sábado, janeiro 28, 2012
Pedro Rosa Mendes: Uma crónica crítica
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Entretanto no Reino de Espanha
Depois das, literalmente, misérias cavaquistas, convido-vos a ver algo que é impensável ver nas televisões cá do sítio pelas razões mais óbvias: A cerimónia da Páscoa Militar que tem lugar no Reino de Espanha, no dia 6 de Janeiro.
Veja-se e compare-se a actuação de um Chefe de Estado de lá e de cá. Enfim... é o que temos e se calhar merecemos. Mas não os condeno. Como costumo dizer, eles coitaditos, não dão mais do que isso.
sábado, janeiro 21, 2012
Transparência precisa-se
Que é preciso transparência já todos o sabemos. Os Homens da Luta andaram pelo Terreiro do Paço lutando pela dita. Mas a verdadeira opacidade até nem está tanto no Poder Central antes se encontra no Poder Local.
Se há falta de transparência será aí pelo país fora. AQUI está um exemplo de falta de transparência.
E agora fiquem com a irreverência e o incómodo da intervenção dos Homens da Luta aka Homens da Transparência.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Assembleia da 1º de Janeiro reune pela terceira vez
terça-feira, janeiro 17, 2012
«São sempre os mesmos»
«São sempre os mesmos há trinta anos. Será que em trinta anos o país não produziu mais ninguém? E se são tão bons e tão insubstituiveis porque é que a situação financeira do Estado e das empresas públicas é ruinosa?» Quem o diz é Miguel Sousa Tavares mas isso ando eu a dizer há uma série de tempo aqui, aqui... e mais haverá certamente embora não tenha tempo pra vasculhar o Pedra de uma ponta a outra.
quinta-feira, janeiro 12, 2012
Resolvido ainda que remediado
Torrão, 12 de Janeiro de 2012
terça-feira, janeiro 10, 2012
segunda-feira, janeiro 09, 2012
Por cá é assim. É o que há!
A rede que recentemente foi colocada por cima do projecto de muro que foi edificado junto ao novo pavilhão começou a ser arrancada à boa maneira cá do burgo. Tivesse sido construido o muro de betão que aqui se propôs desde o início e queria ver quem é que o arrancaria. Só se fosse a toque de martelo eléctrico. Se calhar começou-se a pular a cerca como se afirmou aqui.
Na verdade, esse muro de betão bem que poderia ter sido logo ali colocado inicialmente aquando da empreitada. Mas qual quê! Fez-se depois e apenas esse murete «à meia canela» como agora está na moda, em blocos com apenas três fileiras, graças à insistência do Pedra no Chinelo.
Para além da rede arrancada, atente-se na selva e na irregularidade e declive acentuado do terrapleno. Tivesse sido feito o muro proposto, já o terrapleno poderia ficar mais regular, como se vê na imagem de Alcácer; relvava-se o espaço e o muro sofria uma descontinuidade no alinhamento da saida do polidesportivo onde daria lugar a uma escada igualmente em betão que daria acesso ao polidesportivo e o ligaria à zona de acesso ao referido pavilhão. Assim... é o que se vê. É o que temos! Paciência! Muros de betão? Só em Alcácer do Sal!
"O Torrão está a morrer aos poucos"


O Torrão está moribundo. Não há como negá-lo. É o marasmo, a estagnação. É uma terra deprimente e deprimida.
O Torino Torranense morreu. Os habitantes mais jovens (com excepção dos que fazem parte da jogada, do sistema) fogem a sete pés.
Pouco ou nada funciona, pouco ou nada se faz, poucos ou nenhuns se mobilizam para o que quer que seja. Infelizmente esta é a realidade e não há como negá-lo.
Há por aí umas aventesmas que se insurgem e indignam como virgens ofendidas, que se levantam contra, num exercício de hipocrisia e por que lhes convém a situação, claro está. Não querem ondas. Dizem que gostam muito do Torrão e tal. Naturalmente.
A Sociedade 1º de Janeiro Torranense é a próxima vítima. A Assembleia Geral, que decorreu no passado dia 6 de Janeiro, foi adiada para esta sexta-feira, dia de 13 Janeiro. Será que é a uma sexta-feira 13 que a Sociedade vai encerrar de vez? Praticamente ninguém apareceu... ainda menos os que gostam (dizem) muito do Torrão. Nem responsáveis políticos locais que também são sócios se dignam aparecer. Fossem os cargos remunerados e bem remunerados que não chegavam às encomendas os candidatos. Esfolavam-se naquele salão. Assim... os «tansos» que fiquem. Os espertos enchem os bolsos e os ursos que trabalhem à «borliu». É vergonhoso! Bebedeiras e farras é que mobilizam o pagode. E encher os bolsos, claro. Estes são os valores que se levantam mais alto no Torrão. Nada de novo portanto.
domingo, janeiro 01, 2012
Elogio do conflito
Todos os governos preferem enfrentar pouca crítica, mas poucos agem brutalmente como o que nos desgovernou entre 2005 e 2011. O grupo de Sócrates usou tão intensivamente a artilharia da propaganda e as pressões para calar críticos que criou com êxito a ideia de que, a haver conflitos na sociedade, tal se devia a uma oposição irresponsável e a uns quantos críticos que deviam ser calados com processos judiciais e altas indemnizações. Quem não se lembra de Sócrates a verberar os "negativismos" dos outros actores no espaço público?
Os telefonemas que o CM tem divulgado entre os membros da pandilha - e que os chefes do sistema judicial quiseram, para sua vergonha, impedir o povo de conhecer - revelam a desfaçatez com que se queria calar a opinião livre e até os órgãos de informação livres. Nunca Portugal teve, em mais de um século de regimes democráticos desde 1820, um governo com um plano de acção tão antidemocrático no que à liberdade de expressão e de imprensa diz respeito.
A ideia de não haver conflitos em democracia coincide com a concepção dos regimes ditatoriais. Governam "melhor" se não houver percepção da conflitualidade. Muitos cidadãos preferem esse mundo cor-de-rosa que os governos tentam criar, pois julgam que não haver notícias de conflitos é o mesmo que eles não existirem. Afinal é ao contrário: quanto mais livre for a expressão da conflitualidade, maior é o benefício do cidadão, pela denúncia de maus contratos do Estado, pela revelação de corrupção ou gastos excessivos, etc. A imprensa livre é por isso vital para a defesa dos interesses dos cidadãos, mesmo os que não apreciam notícias "negativas" e de conflitos.
Criou-se, com o actual governo, a ideia de que ele teria um "défice de comunicação", explicando mal as políticas, etc. Não acho nada. Estamos é habituados a centrais de propaganda e governos que só pensam em enganar o povo. O actual governo é, nesta matéria, fiel à sua matriz liberal: apresenta as políticas e faz pouca propaganda delas, deixando a sociedade conflituar à sua vontade com ou contra as medidas. Ainda bem que há conflitos, ainda bem que há notícias deles, ainda bem que o governo tem deixado a sociedade dialogar sobre eles. A isto se chama democracia e liberdade. Esperemos que assim continue.
Pelos vistos lá já começou...

Mas são tão burros e imbecis assim que ainda não perceberam?
«Júlio Magalhães: Como é que vê a pirataria em sites da PSP, do Ministério da Justiça e do PS?
Marcelo Rebelo de Sousa: Bom, as pessoas estão habituadas àquilo que é a vida política clássica, que é Seguro fala, Jerónimo de Sousa fala, Louçã fala, Carvalho da Silva fala, João Proença fala, há manifestações e tal. Têm que se habituar a uma realidade nova que se chama internet.
Não é por acaso que, em 2005, a primeira grande ofensiva contra José Sócrates nasceu na Internet, no blogue Portugal Profundo. Aquela ofensiva sobre a Universidade Independente, que depois passou para o Público, passou para outros jornais. Mas começou num blogue.» (Transcrição minha)".
Tirado daqui
Aviso - 2012: É PARA CONTINUAR...DOA A QUEM DOER SEM CEDÊNCIA A AMEAÇAS, CHANTAGENS OU PRESSÕES. Ao serviço da comunidade, da cidadania, da democracia, da verdade e da transparência.
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Haja Misericórida - Correcção
quinta-feira, dezembro 29, 2011
O calendário da desigualdade
É com muita tristeza, decepção e até mesmo a contra-gosto que vou abordar este tema. Não é fácil. Este é de facto um trabalho duro mas alguém tem de o fazer.
O calendário, da Junta de Freguesia do Torrão, para 2012, é na verdade um dos, se não mesmo, o mais infeliz. Pergunta-mo-nos todos, estupefactos como é possível um orgão do Poder Local, um órgão político, uma instituição pública favorecer, ainda que, e creio mesmo que o fizesse de forma inocente e inconsciente, certas e determinadas empresas, empresários e cidadãos sediadas na Freguesia em deterimento dos demais; que ainda assim são a esmagadora maioria que foi discriminada? Fosse como fosse, fê-lo e quanto a isso não há volta a dar. Como consequência, o dinheiro dos contribuintes, de todos, inclusive e, ironia das ironias, daqueles empresas e empresários que foram descriminados, acaba por servir os interesses de alguns particulares que assim dispõem de publicidade grátis. Ó meus caros, quem quer publicidade em calendários que os mande fazer e os pague.
Se a ideia era mostrar a riqueza gastronómica da Freguesia do Torrão, como certamente foi, o mais sensato seria pôr as garrafas de vinho de todos os viticultores como foi o caso e bem; um garrafão do bom azeite Xarraminha ao lado do bom azeite de Vale d'Arca sem fazer menção à Cooperativa embora tal nem fosse grave pois esta não é própriamente uma empresa; fotografava-se um pão de quilo sem mencionar nomes de panificadoras embora tal ficasse inevitávelmente implícito; um prato tradicional com bolos sem nada mais... esta seria uma publicidade neutra que fazendo alusão aos melhores produtos da gastronomia local ainda assim não favoreceria ninguém nem discriminaria ninguém.
Como se não bastasse, para cúmulo e à falta de melhor, num calendário com motivos gastronómicos... caixilharia(!!!). E a pergunta é: Porquê? Bem, a não ser que haja por aí quem devore portas de alumínio ao pequeno-almoço. Não as tinha por iguaria. Há-as de todas as cores, certamente terão diversos sabores, tipo os sorvetes: é cada côr seu paladar.
Então não havia mais nada para pôr? Um tacho de barro com o ensopado de enguias do Restaurante Mil Brejos, ou O Caçador, do Batão, povoação que também faz parte da Freguesia, ou os restaurantes de Rio de Moinhos ou o leitão do Excelentíssimo. Uma alusão ao Belo Horizonte, Girassol, Afluente do Sado, O Besugo, etc, etc? Agora portas de alumínio??? Então mas a ideia não era alusão a produtos comestíveis? Outras actividade, como a construção e materiais de construção ficariam para o ano por exemplo (sem nomes). Podia-se retratar paisagens, os montes da Freguesia, tanta coisa...
Nada é contra quem consta no calendário. Se quem aparece não aparecesse e quem não aparece aparecesse era exactamente a mesma coisa. Isto não é um problema de pessoas ou empresas. É um problema de princípios. Ou constam todos ou não consta nenhum. Chama-se a isso: Princípio da Igualdade. E o princípio da igualdade foi neste caso ferido de morte.
Na verdade este calendário é a materialização perfeita de uma prática antiga por estas paragens. Uns são filhos e outros enteados. Uns ganham tudo e a outros tira-se-lhes o pouco que ainda têm. Uns são filhos de um deus maior e outros são filhos de um deus menor. Uns são filhos da mãe e outros são filhos da... em suma, mata-se uns para dar vida a outros. Nada de novo. Assim acabam por mudar só as (algumas) moscas, como diria o outro. É pois necessária uma profunda mudança de paradigma.
Quanto ao calendário em si, é bem melhor que o do ano passado, o qual tinha algumas gralhas e as letras para muitos, só com óculos. Este não. Tem as letras gordas (até dá para ver ao longe e tudo) e está bem arrumado. É um belo calendário. Tão bom, que já tenho um exemplar a ornamentar a minha parede da cozinha.
Isto sim é transparência
Tem sido notícia o facto da Junta de Freguesia de Sá, Concelho de Monção, Distrito de Viana do Castelo, ter estípulado que uma parcela do seu orçamento para 2012 seria aplicada mediante as propostas da população que acolhessem o maior consenso e fossem as mais exequiveis, naquilo que é conhecido como orçamento participativo justamente pelo facto da própria população ser chamada a discutir o orçamento e participar civicamente no governo, na gestão da Freguesia numa demonstração daquilo que se pode chamar de democracia plena e autentica.
Já no Torrão é precisamente o oposto. Em Sá faz-se um orçamento participativo e tudo é publicado e está disponível. No Torrão o orçamento nem sequer é tornado público. Não se passa cavaco a ninguém. Nada se sabe, nada se discute. Tudo se faz pela calada. Como aliás sempre se fez. A única coisa que sabemos é que haverá uma quebra na receita da ordem dos dez mil euros na verba atribuida pelo Governo (Fundo de Financiamento das Freguesias). Mas já não se sabe onde se vai cortar na despesa. Não se sabem valores em concreto, os critérios que presidem à feitura do orçamento, quais os valores de cálculo, quais os coeficientes da cálculo. Nada. Absolutamente nada. Basta vir aqui para perceber que não há nada em parte alguma. Ainda na última Assembleia de Freguesia apelei para que houvesse mais transparência, para que todos os torranenses conhecessem em pormenor o documento de orçamento.
Há que arrepiar caminho e acabar de vez com estas práticas que não se coadunam com uma cada vez maior sofisticação das sociedades e exigência dos cidadãos. Nestes e em outros casos a Freguesia do Torrão tem que entrar na modernidade. Os eleitores não podem continuar a ir às urnas «às escuras», sem nada saber do que foi a governação da Junta e Câmara durante os quatro anos de mandato. Participemos e exijamos transparência e seriedade pois como se costuma dizer, não basta ser sério. É preciso parecer.
domingo, dezembro 25, 2011
Haja Misericórdia!
Se fosse um qualquer particular... agora uma instituição de prestígio como o é a Santa Casa da Misercórdia terá que dar o exemplo... forçosamente.
P.S - Segundo informações obtidas posteriormente, a Santa Casa da Misericórdia do Torrão não será a proprietária deste imóvel devoluto. Assim sendo, o Pedra no Chinelo lamenta e corrige a notícia. Aos visados, o nosso sincero pedido de desculpas.
Afinal parece que as «críticas» dão resultado II
Duas semanas depois constata-se que o assunto está resolvido ou em vias disso.
Mais uma táctica certeira.

