Foto: Vital Mirra
As iluminações e demais decorações de Natal só em Alcácer do Sal vão pesar mais 20% em relação ao ano passado. De acordo com o publicado pelo município no BASE, em 2014 a despesa natalícia foi de 12.300€ (valor final). Já relativamente a este ano o valor cifra-se nos 14.760€ o que representa uma acréscimo de 20% em relação ao ano passado.
A iluminação e decoração relacionada com a época natalícia tem sido, desde 2013, quando o actual executivo tomou posse, adjudicada à mesma empresa porém os valores têm oscilado. De 2013 para 2014 houve uma redução, contudo de 2014 para 2015 já os valores voltaram a subir. Em três anos o Natal custou assim aos cofres municipais 44.280€.
Porque não nos podemos deixar ofuscar pela luz, para todos termos uma noção dos valores e a bem da transparência consulte os contratos.
- 2013
- 2014
- 2015
O Xarrama como nunca o Torrão o viu
Quem o vê neste estágio não imagina que este é o Rio Xarrama. Esse mesmo, o rio que passa junto ao Torrão, que é o maior afluente do Sado e que alimenta a albufeira da Barragem de Vale do Gaio nasce nos arrabaldes de Évora mais concretamente na zona dos Canaviais e tem uma extensão de cerca de 70 quilómetros.
É regra geral do Universo que tudo na sua génese é promissor e no seu final é decadente, triste e que desperta nostalgia. Contudo há excepções à regra e o Xarrama é uma delas. Quem o vê nos primeiros quilómetros e junto à nascente não lhe augura grande futuro e nem imagina que isto é um rio e que a jusante, quase na confluência com o Sado, ainda alimenta uma das maiores barragens do concelho de Alcácer do Sal. O Xarrama, tem um início triste. Na sua fase inicial é um simples barranco composto por charcas de água podre onde alguns esgotos desaguam. A sua fase final é pujante e altiva, factores bem presentes na grandiosa albufeira que se estende por quilómetros e que abriga muita vida selvagem antes de terminar, por fim, no Rio Sado.
Esta foi mais uma expedição empreendida e, pela primeira vez, eis as fotografias da nascente do Rio Xarrama.
A primeira ponte sobre o Xarrama. Situa-se em propriedade privada. A partir daqui não podemos avançar mais.
Durante a subida em direcção à nascente. Um denso canavial a lembrar que não é por acaso que esta zona se chama justamente Canaviais.
Embora por lei em Portugal zonas hídricas sejam zonas de servidão pública o que é facto é que há sempre quem arranje forma de contornar a situação.
Aqui, o leito do Xarrama é paredes-meias com edificações.
No leito seco do Xarrama a escassos metros da nascente
Esta é a primeira ponte rodoviária sobre o Xarrama. Fica na Estrada dos Canaviais. Por baixo desta ponte acumula-se algum lixo e o Xarrama é uma simples poça de água podre.
A última imagem é da mesma ponte mas do lado oposto. Embora a imagem pareça sugerir que as maiores atribulações ficaram para trás nada mais enganoso. Na segunda ponte rodoviária, na Estada Nacional 254, entre Évora e o Redondo, à entrada da cidade-museu, o Xarrama encontra-se na mesma. Um ponto onde desaguam esgotos e mais uma poça de água podre.
Numa próxima expedição, fica a promessa: mais imagens serão trazidas.
terça-feira, dezembro 01, 2015
Arte chocalheira já é Património da Humanidade
A arte chocalheira das Alcáçovas já é Património Imaterial da Humanidade com Necessidade de Salvaguarda Urgente. A aprovação da candidatura foi dada às 14.20h, hora de Lisboa, na 10ª sessão do Comité Intergovernamental da UNESCO que decorre em Windhoek, capital da Namíbia, entre 30 de Novembro e 4 de Dezembro.
A vila das Alcáçovas (a 14 Km do Torrão) é sede de freguesia, freguesia essa pertencente ao concelho de Viana do Alentejo, distrito de Évora e o seu nome sempre esteve associado ao fabrico do chocalho. Quem chega às Alcáçovas pela Estrada Nacional Nº2, depois do Torrão, irá encontrar uma rotunda onde um enorme chocalho espelha bem que esta é o símbolo da terra.
A vila das Alcáçovas (a 14 Km do Torrão) é sede de freguesia, freguesia essa pertencente ao concelho de Viana do Alentejo, distrito de Évora e o seu nome sempre esteve associado ao fabrico do chocalho. Quem chega às Alcáçovas pela Estrada Nacional Nº2, depois do Torrão, irá encontrar uma rotunda onde um enorme chocalho espelha bem que esta é o símbolo da terra.
Reveja aqui o filme da candidatura do Fabrico de Chocalhos a Património Cultural Imaterial da Humanidade a Necessitar de Urgente Salvaguarda UNESCO.
A decisão e os momentos neste vídeo a partir da 1h 31 min e 25 seg.
sábado, novembro 28, 2015
Igreja Matriz do Torrão recupera, enfim, o seu catavento
A torre da igreja matriz do Torrão finalmente recuperou o seu catavento depois de anos desde que durante uma tempestade caiu.
De referir que a igreja foi alvo de pintura e restauro durante o Verão ficando esta lacuna por preencher. A pressão da opinião pública e, naturalmente, do Pedra no Chinelo, foi determinante para uma situação que ameaçava continuar na mesma.
É esta a força da cidadania activa. Uma pressão permanente que não deixou que o assunto caísse convenientemente no esquecimento. É também de louvar o bom senso e sentido de oportunidade aproveitando a presença da máquina elevatória utilizada na pintura do depósito para resolver está situação tal como havíamos sugerido.
Mais um caso encerrado com sucesso onde, mais uma vez, o nosso modesto papel teve uma influência determinante.
segunda-feira, novembro 16, 2015
Torrão é palco de operação policial de combate ao tráfico de droga
Uma operação conjunta levada a cabo pela Polícia Judiciária, pela Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública e por elementos da GNR do Torrão na noite de Quinta-feira, dia 12 de Novembro, culminou na detenção de um indivíduo residente em Alcácer do Sal por tráfico de estupefacientes. A operação teve lugar por volta das 23.30h e decorreu na Rua do Poço Mau, próximo do lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia do Torrão, rua essa onde alegadamente decorreriam as transacções na referida vila.
Segundo veicula a RTP, o detido estaria na posse de 128 mil doses de haxixe e dedicar-se-ia ao transporte do produto para a área metropolitana de Lisboa, onde posteriormente vendia a revendedores. A mesma notícia dá conta de que a investigação decorreu durante quase um ano, mais precisamente 11 meses.
Ainda de acordo com a RTP, a PSP terá afirmado que com esta intervenção policial foi possível terminar com uma importante rede de tráfico de estupefacientes que operava, essencialmente, na zona de Oeiras e Lisboa.
De acordo com fonte do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública de Lisboa, o detido operava de forma metódica e organizada.
Da operação resultou ainda, para além da apreensão das 128 mil doses de haxixe, a apreensão de quatrocentos euros em numerário, duas viaturas e um telemóvel.
O detido, com antecedentes criminais pela prática de ilícitos da mesma natureza, foi presente na Instância Central, 1.ª Secção de Instrução Criminal do Tribunal da Comarca de Lisboa, para o primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada como medida de coacção a prisão preventiva.
De acordo com fonte do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública de Lisboa, o detido operava de forma metódica e organizada.
Da operação resultou ainda, para além da apreensão das 128 mil doses de haxixe, a apreensão de quatrocentos euros em numerário, duas viaturas e um telemóvel.
O detido, com antecedentes criminais pela prática de ilícitos da mesma natureza, foi presente na Instância Central, 1.ª Secção de Instrução Criminal do Tribunal da Comarca de Lisboa, para o primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada como medida de coacção a prisão preventiva.
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segunda-feira, novembro 02, 2015
Paraíso desconhecido no concelho de Alcácer do Sal
Para chegar lá é tomar a estrada nacional 120 e virar em direcção a Vale de Guizo e seguir, isto se estiver em Alcácer do Sal. Se estiver no Torrão é seguir na estrada de S. Romão e antes de chegar ao cruzamento de Rio de Moinhos, virar à direita.
Em pleno concelho de Alcácer do Sal está um pequeno paraíso desconhecido da grande maioria dos seus habitantes: Porches, Herdade de Porches. Seguindo a indicação é impossível perder-se pois o acesso está bem visível. A estrada, em terra batida, lamacenta nesta altura do ano, sinuosa q.b. e ainda longa até chegar ao destino é que são os pontos menos positivos. Mas indo com cuidado e apreciando a paisagem, no final ver-se-à que valeu mesmo a pena.
A herdade está na posse da mesma família há décadas contudo é apenas Jose Arantes Pedroso quem ali vive rodeado da natureza e dos seus animais numa simbiose perfeita com o meio. Explorando e transformando o espaço numa zona ecológica e auto-sustentável onde se vão desenvolvendo projectos e experiências inovadoras.
Agricultura biológica, construções em materiais ecológicos, compostagem, aquaponia entre outros conceitos são ali desenvolvidos num local cuja cortiça foi considerada a melhor em 2012.
Sigam-nos nesta viagem por um dos recantos desconhecidos de Alcácer e garanto-vos que não se irão arrepender.
Vamos?
Mal cheguemos, damos logo de caras com estes aparatos e aí vem o primeiro conceito: Agricultura vertical.
Um dos problemas maiores que enfrenta quem quer ter a sua própria horta é a falta de espaço. Aqui são elaborados objectos com restos de tubos de PVC, em plástico reciclado que só com uma atenção mais aprimorada se percebe que é plástico e não madeira pese embora o facto de a própria madeira ser também um desses materiais.
Nas imagens acima vemos um desses recipientes feito com restos de tubos de vários diâmetros de secção recta mas também um canteiro vertical onde se podem cultivar diversas plantas. Os compartimentos não são estanques e separados. É uma peça única o que permite que as plantas interajam umas com as outras e, para além disso, torna o processo de rega mais simples. Basta regar a partir de cima que toda a estrutura ficará irrigada.
Casa de banho ecológica. Numa das mais impressionantes partes privativas da propriedade damos de caras com um espaço que nos remete para os trópicos, para a selva africana, para a casa do Tarzan ou do Robinson Crusoe ou até mesmo para as tribos longínquas da selva amazónica ou da Papua-Nova Guiné. Só nos apercebemos que estamos no Alentejo por causa desta bacia feita num material típico da zona: A cortiça.
Nesta casa de banho, a privacidade não é assegurada por paredes de alvenaria mas por uma barreira de plantas.
Aqui entra em cena a aquaponia. Mais um conceito ecológico baseado na sustentabilidade e no princípio do nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Trata-se de um circuito fechado em que a água do aquário é purificada, filtrada, livre das impurezas e dejectos dos peixes por acção das plantas que se encontram abaixo. A água vai, nesta parte do circuito, escoar-se por acção da gravidade. Em baixo está um conjunto de plantas cultivadas em leca. A água passa por aqui, é filtrada e regressa ao aquário. Como as leis da física nos ensinam, aqui a única hipótese é incrementar uma força motriz a qual é assegurada por um pequeno motor.
Já na horta biológica, onde o adubo provém de uma zona de compostagem onde restos orgânicos são decompostos.
Nesta horta não é preciso cavar muito pois os canteiros são delimitados e uma vez cavada a terra, por cima é colocada uma película de aparas de madeira entre outros produtos orgânicos que mantêm a terra sempre fofa e húmida.
Uma gingko bilboa. Esta árvore, de origem asiática, é altamente resistente e considerada um fóssil vivo pois já existia na era dos grandes sáurios. É considerada um símbolo de paz e longevidade por ter sobrevivido ás explosões e à radiação atómicas no Japão, em 1945. As suas folhas têm um uso farmacológico e estudos indicam que as suas propriedades terapêuticas são boas no tratamento de doenças neuro-degenerativas como a Doença de Alzheimer.
Outra das ideias aqui desenvolvidas é a ideia ou conceito de tea garden. A ideia, entre outros usos, é colocar nos restaurantes uma peça destas. No tabuleiro de cima coloca-se o bule com água a ferver e as chávenas.
Nos vários tabuleiros inferiores estarão vários tipos de ervas. A peça - como se vê, tem pequenas rodas - é levada à mesa e é o cliente que usando a tesoura que também vai no conjunto, que colhe as plantas que quer e fazer ele próprio a sua infusão.
No ano de 2012, a herdade, gerida pela Sociedade Agrícola Herdade de S. Filipe, viu a sua produção de cortiça ser eleita a melhor do ano.
José Arantes exibe com orgulho o quadro que prova a atribuição do galardão.
Desde lugar de tranquilidade e silêncio onde o Rio Sado corre nas proximidades, o único vislumbre de civilização é a aldeia de Vale de Guizo.
Por enquanto ainda pontuais, a nível global, este tipo de construção, esta forma de vida, em simbiose com a natureza e ecosustentável terá que ser o caminho a trilhar no futuro a bem da sustentabilidade ecológica e mesmo da sobrevivência humana e da vida em geral no planeta. A mudança terá que passar pela aliança entre os conceitos hi-tec, tecnologia de ponta e ecologia num misto de vivência como aquela que tiveram os nossos antepassados do paleolítico e do neolítico dos quais ainda subsistem algumas civilizações em lugares recônditos do planeta mas com todos os confortos, tecnologia, conhecimentos técnicos e cientificos e soluções da modernidade. O caminho é viver em harmonia com a natureza e não viver a tentar controlá-la, algo que para além de impossível é de uma irracionalidade absoluta.
Neste espaço decorrem ainda visitas, workshops e estão ainda à venda alguns produtos tais como a geleia de malagueta, um sabor exótico que combina o doce com o picante.
Se ficou com curiosidade, já sabe. Este local, está pronto para vos receber.
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