sábado, abril 13, 2013

A História resumida do Acordo Ortográfico (contado de memória)

Nos finais dos anos 80, um arrogante enciclopedista brasileiro chamado António Houaiss, teve uma brilhante ideia: unificar a grafia da Língua Portuguesa. Porquê? Porque as enciclopédias de duvidosa qualidade (por isso os brasileiros lhe puseram a alcunha de “vendedor de enciclopédias mil”) e que ele dirigia eram recusadas em todo o lado por serem “brasileiras”. Convenceu então um dirigente da Academia de Ciências (Malaca Casteleiro) que tinha ficado encarregue pelo Estado de elaborar um dicionário de Língua Portuguesa, o qual, ao fim de 10 anos ainda não tinha passado da letra “A”. Após umas viagens de “trabalho” ao Brasil, Casteleiro tentou convencer linguistas portugueses a abraçar o projecto. Como é lógico, só uns quantos menores ansiosos por porem a pata na História, aceitaram a ideia. A trupe ainda conseguiu arranjar apoios importantes: as editoras. Descobrindo elas que tudo o que havia sido editado “para trás” teria de ser objecto de “harmonização e reedição” isso significaria mais e mais vendas. Atalhando… em 1990 foi lançado o famoso AO, cujo preâmbulo escrito em Português macarrónico e com erros de Gramática (não estou a inventar), foi alvo de uma oposição da opinião pública surpreendendo os “ilustres”. Como se não bastasse, o Acordo foi assinado apenas por Portugal e Brasil porque os PALOP “não tinham condições na altura” (?!). Em reacção, grandes linguistas, professores e anónimos encheram as páginas da Imprensa com mil e uma razões para serem contra tal atentado à Língua. Por outro lado, a maioria dos escritores, como dependem das suas editoras, respondiam evasivamente à questão. Fizeram-se mil e uma tentativas para institucionalizar (o termo aqui não é inocente) a ideia e até foram buscar um professor (Aguiar e Silva) o qual, num dia era a favor – no outro era contra, até sair de mansinho.
 Depois de muitos avanços e recuos e muito dinheiro dos contribuintes gasto em viagens e outras rubricas, o Brasil rejeita o Acordo e temos um país (Portugal) único no mundo que não sabe hoje qual é sua grafia. O desespero dos “ilustres” é tal que um sensaborão chamado Agualusa vem afirmar “não compreender a reacção [contra] das pessoas porque é um assunto que não as afecta”. Sim, claro… se quiserem transformar a Sé de Braga num centro comercial, isso não me tira o bife do prato, mas afectaria muita coisa que não está ao alcance de gente “ilustre”.
 

Teixeira Moita daqui

terça-feira, abril 09, 2013

Lapsos

Portanto no Torrão o objectivo é combater o sucesso escolar e isso explica muita coisa. Já lá diz o ditado: Com a verdade me enganas.
 
 




Voz do Sado

Voz do Sado deste mês com um artigo de opinião do vosso escriba. Compre e contribua para o jornal do nosso concelho.
 

sábado, abril 06, 2013

Para quem não viu

Tem havido muita gente no Torrão que não teve oportunidade de ver as notícias referentes ao salvamento aéreo em S. Romão. Deste modo quem quiser ver basta clicar em baixo:


Hoje, a não perder


sexta-feira, abril 05, 2013

A frase do dia


Os torranenses não têm sido bafejados pela sorte ao longo deste século XXI e do último quarto do século anterior  porque, para além de honrosas excepções, não têm faltado autarcas e dirigentes, independentemente da hierarquia dos cargos ocupados, sem qualidades políticas, técnicas e morais exigíveis para o exercício dessas funções.

quinta-feira, abril 04, 2013

Bombeiros do Torrão celebram 25 anos




Passam hoje 25 anos da fundação da Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Torrão. Naturalmente que o assunto não poderia passar ao lado aqui no Pedra no Chinelo felicitando desde já esta nobre instituição, que faz do lema Vida Por Vida uma realidade no Torrão há já um quarto de século, pelo seu aniversário.
A então Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Torrão foi fundada a 4 de Abril de 1988 entre muitos outros por Joaquim Cortes Manteiga que foi o seu Presidente até à data da sua morte prematura em 2008. A história desta nobre instituição está também indelevelmente ligada à minha família paterna, facto de que muito me orgulho e que muito me honra. O primeiro quartel e sede da então Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Torrão ficaram instalados num imóvel propriedade da minha tia, situado na Rua 5 de Outubro, tendo o meu saudoso pai, Francisco Selão constituindo o elo de ligação entre a Direcção e a minha tia Dilar Selão que há muito havia saído do Torrão afim de acertarem os pormenores do arrendamento. Por lá ficaram durante 17 anos até que a mudança se consumou para as novas e actuais instalações onde eram os antigos celeiros da EPAC, depois da inauguração a 22 de Outubro de 2005.

Mau tempo volta a assolar o Torrão

Uma violenta chuvada caiu esta tarde no Torrão. Na confluência da Zona H2 com a Rua de Nossa Senhora do Bom Sucesso captamos estas fotos elucidativas.






quarta-feira, abril 03, 2013

Águas baixam em S. Romão e deixam estrada transitável

O nível das águas já começou a baixar na estrada de S. Romão, freguesia do Torrão, tornando-a transitável e deixando parcialmente exposto o carro que na passada Segunda-feira foi arrastado obrigando ao salvamento aéreo do único ocupante da viatura. Como se pode ver, o carro ficou a sensivelmente 10 metros da estrada. Pela posição da viatura podemos ainda concluir que, ao contrário do se supôs no momento, esta nunca chegou a capotar dentro de água (até porque a força da corrente nem era suficiente para tal) sendo apenas e unicamente arrastada pelo caudal. A única rotação que teve foi apenas em torno de um eixo vertical e nunca em torno de um eixo horizontal.




As três manilhas de saída de água. Foi na direcção destas que a viatura ficou imobilizada o que explica o porquê desta ainda ter percorrido toda aquela distância que a separa da estrada




 Como se pode ver, a estrada completamente seca e transitável






Os vórtices gerados pela entrada da água nas manilhas de escoamento






Nas duas fotos acima é visível a viatura imobilizada precisamente na direcção das três manilhas de escoamento e no meio da corrente 








Foto tirada da zona alta onde está situada a igreja e o cemitério da aldeia de S. Romão sendo visível a estrada completamente seca e transitável e a viatura arrastada, na lavra do arroz.
Foto: Luís Manuel

O exemplo da Igreja de Santiago

Tivemos ontem na bela igreja de Santiago em Alcácer do Sal e o que vimos só reforça o que dissemos em anteriores artigos como este e este
AS IGREJAS DA FREGUESIA DO TORRÃO SÃO AS MAIS MAL CUIDADAS DE TODA UMA REGIÃO E ESSA É UMA CULPA COLECTIVA MAS COM CLARAS RESPONSABILIDADES POLÍTICAS.
Basta de desculpas esfarrapadas e de promessas de um poder político manhoso e esgotado.
Curiosamente sempre que as televisões veem ao Torrão há sempre quem fale em património histórico. Belo património histórico; bonito, bem cuidado.
Torrão precisa de uma liderança de facto e de uma nova vida. Chega de soluções manhosas.




Os belos painéis de azulejo que revestem o interior da igreja


Um púlpito e uma mesa de celebração oferecida pelo novo pároco de Alcácer do Sal com obviamente a Cruz de Santiago esculpida


Pormenor da abóbada da Igreja de Santiago

terça-feira, abril 02, 2013

Quem avisa...

Espero estar enganado mas segundo o que vimos o ano passado e o que vimos este ano no interior da igreja Matriz para além do que está á vista, se nada for feito, nenhuma intervenção for levada a cabo, até 2018, num período de 5 anos e muito antes disso há esse risco, se nada for feito, disse, haverá o colapso parcial de uma estrutura. Pode ser uma parcela de telhado, uma parede, uma capela, uma abóbada... o que é facto é que se nada for feito...




Fotos tiradas dia 23 de Março de 2013, dia da Procissão. É visível o telhado completamente cheio de ervas.

Que não haja ilusões

Os casos de ontem na estrada de S. Romão devem servir de aviso para quem ali quiser passar quando a água galga a estrada. O local é extremamente traiçoeiro e aventuras podem terminar mal como se viu ontem. O local é plano, a altura da água nem ultrapassa os 40 cm e a corrente é serena. Estamos perante um escoamento denominado escoamento laminar isto é sem turbulência, as águas não são revoltas. Mas que ninguém se engane: a velocidade de escoamento é grande. Este é um erro de avaliação recorrente. O perigo  de arrastamento não está na altura da coluna de água ou no volume de fluido mas sim na velocidade de escoamento.
Por isso caros leitores já sabem: se por ali passarem quando a estrada está coberta de água esperem na aldeia de S. Romão ou voltem para trás se vierem de Grândola. Se vierem do lado do Torrão só há uma coisa a fazer e essa coisa é dar meia volta.




Perigo de derrocada em estrada Torrão - Alcácer do Sal

Uma pequena derrocada na estrada Torrão - Alcácer do Sal num local particularmente sensível. Fica à atenção. Quem passar ali que o faça de forma prudente.



Escolas no Torrão: Se encerrarem não será para já

Felizmente nenhuma escola no Torrão irá encerrar no próximo ano lectivo, tal como foi ontém, dia 1 de Abril, noticiado aqui, nem tão pouco será essa a intenção do Ministério da Educação - pelo menos que se saiba - isto apesar de ser verdade que o número de alunos tem vindo a decrescer e que esse tem sido o principal argumento do ministério para proceder ao encerramento de establecimentos de ensino,
Tal não passou contudo de uma notícia fictícia ou não fosse o dia 1 de Abril o dia das mentiras.

segunda-feira, abril 01, 2013

Escolas no Torrão encerram a partir do próximo ano lectivo

De acordo com informações recolhidas, o Ministério da Educação tem a intenção de vir a encerrar algumas escolas no Torrão. Um fax terá sido enviado dando conta da decisão do encerramento devido ao pequeno número de alunos. O encerramento será já uma realidade a partir do próximo ano lectivo.

Resgate aéreo em S. Romão do Sado

Um indivíduo do sexo masculino, de meia idade, foi esta tarde arrastado pelas águas, na estrada que liga S. Romão do Sado, freguesia do Torrão, a Grândola. A estrada encontrava-se submersa, como aliás acontece sempre que chove em abundância. O homem que vinha só, na viatura e no sentido de Grândola, ao invés de esperar na aldeia de S. Romão, que as águas baixassem, ou simplesmente voltar para trás, arriscou prosseguir viagem. A força da corrente fez tombar a viatura arrastando-a para fora da estrada ficando na várzea dos arrozais que aí são semeados todos os anos. Ainda assim o homem conseguiu sair do carro mas teve a lucidez de se manter agarrado à viatura para não ser arrastado pela força da corrente.
O alerta foi dado por volta das 13 horas por Filipe Ferreira, um jovem torranense que por felicidade se encontrava do outro lado pois vinha do Torrão para observar a cheia, como se diz por esta zona. 
Perante a força da corrente o salvamento por terra estava fora de questão. Um helicóptero da Força Aérea foi accionado tendo chegado ao local por volta das 13 horas e 45 minutos. A equipa de resgate aéreo conseguiu salvar o homem das águas numa operação que durou pouco mais de 15 minutos.
O helicóptero aterrou uns metros mais à frente, do outro lado da Ponte de S. Romão, perto da Herdade do Porto Carro, entregando a vítima que se encontrava aparentemente ilesa, aos Bombeiros do Torrão, que tinham uma ambulância mobilizada no local, para onde o homem foi encaminhado por se encontrar completamente encharcado e em risco de hipotermia.


 A ponte de S. Romão. O aparato é visível mais à frente. GNR, Bombeiros e alguns populares que se encontravam a seguir os acontecimentos






  Nestas imagens é visível a enchente e a força das águas


 Ao longe é perceptível a viatura dos bombeiros que ainda tentou o salvamento terrestre


 A estrada completamente submersa


 Ao longe é visível a vítima dentro de água







 A chegada do helicóptero 




 As manobras de salvamento, em curso


 Membro da equipa de resgate desce pelo cabo

 O salvamento consumado. Nesta fase, já ambos, membro da equipa de resgate e vítima a serem puxados para o helicópetro

 A entrada no helicóptero





 O helicóptero a preparar a aterragem na outra margem

 A aproximação com a Herdade do Porto Carro ao fundo










A vítima a ser levada para a ambulância junto com o elemento da equipa de resgate

 A entrega da vítima aos bombeiros por parte da tripulação do heli de resgate








A ambulância no local já com a vítima dentro








O helicóptero descola depois de terminar a sua missão e desmobiliza.





 A Força Especial de Bombeiros chegou já depois do resgate efectuado