domingo, fevereiro 11, 2007

Divulgação de mensagem enviada à Junta de Freguesia do Torrão sobre assunto muito sério

Dar a conhecer e permitir comentários a todos e em particular à população do Torrão acerca do teor de uma carta enviada ao Executivo da Junta de Freguesia acerca de um assunto que há anos se arrasta sem que ninguém faça o que quer que seja para eliminar esta ameaça bem visivel.
Com esta acção fica dado o segundo passo. O primeiro foi dado há um ano com a inscrição dos graffitis mas como se vê não foi suficiente. Se mais esta acção não der em nada e a ameaça subsistir será dado o terceiro passo. Vamos a ver se entretanto o prédio se aguenta sem cair; sem cair em cima de um qualquer carro ou peão que por ali descontraidamente passe... à hora errada.

Ao Executivo da Junta de Freguesia do Torrão

Alertar é o objectivo desta mensagem. Na verdade só não vê quem não quer pois esta situação arrasta-se já há alguns anos. Falo do devoluto imóvel, que fica na confluência da Rua das Torres com a Rua de Beja e cuja fachada está voltada para a casa Gil, que ameaça ruir a qualquer momento. Não é necessário ser engenheiro civil para verificar que não se tratam apenas de danos superficiais mas sim de profundos danos estruturais que podem ser identificados por qualquer pessoa.Bem sei que o imóvel é propriedade privada e que, provavelmente, as Juntas de Freguesia, não têm competência para resolver estas situações mas podem e devem avisar a respectiva Câmara Municipal para esta situação para que esta possa, em conformidade, tomar as medidas que se impõem, isto é, notificar o proprietário para que proceda à demolição do imóvel em causa no mais breve espaço de tempo possivel por este representar uma bem visível ameaça à segurança pública ou, se dispôr dos necessários poderes, proceder ela mesma à demolição. Seria conveniente que numa próxima visita do Executivo camarário à nossa vila ela fosse confrontada com esta situação para que pudesse in loco verificar com os seus próprios olhos... como se um dos vereadores não o soubesse bem demais ou não fosse ele do Torrão... É de todo desejável resolver este problema quanto antes para que se evitem males maiores, uma potêncial tragédia. Depois que não se venha dizer que foi azar como se verifica por aí quando há acidentes semelhantes. Quero crer que esta mensagem não vá cair em saco roto. Com esta, o meu único objectivo é, sem pretenções, ajudar a Junta a identificar e melhor resolver alguns dos problemas mais prementes da nossa freguesia.

Grato pela atenção. Os melhores cumprimentos

do Paulo Selão

Nota: Envio em anexo algumas fotos que certamente elucidarão melhor quem ler esta mensagem.


















sábado, fevereiro 10, 2007

O Moirão

O Moirão é um rabo de água da albufeira de Vale do Gaio.


Quem é que consegue vislumbrar a ave que se confunde com os ramos da copa deste eucalipto?


Estes dois frondosos eucaliptos constituem um santuário para as diversas espécies de aves, com destaque para a cegonha branca, que todos os anos aí encontram um ponto seguro para nidificar. Em anos chuvosos como este que implicam o enchimento total da barragem de Vale do Gaio os eucaliptos ficam bem dentro do espelho de água tornando-se um local ainda mais seguro para as diversas aves.

Nesta imagem vê-se o Torrão ao longe.









sábado, fevereiro 03, 2007

O moinho do Jaliz

Reza a lenda que o Pego do Jaliz deve o seu nome ao facto de aí ter morrido afogada uma menina de 14 anos de seu nome Lis. Daí em diante o povo haveria de dizer: aqui Jaz Lis. Com o tempo as duas palavras juntaram-se numa só. E foi assim que nasceu o nome de Pego do Jaliz.

A Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso vista de longe quando se caminha em direcção ao Moinho do Jaliz. O moinho do Jaliz era, como o nome indica, um antigo moinho de água que estava situado no Xarrama junto ao pego com o mesmo nome. Esse moinho depois de alguns anos ao abondono foi adquirido por um proprietário que logo se encarregou de o restaurar e transformar em local de repouso.




































domingo, janeiro 21, 2007

Nesta terra não há nada que resista V

17 do Outubro de 2006. Foi esta a data da primeira intervenção sobre o vândalismo que grassava na ermida. Grassava? Passaram três meses desde então. Vejamos como as coisas estão agora.



À entrada... uma estrumeira. Pois é, uma lixeira a decorar a entrada.


Esta foto é importante. Estamos a meio de Janeiro. Observai o portal. Tem os três balaustres intactos; resta saber por quanto tempo. Daqui a uns meses voltaremos à carga. Mas porquê esta questão?


Um caco de barro em cima da cinza. Vestigios de algo que foi escavacado...


Mais vestigios de algo que foi rebentado. São mais balaustres. Estes serão de onde?


Aqui mais um balaustre caido ao chão.


É este o triste estado em que está o portal traseiro. Não há pois qualquer espécie de duvida sobre a origem das estuturas caídas. Quanto ao portal frontal, vermos... e assim vai a ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso sendo fustigada impunemente e sem clemência pelos vândalos de serviço.

sábado, janeiro 20, 2007

Torrão - Paisagens bucólicas de uma vila no coração do Alentejo - An amazing landscape

Continuando na senda de dar a conhecer o Torrão do Alentejo e as suas magníficas paisagens naturais aqui vai mais um rol de imagens de grande beleza.


Da varanda da ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso tem-se uma visão fantástica da paisagem tipicamente alentejana. Nesta imagem consegue-se vislumbrar a Horta dos Passarinhos em pano de fundo.


O sino da ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso.


A torre sineira da ermida.


Mais uma bela imagem da paisagem alentejana vista do mesmo local mas de ângulo diferente. Aqui o Monte das Cruzinhas em pano de fundo.


Mais uma tipicamente alentejana.


Aqui em perspectiva mais alargada. Na estrada que liga o Torrão às Alcáçovas e a Évora. Perto daqui está-se nos limites do concelho de Alcácer do Sal e obviamente da freguesia do Torrão. É também perto daqui que acaba o distrito de Setúbal e começa o distrito de Évora e também é nestas proximidades que acaba o Baixo Alentejo. Neste ponto já nos encontramos no Alto Alentejo.


A estrada que dá acesso à Herdade de Vale Lameira. Ao fundo o açude com idêntico nome. Já agora, pode visitar o blog: www.herdadevalelameira.blogspot.com.


Quando o açude de Vale Lameira está cheio uma pequena parte de terra seca subsiste acima da linha d´água. A pequena ilha é visível nesta imagem.

domingo, janeiro 07, 2007

Dia de Reis, dia de nevoeiro - o regresso do Rei?

Coisa rara é o clima particular que se abateu sobre a vila do Torrão e arredores. Na verdade um expesso manto de nevoeiro cobre a vila como um véu há quase uma semana. Pessoalmente nunca tinha visto nada assim. Nevoeiro é comum por aqui e em algumas zonas da freguesia - durante a noite, madrugada e manhã - que têm uma espécie de microclima no que a isto diz respeito como é o caso das zonas mais baixas de que são exemplo a Vargem da Mó, Herdade dos Frades, Casa Branca, S. Romão onde o nevoeiro se forma e onde demora mais a dissipar-se agora uma nebelina presistente é que é coisa rara. Particularmente, ontém, 6 de Janeiro, Dia de Reis, durante todo o dia, como por aqui se diz, o sol nunca chegou a descobrir ou o dia não descobriu ou ainda o nevoeiro não levantou. Só agora que eu estou a postar é que finalmente está a descobrir o sol.
Espero que este nevoeiro seja um bom pernuncio, o pernuncio não do regresso d´el Rei D. Sebastião mas do regresso da alma lusa, da portugalidade a Portugal.



Este fenómeno proporciona imagens de rara beleza no entanto o nevoeiro não é suficientemente denso para ocultar a negritude que infelizmente cobre a torre e as partes mais altas da igreja Matriz.


Esta imagem mostra o véu de névoa sobre a vila.


Esta foto não deixa duvidas sobre o manto de nevoeiro que cobriu a vila no dia de ontém. Para além do espectro fantasmagórico da árvore e de algumas casas pouco mais se consegue enxergar da vila a partir deste ponto - o pulpito exterior da igreja Matriz que dá acesso á porta da sacristia e que está virado para o largo da Matriz.


Se o nevoeiro não se dissipou de dia não seria certamente à noite que iria partir. Noite dentro a humidade do ar era elevada. Já não era nevoeiro mas uma densa e muito húmida cacimba. Este dia foi de nevoeiro mas definitivamente não foi dia de calmeiro.

sábado, janeiro 06, 2007

Nesta terra não há nada que resista IV

Lá diz o povo que no melhor pano cai a nódoa. De facto, o Pedra vem aqui denunciar os actos de vândalismo que ocorreram na noite da passagem de ano. E se antes o Pedra veio elevar a festa que todos os anos eclode ao bater das doze badaladas também agora tem a obrigação de condenar alguns actos pouco cívicos levados a cabo por alguns mais eufóricos e/ou alcólicos que em nada dignificam o acontecimento. Para além da repetição ano após ano do estilhaçar de dezenas de garrafas de bebida - nomeadamente champanhe - contra o chão da praça deixando-a literalmente coberta de vidros sem que as autoridades competentes façam o que quer que seja, nos termos da Lei, para impedir um perigoso acto de irresponsabilidade que por sorte ainda não teve consequências graves para quem quer que seja, como uma garrafa atingir alguém ou alguém cair em cima dos vidros principalmente os mais embebedados e sem contar com o facto dos vidros poderem cortar os pneus dos automobilistas ou motociclistas facto que pode ter consequências mais graves para estes últimos na medida em que podem sofrer uma queda (ainda por cima sobre dezenas de estilhaços de vidro) em virtude do eventual rebentamento dos pneus, este ano tivemos a agravante de terem ocorrido actos de vândalismo. Na verdade desde que a praça foi remodelada temos assistido à remoção sistemática das esferas de pedra que ornamentam o espaço indo os vândalos agora mais longe na medida em que agarraram numa dessas esferas e sem mais delongas arremeçaram-na para o lago que se encontra no centro da praça danificando-lhe o fundo no ponto de impacto.
Foi um acto de grande inteligência a começar pelo facto de terem agarrado um objecto que não deve pesar menos de 50 Kg, que pela sua geometria e textura lisa e ainda devido ao facto de nessa altura da noite já ter começado a cair brandura que deixou o objecto húmido e portanto ainda mais escorregadio, tornando ainda mais difícil e perigoso o seu transporte. Pouco deve ter faltado para a esfera lhes ter escorregado das mãos magoando-os seriamente.


Esta foto elucida bem o que se tem passado com as esferas que ornamentam a praça. Neste lado ainda faltam quatro para arrancar. Vejam lá, não se esqueçam destas...


Uma das esferas foi arrancada do sítio e posta em cima da relva. Caramba, quanto é que me davam a mim para eu ter o trabalho de arrancar uma maciça esfera de pedra do local onde estava assente e a pôr a rolar uns bons metros até me fartar?! Também já gabo!


A esfera de pedra repousa no fundo do lago para onde foi atirada na noite de ano novo.


Esta imagem não deixa dúvidas sobre os danos provocados pelo impacto da maciça esfera de pedra no fundo do lago.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Passagem de ano no Torrão... só no Pedra


Como já vem sendo tradição, o pessoal do Torrão junta-se na Praça Bernardim Ribeiro para comemorar a passagem de ano. Como também já vem sendo habitual, o autor do Pedra associa-se ao evento procurando que este seja a cada ano que passa cada vez mais bombástico. Na verdade, Paulo Selão, moi même, com o apoio do Café Snack-bar Tá Quase que fornece algum do material que é necessário, procura que este tipo de acontecimentos sejam literalmente de estrondo pois à falta de foguetes improvisa petardos caseiros que fazem as delícias da rapaziada. É o Pedra na linha da frente na divulgação do Torrão e alguns acontecimentos que já têm tradição, não apenas reportando os acontecimentos como colocando as imagens dos eventos no já famoso Youtube. Quem quiser visionar pode ir directamente para lá bastando para isso clicar em cima deste endereço: http://www.youtube.com/watch?v=aWCIWFFW0Tw

domingo, dezembro 31, 2006

Actos deploráveis e insensatos

Apesar da natureza brutal do regime de Saddam não posso deixar de lamentar os moldes e a forma como decorreu o julgamento e a consumação da sua, e de outras figuras igualmente sinistras do deposto regime, execução.
Para mim tais factos não representam um avanço mas uma paragem ou quiçá retrocesso civilizacional. A invasão do Iraque e deposição do seu regime ditatorial justificou-se com os argumentos da Liberdade, da Democracia e dos Direitos Humanos entre outros que se provou com o tempo serem pura invenção mas que agora não vêm ao caso. O que interssa sim são a Liberdade, a Democracia e os Direitos Humanos. Ora os lamentáveis acontecimentos que têm decorrido por terras iraquianas não abonam nada a favor de tais Valores. A começar pela humilhante exposição de Saddam pouco depois da sua captura. Não era isto que o ditador fazia aos seus opositores e rivais? Então onde está a diferença? Depois a farsa que foi o seu julgamento, um julgamento à partida viciado, ferido de credibilidade; um julgamento presidido por juízes em causa própria, juizes que certamente viram familiares seus flagelados às mãos do ditador agora réu. Mais uma vez a justiça dos vencedores sobre os vencidos (vae victis). Mandavam o bom senso e a superioridade moral daqueles que abominam ou que dizem abominar tais métodos que Saddam e seus colaboradores fossem entregues ao TPI, julgados com tranquilidade e com todas as garantias de defesa por juízes japoneses, suecos, portugueses, brasileiros, em suma, por juízes com as necessárias e suficientes distância dos acontecimentos em julgamento, imparcialidade e credibilidade e sob a alçada do direito internacional. E por fim os rocambolescos acontecimentos que vão desde a condenação à pena capital passando pelo impedimento dos réus ao recurso até à pressa e quase clandestinidade com que se executou Saddam. Todo o processo foi ele um autêntico aborto jurídico que apenas envergonha os verdadeiros democratas, aqueles que verdadeiramente defendem o estado de direito. Mais uma vez onde está a diferença entre os métodos do ditador para com os seus rivais e aqueles que agora o julgaram e executaram por tais métodos? Tudo métodos cuja semelhança com os métodos do ditador não serão certamente pura coincidência. Uma bala, uma corda ao pescoço, gás; o que varia é o método mas o resultado é o mesmo. E já agora quem é que terá fornecido o gás ao ditador para exterminar milhares de compatriotas, quem forneceu armamento, informações e apoiou Saddam na sangrenta guerra contra o Irão? Se calhar não era só Saddam e seus colaboradores que deviam estar no banco dos réus, se calhar reside aí a pressa, quase clandestinidade e a forma como o julgamento decorreu! E temos ainda que recoradar Abu Grahib, antes casa dos horrores de Saddam e agora transformada em... casa dos horrores ao serviço da Liberdade, da Democracia e dos Direitos Humanos (!!!!!). Apesar de tudo, praticamente todos os países europeus condenaram a execução. A única reacção de júbilo vinda do Ocidente só podia vir mesmo dos EUA - um país que tem um enorme, triste e horroroso historial de condenações à morte e que apadrinharam a execução do antigo ditador - através da boca de um homem que nunca enquanto governador de um estado comutou uma única pena de morte. Este homem - Bush - continua mesmo ainda a afirmar que no que toca ao Iraque os EUA estão no bom caminho - Apre, que estes ianques são burros!
Eu não tenho qualquer formção júridica mas penso que é ridiculo ainda continuarem a decorrer julgamentos relativos a actos praticados durante o regime saddamista com o ditador e colaboradores próximos já executados. É pura e simplesmente patético. Agora a investigação caberia aos historiadores e o julgamento à História pois juridicamente isso é, para mim, um contra-senso.
Do ponto de vista político não vejo como esta execução possa trazer algo positivo para os iraquianos cada vez mais divididos e envolvidos em violentos actos de ódio caminhando cada vez mais para uma guerra civil e com o Iraque à beira de se tornar uma nova Jugoslávia. Logo após a morte do ditador eclodiram um pouco por todo o Iraque várias deflagrações de carros armadilhados que provocaram mais umas centenas de mortos. Pode-se afirmar que esses atentados iriam sempre ocorrer de uma forma ou de outra e que esse facto foi apenas o pretexto ideal para mais uma carnificina. Pode ser mas do que os executores de tais actos menos precisam é que lhes sejam dados pretextos. E há ainda o facto mais importante e que espelha bem a insensatez política de tal acto. É que esta execução vai ter aproveitamento político por parte das forças mais extremistas; vai servir para glorificar Saddam; vai elevar o antigo ditador, não apenas um pouco por todo o Iraque mas também por todo o mundo islâmico, a herói não apenas nacional mas herói de todo o mundo árabe; um simbolo da resistência islâmica, um simbolo da luta contra a opressão(!!), vai criar um mito, vai criar um mártir. Afirmam alguns politólogos que a morte de Saddam tem um carácter puramente simbólico para as forças ocupantes na medida em que assim justificam uma rápida retirada de terras iraquianas pois o trabalho de deposição, condução de Saddam à Justiça, e posterior execução está feito. Pode ser! Mas se Saddam fosse julgado num país neutro, segundo as normas internacionais, sem a interferência das forças que o depuseram e se cumprisse pena de prisão e ficasse sob custódia, mais uma vez, dum país neutro também não haveria o perigo do regresso do ditador e não seriam dados mais pretextos aos extremistas. Saddam merceria a morte? Certamente mas a superioridade moral da sociedade ocidental, a superioridade moral dos Valores em que essa sociedade assenta é incompatível com a prática da pena de morte. Contudo a glorificação de um ditador sanguinário, a sua elevação a herói e a mártir... isso Saddam definitivamente não merecia!