sexta-feira, setembro 02, 2011

Temporal no Torrão: os resquícios

A tempestade que ontém se fez abater sobre o Torrão deixou as suas marcas. Esta manhã eram visíveis os vestigios.








Parece mentira, mas uma zona sobre a qual incidiu uma intervenção em 2005 ainda ficou pior do que antes.



Com que então uma represa? Interessante! Junto ao novo edifício onde é ministrada a vacina dos cães.



Olha; um ninho! À atenção dos serviços.







Antes de ter sido feito o centro escolar e o pavilhão nem uma pedra vinha para a estrada, agora é o que se vê.


Limpeza da estrada levada a cabo pelos serviços camarários. É incrível como o recinto da escola põe cá fora inertes com esta dimensão. Áreas imensas sem aproveitameto e convertidas numa selva. Triste!








Sempre que chover assim, a Rua 5 de Outubro rebenta. É tipo panela de pressão: até lhe salta a tampa!


















Rua Nossa Senhora do Bom Sucesso, a tal... de manhã é que se vê bem no que é que os moradores estão metidos. Era inesperado e contra a natureza nada há a fazer. Talvez mas se as obras tivessem sido concluidas quando deviam nada disto acontecia. Mas em Portugal, à porta dos responsáveis nunca nada disto acontece.



Lá foi agora que o buraco; assim mesmo, o buraco, do jardim virou lago. Aparentemente era isso que se pretendia desde o início.



A fonte do Jardim dos Paus também tem uma pinguinha de água. Zona alvo de intervenção com a colocação de um repuxo, a fonte foi a única que ficou como antes - seca.

Quando a obra foi concluida encheu-se o tanque para encher... o olho. Depois dizia-se, porque devido aos anos que teve sem pinga, havia fugas, que estas tinham que ser reparadas com silicone e só depois aí sim, ficaria a funcionar em pleno. Conversa!

Tranquilidade mas pouca

Isto tá bonito! Ao que parece, por causa da saída tempestuosa de Ricardo Carvalho, Paulinho Bento vem usar termos belicistas que não se aplicam no desporto. Deserção, desertor? Mais um pouco lei-se nas entrelinhas alta traição. Se o Bentinho tivesse ali uma forca a jeito...
«Abandonou o país e os colegas» este tipo de frases próprios de chefinhos servem para demonizar o alvo, isolá-lo e torná-lo vítima de censura e repudio por parte de colegas e toda a gente mais. Depois afirma que Ricardo Carvalho jamais terá lugar na Selecção com ele a seleccionador. Baniu-o quando foi o próprio Ricardo Carvalho que pôs um ponto final. Agora quer «virar o bico ao prego». Acho graça a esta gente.
Eu compreendo Carvalho. Não sei o que se passou e se tal o foi apenas por não ser titular... estranho e exagerado foi mas, para ter tomado essa atitude extrema, deve ter sido grave. Um profissional não tomava uma atitude destas de ânimo leve.
Quem se sente desconsiderado e/ou desrespeitado só tem uma coisa a fazer: Tchau!
É como eu sempre digo: Quem não é para a carne não é para o peixe.

Próxima paragem: Síria

Este está há muito a pedir o mesmo tratamento (VIP) que o Kadhafi. Será que também bebe leitinho de cabra?
Mais umas fortunas fabulosas e uns donos de um país que não querem a democracia e se agarram que nem lapas. Não querem abandonar a «guitarra» mas não se devem safar.
Não há nem um: Em todo o lado, seja qual for o poder, todos se amanham enquanto os consentem e os deixam amanhar. É bom que percebam isso para não serem surpreendidos.

Há coisas que nunca mudam

O IVA sobre a electricidade aumentou de 6% para 23% mas a qualidade do serviço, essa não muda mesmo. Que o digam os clientes aqui no Torrão. Basta uma pequena perturbação para toda uma vila ficar sem energia eléctrica. Há horas que a vila do Torrão está sem luz.
Há uns poucos de anos que tal se verifica e nem uma solução.
Eu já disse e repito: Eles adoram patos mudos!

quinta-feira, setembro 01, 2011

O evitável que levou ao inevitável

Uma violenta tempestade de verão, com algumas características de tempestade tropical, abateu-se sobre o Torrão causando inúmeros estragos. Os Bombeiros foram chamados a resolver várias ocorrências e até uma equipa de reforço foi deslocada de Alvito para a vila. E se alguns eram inevitáveis, outros eram perfeitamente evitáveis se, e aqui fez-se muitas recomendações nesse sentido, fossem levadas a cabo estratégias de segurança, planos de contingência adequados e sensatez quanto baste.




Um dos pontos sensíveis é na Rua 5 de Outubro, onde as estruturas de escoamento pluvial não têm capacidade de conter a carga neles induzida. A origem destas águas vem da Rua Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Esteve-se mesmo para escrever aqui sobre esta situação. Uma intervenção no sentido de precisamente aumentar a capacidade de escoamento das águas, teve início há cerca de cinco meses. Cinco meses! Entretanto a obra vai sendo feita em câmara lenta e com o aproximar da época das chuvas eis aqui uma amostra do que pode acontecer. Lá está a tal má gestão de tempo que se falava na postagem sobre a deslocação do equipamento da cantina escolar. Evitável!















Nestas três fotos está retratado o caos e a destruição na Rua Nossa Senhora do Bom Sucesso.





Mais imagens da Rua 5 de Outubro. Recorde-se que esta rua também foi recentemente alvo de uma intervenção.





Uma obra da engenharia alentejana. O escoamento das águas não foi devidamente acautelado e agora sempre que há uma chuvada, a estrada nacional, junto ao cemitério fica assim. Para resolver o problema... uma solução de recurso como veremos.



Em vez de abrir um canal de escoamento por baixo da estrada, com as dimensões ideais; no meio do nada fez-se um escoamento do género que se faz nas ruas e no asfalto: uma entrada com grelha e um tubo de escoamento de dimensões irrisórias. O resultado? Aqui está ele. Pode não parecer mas debaixo desta lama está o tal ponto que de escoamento nada tem. Assim é fácil fazer engenharia. É fácil fazer tudo, todos são muito bons a fazer tudo até as «obras» serem postas à prova.





Aqui a estrada em pormenor.

























Esta série de imagens mostra tudo aquilo que aqui se tinha abordado. Lembram-se da pergunta: Então e agora? Fica assim?!
Eis o resultado. O muro de sustentação de que de falei...


Ah é verdade, o novíssimo pavilhão gimno-desportivo continua a meter água. E não é pouca. Mas desta vez o tecto falso não foi destruido como em Maio. Isso não se soube! Revelo-o aqui e agora em primeira mão.




Uma piscina no centro escolar que também mete água que se farta. Eu imagino as salas...

Os muros de sustentação têm que ter canais de escoamento com as devidas dimensões. Convém!










Rua do Poço Mau e Rua dos Fidalgos. É óbvio que também aqui o escoamento tem que ser melhorado.








Esta é outra zona peculiar. Asfaltou-se há muito a Rua General Humberto Delgado mas a travessa retratada como fica atrás dos quintais e não mora lá ninguém relevante, se é que me entendem, não tem direito a nem um grão de asfalto e depois o resultado é este.






































Em 1998, a Junta de Freguesia do Torrão contratou uma empresa para reparar esta estrada que dá acesso à estrada nacional. A reparação consistiu apenas em terraplanar a estrada. Claro que à primeira chuvada lá foi a estrada. Na altura, a obra custou 8.000 contos!

Uma estrada que podia ser uma alternativa de entrada no Torrão, assim se fizesse o que devia, é apenas um gerador de detritos que corta a estrada nacional e põe em risco os automobilistas..






Uma equipa dos Bombeiros de Alvito foi mobilizada pois este evento, que se pode considerar irrelevante, foi quanto bastou para sobrecarregar de forma irreversível o Corpo de Bombeiros local que ficou sem capacidade de acorrer em simultâneo a todas as solicitações.
Está-se mesmo a ver se houver um evento mais catastrófico a sua real capacidade operacional. Se o evento tivesse tido influência em toda a freguesia a sua capacidade de projecção em toda a área operacional ou de actuação teria sido nula. Muita escassez de recursos humanos, um pouco por todo o lado e aqui não é excepção. Uma das soluções passa por criar mais duas EIP (Equipas de Intervenção Permanente).




Lojas e residências particulares na Rua de Beja vêm-se sempre inundadas graças a um escoamento deficiente as águas pluviais. Recorde-se que esta zona foi requalificada em 2005.





Uma intervenção de elementos do Corpo de Bombeiros do Torrão numa residência particular na Rua de Beja.

A ideia com que se fica é que muitas destas situações são evitáveis. São transtornos e prejuízos que, em boa parte, podem e devem ser evitados ou minimizados assim haja bom senso e se zele, tanto os poderes e serviços públicos como os particulares, pelas infraestruturas e se houver boa planificação desde o início.

Há que estar ciente dos riscos e de que este tipo de eventos vão sendo cada vez mais frequentes e cada vez mais violentos. Urge todos estarem preparados para que a capacidade de resposta seja imediata.

Poder-se-á dizer que tal é inevitável. Sim! Mas estas saraivadas que atingem o Torrão nem de perto se comparam com uma tempestade com «T» maiusculo. Se uma tempestade destas faz os estragos que se vêm, imagine-se se o Torrão levasse com uma tempestade com a força do Irene ou do Catrina... era varrido do mapa?!