segunda-feira, outubro 01, 2012

Prova de BTT atrai centenas de participantes ao Torrão

Centenas de ciclistas, mais precisamente trezentos e trinta e oito, oriundos de todo o país, segundo fonte da organização, estiveram ontém, dia 30 de Setembro, no Torrão para participar na 1ª Maratona do Torrão, naquele que será seguramente, até à data, o maior evento desportivo alguma vez realizado no Torrão.
A organização do evento esteve a cabo da XarramAdventure Torrão - Clube de BTT e Desporto Aventura de Torrão e contou com múltiplos apoios tanto institucionais como particulares, da freguesia e do concelho, como por exemplo, da Câmara Municipal, Junta de Freguesia, GNR e Bombeiros, como do exterior como é exemplo, segundo a mesma fonte, do envio de 50€ de uma Junta de Freguesia da região que não a do Torrão.
O evento teve início, com a abertura do secretariado às 8.00 horas da manhã - tendo a partida decorrido uma hora mais tarde - e o seu término ocorreu por volta das 16.00 horas.
Numa pesquisa levada a cabo tanto em fóruns relacionados com esta actividade, como na página de Facebook da XarramAdventure, constata-se que a crítica dos participantes é unânime e bastante positiva deixando múltiplos e fortes elogios tanto à organização como ao percurso, incluindo as bonitas paisagens naturais da freguesia, deixando a certeza de regressar em futuras edições.
O Torrão e em particular a XarramAdventure Torrão e todos aqueles que colaboraram estão de parabéns pois, tal como já em outras ocasiões, não só vêm dignificando e honrando o desporto e a região como vêm incentivando à prática desportiva e a um estilo de vida saudável, tendo obtido no evento de ontém o seu expoente máximo, e naturalmente que não poderíamos deixar de felicitar e dar destaque ao assunto no nosso blog.
 Esta é prova cabal de que quando todos estão unidos, motivados e empenhados as coisas acontecem e o Torrão pode ser tão bom ou melhor que os demais não só a nível desportivo como em todas as demais áreas.
 
 
 
















 


 Fotos: XarramAdventure Torrão

Santa Casa da Misericórdia do Torrão: Assembleia Geral pronuncia-se hoje sobre endividamento no valor de quase um milhão de euros

A Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia do Torrão vai reunir extraordináriamente hoje, dia 1 de Outubro, pelas 19.00 horas, no sentido de ver aprovado um leasing (empréstimo) imobiliário - explicitando, na convocatória pública e exposta em local visível no seu edifício situado na Rua Nossa Senhora da Albergaria, ser referente ao Lar João Paulo II, assim se chama o novo lar - num montante que ascende ao valor de 950.000,00€ (novecentos e cinquenta mil euros). A Santa Casa, ao abrigo do artigo 30º os seus estatutos, convoca desta forma a reunião magna no sentido de obter a devida aprovação dos irmãos (assim se designam os seus associados) com vista a realizar esta operação financeira junto da Caixa Geral de Depósitos, e a conceder plenos poderes aos Provedor e Vice-Provedor (números 1 e 2 da instituição) para levar a efeito o leasing imobiliário cujo periodo de amortização será de quinze anos.
Em plena conjuntura desfavorável e num cenário muito delicado, a única explicação possível para a Santa Casa da Misericórdia do Torrão proceder, por consequência desse facto, a uma operação financeira delicada, certamente arriscada e desta envergadura, comportando valores desta ordem de grandeza, prender-se-á eventualmente com a liquidação de verbas pendentes resultantes das obras de requalificação e restauro do Palácio dos Viscondes do Torrão, onde está sedeado o lar João Paulo II. 
 

Torrão também é terra de fenómenos bizarros

Volta e meia o Torrão é notícia pelos muitos fenómenos bizarros e contra-natura que de forma mais ou menos frequente por vezes ocorrem. É no Café Belo Horizonte do Sr. Mário Fagulha, o Marinho, como é mais conhecido, que se encontram expostos alguns desses exemplares. A fama já tem quase duas décadas e, esporádicamente chega mesmo a ser notícia nos jornais de referência como esta reportagem de 2003, no Correio da Manhã.
Porcos siameses, couves e girassóis gigantes, carpas com uma arroba, ovelhas com seis patas e muito mais vêm parar ao Belo Horizonte que, por consequência disso, também é conhecido pelo café dos fenómenos.
 Desta vez a coqueluche é uma melância siamesa - assim a designa o dono do establecimento - que pesa aproximadamente uma arroba. O exemplar está exposto no balcão e pode ser apreciado por quem ali se desloque.
 
 


domingo, setembro 30, 2012

Uns e outros

Foi na passada Quinta-feira, quando regressava de Évora, que constatei, ao entrar nas Alcáçovas, que também a vila vizinha foi aforada pelo Rei D. Manuel I, passam este ano cinco séculos, ao observar um bonito e grande pendão, chamemos-lhe assim, alusivo ao evento, para que quem ali passe saiba que aqui se comemoram os 500 Anos do Foral; sem vergonhas, com orgulho e brio.
 Desprevenido e sem a «pistola» à mão - é assim que designo a minha companheira de mil e uma fotos - apenas me restou deslocar à Junta de Freguesia para mais e melhor esclarecimento. Surpresa ainda maior e mais agradável tive quando verifiquei que também no edifício da Junta estava pendurado um pendão, denotando bom gosto, oportunidade e empenhamento total da autarquia.
 Entrei. Sempre simpáticas e extremamente prestáveis, as funcionárias explicaram tudo acerca do evento. Perguntei se porventura a Junta não teria um programa das comemorações e se, em caso afirmativo, não faziam o obséquio de me facultar um exemplar. Tinham acabado de ser impressos. Devo ter sido uma das primeiras pessoas a receber um exemplar. Foi com todo o gosto e amabilidade que me presentearam com um exemplar.
Hoje, Domingo, voltei às Alcáçovas já de «pistola» em punho para vos facultar a vós, caros leitores, todas as imagens.
Digitalizei também todo o folheto que me foi facultado ajudando também a divulgar o evento. Bem que gostaria de divulgar o OUTRO evento também mas infelizmente...
 
Alcáçovas: Aqui quem não sabe fica sabendo
 

 
 À entrada da vila das Alcáçovas
 
 

 Fachada do edifício da Junta de Freguesia das Alcáçovas
 






Programa das Comemorações dos 500 Anos do Foral de Alcáçovas - Folheto impresso e distribuido pela Junta de Freguesia das Alcáçovas


Mas também o Torrão comemora os 500 Anos do seu Foral. Infelizmente a diferença não poderia ser maior. Não quero ser injusto pois ainda não terminou o tempo para fazer o que há a fazer e já decorreram iniciativas e mais estarão planeadas. Mas - e desgraçadamente há sempre um mas - a leitura que faço é que tanto na Câmara de Alcácer do Sal como na Junta do Torrão desconheciam ou esqueceram o facto (pessoalmente aposto na primeira hipótese) e posteriormente nunca houve e continua a não haver muita vontade política para comemorar condignamente a efméride e se essa foi agendada e organizada foi-o apenas pela força das circunstâncias - todas e mais algumas - embora a inércia ainda seja muita e haja notóriamente má vontade, isto a meu ver e não me devo de enganar muito pois já conheço o método e a inércia e por aqui me fico.
Até à data tem havido apenas iniciativas avulsas e um paliativo com a «prata da casa», e uns cartazes a anunciar actividades, mostras... tudo muito vago, tudo muito generalista, embora haja algumas datas e eventos planeados em concreto. Porém mais uma vez, não há divulgação nem para «consumo interno» nem para «consumo externo».

Pergunto:
Porque não seguir o exemplo das Alcáçovas?
Porque não aproveitar o outdoor que está à entrada do Torrão?
E o edifício da Junta do Torrão com uma torre e uma fachada daquele tamanho completamente nuas. Não deveria também ser colocada ali qualquer coisa bem visível? E tanto que se gasta em publicidade e agora...
Porque não há uma divulgação do evento nas redes sociais?
Porque não foram impressos e distribuidos pelas redondezas folhetos com a programação em detalhe? Porque não divulgar o evento nos jornais, rádio e televisão?

Por uma razão muito simples: Porque infelizmente - são os factos quem o demonstra - não há um programa definido, coerente, estruturado, planificado. Tão só. O que é pena pois se há lugar onde deveria de haver esmero, brio, orgulho, competência, organização e disponibilidade total deveria ser na freguesia do concelho de Alcácer do Sal por um lado porque não somos menos do que ninguém, por outro, porque os torranenses e a memória histórica do Torrão e daqueles que já morreram, daquelas gerações de torranenses, nossos antepassados merecem, merecem que os honremos e depois porque D. Manuel I, o Rei Venturoso - um dos maiores chefes de Estado portugueses e aquele que foi sem dúvida, o homem mais poderoso do seu tempo, epíteto que é dado actualmente ao Presidente dos EUA -  foi aclamado Rei de Portugal justamente em Alcácer do Sal.
No entanto, tal como afirmei, espero sinceramente estar enganado e não estar a ser injusto. O futuro o dirá. Por enquanto fiquemos com o modo de fazer de uns e de outros, atentemos nas diferenças e tiremos ilações.


Torrão: Aqui quem não sabe não fica sabendo... fica da mesma
 

À entrada da vila do Torrão


 Outdoor da Câmara de Alcácer à entrada do Torrão. Pena é estar sub-aproveitado e apenas um pouco desactualizado
 

 
Fachada do edifício da Junta de Freguesia do Torrão
 
Programa das Comemorações dos 500 Anos do Foral do Torrão

quinta-feira, setembro 27, 2012

A caminho dos 100.000

É este o impressionante número de visitas que tem um blog de província, desde que foi implementado um contador de visitas, isto é, 2009. Obrigado a todos. O número mágico está mesmo aí ao virar da esquina.

Esta geração de políticos está à rasca

Eles estão com medo. Pela primeira vez desde que me lembro é visível na cara dos políticos portugueses. Não só dos que momentaneamente ocupam o governo mas de toda a classe política, da esquerda à direita, sente-se o pânico absoluto em relação a tudo o que se está a passar. O rebuliço na sociedade civil está finalmente a fazer-se ouvir. As medidas que tomam, a forma como se dirigem às pessoas, os gestos comprometidos, o discurso a pinças, o medo de falar do passado que compromete todos e a forma estrategicamente elaborada como abordam o futuro são demonstrativos. Estão aterrorizados. Estão com medo.
A culpa, essa é exclusivamente deles. O medo que sentem hoje é proporcional à forma desabrida e irresponsável como ousaram conduzir este país durante décadas. A forma como assistem à derrocada do status quo que os alimentou, status quo que lhes permitiu terem a arrogância de viver acima das possibilidades e gerirem um país como se de uma tasca se tratasse, está a desnorteá-los. Quem sempre se alimentou deste género de expedientes está lívido. Está a gelar-lhes o sangue o pulsar cada vez mais forte de quem está farto de mentiras. A democracia é bela por isto mesmo. Porque no limite, mais perigoso do que um político amedrontado é toda uma nação acossada, um povo humilhado, oprimido e desesperado. E o povo manda. Sempre. Desta ou daquela forma. A votar ou na rua, a mudar o país.
Nota-se nas caras fechadas, nos seguranças nervosos e nos apupos constantes. Sejam qual for o partido político são sempre mal recebidos. A desconfiança é tal que o espectro político é hoje uma mancha sem cores verdadeiramente definidas. É cinzenta. Poucos ou nenhuns acreditam na política, nos políticos e nas suas intenções. A gestão partilhada deste pequeno território tem sido de tal forma irresponsável a nível político que os portugueses neste momento só querem vê-los calados, mudos ou a abrirem a boca para um pedido de desculpas mais do que justificado por tudo o que nos têm feito. E tem sido tanto, mas tanto. A era dos abusadores políticos está prestes a terminar.
Comeram a carne, agora roam-nos os ossos.


Tiago Mesquita in Expresso

O Pão do Torrão no Portugal em Directo - Informação



 Portugal em Directo visita as Padarias Reunidas do Torrão e mostra o típico e afamado pão do Torrão, um pão genuínamente alentejano.

quarta-feira, setembro 26, 2012

terça-feira, setembro 25, 2012

segunda-feira, setembro 24, 2012

Perguntar não ofende!

Face às imagens retratadas abaixo gostaríamos de perguntar, em primeiro lugar, aos senhores Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vereador do Pelouro das Obras Públicas, Presidente da Junta de Freguesia do Torrão:
 
Se esta casa fosse o seu domicílio, gostaria que a rua em frente à sua porta e ao longo de toda a fachada, estivesse neste estado?
 
Melhor ainda, se esta fosse efectivamente a sua casa será que a rua em frente à sua porta e ao longo de toda a fachada ainda estaria neste estado?
 
 
Por fim, perguntamos a todos e a cada um dos nossos leitores, torranenses em particular, gente com família e filhos pequenos mais susceptíveis a sofrer quedas face à irregularidade do piso:
 
Se esta fosse a sua casa, caro leitor, gostaria que a rua em frente à sua casa estivesse neste estado?
 
Esta casa situa-se no Torrão, Rua General Humberto Delgado, no bairro dos castelos, e não é uma casa desabitada. Aqui mora uma familia, munícipes que têm tantos direitos como todos os outros nomeadamente o direito de terem a rua em frente à sua casa nas devidas condições, competência essa que é da exclusiva responsabilidade dos serviços autárquicos.
 
Se observarmos em pormenor, verificamos, e é isso que a última imagem mostra, que foi erguido recentemente pelo município, e bem, um muro de contenção de terras do terreno - justamente propriedade camarária - a montante. E no entanto infelizmente ninguém reparou para o outro lado da rua e completou o serviço na área asfaltando devidamente aquela porção da rua.
 
Vá lá meus senhores! São estes pequenos pormenores que fazem toda a diferença e são estes pequenos pormenores que arrasam a imagem das instituições e de quem é titular de um cargo público. Não procuremos bodes expiatórios, nos blogues, nos artigos de opinião, em suma, na opinião livre dos cidadãos e eleitores, para explicar as nossas falhas, os nossos erros, o nosso mau trabalho até porque assim o trabalho desenvolvido nunca poderá ser considerado um trabalho sério.
Os moradores desta zona da vila, que também é Torrão, queixam-se amiúde de abondono por parte daqueles que se dizem ao serviço de todos; queixam-se sobretudo da falta de arranjo e limpeza das ruas, da retirada dos ecopontos do largo do depósito, da não eliminação das ervas daninhas, entre muitas outras queixas. E tenhamos sempre em mente que são os pequenos pormenores, estes e outros pequenos pormenores, que fazem toda a diferença.
 






domingo, setembro 23, 2012

Catastroika - A anatomia da crise

Retire-se toda a tralha comunista, aliás a alternativa proposta ainda que implicitamente, não é nova; é coisa do passado. Ao invés, atente-se nos aspectos factuais do filme.
Leia-se a entrevista de John Perkins, que se chama a si próprio de assassino económico, como complemento e depressa nos colocaremos questões do género:
Serão estas medidas uma cartilha implementada em todos os países visados?
Viveremos ainda numa real democracia ou estará esta enferma e será uma farsa?
Estarão as eleições, tal como referido no filme, reduzidas apenas a um mero concurso de popularidade estando as políticas já formatadas e definidas de antemão independentemente de quem vier a constituir governo?
Viveremos ainda em democracia ou esta será apenas já de fachada, sendo o âmago do regime uma ditadura mas uma ditadura inteligente, que aparenta garantir os direitos e liberdades dos cidadãos e não uma ditadura formal com repressão, suspensão das liberdades, polícia política, preseguições?
Estarão os países a ser invadidos, não da forma clássica pela «manu militari», mas pela via económica?
A forma cássica de ditadura, nomeadamente existente no século XX, tinha origem num golpe ou pronunciamento militar. O governo que daí emergia era formado por militares, oficiais generais e oficiais superiores e designava-se Junta Militar. O líder da Junta Militar, o ditador, era o oficial general mais graduado e na maioria das vezes mais velho. Isto leva inevitávelmente à pergunta:
Estaremos a assistir a uma nova forma de ditadura? Não uma ditadura militar mas uma ditadura tecnocrática que ao invés de ser regida por uma Junta Militar, composta por militares, é regida por uma Junta Tecnocrática, composta por banqueiros, executivos de grandes multinacionais estrangeiras, gestores, economistas, etc.

Pertguntas inquietantes as que nos mostra este documentário grego.



O porquê de todas as coisas

Tenho  constatado relativamente à manifestação do passado dia 15 e relativamente a esta última, frente ao Palácio de Belém, que muita gente não compreende o porquê da situação, que é uma fatalidade a austeridade e que não adiante protestar pois é o capital injectado que permite que Portugal não vá cair na bancarrota, que defende a tese de que estas são manifestações da gente do sistema, do funcionalismo público, dos que querem continuar - perdoe-me a expressão caro leitor - a mamar, dos apaniguados, dos «barrigudos», etc. Defendem ainda que uma grande camada da população estava mal habituada e que chora porque está a ver ir pelo ralo as férias exóticas, as Play Station dos meninos, os montes alentejanos, os jipes, etc.;  que, enfim, Portugal endividou-se e que tem que honrar os compromissos. Claro está que alguns dos que defendem tais posições e que certamente não foram a estas ou não irão a futuras manifestações por óbvias razões:

São os meninos, os ignorantes que cairam na política de paraquedas para se servirem e não para servirem, são a familia, os Amigos. Faltam aí muitos ainda. Faltam os que estão espalhados por aí encafuados na província, nas Juntas, nas Câmaras, nas escolas, nas instituições privadas, os que se encaixaram com jogadinhas e não com mérito e que por lá andam pelas suas capelinhas uma vida inteira a fazerem o que querem e a gozarem com os outros apesar de já terem há muito provado a sua infinita estupidez, incompetência e vulgaridade e que se tivessem vergonha na cara já há muito que se tinham ido embora mas que continuam a fazer nada ou a fazer porcaria e a servirem-se dos transportes, dos bens e das influencias e posições.

Mas em parte dou-lhes razão! A manifestação é desses que outros tais afirmam, sublinho, também é deles. Mas é também daqueles que não têm loja, nem templo, nem partido - e se calhar por isso é que também não têm emprego – e que trabalham 12, 13, 14 e mais horas por dia, uma vida inteira para ganharem para a casa, para os filhos e… para uma corja de parasitas e que portanto não passam da cepa torta tal como o hospedeiro que não medra por estar minado de parasitas; é dos desempregados; é dos reformados, dos que trabalharam uma vida inteira muitos deles de sol-a-sol; é daqueles que constatam que os combustíveis, o gás a electricidade são dos mais caros da Europa senão do mundo – aliás os aumentos dos combustíveis são uma pouca vergonha que raia a infâmia. Por dá cá aquela palha sobem e para enganar os otários por vezes descem um cêntimo ou dois para passadas duas semanas subir três ou quatro; é daqueles que constatam que para pagar Portugal é campeão, é onde se paga mais mas para receber é o país onde menos se recebe. Ressalvo no entanto a curiosidade de, desde o dia 15 de Setembro, dia da mega-manifestação, já terem sido anunciadas duas descidas no preço dos combustíveis. - a última depois da manifestação frente ao Palácio de Belém na passada Sexta-feira. Curioso, não?
 



 
 
 Sabe caro leitor, eu considero que as pessoas tolerariam a austeridade se vissem que o Estado também era tão austero quanto aquela austeridade que quer impôr. Mas não é! Os portugueses estão, tal como a caricatura de bordalo Pinheiro, na pele de uma mula carregada por todos os outros que se montam em cima dela. Que exemplo dá o Estado quando tem quase cem mil viaturas topo de gama ao serviço até de obscuros assessores? – veja o que diz o Correio da Manhã.
 
 
E o que me diz, caro leitor, dos gestores milionários pagos a peso de ouro, com telemóvel e combustível com plafond ilimitado e «carrinho» às ordens? Como acha que o povo reage quando é notícia que um sem-abrigo que rouba um chocolate, de uma poderosa cadeia desupermercados, para se alimentar, vá a julgamento, o Estado gaste um valor maisde 100 vezes superior ao valor do bem subtraído, o réu seja condenado a pagaruma multa incomportável para o seu bolso e os «galifões do BPN e outros mais que surriparam milhões num esquema que faz da burla de Alves Reis, um simples roubo de rebuçados, que escondem o dinheiros nas off-shores passam incólmes e que para cúmulo é o Estado, diga-se contribuinte que tem que tapar buracos de milhares de milhões? 


 
 
A típica justiça para os «pilha-galinhas», expressão usada na Idade Média, é o que se constata ainda por cá. Que credibilidade merece uma justiça assim? Sem justiça não pode haver liberdade.
 
 
E da actuação da GNR e PSP, instruídas para a caça à multa - quando o Ministro Gaspar com todo o despudor vem dizer que o Estado prevê arrecadar 90 milhões de euros em multas – recorrendo ao mais baixo que pode haver, emboscando-se pelas estradas do país fora como vulgares salteadores de estrada, que pela dimensão e capacidade de actuação e poder fazem dos bandos do Zé do Telhado e do Diogo Alves uma brincadeira de crianças? E o «bom exemplo» que dão, inclusive ministros - a prepotência, o agir impunemente, a atitude pedagógica? Como é que os portugueses vão respeitar tais «autoridades» e  um tal Estado?
Carro da Brigada de Trânsito, em Évora, «bem estacionada» mesmo ao lado do tribunal
 
 
 
E quanto às listas de «especialistas» que têm vindo a público nas redes sociais de meninos e meninas na casa dos vinte, acabados de sair das Universidades, como já referido acima, que «têm a sorte» de ir parar aos gabinetes governamentais receberem somas avultadas da ordem dos milhares de euros por mês com subsídios e tudo, ferindo o principio da igualdade, enquanto os seus colegas, e que se calhar saíram com uma média superior a eles e que vão para o desemprego porque não têm aquele factorzinho que nós sabemos e que tem como expoente máximo Passos Coelho, que assim que terminou o seu curso de gestão foi nomeado para… o conselho de administração de uma empresa? Sorte? Génio? Hummm…Ou os embusteiros académicos como Relvas….  e outros esquemas do género? Tudo gente que, a maior parte não sabe articular dois pensamentos, não sabem escrever, nem fazer contas, nem sabem a tabuada?
 
 
 
Eu próprio constatei ao vivo e constata-se basta estar atento. Estudantes que são especialistas sim mas é a apanharem valentes bebedeiras, aliás a queima é um dos pretextos para tal desiderato. Eu tive colegas, do curso de matemática, que tinham disciplinas em conjunto comigo, que era de física, que quando o professor fez no quadro uma conta de dividir daquelas da primária para explicar a divisão de polinómios ficaram a olhar para aquilo como boi para palácio. Muitos há que não leem a não ser revistecas manhosas e que têm nos big brothers e casas dos segredos os seus programas favoritos… é esta a sua cultura!  São estes os futuros Dr. e afins, os especialistas;  atrevidos e aventureiros. Tão atrevidos que gozam ainda por cima com um povo inteiro com os otários porque espertos são eles porque treparam e foram bem sucedidos. Por isso eu digo que isto já não vai com manifestações-folclore que eles assistem das janelas a rir a bandeiras desbragadas como atrevidos e velhacos e gozões que são. Fosse esta manifestação do dia 15 um fiasco e o que seria o gozo. Assim todos ficaram com medo, cobardes como são. A polícia, tenho  a plena convicção,  tinha (e tem) instruções emanadas do mais alto nível, do próprio Ministério da Administração Interna para ficar muda e queda, o PSD e o Primeiro-Minsitro silenciados, o CDS, dúbio e tentando passar incólume por entre as gotas de chuva, dá uma no cravo e outra na ferradura.
Eu tenho 36 anos, sou licenciado e estou a tirar um mestrado e não sou especialista nem nada que se pareça e nem me considero assim. Eu só não trabalho nem uma hora sequer porque estou desempregado, excepto para o mestrado e para outras actividades onde trabalho tanto fisica como intelectualmente mais que certa gente que se arrasta por aí uma vida inteira e que eu tenho denunciado e continuarei a denunciar. Eu constato que gente que andou comigo à escola na primária, no ciclo preparatório, etc, e sei bem o que valem (dizendo melhor, o que não valem) e onde estão encaixados. Porque será?

A realidade é essa pelo país fora. Eu concordo que a função pública em particular é um caso de parasitismo, de gente que  na maior parte dos casos só consegue entrar com esquemas e jogadinhas, constituída ao nível das Câmaras e Juntas por enxames, redes e teias de familiares e amigos uns dos outros, que pouco ou nada fazem, que é imensa, que têm imensas regalias mas também sei que ainda assim também há muitos e bons servidores da «res publica». Gente competente, prestável e disposta a ajudar os colegas e os utentes ou clientes de determinados serviços. Infelizmente também há a escória que apenas se move numa lógica de prejudicar os colegas e gozar ou maltratar os utentes dos serviços, os quais tratam como animais e consideram como cães já para não falar de outros abusos como os pequenos-almoços de horas e a desconsideração e insultos aos cidadãos da parte daqueles que trabalham nas ruas.  
 Está mais do que na hora de dizer, aos trastes que há anos se espalham por aí como uma praga, que o seu tempo de validade acabou, que já estão mortos e que ainda não se aperceberam e que não podem perpétuamente roubar o lugar que é por direito próprio dos mais jovens, dos mais capazes, daqueles que, ao contrário do que alguns dizem por aí, são gente bem formada e que também são bons técnicos, não são analfabetos e têm infinitamente mais competências e habilitações. A esses sim, deixem-nos trabalhar, são esses que trabalham - ao contrário do que alguns senhores dizem - e que trabalham sim seriamente.
O primeiro aviso foi dado a 11 de Março de 2011. Novos e mais vigorosos avisos foram dados no passado dia 15 e dia 21 de Setembro e mais se seguirão.
 
 
Povo de brandos costumes? Então fiem-se na virgem e não corram... Por enquanto já são «oferecidos» timidamente tomates e ovos mas quem sabe se o povo, agradecido e encorajado por pedagógicos exemplos vindos de outras paragens, não perde a timidez e começa a mimar tão excelsas criaturas com alguns presentes e outras guloseimas. De facto, face a tudo o que foi aqui exposto, convenhamos que merecem.
 
 

sábado, setembro 22, 2012

A receita é sempre a mesma...

... tão antiga e no entanto tão moderna. Só variam os actores conjunturais mas o método, a forma, os objectivos são sempre iguais.
Esqueça a data: 1870. Leia o texto e descubra as diferenças, caro leitor.
Terrivelmente actual. Tão actual que até arrepia.


sexta-feira, setembro 21, 2012

Declaração de interesse

Só para deixar claro que a mudança de imagem e de layout do Pedra no Chinelo foi efectuada por volta das 20 horas do dia 20 de Setembro.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Eu não sou Monárquico!

Na babilónia de ideias e de conceitos do actual debate “República versus Monarquia”, eu quero afirmar aqui, sem qualquer subterfúgio, que não sou Monárquico!

A Monarquia terminou em 1820 e não a quero de volta. E não quero também de volta a Monarquia que lhe sucedeu, a chamada “Monarquia Constitucional”, derrubada em 1910. Vivo bem, e creio que os meus concidadãos também vivem bem, sem a verídica Monarquia do século XVIII e sem a Monarquia com alcunha do século XIX.

Sou pela República! Sou republicano! Sou aliás visceral e radicalmente republicano!

A República ( Res publica ou Coisa pública) tem, entre nós, uma longa e nobre tradição, bem viva antes do século XVIII. É com essa Tradição que me identifico.

Eis o que nos diz Duarte Nunes de Leão na “Crónica del-Rei D. Fernando”: “em cortes que para isso ajuntou fez algumas leis muito úteis à república, e naqueles tempos muito necessárias.”

Na orientação que traçou para o seu reinado, escreveu o rei D. Sebastião numa das suas “Máximas”: “Gavar os homens, e cavaleiros que tiverem bons procedimentos, diante de gente, e os que tiverem préstimo para a República e mostrar aborrecimento às coisas a ela prejudiciais”.

Depois da Restauração de 1640, exarou o Doutor Vaz de Gouveia na “Justa Aclamação”: “o poder dos reis está originariamente nos povos e nas repúblicas, que delas o recebem por forma imediata.”

Não julgo ser necessário alongar aqui as citações comprovativas da República portuguesa ao longo dos séculos, mas cumpre lembrar que foi quando as Cortes deixaram de reunir, no século XVIII, que começou a haver cada vez mais Monarquia em Portugal.

Depois, a temática política do século XIX tratou de inventar o antagonismo, colocando, de um lado, os chamados “monárquicos” e, do outro, os chamados “republicanos”. Os primeiros diziam defender o Rei, os segundos defender a Res publica. Estava instalado um pernicioso divórcio. Em abono da verdade, os republicanos tinham motivo para classificar os seus adversários como monárquicos. Não eram outra coisa ou, melhor, eram apenas isso. Pouco lhes importava o bem da Res publica, da Coisa pública. Quando o republicanismo se tornou consciente e organizado, os seus adversários, se bem que adoptando a alcunha de constitucional, aceitaram de bom grado a qualificação de monárquicos. Diziam defender o Rei e era, com efeito, à sombra do poder do monarca, à sombra do suposto “poder de um só”, que eles usufruíam das benesses do poder do Estado. E foi só quando o Rei D. Carlos se opôs à rapina que a coisa deu para o torto. Por isso o mataram e, depois de derrubada a Instituição Real, só às atenções mais distraídas causou escândalo a adesivagem em massa que os ditos monárquicos fizeram à novel “República”. Tinha sido feita uma mudança de tabuleta na mesma droga e não foi difícil abrigarem-se nela. Estamos nisto vai para mais de um século.

Hoje, o que me separa de um “soi-disant” republicano, mas de um republicano que queira mesmo o bem da República, é fundamentalmente isto: ele quer para a República um presidente eleito; eu quero que a República remate pela chefatura dinástica de um Rei. Ele defende a Presidência da República; eu defendo a Instituição Real na chefia do Estado.

Eu não sou Monárquico; sou Realista!

José Manuel Quintas in Lusitana Antiga Liberdade

quarta-feira, setembro 19, 2012

Ano lectivo com mau arranque no Torrão


Aos solavancos. É assim que podemos descrever o arranque do novo ano lectivo. Na verdade, o ano lectivo no Torrão não começou da melhor maneira pois segundo as nossas fontes, os alunos do 5º e 6º anos ainda não têm docente da disciplina de Educação Musical e, mais grave ainda, os alunos do 7º, 8º e 9º anos não têm docente de Matemática e não há uma data concreta para a normalização da situação.

Esta última situação é particularmente grave na medida em que a matemática é uma disciplina fundamental e mais grave se torna ainda relativamente aos alunos do 9º ano pois estes irão ter exame no fim do ano e irão entrar no próximo ano num novo e decisivo nível de estudos pelo que a boa preparação faz toda a diferença.

Sendo a matemática uma disciplina tão cara, e bem, ao ministro Crato e sendo ele um grande apologista do rigor e da exigência e tendo em conta o elevado número de professores não colocados, estranha-se estas deficiências. Urge rectificar estas situações o mais breve possível para bem dos alunos.