segunda-feira, março 19, 2012

Ideias (pouco) luminosas

É um facto que muita gente que passa na Rua do Poço Mau já se questionou e certamente que - e eu e todos vós certamente depois deste artigo também - gostava de saber porque é que neste lar que, sublinhe-se, ainda nem sequer está a funcionar, as luzes estão ligadas dia e noite ininterruptamente há semanas. Deve dar gosto ver estas facturas - e à EDP então nem se fala e só não ficam com os olhos em bico porque na China já todos os têm - e saber quem é que as paga.
A crise não é para todos e já nem falo no atentado ecológico. Que desperdicio de energia. E assim se gastam recursos do planeta.








quinta-feira, março 15, 2012

Informação

Numa altura em que o desemprego assume valores astronómicos e é uma chaga social transversal a todos eu, consciente de tal flagelo publico aqui no Pedra no Chinelo uma informação a que tive acesso e que aqui quero partilhar convosco.
De acordo com os editais de convocatória e deliberações da Assembleia Municipal de Alcácer do Sal, a qual teve lugar no passado dia 25 de Fevereiro, em Santa Susana, está ou vai-se proceder (?) à Abertura de Procedimento Concursal a termo resolutivo incerto, para ocupação de um posto de trabalho na categoria de Assistente Operacional, para desempenho de funções no Polo da Biblioteca Municipal do Torrão.
Pode ser lido tudo aqui e aqui e, para quem está interessado, vá acompanhando e ficando atento a tudo aqui.

Sai a cereja, fica o bolo






Depois de termos dado a notícia que se encontra imediatamente antes desta, as entidades «competentes» resolveram actuar no sentido de, enfim, remendar o mal que está feito mas não consumado. Aumentou-se assim a plataforma. Agora já os três contentores cabem no espaço a eles reservado. Infelizmente porém, o buraquito entre a pedra e a caixa eléctrica não foi selado e lá vai acumulando lixo. Dos ecopontos, que serviriam as pessoas da zona e que foram pedidos há meses nem sinal.
Esta «obra» já é qualquer coisa mas não basta. Só isso não chega. É preciso mais. Isto é o clássico atirar areia para os olhos do povo. Felizmente constata-se que o Pedra no Chinelo vai continuando a servir de veículo de informação e que vai fazendo mover quem o deveria fazer de forma autónoma.

terça-feira, março 06, 2012

A cereja em cima do bolo


A plataforma onde estão os contentores encolheu como que por milagre



Um ninho. Já que não removeram a pedra e ficou este bonito enxerto, pelo menos tapava-se este buraquinho não?
Depois de concretizado o enxerto manhoso, o qual demos aqui conta, e para terminar em beleza eis a cereja no topo do bolo. Fica assim pois concerteza. Não há nem uma que se aproveite.

segunda-feira, março 05, 2012

quinta-feira, março 01, 2012

Carta aberta

Aos Senhores
Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Presidente da Junta de Freguesia do Torrão

Desde os primórdios da nacionalidade que se sentiu a necessidade de criar e adequar um conjunto de regulamentos, leis e normas que visassem a protecção das populações, a normalização das várias actividades, a moralização dos costumes e a determinação do plano fiscal. A Carta de Foral adquire assim uma dimensão prática de regulação da sociedade de então. Na verdade, estes documentos eram a base do estabelecimento de um Município e, como tal, um evento muito importante na história de qualquer vila ou cidade.
Desde o século XII que a Carta de Foral serviu como elemento importante nas relações entre as populações, os Municípios e o Rei. Era no fundo, o documento regulador dessa mesma relação, imprescindível numa época em que a grande nobreza ainda dominava vastas parcelas do território nacional em desfavor da Coroa.
Porém, alguns séculos passados, tais documentos começaram a ficar desactualizados porque já não respondiam às necessidades da população, por estarem escritos, na sua maioria, num latim rudimentar, já pouco perceptível, o que originava más interpretações, arbitrárias e de acordo com os interesses estabelecidos, por parte dos oficiais municipais muitas vezes em desfavor do povo e por se encontrarem em muito mau estado de conservação.
Desta forma, El-Rei D. Manuel I ordenou, em 1497, que todos os velhos forais do Reino fossem recolhidos com o objectivo de os refazer e actualizar. Tal tarefa decorreu durante as duas primeiras décadas do século XVI.
O novo Foral ou Foral Manuelino tinha como objectivo, de uma forma muito sucinta demarcar os limites territoriais dos Concelhos estabelecendo as relações económicas e sociais entre as entidades outorgadas e as entidades outorgantes, definir os tributos a pagar pelos primeiros tendo, acima de tudo, um carácter fiscal. Eram descriminados os lugares no Concelho, eram descriminadas as dívidas à Coroa, que eram pagas em dinheiro ou em géneros.
Extinto pela reforma administrativa de 1836, o Concelho do Torrão foi porém um dos Municípios que naturalmente foi aforado, até pela importância estratégica e económica que então detinha.
A primeira Carta de Foral que lhe foi atribuida, data do século XIII, mais concretamente de 1260, a qual foi atribuida pelo Grão-Mestre da Ordem de Santiago, D. Paio Peres Correia.
Posteriormente, foi-lhe concedido novo Foral, desta feita, justamente pelo Rei D. Manuel I, a 20 de Dezembro de 1512.
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Torrão, passam neste ano de 2012, à semelhança de em inúmeras vilas e cidades de Portugal, as quais se preparam para comemorar condignamente tão importante facto da sua história, os 500 anos da atribuição do Foral Manuelino, ao Torrão. É desta forma que eu venho apelar, enquanto munícipe, para que as instituições a que Vossas Excelências presidem se lembrem (se porventura esqueceram) de tão ilustre acontecimento e se associem de forma determinante e inequívoca ao evento, promovendo uma série de iniciativas com vista a comemorar com dignidade e orgulho não só os 500 Anos da atribuição da Carta de Foral, pelo Rei Venturoso, ao então Município torranense, como até mesmo assinalar e invocar a atribuição do primeiro Foral, há mais de sete séculos e meio, pela Ordem Militar de Santiago porque, é bom lembrar, um povo sem memória é um povo sem cultura e um povo sem passado é um povo sem futuro. Eu não quero nem pensar, e certamente que nenhum torranense compreenderia ou sequer perdoaria tal desfeita, desconsideração e insulto à sua memória enquanto povo sendo assim absolutamente lamentável e inaceitável, que tal data passasse em claro enquanto todas as outras vilas e cidades por esse Portugal fora vão levar a cabo uma série de iniciativas integradas nas comemorações dos 500 anos do seu Foral.

Aceitai desde já os meus cordiais cumprimentos

Paulo A. S. Selão

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Até quando torranenses? Até quando portugueses?





Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
O seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!!

A polícia
Matou o estudante
Falou que era bandido
Chamou de traficante!
A justiça
Prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado
E absolveu os PMs de Vigário!

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que é pra você não ver que o programado é você!
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar!
Escola! Esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda! Não! Não!!

Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!

Até quando você vai ficar levando porrada,
até quando vai ficar sem fazer nada


Composição: Gabriel o Pensador; Itaal Shur; Tiago Mocotó

domingo, fevereiro 26, 2012

Se bem me lembro: A Universidade Sénior do Torrão...




Faz hoje precisamente um ano, mais concretamente daqui a algumas horas, que teve lugar no Torrão uma sessão da Assembleia Municipal. Entre outras coisas mais que foram ditas destaca-se aqui a intervenção da Sra. Vereadora da Educação que revelou que, no edifício onde estava instalado o Jardim de Infância, iria funcionar um polo da Universidade Sénior.
Entretanto passou um ano desde que tais palavras foram proferidas. Há dez meses foi inaugurado o novo Centro Escolar do Torrão e transferido o Jardim de Infância para lá e desde aí o referido edifício permaneceu encerrado. Nem séniores nem júniores. Nunca mais se falou sobre o assunto. Será que houve esquecimento? Bem, se houve aqui está algo para refrescar a memória.
E entretanto o edifício ali permanece fechado a sete chaves, imprestável e sem qualquer utilidade. Resta saber até quando.

sábado, fevereiro 25, 2012

Música de intervenção, musica para reflexão



Atente-se na letra a partir dos 54 segundos


Letra:

Tantos anos a estudar para acabar desempregado
Ou num emprego da treta, mal pago
E receber uma gorjeta que chamam salário
Eu não tirei o Curso Superior de Otário
… não é falta de empenho
Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho
Ainda o mês vai a meio já eu ‘tou aflito
Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito

É sexta-feira

Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já

Eles enterram o País o povo aguenta

Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais

Ter carro é impossível
Tive que o vender para ter combustível
Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve
Preciso de boleia, alguém que me leve

É sexta-feira

Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já
É sexta-feira

Quero ir p’ra brincadeira

Mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já
Basta ser honesto e eu aceito propostas
Os cotas já me querem ver pelas costas
Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?
Não tenho condições nem para alugar uma tenda
E os bancos só emprestam a quem não precisa
A mim nem me emprestam pa mudar de camisa
Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço
Hoje é sexta-feira vou já tratar disso
É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já
É sexta-feira
Quero ir p’ra brincadeira
Mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já
Tem que ser BOM
JÁ!

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Vergonhoso e triste





É neste estado lastimável e absolutamente miserável que está o jardim da escola. Este assunto já tinha sido aflorado aqui em Agosto. Mas desde aí não só infelizmente a situação não se inverteu como piorou; e muito.
É lamentável a destruição de património público mas também é de lamentar e é lastimável e deplorável a negligência, a incúria e o desprezo. É isto um parque infantil? Realmente nesta terra não há nada que resista.
Impõe-se a pergunta: Fica assim?

A não perder

Estado não tem legitimidade para impor


«(...) um Estado que se arroga competências para impor uma ortografia comete desvio à regra democrática» - António Feijó, Director da Faculdade de Letras de Lisboa
Fonte: Jornal i

Fadinho esclarecedor

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Heróis da Fruta: Projecto Lanche Escolar Saudável 2011/2012


O projecto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» é a primeira iniciativa de intervenção escolar da APCOI (Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil) e tem como objectivo incentivar as crianças até aos 10 anos a consumirem mais fruta diariamente, invertendo assim a estatística nacional deste consumo que é de apenas 2%. Mário Silva, Presidente da APCOI, afirma que «com a implementação desta iniciativa, a APCOI pretende replicar a mecânica de um projecto-piloto com provas dadas de sucesso a nível local e potenciar o seu impacto social para todo o país».
O «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» desenvolveu-se a partir de uma experiência-piloto anterior de âmbito local designada por “A Fruta Nasce Em Casa” realizada entre 2008 e 2010 pela Vitamimos – Centro de Educação Alimentar, sediada em Carcavelos, que é parceira estratégica da APCOI na implementação desta acção a nível nacional.
Para tal, a APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, promove ao longo do ano lectivo 2011/2012 o projecto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» com o objectivo incentivar as crianças a comerem mais fruta no lanche escolar como forma de prevenir a obesidade infantil, entre outras doenças associadas.
Esta iniciativa é de âmbito nacional e aberta à participação de todos os jardins-de-infância e escolas básicas do 1º ciclo, públicas e privadas, de Portugal Continental, Madeira e Açores, tal como estipula os dois primeiros artigos do regulamento do concurso.
Os vencedores serão apurados, mediante votação online, de entre aqueles que conseguirem o maior número de votos. O Agrupamento de Escolas do Torrão está entre os participantes.
Sendo esta uma causa nobre, naturalmente que o Pedra no Chinelo apoia, associa-se ao evento e apela ao voto na candidatura do Torrão.
Para votar no «Hino da Fruta» do Torrão basta clicar Aqui, seleccionar a opção Escola: Escola Básica do Torrão, Agrupamento de Torrão, Torrão, Turma: 1º, 2º, 3º, 4º & Ji e votar.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Colóquio «Alentejo: Que Futuro?»

A Questão Oliventina



Desde sempre que Olivença foi um espinho na diplomacia portuguesa, tendo sido celebrados dois acordos para definição das fronteiras entre ambos os países, em 1864 e em 1926, em ambas as ocasiões deixou-se por delimitar uma faixa do Alentejo coincidente com o território de Olivença. Nem mesmo no tempo de Salazar a solução resolveu-se, pelo contrário até mesmo um Coronel de Cavalaria dirigiu-se com uma coluna de blindados para Olivença e foi parado à ultima da hora pelos capangas do sr.Professor de Finanças. Em 1938 foi criado o Grupo de Amigos de Olivença que na altura se chamava Sociedade Pró-Olivença, de entre os seus 40 fundadores destacava-se o General Humberto Delgado.
Na ordem internacional continua a vigorar o entendimento assumido e proclamado no Congresso de Viena de 1815 que, reunindo todas as potências beligerantes, entre elas os dois Estados peninsulares, pôs termo às Guerras Napoleónicas e estabeleceu uma nova ordem internacional, decidindo concretamente, a respeito de Olivença, que «Les Puissances, reconnaissant la justice des réclamations formées par S. A. R. le prince régent de Portugal e du Brésil, sur la ville d’Olivenza et les autres territoires cédés à Espagne par le traité de Badajoz de 1801, et envisageant la restitution de ces objets, comme une des mesures propres à assurer entre les deux royaumes de la péninsule, cette bonne harmonie complète et stable dont la conservation dans toutes les parties de l’Europe a été le but constant de leurs arrangements, s’engagent formellement à employer dans les voies de conciliation leurs efforts les plus efficaces, afin que la rétrocession desdits territoires en faveur du Portugal soi effectuée; et les puissances reconnaissent, autant qu’il dépend de chacune d’elles, que cet arrangement doit avoir lieu au plus tôt» (Art.º 105.º do Tratado de Viena, também subscrito por Espanha).
Em 2007 no Governo de José Socrates o Ministério dos Negócios Estrangeiros recusa ocupação espanhola de Olivença, em 2010 o constitucionalista do PSD, Pedro Bacelar Gouveia fez pertinente requerimento à Assembleia da República, endereçado ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, intitulado “O território terrestre de Portugal e a questão de Olivença”. Não sendo uma questão menor a Questão de Olivença consta do relatório “The World Factbook” da CIA.
Agora seis deputados do PS endereçaram ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, uma pergunta que parece destinada a causar-lhe embaraços sérios. Para os deputados interpelantes, Portas deveria intervir contra as comemorações planeadas em Espanha para assinalar a anexação daquela antiga cidade portuguesa. Durante o Governo anterior a Esquerda era acusada de falta de patriotismo sobre o assunto, resta saber qual a posição da Direita … porque a de Salazar sobre a mesma todos sabemos.

Paiva Monteiro

domingo, fevereiro 19, 2012

Desfile de Carnaval anima Torrão

Muita alegria, cor e originalidade; assim foi mais uma edição do tradicional desfile carnavalesco no Torrão que para além de carros alegóricos e participantes locais contou ainda com a presença de participantes e carros alegóricos de Alcácer do Sal e Foros de Albergaria. O tempo ajudou e, se bem que infelizmente para a agricultura é mau, o dia radioso e ameno propiciou óptimas condições para a folia.
Não foi um grande desfile, é facto, mas vá lá, vá lá. Meia dúzia de carros e muitos participantes bem dispostos chegaram perfeitamente para animar a vila e dinamizar um evento que já não é, nem de perto nem de longe, aquilo que era.
Não podemos ainda, antes de encerrar esta parte, deixar passar em claro aquele que aqui no Pedra foi considerado o melhor carro. A crítica é unânime sobre aquele que foi o «must» deste desfile: o carro do Café Tá Quase, intitulado «Selva ao Vivo» pela sua originalidade, elaboração, e capacidade de destaque.

















Mas infelizmente no melhor pano cai sempre, sempre a nódoa. É fatal, fatal, fatal como o destino. É que não há nem uma vez...
As placas colocadas, nos locais habituais de estacionamento... Uma, duas, três, quatro. Na Rua do Relógio, no Largo de S. Francisco, na Praça Bernardim Ribeiro, na Rua dos Cardins... todas elas avisavam que ali hoje era proibido «estancionar» as viaturas.
É o hábito; e os hábitos, já se sabe, são dificeis de perder. Mas assim como assim, já estamos habituados e, como é Carnaval, ninguém leva a mal.
Na verdade, ainda tentaram emendar a mão e fazer passar a coisa despercebida mas foi pior a emenda que o soneto. É que se não tivessem apagado, ainda podia ser que a coisa fosse passando despercebida e até muito boa gente que visse, poderia pensar que era brincadeira de Carnaval. Agora assim, autodenunciaram-se... A isto é que se chama fazer a festa, atirar os foguetes e apanhar as canas.