terça-feira, dezembro 15, 2015

Ranking das escolas - Torrão com prestações miseráveis

Medíocre, miserável, péssimo é assim que se pode qualificar a performance dos estabelecimentos de ensino do Torrão no Ranking das Escolas 2015 o qual pode ser visto aqui.
A escala, elaborada tendo em conta os resultados dos exames nacionais do 4, 6º e 9º ano não podia ser mais explícita. Em todos os anos a média foi negativa.
Em relação ao 4º ano, a Escola Básica Bernardim Ribeiro ocupa o lugar 3812, caindo 45 posições em relação a 2014, em 4200 escolas com uma média de nota de exame de 2,66.





Já em relação ao 6º ano o descalabro foi ainda maior, com uma variação vertiginosa de 399 lugares, caindo do 635º lugar que ocupava em 2014 para o 1034º lugar em 1176 escolas. A média ficou-se pelos 2,54.




No que toca ao 9º ano, o resultado não é mais animador. Uma queda de 397 lugares, do 701º lugar de 2014 para a posição 1098 em 1237 escolas. A média dos exames do 9º ano no Torrão ficou-se pelos 2,42.



sexta-feira, dezembro 11, 2015

Internet restaurada na biblioteca Municipal do Torrão



Terminou o apagão. A Internet foi restaurada ao princípio da noite de ontem no Polo do Torrão da Biblioteca Municipal depois de uma semana em blackout. Felizmente imperou o bom senso.

Ver mais aqui e aqui.

Falta de sentido prático e de sentido oportunidade

 Para além da construção da infraestrutura de regadio proveniente da Barragem de Alqueva e da ligação desta com a Barragem de Vale do Gaio no projecto estão ainda contempladas as vias de acesso.
Quem viu a estrada do Poço Novo que dá acesso ao Pego do Moirão - um rabo-de-água da referida albufeira - e quem a vê agora... é como do dia para a noite. Até caleiras para colecta e encaminhamento das águas pluviais foram feitas e tudo.
Ora a melhoria começa apenas junto à Quinta de Santa Maria e o pequeno troço que vemos nas fotos pelo visto não irá ser contemplado apesar deste também fazer parte do acesso. Aquele troço liga o bairro dos castelos ao posto médico (e não só) pelo que a requalificação deste troço urge.
A pergunta que se faz é porque é que os responsáveis autárquicos (Câmara Municipal e Junta de Freguesia) não chamam a atenção para esse facto e procuram sensibilizar os construtores, já que estes têm a maquinaria no terreno para também fazer este troço?
Segundo foi dado à estampa, os operários que trabalham neste processo estão alojados nas instalações do antigo clube Torino Torranense e também de acordo com o que foi veiculado tal alojamento foi feito com base num acordo de comodato em que a empresa daria trabalhos em troca. Afinal ainda nenhum torranense viu tais benefícios daí resultantes. Porque não invocar este contrato para pedir que se faça também este acesso? Mas não é preciso recorrer a ultimatos! Bem sabemos que quando o senhor Presidente da Junta entra em campo é como um elefante numa loja de porcelanas. A abordagem tem que ser diplomática e para além de se invocar o acordo de comodato, ou mesmo até sem o invocar, deveria sensibilizar-se os responsáveis de que aquele troço da estrada também é um acesso ao interface entre o canal de Alqueva e a Albufeira de Vale do Gaio pelo que era do interesse mútuo que aquele pequeno troço também fosse tido em linha de conta e que ambas as partes beneficiariam com tal e fazendo ver que o trabalho ficaria incompleto e com um «nódoa» desnecessária. A Câmara podia até comprometer-se a asfaltar posteriormente aquele troço já que toda a estrada está asfaltada mas que se fizessem os trabalhos de terraplanagem, compactação e construção das caleiras por parte da empresa, algo que levaria apenas uma semana mais coisa menos coisa e também pouco material seria necessário. E se a empresa estivesse relutante até poderia a Câmara dar uma colaboração com mão-de-obra sua. Dependia das negociações.
Assim, e pelo que parce ser evidente, esta janela de oportunidade vai fechar-se e aquele troço vai ficar esburacado e no estado em que se encontra.
É que se alguns responsáveis em vez de andarem preocupados com blogs, com o que se escreve nas redes sociais, com propaganda, com show off, com fotografias e etc e tal e estivessem no terreno e concentrados única e exclusivamente neste tipo de assuntos certamente que estas questões seriam tomadas em linha de conta.






Este troço do caminho também é acesso ao Pego do Moirão e à infraestrutura que ali foi construída recentemente pelo que não se justifica que assim fique. Porque não há uma acção de sensibilização no sentido de também esta parcela ser requalificada?




 As obras de requalificação do caminho de acesso à infraestrutura terminam aqui. Se os autarcas encetassem um contacto com a empresa para que esta também fizesse o troço atrás referido, estes podiam até como contrapartida comprometer-se a asfaltar esse troço e, já agora, a fazer os metros de calçada de faltam na travessa que se vê em frente. Tudo se resume a uma questão de comunicação.


 O acesso já requalificado. Antes era uma estrada térrea e esburacada que virava um lamaçal durante o Inverno







 O Poço Novo. Aqui, mais um erro táctico. O local que se encontrava bastante degradado foi ainda em Setembro alvo de obras de restauro por parte da Junta de Freguesia. Uma boa medida em boa hora levada a cabo, Contudo o que deveria apenas ter sido feito eram os trabalhos de alvenaria e reboco e deixado a pintura para mais tarde. É que tal decorreu em paralelo com a obra de melhoria do acesso e como tal a poeira levantada sujava tudo. Deveria pois ter-se concluído esses trabalhos e deixado a pintura para quando as obras terminassem e quando chovesse para a poeira baixar. Assim, pintando logo e com os trabalhos a decorrer, o Poço Novo está no estado que se vê: sujo e a precisar de uma nova camada de tinta. Não faz mal; pagam os contribuintes. Agora já não há preocupação com o dinheiros dos contribuintes, perguntamos?






 O acesso onde houve intervenção

O troço que ficou por fazer

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Lixeira às portas do Torrão enfim removida

 A lixeira a céu aberto que se acumulava às portas do Torrão na entrada sul (ver aqui) foi por fim removida e a rede que circundava o perímetro também ela foi retirada. Um problema resolvido de forma radical e incompleta pois não havia necessidade de se ir tão longe. O problema é que antes o espaço era limpo regularmente e nos últimos tempos houve negligência que levou a que o lixo acumulado atingisse grandes proporções. Vamos ver se um problema se resolve mas outro não se cria. É que acaba-se com aquela lixeira mas não foi avisada a população nem criada nenhuma alternativa. Da mesma forma não se completou o trabalho com um aviso e mesmo uma tabuleta no local a avisar da proibição de vazamento de lixo pelo que a deposição de detritos entretanto já recomeçou.






segunda-feira, dezembro 07, 2015

Comunicado



Resposta ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Torrão no seguimento do grave incidente que levou à suspensão «temporária» da internet no Polo do Torrão da Biblioteca Municpal

sexta-feira, dezembro 04, 2015

Comentário nas redes sociais deixa biblioteca do Torrão sem internet





O incrível, o rocambolesco, o inimaginável acontece no Torrão quando menos se espera. Já praticamente toda a gente sabe desde há muito que da porta da biblioteca do Torrão se consegue aceder à internet. Eu próprio o fiz muitas vezes mas ontem, num post nas redes sociais, e à laia de teste deixei bastante bem explícito que eu, Paulo Selão, venho com relativa regularidade ao referido local aceder à net.
Quando na noite de ontem, por acaso, procurei mais uma vez aceder verifiquei que não havia ligação. Bem, o teste estava feito. O que não imaginava era as repercussões e a situação gerada. Hoje, por volta das dez horas da manhã, hora de abertura da biblioteca, fiz questão de marcar presença. A funcionária iniciou hoje, dia 4 de Dezembro, férias e outro funcionário está a substitui-la. Quando eu ligo o meu computador portátil, como se previa, não havia ligação à internet. Quando os computadores da biblioteca foram ligados também não havia ligação à world wide web. Eu então sugeri que ele ligasse o rooter mas nada feito o que levou a que este ligasse à colega a perguntar o que se passava onde esta então contou o sucedido. E é aqui, caros torranenses e leitores em geral, que vão ficar pasmados.
Antes de mais um ponto prévio para se perceber melhor a situação: Embora a biblioteca seja municipal, só o computador do funcionário tem internet do município. Os restantes computadores fixos do espaço bem como os portáteis dos particulares têm internet mas da Junta de Freguesia do Torrão. É isso mesmo; o mesmo espaço tem duas contas de internet, uma da Câmara e outra da Junta.
Ora ontem, perto da hora do fecho, pelas 19 horas, o senhor Presidente da Junta, veio ter com a funcionária e, sem apelo nem agravo, depois de a ter informado que já tinha ligado para a Câmara a dar conta do que ia fazer, nomeadamente à Chefe de Gabinete do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Sra. Dra. Ana Mendes – é assim que eles gostam de ser tratados – desligou o rooter e levou-o consigo.
Os resultados são evidentes e relato-os aqui em primeira mão e presencialmente. Hoje o rapaz andava à nora sem saber o que se passava porque entretanto não foi informado destas manobras e mais do que o Paulo Selão houve outras pessoas a procurarem a biblioteca para irem à internet e entretanto a biblioteca ficou sem ligação.
Entretanto o funcionário faz o que lhe compete, isto é, reportar uma situação anómala para os superiores. Entretanto já toda a gente na Câmara sabia do sucedido e estava tudo paralisado uns à espera dos outros numa situação altamente comprometedora... e constrangedora.

Enquanto eu, Paulo Alexandre, escrevia este artigo no word para adianter trabalho e enquanto os pormenores estão frescos na memória, eis que o senhor presidente da junta entrou biblioteca dentro extremamente nervoso e quase fora de si a avisar que a internet é da junta e que como «aquele senhor que está ali (este vosso escriba) usa a internet que é da junta para dizer mal» pois então a internet da junta acabou na biblioteca e a Câmara se quiser que ponha internet pois ele não permitirá que a internet da junta seja usada para isso e que se eu – um munícipe que paga impostos e tem tanto direito como os demais – se quiser que vá para casa.

O que daqui se pode retirar é que esta é uma decisão estritamente política e revestida de enorme gravidade pois foi uma decisão unilateral do presidente da junta. Sendo certo que a internet é da junta não pode o senhor Silva de forma unilateral e de repente tomar uma decisão desta natureza. A Junta de Freguesia do Torrão, como qualquer titular colectivo ou individual, tem o direito de acabar com a internet. O que não pode é ser assim. Certamente há um protocolo entre a Junta de Freguesia do Torrão e a Câmara Municipal de Alcácer do Sal. Ora esse protocolo vai ser rasgado assim de forma intempestiva e unilateral? Pior; então senhor presidente toma uma decisão unilateral sem ouvir os restantes membros do executivo? Não tem uma decisão destas que ser primeiro discutida em reunião de junta – e no limite na assembleia de freguesia – para depois ser posta em prática? Não tem primeiro que se informar a devido tempo a Câmara Municipal para que a transição seja feita de forma pouco atribulada e sem criar constrangimentos? O senhor presidente da junta tomou a decisão política e unilateral de acabar com a internet no espaço da biblioteca municipal do Torrão de uma forma tal que agora toda uma população fica prejudicada e refém desta situação?
E a Câmara Municipal de Alcácer do Sal o que tem a dizer? Vai a Câmara e em particular o Sr. Presidente Vitor Proença (que é quem tem a cultura e como tal as bibliotecas sob a sua alçada) aparar mais este golpe do senhor Silva? Vai a Câmara e o Sr. Presidente engolir este sapo de ânimo leve e assumir a responsabilidade da sua biblioteca ficar sem ligação à internet sabendo-se que a esmagadora maioria dos seus utentes a frequenta justamente para aceder à internet?
Ficam estas e outras questões que poderão ser colocadas.

É isto um presidente de junta? Não! Isto não é um presidente de junta, é um menino birrento e prepotente com tiques autoritários que em vez de se concentrar na governação da freguesia perde tempo com perseguições idiotas, pensando que inflige um castigo, ao seu, por ele interiorizado e sem a mínima dúvida, inimigo nº1.
Será isto que o Torrão merce ou o Torrão tem aquilo que efectivamente merece?

O relato dos factos é este. Agora que cada cidadão que cada leitor deste nosso espaço avalie como entender. Para mim é um fait-divers - embora gravíssimo e com grandes repercussões políticas - mas que diz bem do carácter político deste sistema e de quem o personifica.
Quanto ao vosso amigo, como podem ver, já está outra vez online. Já os utentes da biblioteca...

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Luzes de Natal pesam mais 20% no orçamento municipal e preço dispara para perto dos quinze mil euros

Foto: Vital Mirra

As iluminações e demais decorações de Natal só em Alcácer do Sal vão pesar mais 20% em relação ao ano passado. De acordo com o publicado pelo município no BASE, em 2014 a despesa natalícia foi de 12.300€ (valor final). Já relativamente a este ano o valor cifra-se nos 14.760€ o que representa uma acréscimo de 20% em relação ao ano passado.
A iluminação e decoração relacionada com a época natalícia tem sido, desde 2013, quando o actual executivo tomou posse, adjudicada à mesma empresa porém os valores têm oscilado. De 2013 para 2014 houve uma redução, contudo de 2014 para 2015 já os valores voltaram a subir. Em três anos o Natal custou assim aos cofres municipais 44.280€.
Porque não nos podemos deixar ofuscar pela luz, para todos termos uma noção dos valores e a bem da transparência consulte os contratos.
- 2013
- 2014
- 2015

O Xarrama como nunca o Torrão o viu

Quem o vê neste estágio não imagina que este é o Rio Xarrama. Esse mesmo, o rio que passa junto ao Torrão, que é o maior afluente do Sado e que alimenta a albufeira da Barragem de Vale do Gaio nasce nos arrabaldes de Évora mais concretamente na zona dos Canaviais e tem uma extensão de cerca de 70 quilómetros.
É regra geral do Universo que tudo na sua génese é promissor e no seu final é decadente, triste e que desperta nostalgia. Contudo há excepções à regra e o Xarrama é uma delas. Quem o vê nos primeiros quilómetros e junto à nascente não lhe augura grande futuro e nem imagina que isto é um rio e que a jusante, quase na confluência com o Sado, ainda alimenta uma das maiores barragens do concelho de Alcácer do Sal. O Xarrama, tem um início triste. Na sua fase inicial é um simples barranco composto por charcas de água podre onde alguns esgotos desaguam. A sua fase final é pujante e altiva, factores bem presentes na grandiosa albufeira que se estende por quilómetros e que abriga muita vida selvagem antes de terminar, por fim, no Rio Sado.
Esta foi mais uma expedição empreendida e, pela primeira vez, eis as fotografias da nascente do Rio Xarrama.


A primeira ponte sobre o Xarrama. Situa-se em propriedade privada. A partir daqui não podemos avançar mais.


Durante a subida em direcção à nascente. Um denso canavial a lembrar que não é por acaso que esta zona se chama justamente Canaviais.





Embora por lei em Portugal zonas hídricas sejam zonas de servidão pública o que é facto é que há sempre quem arranje forma de contornar a situação. 








Aqui, o leito do Xarrama é paredes-meias com edificações.


No leito seco do Xarrama a escassos metros da nascente




Esta é a primeira ponte rodoviária sobre o Xarrama. Fica na Estrada dos Canaviais. Por baixo desta ponte acumula-se algum lixo e o Xarrama é uma simples poça de água podre.
A última imagem é da mesma ponte mas do lado oposto. Embora a imagem pareça sugerir que as maiores  atribulações ficaram para trás nada mais enganoso. Na segunda ponte rodoviária, na Estada Nacional 254, entre Évora e o Redondo, à entrada da cidade-museu, o Xarrama encontra-se na mesma. Um ponto onde desaguam esgotos e mais uma poça de água podre.


Barragem de Vale do Gaio ou Trigo de Morais


Numa próxima expedição, fica a promessa: mais imagens serão trazidas. 

terça-feira, dezembro 01, 2015

Arte chocalheira já é Património da Humanidade





A arte chocalheira das Alcáçovas já é Património Imaterial da Humanidade com Necessidade de Salvaguarda Urgente. A aprovação da candidatura foi dada às 14.20h, hora de Lisboa, na 10ª sessão do Comité Intergovernamental da UNESCO que decorre em Windhoek, capital da Namíbia, entre 30 de Novembro e 4 de Dezembro.
A vila das Alcáçovas (a 14 Km do Torrão) é sede de freguesia, freguesia essa pertencente ao concelho de Viana do Alentejo, distrito de Évora e o seu nome sempre esteve associado ao fabrico do chocalho. Quem chega às Alcáçovas pela Estrada Nacional Nº2, depois do Torrão, irá encontrar uma rotunda onde um enorme chocalho espelha bem que esta é o símbolo da terra.



Reveja aqui o filme da candidatura do Fabrico de Chocalhos a Património Cultural Imaterial da Humanidade a Necessitar de Urgente Salvaguarda UNESCO.




A decisão e os momentos neste vídeo a partir da 1h 31 min e 25 seg.


sábado, novembro 28, 2015

Igreja Matriz do Torrão recupera, enfim, o seu catavento


A torre da igreja matriz do Torrão finalmente recuperou o seu catavento depois de anos desde que durante uma tempestade caiu.
De referir que a igreja foi alvo de pintura e restauro durante o Verão ficando esta lacuna por preencher. A pressão da opinião pública e, naturalmente, do Pedra no Chinelo, foi determinante para uma situação que ameaçava continuar na mesma.

É esta a força da cidadania activa. Uma pressão permanente que não deixou que o assunto caísse convenientemente no esquecimento. É também de louvar o bom senso e sentido de oportunidade aproveitando a presença da máquina elevatória utilizada na pintura do depósito para resolver está situação tal como havíamos sugerido. 
Mais um caso encerrado com sucesso onde, mais uma vez, o nosso modesto papel teve uma influência determinante.