terça-feira, março 17, 2015

Visita Pastoral prossegue com procissão à Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso

O segundo dia da Visita Pastoral à Paróquia do Torrão teve o seu ponto alto esta noite com a procissão que se iniciou às 19.30h, desde a Igreja de S. Francisco até à Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso onde apesar de tudo as portas desta última incompreensivelmente não se abriram aos fieis. O motivo, segundo justificação obtida no local, prendeu-se com o facto da ermida não estar electrificada. Argumento que não deixa de ser estranho pois não se percebe como é que em 2000 anos de história da igreja esta praticou o seu culto sem que houvesse luz eléctrica.
O regresso ao ponto de partida fez-se pela zona H2 e passagem pela zona H1 com paragem breve no quartel dos bombeiros.
O evento continua amanhã a partir das 10 horas, com missa para as crianças e jovens na Igreja de S. Francisco e pelas 20.30 horas haverá nova missa desta feita consagrada ás instituições da freguesia.

Saída da Igreja de S. Francisco


Cruzeiro no recinto da Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Ao longe as luzes da vila do Torrão






Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso

Chegada à Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso



Incompreensivelmente as portas da ermida permaneceram encerradas

O regresso fez-se pela Zona H2

domingo, março 15, 2015

Visita Pastoral ao Torrão - Centenas na chegada da imagem de Nossa Senhora ao Torrão

Centenas de pessoas concentraram-se ao início da noite de hoje na entrada norte do Torrão para receber a imagem de Nossa Senhora Mãe Peregrina.
Entre as cerca de duzentas pessoas encontravam-se muitos que fizeram questão de vir acompanhar o cortejo oriundos nomeadamente de Viana do Alentejo e Alcáçovas.
A imagem sacra chegou ao Torrão pelas 20 horas sendo transportada em ombros por elementos do Corpo de Bombeiros do Torrão. A procissão fez-se então até à Igreja de S. Francisco percorrendo um troço da Rua de Beja e subindo a Rua da Estalagem.
Recorde-se que o Torrão irá receber, entre os dias 15 e 22 de Março, uma Visita Pastoral (ver aqui), acontecimento que não ocorria há trinta e três anos.
Para esta Segunda-feira está prevista uma nova procissão com início a partir das 19.30 horas. Desta feita, com início na Igreja de S. Francisco até à Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso. No regresso, o percurso far-se-á pela Zona H1 e Zona H2 até à Igreja de S. Francisco.












O dia do π

Dia 14 de Março celebra-se o dia do Pi (π), a constante matemática infinita que representa o rácio entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro. Este ano, a data ganha uma importância acrescida pois estamos perante o dia do π do século. Porquê? Porque o ano 2015 permite que a data de hoje iguale os primeiros cinco dígitos da sequência. 3/14/15. A maior parte das pessoas só vive este momento uma vez na vida.

Por sua vez, às  9h e 26 min., a data e a hora continuaram a sequência em mais dois dígitos. E aos 53 segundos, mais dois, permitindo assim escrever os dez primeiros algarismos da constante. 


π= 3,14159 26535 89793 23846 26433 83279 50288 4197169399…




sexta-feira, março 13, 2015

Castelo, essa beleza de terra



Setúbal certamente todos conhecem, Grândola também até porque certamente já ouviram a célebre cantiga mas... Castelo? Castelo... Viana do Castelo??? Não! É muito longe. Castelo de Vide? Castelo... não... assim de repente ali para estes lados...
Alguém que me saiba dizer onde fica essa terra, Castelo?
Seja como for, este sinal está ali na Estrada de Santa Luzia, em Alcácer do Sal e indica a direcção de três locais: Setúbal, Grândola e Castelo.
Ora vista a coisa assim, todos são levados pelo erro de sinalização a assumir que Castelo é tão localidade como é Setúbal ou Grândola. Desenganem-se pois. A referência é ao castelo de Alcácer. Só pode. Um erro grosseiro de sinalização que escapou a todos inclusive fiscalização municipal.
Mas esta gente não sabe ou anda dormente? Caramba! Lá diz o ditado: Quanto mais à vista está mais escondido fica.
Seja como for, se o problema for de ignorância, aqui está um manual que poderá ser útil.
Mas, ora bem, há sempre alguém que repara nos pormenores que ninguém vê.
Lá está: se se quer convidar as pessoas para visitar Alcácer tem que se arrumar a casa, não? Convém.







Afinal parece que Castelo é um monumento e sendo assim a respectiva placa que assinala a direcção deve ser em fundo castanho pois essa cor é que é para indicações ecológicas, geográficas e culturais.





Mais placas indicativas e mais castelo a indicar



Calcule-se que em Alcácer até há uma Rua do Castelo, vejam lá!



E pronto; para terminar, um toque artístico ainda que tosco. Mas fica a ideia. O resto fica para quem de direito. Não querem também que já agora eu vá lá e faça a alteração in situ, pois não? 

quarta-feira, março 11, 2015

Divulgação cientifica e motivação para as ciências, eclipsadas no concelho de Alcácer do Sal?

Dia 20 de Março irá ocorrer um espectáculo celeste raro. Na verdade, passados dezasseis anos, um eclipse do sol vai ser visível em Portugal - o último foi numa manhã quente de Agosto de 1999. É um eclipse parcial mas é o que se pode arranjar. Nem um eclipse em condições, isto é, um eclipse total, merecemos.
Ora um evento desta natureza deve (deveria?) ser devidamente explorado no concelho no sentido de fazer algo em prol do conhecimento, divulgação e motivação para a área das ciências junto de uma população cientificamente analfabeta.
Estará previsto algo? Espero bem que as escolas do concelho, e em particular o Agrupamento de Escolas do Torrão, façam qualquer coisinha em prol da divulgação cientifica e da motivação e orientação para uma área fundamental do conhecimento - até porque estes fenómenos fazem parte inclusive da matéria dada nomeadamente de Física-Química, salvo erro no 7º ano - e até mesmo o poder local devia fazer qualquer coisinha nem que fosse apenas divulgar.
Bem sei que a ciência não dá votos mas tanta coisa é divulgada nomeadamente informação meteorológica porque não divulgar e se fizessem mesmo umas actividades? Porque não? Não é só com poesias, contos infantis, pinturas, lirismos, fotografia e afins que a coisa lá vai. Da mesma forma, se se quer apoiar a educação, não é apenas com entregas grátis de livros escolares ou entregas de diplomas de mérito. Quanto mais motivados os alunos estiverem mais diplomas de mérito e melhores resultados os alunos do concelho terão... penso eu. Mas se calhar sou eu que estou errado e não percebo nada disto. Seja como for, haja sensibilidade e bom senso. Bem sei que ciência é bem mais difícil que cinema, pintura, poemas e demais mas... se for preciso o Paulo explica. Já no passado o Paulo também se disponibilizou para explicar. É claro que não quiseram saber das explicações do Paulo para nada e depois foram à vida. Nunca é por falta de aviso!

Bom, adiante. Se se lesse o que interessa saberiam que um dos mais conceituados e conhecidos físicos, Michiu Kaku, vem a Portugal, e afirma que a ciência é o motor da prosperidade e que aqueles que não apostam na ciência serão pobres no futuro. Isto explica muita coisa e se calhar, sabe-se lá, é precisamente isso que se pretende para esta terra.

Quanto à escola, deixo o repto: por favor, vejam lá se arranjam uma pequena verba para adquirir filtros (NUNCA OLHAR DIRECTAMENTE PARA O SOL!) - que nem é tão caro quanto isso nem é coisa difícil de arranjar - até porque eu sei que têm um telescópio, e pegam nos putos e os põem a fazer observações ou alarguem mesmo a iniciativa, com o apoio das referidas instituições, à população. Na verdade já foi feita no passado recente uma iniciativa que consistia numa observação nocturna do céu, em Junho de 2013, na ermida. Podem ainda falar com o Observatório Astronómico de Lisboa, pode ser que mandem algum material ou venha cá alguém. É preciso é ter iniciativa e convidar.
Ainda por cima, o eclipse vai ocorrer dia 20 de Março; uma coincidência feliz pois é o último dia de aulas antes das férias da Páscoa. Querem melhor para final de 2º período?

Sabendo, como eu sei, os paupérrimos resultados que em média se registam, desde há anos, na disciplina de Matemática na escola do Torrão (mas não só), todas as formas de motivar e levar o gosto pela ciência seria uma mais-valia. Ainda para mais, como referi antes e insisto, este fenómeno não é todos os dias que é observado em Portugal tendo o último eclipse do sol sido visível em Portugal em Agosto de 1999.




segunda-feira, março 09, 2015

Três décadas depois: Torrão volta a receber uma Visita Pastoral













Para saber mais: CLIQUE NAS IMAGENS PARA LER.

Venha a Alcácer comer uma tiborna




A Câmara Municipal de Alcácer do Sal esteve presente na edição de 2015 da BTL. Até aqui tudo muito bem pois se há montra por excelência onde se pode fazer divulgação, esta é sem dúvida o referido certame e se houve um aspecto positivo a reter foi o facto da Feira Renascentista, que irá ter lugar no fim de Maio no Torrão, ser divulgada e pouco mais.
Ora é bom de ver que Alcácer do Sal estava ali com a fina-flor do turismo nacional (Algarve, Minho, Madeira...) e internacional pois também estiveram presentes o Brasil, Angola, Perú, etc.
A presença num evento desta natureza exige que todos os que lá vão primeiro façam o trabalho de casa, isto é, primeiro «arrumem a casa» e depois convidem as pessoas a visitá-la. Convém.
Ora no caso de Alcácer do Sal, não creio que a casa esteja assim lá muito bem arrumada. Basta ver as ruas das localidades do concelho. Esburacadas, com vomitado e excrementos de cão, edifícios arruinados - sim, a maioria privados e portanto o município nada pode fazer - património desprezado, nomeadamente no Torrão, um Museu Municipal de portas fechadas há quase dez anos e por aí a fora. De salientar contudo alguns monumentos que merecem ser visitados bem como a Cripta Arqueológica, os quais penso que foram devidamente divulgados - nem ponho outra hipótese! 
Portanto quem se dignar a visitar este concelho no mínimo irá ficar desiludido e, já se sabe, é melhor calar do que propagandear aos quatro ventos e aqueles que cá vierem atraídos jurem para nunca mais. E já nem falo na imagem que passarão.
Se há pontos fortes que merecem ser vincados são pois o património natural, a gastronomia e a produção vinícola.
Não estive lá, não posso precisar o que se fez e o que se deixou de fazer. Ponto assente. Porém, e como foi feito alarde na página oficial do município, no Facebook - embora curiosamente algumas publicações tivessem desaparecido - então a minha opinião ficará legitimada pelo descrito sendo que se a opinião for injusta então é porque não se soube divulgar a coisa em condições e assim das duas uma: ou tudo foi devidamente divulgado em Lisboa e no Facebook e a descrição foi paupérima ou então o que está na rede social foi aquilo que efectivamente se passou. Seja como for, a meu ver houve amadorismo e estou mais inclinado para a segunda hipótese.
Estando a falar de divulgação, era imperioso que esta se estendesse no Facebook e fosse exaustiva tanto em fotografia como em descrição e tudo e todos os que estiveram presentes fossem devidamente noticiados.
Ora o concelho de Alcácer do Sal esteve com a elite do turismo nacional e internacional e portanto tinha que «atacar» com a «artilharia pesada»; levar tudo o que houvesse para levar. Divulgar o mais possível a gastronomia pois esse é o ponto forte que há para apresentar. Ora não me parece que foi isso que aconteceu e que a aposta forte, o trunfo que sacaram da manga foi... a tiborna, coisa que já tinham apresentado na feira do Torrão, como se o novo poder que se instalou em 2013 tivesse descoberto a pólvora. Se há aqui quem descobriu a tiborna foram suas excelências pois que esta é conhecida por todos nestas bandas. Ora a coisa consiste em pedaços de pão quente acabado de sair do forno regados com azeite e polvilhados com esse típico produto local, produzido aqui em grandes quantidades e mundialmente conhecido, que é o açúcar amarelo.
Mas vamos lá a ver, como disse, não há coisa pior que a desilusão. Ora quem vier a Alcácer atraído pelo cheiro da tiborna vai ter uma tremenda desilusão pela simples razão de que não há tiborna à venda em lado nenhum; nenhum restaurante serve tiborna. E porquê?
Porque a tiborna é confeccionada com pão quente, acabado de sair do forno. Ora como é bom de ver, este pequeno pormenor condiciona a presença da iguaria à mesa mas ninguém se lembrou. 
Pior, se o pão, ainda que fresco, estiver frio já a coisa não sabe bem e se este então for velho então a coisa fica intragável. Ora como parece que não havia forno no pavilhão imagino a tibornada...
E depois, a tiborna não é apenas uma especialidade local, é algo conhecido em todo o Alentejo, incluindo Olivença, portuguesa de direito mas ocupada por Espanha há duzentos anos. E longe de ser uma novidade, a coisa é conhecida há anos e é inclusive recomendada pelos benefícios para a saúde - desde que não se abuse (especialmente do açúcar ou do sal) como se pode ver nesta publicação do Correio da Manhã, já com dez anos. Não, ninguém «descobriu a pólvora».

Podendo-se invocar dificuldades logísticas, de espaço, etc, poder-se-á dizer que não havia espaço para divulgar todos os produtos. Este argumentário poderá servir para justificar a presença de uns em detrimento de outros. Pergunta-se - as tais perguntas que ninguém faz:


  • Estiveram os produtos mais emblemáticos do concelho de Alcácer do Sal devidamente representados na BTL?
  • A Câmara Municipal contactou todos de igual modo em todos os sectores no sentido de dar conhecimento de causa e convidando estes a estarem presentes se assim o entendessem?
  • E contactando apenas alguns ou na impossibilidade de todos os produtos mais emblemáticos estarem presentes, que critérios nortearam a escolha?
Fiquemos por aqui.
Vamos começar pelo o óbvio:
O sal. Sendo Alcácer, do sal, pergunta-se: esteve o sal ou a flor-de-sal, de Alcácer representado ou já não há salinas em Alcácer?
Se há, não deveria ter estado presente nem que fosse para temperar a tiborna? Se esteve não apareceu nas fotos e se se temperou a tiborna com o dito, nada foi mencionado nas fotos que dão conta da prova da dita cuja,

Pinhão e mel: É certo que a pinhoada esteve presente pois apareceram fotos da especialidade. Esta é que é a especialidade de Alcácer. Infelizmente o fabrico ainda é artesanal e a pinhoada, que por ter um tempo de validade considerável, podia ser exportada para todo o mundo, fica-se por alguns cafés da zona. NEM AO TORRÃO, QUE DISTA 37 KM, ESTA CHEGA!!!
Em todo o país é conhecido o queijo da serra, a queijada de Sintra, o pastel de Belém, só para dar alguns exemplos, mas a pinhoada de Alcácer é uma ilustre desconhecida.
Era uma boa oportunidade para puxar pela coisa.





E individualmente, estiveram presentes o pinhão e o mel? Foram convidados os apicultores do concelho?
Não ficaria engraçado se estivessem lá também expostos alguns instrumentos ligados à apicultura?
Houve provas de mel e pinhoada como houve de tiborna?

Pratos locais: Mais uma vez se pergunta: foi enviada informação e convite a todos os restaurantes? Se não, qual o critério para uns terem sido convidados e outros não?
Arroz de lingueirão, choco frito, enguias fritas e ensopado de enguias são pratos típicos. Por acaso estiveram presentes ou só marcou presença a tiborna?

Ervas aromáticas, tuberas, azeitonas... estiveram presentes? Atenção que há quem faça tiborna temperada com orégãos. Tibornas há muitas!

Batata-doce: A batata-doce da Carrasqueira tem imensa qualidade e a batata-doce em si é riquíssima em termos nutricionais. Os atletas de alta competição não a dispensam e mesmo no meio do fitness é a fonte de hidratos de carbono por excelência - pessoalmente, não prescindo dela na minha dieta.
Infelizmente, esta não é dada a conhecer. De referir que se realiza inclusive a Festa da Batata-Doce na Carrasqueira. O anterior executivo liderado por Pedro Paredes recusava-se - e mal - a apoiar a festa e o que o PCP barafustava e arregimentava gente para ir inclusive às assembleias municipais para se insurgirem contra tal. Agora que é poder, o que é que efectivamente têm feito em prol dos produtores de batata-doce? Convidaram-nos para estarem na BTL?
Não estiveram lá com a sua produção? Não deveria ter havido prova de batata-doce? Depois da tiborna dava-se a provar a dita como sobremesa.

Doçaria: Houve quem estivesse presente e houve quem se tivesse lamentado nas redes sociais e a mim pessoalmente, que a Câmara nem se dignou a informar. Mais uma vez, quais os critérios para irem uns e não irem outros? Ou haverá bolos feitos por alguns que comidos depois da tiborna fazem azia?

Queijos: Sim, também em Alcácer do Sal há queijarias. Por acaso o queijo de Alcácer do Sal esteve presente?
Uma prova de queijo com tiborna - sem açúcar - fica detrás da orelha. E queijo fresco com mel? Uma maravilha! Mas se calhar a malta só come mcdonald's e o resto é para inglês ver, é um frete que se faz, decorrente de se estar devidamente instalado no edifício da Pedro Nunes. A malta deslumbra-se com tudo o que é anglo-saxónico e o que é local...
Sim, ele existe e é presença constante na minha mesa... fresco, claro. Está aqui. A questão é saber se esteve lá. Se esteve não se viu.






Guardei o melhor para o fim. Um deles o ingrediente principal da tiborna. Vamos começar pois pelo azeite. Houve provas de azeite - até porque houve de tiborna - o que mostra que o azeite foi de facto bem divulgado. Já os produtores de azeite... houve tratamento igual para todos? Pois o que se viu foi publicidade a uns e de outros... nem a cor. Por acaso o azeite da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores do Torrão esteve presente? Alguém viu algum garrafão de azeite Xarraminha?
Bem, esta ostracização permanente e em particular o facto de tal não ter estado presente da BTL, para mim só tem uma explicação: O azeite Xarraminha não é bom para fazer tiborna ou então há quem não goste das tibornas feitas com o azeite da cooperativa. 
Mas deixem-me que lhes diga: o azeite da cooperativa também faz umas belas tibornas.










E por fim, o vinho.
Diga-se em abono da verdade que o vinho esteve presente mas curiosamente, só vimos uma prova de vinhos. A prova abrangeu somente os vinhos da Barrosinha, algo que foi divulgado mas depois, curiosamente desapareceu da página de Facebook.
Será que outros vinhos marcaram presença sabendo-se que este concelho é um concelho vinícola por excelência?
Se marcaram presença não os vimos. Por exemplo não vi os vinhos da Herdade da Comporta. Bem sei que a referida herdade era gerida pela Rioforte e que esta agora é mais Riofraco mas os vinhos esses continuam a ser fortes em termos de qualidade.
E os vinhos da Herdade do Porto Carro, no Torrão?
Ainda no ano passado o vinho Cavalo Maluco foi considerado, por especialistas de renome mundial, o melhor vinho tinto português na categoria acima dos 20€ como se pode ver aqui. Curiosamente, o facto até foi bastante explorado pela autarquia pelo que a não presença agora no certame não deixa de causar estranheza e ser contraditório.
E por fim, outro vinho que, pelo menos a avaliar pela falta de divulgação, é um ilustre desconhecido ali para os lados da Praça Pedro Nunes. Refiro-me os vinhos da Herdade das Soberanas, também no Torrão.
Também os vinhos das Soberanas são internacionalmente conhecidos e já foram inclusive premiados várias vezes em Portugal e no estrangeiro. Aqui podemos ver uma notícia referente ao facto.
Estranhamente também não se lhe viu a cor.
Houve provas de vinhos das Soberanas?
Houve provas de vinhos do Porto Carro?
Houve provas de vinhos da Comporta?
Ou só os vinhos da Barrosinha é que caem bem com a tiborna? 
Foram convidados todos os produtores de vinhos ou estes não quiseram marcar presença?
Se a representação do sector vinícola ficou apenas entregue à Barrosinha então esta foi tremendamente redutora pois embora os vinhos da Barrosinha sejam de qualidade superior, há mais vida para além da Barrosinha.
Assim não há tiborna que resista!

Resumindo e concluindo, até porque é hora de almoço e a prosa já vai longa, receio bem que o grande slogan e a grande conclusão que se pode tirar desta presença em Lisboa foi: 
VENHA A ALCÁCER COMER UMA TIBORNA!

domingo, março 08, 2015

Para ver e aprender

Sem preconceitos, filtros ou palas


sábado, março 07, 2015

Câmara acaba com distribuição gratuita de sacos do lixo?


A distribuição gratuita de sacos de plástico para deposição de resíduos sólidos urbanos, no concelho de Alcácer do Sal, poderá ter os dias contados, isto de acordo com uma fonte camarária.
Por outras fontes soubemos ainda que a distribuição de sacos do lixo à população terminará quando acabar o stock que a câmara tem no estaleiro municipal e que apesar de acabar a distribuição dos sacos ainda assim a taxa de resíduos sólidos irá subir podendo chegar até aos 5 euros.

Recorde-se que os rolos de sacos de plástico são entregues nas juntas de freguesia cabendo a cada munícipe dois rolos - quatro, se for uma empresa ou instituição.
A entrega era feita mensalmente mas com a entrada em funções do novo executivo, em Outubro de 2013, a entrega passou a fazer-se de dois em dois meses.

PENSAMENTOS MANHOSOS – “Acto final”

Estes “Pensamentos Manhosos” ao longo de tantas semanas tiveram para mim uma utilidade preciosa pois obrigaram-me a pensar ainda mais e a tirar conclusões. Nasci numa geração de ouro que assistiu e viveu o aparecimento da mini-saia, ao reaparecimento dos homens de cabelo comprido, de sapatos de tacão alto e calças à boca de sino, à liberalização da droga em países ditos avançados, que defendeu os interesses de Portugal onde era necessário, fez uma revolução e entregou de bandeja a um povo a possibilidade de escolher o seu destino. Pessoalmente, andei pela Europa inteira a divulgar a Cultura Portuguesa, escrevi muito mais que um livro, plantei muitas árvores, criei uma filha de que me orgulho e, por fim, compreendi que fiz tudo o que tinha a fazer.
Eu não posso continuar a expressar os meus “Pensamentos Manhosos” a um povo que está contente e feliz com o que tem. Um país em que um preso por enriquecimento ilícito (grande expressão) exige e pede explicações a um governante que não cumpriu as suas obrigações sociais - num país em que todos pensam que sabem tudo nem admitem que Passos Coelho (ofereceu-me esta gravata que trago hoje) pudesse não saber que estava em falta e que por 7.000€ pusesse em causa uma vida e uma carreira política boa ou má.
Num país em que um ladrão que geriu anos e anos o maior banco privado português anda à solta e exige “direito ao contraditório”. Num país em que 99% dos directores bancários estão sob suspeita (eterna) de terem roubado todo o dinheiro vivo português, continuem a dar “bitaites”. Onde 99% dos gestores provaram que não sabem gerir absolutamente coisa nenhuma a não ser a sua própria algibeira e continuem a ser condecorados pelo Presidente da República. Num País em que os principais dirigentes dos diversos sectores da vida nacional estão a ser investigados por corrupção, assalto à mão armada e sequestro. Um país em que as leis permitem que sejam penhorados os alimentos que foram recolhidos para matar a fome a quem necessitava. Um país em que um ex-Ministro da Cultura obriga um filho de onze anos a pronunciar-se perante um tribunal só porque quer uma menina que pode ser sua filha para brincar. Um país em que os falhados todos são contratados pelas televisões públicas e privadas para dizerem o que lhes vem à cabeça. Num País em que uma televisão paga pelos contribuintes faz uma adjudicação directa para representar Portugal (quem lhes deu o foral para tal acto?) num festival de cantigas para membros da Rede da Eurovisão e em que uma pretensa dama com idade para não andar a arrastar-se e enfadar as pessoas se presta ao ridículo de participar na fantochada. Só pode ser por necessidade e aí... pronto aceito.
Para não me tornar enfadonho fico por aqui. Não tenho o direito de andar a pedir ás pessoas que pensem. Peço desculpa publicamente por todos estes desmandos que ousei. Aos meus amigos e fiéis leitores os meus agradecimentos por me terem seguido e se terem manifestado por mensagem particular. Sinto que as pessoas têem medo de se manifestar e emitir as suas opiniões publicamente e creiam que já vi isso há muitos anos e pensei que estivesse erradicado da sociedade portuguesa mas contrariamente está a enraizar-se cada vez mais. Claro que não me vou calar mas vou emitir sempre a minha opinião quando achar necessário e fazê-la chegar aos que têem só uma cara, aos que têem um rumo e objectivo a atingir mesmo diferente do meu porque sempre respeitei os que não concordam comigo. Grato também ao Paulo Selão do Blog Pedra no Chinelo pelo convite para esta aventura, mas tudo tem um tempo e um fim.

Uma boa semana e... deixem de pensar que não vale a pena. Existe uma enorme panóplia de entretenimentos tipo novelas, Got Talent, Casas dos «Degredos», Festivais das cantigas e, claro, sempre a vida dos outros para nos darem suficientemente que pensar.

Jorge Mendes
Bruxelas, 05/03/2015

quarta-feira, março 04, 2015

domingo, março 01, 2015

Mais de duzentas pessoas em Casebres para ouvir o fado




Fotografia: Vital Mirra
Texto: Paulo Selão

O salão do Grupo Desportivo e Recreativo 1º de Dezembro em Casebres foi pequeno para acolher as cerca de duas centenas de pessoas que se deslocaram à pitoresca aldeia, sede da freguesia de S. Martinho, concelho de Alcácer do Sal, para ouvir cantar o fado.
O espectáculo contou com a presença dos fadistas Joaquim Botas, Joaquim Núncio, Maria Mirra, Margarida Mendes e Manuel Charrua, acompanhados por João Núncio, na guitarra portuguesa e Carlos Silva, na viola.
A apresentação esteve a cargo de Vital Mirra, director da Rádio online RSA.
A organização do evento esteve a cargo do referido grupo desportivo e contou com o apoio da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, da Junta de Freguesia de S. Martinho e da RSA - Rádio Salácia Alcácer.



A apresentação do espectáculo esteve a cargo de Vital Mirra. Em cima, apresentando o espectáculo e na foto de baixo, ao lado da fadista sua homónima, Maria Mirra



Da esquerda para a direita, Carlos Pombinho, Presidente do Grupo Desportivo e Recreativo 1º de Dezembro; Vital Mirra, apresentador do espectáculo e Albino Francisquinho, Presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho




                                O fadista Joaquim Botas



                                O fadista Joaquim Núncio



                                O fadista Manuel Charrua




                               A fadista Margarida Mendes




A fadista Maria Mirra
 Todos os fadistas foram magistralmente acompanhados à guitarra portuguesa por João Núncio e à viola por Carlos Silva






 Silêncio que se vai cantar o fado!
Mais de duas centenas de pessoas marcaram presença na grande noite de fados que decorreu ontem em Casebres

PENSAMENTOS MANHOSOS – “Inveja e ganância”

Todos nós sabemos que a sociedade actual, adoptou à risca o “Lema Olímpico”: Citius, Altius, Fortius, ou seja, O mais rápido, O mais alto, O mais forte. Partindo do principio de que só um o pode conseguir, o resto da humanidade está feita ao bife, pois para haver um mais rápido tem de haver um mais lento, para haver um mais alto tem de haver um mais baixo e para haver um mais forte tem de haver um mais fraco. Se partirmos desta lógica logo chegamos à conclusão que a história de que somos todos humanos com os mesmos direitos está errada. Logo toda a construção social está errada. Todo o modelo de sociedade que se vem construindo de há dezenas de anos a esta parte está errado. O modelo não se foi actualizando com o avanço ou recuo do ser humano. As relações causa-efeito não foram corrigidas. Quantas vezes nos perguntámos já: Porque viemos nós aqui e para onde vamos nós? E ficamos confusos, eu pelo menos. Então algum ser superior, bondoso e justo ia dar-se ao trabalho de pôr um ser como eu nesta terra só para comer, trabalhar e ganhar dinheiro, bem acrescentemos dar uns passeios? Se assim fosse não havia lógica em alguém ter fome, em alguém estar desempregado, alguém não ter dinheiro e, consequentemente não poder passear. Depois para nos aliviar inventaram uma palavra muito linda que por sinal está bem entranhada na tola de muita gentinha: Eternidade. E depois ainda criaram a ideia de que esta vida é só uma passagem, depois de mortos é que começamos realmente a viver.
Quando eu era muito jovem, digamos até aos meus 14 anos, fui uma espécie de sacristão ajudante de um homem que marcou a minha vida e a de muito boa gente, que tinha por nome Padre Daniel Bernardo Fernandes, que me ensinou um truque. «Quando quiseres tentar mesmo saber uma coisa usa a expressão: Porquê? no fim de cada explicação que te derem e vais ver que chega a um ponto que já nem o teu explicador sabe Porquê?» Claro que o bondoso Padre Daniel depois levou ainda alguns anos com o Porquê? E começava logo: agora não tenho vagar e ria-se com aquele sorriso amistoso que tinha. Isto para provar que toda a gente pensa que sabe algo sobre um assunto mas os continuados Porquê? vão acabar por lhe mostrar que afinal não sabe tudo. Se experimentarem a “técnica” mesmo entre amigos vão reparar que a resposta final é sempre a mesma: Ora porque sim. Claro que há também muito boa gente ainda que terá a frontalidade de responder: Oh pá mais já não sei. Soa-me a mim tão bonito quando ouço esta última frase. Sim porque ninguém sabe de tudo. Cada um sabe só o que sabe e não o que pensa saber. 
Mas esta lenga-lenga vem apenas porque eu acho uma piada aos “oradores”, “palestreiros” e outros sábios que nos andam a contar histórias da carochinha. Eles a única coisa que sabem é convencer-nos que aquilo que eles dizem é ouro. Mas se usarmos o Porquê? Sobretudo aos pretensos políticos (letra pequena de propósito) que já andam a tentar vender as tais de promessas de futuro e de bem-estar, de trabalho e de ganhar, veremos se há alguma lógica neste meu pensamento manhoso. Como é que estes crápulas conseguem convencer os incautos é que eu não sei. Sócrates (que não o grego) foi mestre nesta arte porque nunca ninguém lhe colocou o tal de Porquê? Agora deram para prender as pessoas e não lhes interessa o Porquê? Mas sim o quê, o como e o quanto.
Continuarão sem conseguir corrigir os seres humanos enquanto houver Porquê? Só quando descobrirem os genes da inveja e da ganância e os corrigirem na gestação do ser humano teremos avançado algum passo para criar uma humanidade mais justa, coerente e solidária. Um homem precisa de mil milhões de euros como fortuna pessoal Porquê?


Uma boa semana para todos e pensem.

Jorge Mendes
Bruxelas, 27/02/2015