segunda-feira, junho 22, 2015

Fica sempre pela metade

 As recentes obras nas imediações da Igreja Matriz foram mais um pretexto para visitar o local e mais uma vez, muita parra e pouca uva.
Grande foi o alarido na página de Facebook da Junta de Freguesia com a simples pintura das portas da igreja. Mas foram todas pintadas? Não. A porta da sacristia permanece igual - ressequida, esburacada e desengonçada.



As duas portas de entrada na Igreja Matriz do Torrão






A porta da sacristia, essa nem viu tinta e está no estado que se vê.


Na página de Facebook da Junta de Freguesia as pinturas foram dadas por concluídas. Pelos vistos não estão. Ficou a meio caminho.


Mas não fiquemos por aqui. 
Os bandos públicos da vila foram pintados, restaurados ou mesmo colocaram-se novos bancos. Mais um trabalho que ficou a meias. Os bancos junto à dita matriz ficaram a ver navios, tal como denunciamos aqui. Depois da situação ter sido tornada pública, o assunto foi relativamente tido em conta pois com estes bancos não houve cuidados de maior. Uma camada de verniz para atamancar e «vira-te ó Maria».



Mas se os bancos foram, ainda que minimamente, tratados já o mesmo não se pode dizer dos corrimões de ferro das escadinhas. Esses ficaram para as calendas gregas.
Na verdade, os corrimões da escadaria da matriz foram colocados, salvo erro, em 1992. Em vinte e poucos anos, se viram tinta uma vez já foi muito. Actualmente estão no estado que as imagens mostram. Já mereciam um toquezinho.
Falta sempre aquele pormenor.


Corrimão colocado em 2010 mas já a merecer ser pintado 




Colocados em 1992, desde então poucas ou nenhumas vezes viram tinta. Estão no estado que as imagens mostram


E por fim, temos o caso da rua acima. Durante este Inverno ocorreu ali uma ruptura e substituição de uma conduta em amianto por uma outra em PVC. Para começar, os trabalhos demoraram semanas com a vala aberta. 
Entretanto tudo ficou devidamente tapado mas asfalto nem vê-lo.





E pronto, tá aqui. Mais um embuste desmascarado para toda a gente ver.
Tal como antes, e como é apanágio no Torrão, fica sempre tudo pela metade. O resto é propaganda.

domingo, junho 21, 2015

Assembleia de Freguesia do Torrão reúne dia 29, sofre primeira baixa e vê segunda alteração ao Orçamento



A Assembleia de Freguesia do Torrão reunirá na próxima Segunda-feira, dia 29 de Junho, a partir das 21 horas, em cuja sessão ordinária irá ser investido um novo membro e eleito um novo 1º Secretário da Mesa. A sessão vai ficar ainda marcada pela segunda alteração ao Orçamento do corrente ano do qual os torranenses nem sequer conhecem a versão original.

DISTO NEM NO AFEGANISTÃO


No Torrão, de há uns anos para cá, a política desportiva local chega a ser criminosa. O recinto desportivo do extinto clube Torino Torranense é hoje um campo de cardos, palha, vespas e pó e está num estado de degradação absolutamente lamentável.

Quem quiser correr no local ou aproveitar as balizas para fazer elevações terá que se sujeitar a tais condições.


quarta-feira, junho 17, 2015

Estudo sobre ranking dos melhores municípios portugueses para viver, investir ou visitar revela dados preocupantes relativamente a Alcácer do Sal




O estudo da City Brand Ranking divulgado recentemente e que avalia o desempenho dos municípios portugueses nas categorias viver, visitar e investir mostra que o concelho de Alcácer do Sal ocupa o último lugar entre todos os concelhos do Alentejo Litoral e o penúltimo lugar entre todos os concelhos que fazem parte do distrito de Setúbal.
Alcácer do Sal ocupa o 135º lugar a nível nacional e o 17º lugar entre os 58 municípios do Alentejo.
O estudo mostra ainda que Alcácer desceu duas posições em relação ao ano anterior.
Entre os concelhos da Alentejo Litoral, Alcácer figura no último lugar, bem distante do município melhor colocado: Sines.
Em relação ao distrito de Setúbal, só o concelho da Moita ultrapassa Alcácer.
O estudo é elaborado com base no cruzamento entre dados estatísticos pré-existentes (população, percentagem de criação de novas empresas e dormidas por habitante) e em pesquisas feitas na internet sobre a totalidade dos 308 municípios portugueses, a que se junta o desempenho de cada concelho, quer no seu site institucional, quer nas redes sociais.

terça-feira, junho 16, 2015

Entre Junho e Agosto: Explosões vão ocorrer a menos de 1km do Torrão

A empresa RCC vai proceder, entre os meses de Junho e Agosto, no horário compreendido entre as 12 e as 14 horas, a rebentamentos, com recurso a explosivos, do solo rochoso junto ao pego do Moirão com vista a permitir a passagem do canal do 4º Troço do Circuito Hidráulico de Vale do Gaio.
A empresa alerta para os perigos da projecção de objectos e emissão de gases e ainda para o ruído e recomenda a não aproximação ao local e o respeito à sinalização da obra bem como dos avisos sonoros.
Os avisos sonoros consistem em 3 toques curtos cinco minutos antes da explosão, 2 toques curtos dois minutos antes da detonação, 1 toque curto imediatamente antes do rebentamento e 1 toque longo após o rebentamento com sucesso.


Cartaz com informação à população


Carta do Torrão (Escala 1:25000) com a indicação do local das detonações assinalado com o círculo a vermelho




Fotos do local onde irão decorrer as detonações e onde está bem explícita a natureza geológica do solo

sexta-feira, junho 12, 2015

Agrupamento de Escolas do Torrão elege novo Conselho Executivo


O Agrupamento de Escolas do Torrão elegeu na noite de hoje uma nova Direcção. Os resultados foram conhecidos por volta das 21 horas sendo eleito o professor de Física-Química, Jorge Magarreiro. O Conselho Geral do referido agrupamento, a quem compete a eleição, é composto por onze elementos - representantes dos professores, pessoal auxiliar, Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Junta de Freguesia do Torrão, Associação de Pais e Encarregados de Educação e GNR.
Para além de Jorge Magarreiro concorreu ainda ao cargo o actual presidente da Direcção, José Correia.
Segundo informações recolhidas junto de algumas fontes, Jorge Magarreiro recolheu oito dos onze votos dos conselheiros e José Correia apenas três.

quarta-feira, junho 10, 2015

Uma mão lava a outra

Se há quem pense que as coisas são ao acaso, desengane-se. E porque todos devem saber o porquê de certas coisas, coisas essas que passam despercebidas aqui vamos mais uma vez mostrar o que estará muito provavelmente por detrás de certas escolhas no que à contratação de artistas por parte da Câmara de Alcácer diz respeito. É óbvio que tal não se verifica com todos mas apenas com alguns. Mas quem vê toda a informação constata que as coisas dificilmente acontecem por acaso.

Alguém se lembra deste panfleto que foi distribuído na campanha eleitoral? Alguém ainda tem um exemplar?



 Então vamos abrir o dito e venham connosco.

Comecemos com a PIMEL. Tem um cartaz de «estalo» com Mickael Carreira e José Cid mas depois tem um ilustre desconhecido de seu nome Jaime Baptista. Porquê?



Ora quando abrimos o folheto encontramos o quê?

Bem podem suas excelências dizer que é maledicência, o argumento típico de quem não tem argumentos, pois contra factos...
Não, não é maledicência, é uma evidência.


Mas vamos seguir. Quem foi o cabeça de cartaz na festança do 25 de Abril?


 Exactamente; Vitorino. Mais um facto.

Ora vamos outra vez mergulhar na propaganda eleitoral, mais concretamente no dito folheto.
Aqui está:


Mas há mais. 
Segundo fontes bem colocadas, quem alegadamente seria o convidado na inauguração da PIMEL 2014 era nem mais nem menos que o ex-jogador do Benfica, Eusébio. Mas infelizmente Eusébio faleceu em Janeiro desse ano e acabou por vir Futre no seu lugar.

Mas porquê Eusébio, a fazer fé nas informações recolhidas?




Como se pode ver, há uma claríssima correlação entre ambas as coisas. Como diria o outro, não creio em bruxas mas que as há, há.
Posto isto, vamos dedicar-nos à adivinhação e extrapolação e desde já podemos afirmar que teremos certamente em Alcácer Xutos & Pontapés e touradas em cujo cartel figurarão os cavaleiros Joaquim Bastinhas e Sónia Matias.

Para além disso, ficamos a saber que os cinco mil euros pagos a Paulo Futre foram provenientes de patrocínios. Ora bem sabemos que os, ou pelo menos grande parte dos patrocinadores, não dão o patrocínio por serem beneméritos. Um dos patrocinadores foi mesmo a Herdade da Comporta que é como quem diz, a Rioforte. Estou mesmo a ver a família Espírito Santo a dizer: Epá, estes gajos da câmara são uns gajos porreiros; vamos lá dar-lhes uns milhares de euros para eles fazerem a festa".
É que depois vemos coisas destas e dá para desconfiar pois já se sabe, à mulher de César não lhe basta ser séria...

E como em política se costuma dizer que não há almoços grátis...

Moral da estória: Uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto.

Pedra no Chinelo acelera retirada do tampão

Estava mais que visto. O plano era manter o tampão até Agosto ou pelo menos o máximo de tempo possível mas a «lebre» foi levantada e o dito cujo também. Ainda assim demorou mais de uma semana mas mais vale tarde que nunca. Se para isso é preciso tanto tempo imagine-se para o resto.
TÁ VISTO.





ANTES: 31 DE MAIO DE 2015


DEPOIS: 10 DE JUNHO DE 2015

segunda-feira, junho 08, 2015

Afinal servem para quê?

Vai decorrer a vacinação anti-rábica anual aos cães, no concelho de Alcácer do Sal. A acção começa dia 11 do corrente mês e estende-se até ao dia 29.
Até aqui tudo muito certo mas pergunta-se. Para além da divulgação do costume porque é que este edital não foi digitalizado e disponibilizado no site e na página de Facebook do município?
Bem sabemos que o site, em pequena escala, e o Facebook, em larguíssima escala servem para propaganda mas é triste ver que em pleno século XXI, gente que ainda por cima se diz formada em comunicação não tire proveito e rentabilidade máxima das novas tecnologias de informação.
O mesmo estende-se em concreto à Junta de Freguesia do Torrão. Afinal para que serve ter um site e uma página de Facebook sendo que pela manutenção do site esta tem que despender um valor anual?
Bem, o Facebook serve para propaganda e coisas sem nexo e depois, claro, se não vierem ordens de Alcácer - e mesmo ordens internas - não há nada para ninguém ou não fosse este um simples e perfeito executivo-fantoche..
As únicas fontes de informação que há no Torrão são dois papeis, um afixado na vitrine na praça e outro na porta do local onde vai decorrer a vacinação, no antigo matadouro, ao pé do cemitério. Como passa ali muita gente é por isso que ali deve estar um exemplar.
E aqueles que moram nos montes? E todas as pessoas que não se apercebam? E...? Isto quando uma larguíssima faixa da população do Torrão está nas redes sociais. Sem palavras!


Para todos os interessados, na vila do Torrão a vacinação irá decorrer no dia 17 de Junho, a partir das 10.30 horas, no local supra citado. Já nas restantes localidades da freguesia, a vacinação será um dia antes. No entanto basta clicar na imagem para ver toda a informação mais pormenorizada.
Aqui sim, toda a informação que conta e que interessa. Quem quiser saber mais venha aqui e não perca tempo a ir a sítios manhosos e de qualidade duvidosa caso contrário ainda apanha uma intoxicação - de propaganda balofa, claro.



CLIQUE NA IMAGEM PARA LER

domingo, junho 07, 2015

Alcácer do Sal vai receber o 1º Open de Damas

Alcácer do Sal vai receber no próximo dia 27 de Junho o 1º Open Nacional de Damas Clássicas Rápidas. O torneio será disputado, a partir das 14 horas, nas instalações do Grupo Desportivo e Recreativo do Bairro do Laranjal. Confirmadas estão já as presenças de damistas de vários pontos do país.
Alcácer do Sal inscreve-se no circuito das damas nacionais pela mão de Leonel Alexandre, amante da modalidade.
O primeiro classificado receberá um prémio no valor de 100 euros e ainda uma taça.




Ao povo do Torrão

Ó povo da minha terra
escutem o que eu vou dizer:
- O Torrão é muito lindo
tem muita coisa pra se ver.


Tem muita coisa pra se ver
mas ninguém lhe dá valor
Ali o Jardim dos Paus só lá tem uma flor.


Só lá tem uma flor
coisa que não fica bem.
Passam ali os turistas,
olham, não está lá ninguém.


Se passarem por Alcácer
o jardim é um vimeiro
só aqui para o Torrão
Alcácer não tem dinheiro.


Pró Torrão não há dinheiro
mas tem sido sempre assim.
Comunistas e Socialistas,
amigos, isto nunca mais tem fim.

Antónia Filipe

quarta-feira, junho 03, 2015

Uma terra moribunda

Eis uns singelos versos da minha autoria: «Uma terra moribunda». 
O bom combate também se faz com versos. Há que desmascarar esta moscambilha e acabar de uma vez por todas com o oportunismo, o amadorismo, a vigarice, a aldrabice e a estupidez políticas e apostar na seriedade, no rigor, na verdade e na honestidade. Esta terra e estas gentes são merecedoras de muito mais.


Uma terra moribunda

Os velhos a morrer
Os novos a emigrar
O Torrão a enfraquecer
Tudo está a acabar

Dizem que o Torrão tem vida
E que Alcácer vida tem
Mas todos estão de partida
E para aqui não vem ninguém

Até a electricidade falha
E o que é achado vai embora
Nem aos mortos há quem valha
Até os ossos vão na hora

A causa ao estorninho calha
Na primeira situação
Na outra é a lei que falha
Mas que sorte dum cabrão

E assim vai o Torrão
Devagar, devagarinho
Em tudo metem a mão
E o povo está caladinho

Paulo Selão

segunda-feira, junho 01, 2015

Os três mistérios do Torrão

À semelhança de Fátima, também o Torrão tem três mistérios - ou três segredos, conforme preferirem - para os quais até hoje ninguém conseguiu uma explicação cabal.
E que mistérios são esses?

1 - Cortes de electricidade



Vem este mistério em primeiro lugar porque o último grande corte de energia eléctrica no Torrão foi... há escassas horas e durou «só» uma hora e meia.
Este é um daqueles mistérios que tem duas explicações. Uma delas diz que há uma bifurcação neste ponto e que o Torrão ora é fornecido a partir de Évora ora é a partir da barragem e que quando o sistema está «indrominado» que acontecem as ditas falhas. Outra teoria mais bizarra dá conta de que serão estorninhos a provocarem os «blackouts». Acontece que os cortes podem ser a qualquer altura do dia ou da noite e com quaisquer condições atmosféricas. Estranho. Outra pergunta igualmente estranha: Só há estorninhos no Torrão?
Quanto ao corte desta manhã, provavelmente vão dizer que foi o transformador XPTO que estoirou. Pode acontecer mas calha sempre ao Torrão?


2 - A Igreja Matriz do Torrão


Mas há mais um mistério. Onde quer que se vá num raio de 70km do Torrão, só para não ir mais longe, todas as igrejas em todas as localidades vizinhas estão pintadas e arranjadas. Seja Alcáçovas, Vila Nova da Baronia, Viana do Alentejo, Ferreira do Alentejo, Alfundão, S. Brás do Regedouro, etc. Não há nem uma localidade onde a Igreja Matriz não esteja devidamente preservada. A título de exemplo ainda há pouco tempo a igreja das Alcáçovas sofreu um profundo restauro.
Vem-se para o Torrão, é o que se sabe. É uma carga de trabalhos. A explicação é que o IGESPAR, actualmente Direcção Regional de Cultura do Alentejo não permite que se pinte o edifício com tinta mas tão só com cal. Depois há ainda a tese que diz que a coisa é do Estado e não se pode pintar. E depois há ainda uma tese mais peregrina que dá conta de que a igreja não é pintada simplesmente porque pintor algum quer fazer o serviço.
Até o cata-vento da torre... caiu num dia de ventania, levaram-no para o estaleiro municipal e entretanto ninguém sabe dele. É bom de ver que já deve ter sido vendido como ferro velho. Com o dinheiro apurado no ferro velho fazem-se brutas jantaradas. A torre está bonita, como se pode ver.
Não, não a vale a pena só tomar medidas nos últimos seis meses de mandato. O mandato é de 48 meses e não de seis meses. A estratégia de fazer tudo no último semestre para alegrar os tolos já passou. Hoje em dia a memória de um mandato está à distância de um clique.


3 - O espólio arqueológico do Torrão



Outro mistério. Nem um caco do espólio arqueológico achado no Torrão fica na vila e porquê? Porque diz que a lei não o permite. É verdade. Segundo consta, os achados têm que ser levados porque a coisa é da competência do Estado e depois poderão eventualmente regressar se se fizer umas solicitações e tal. Mais uma história para burros.
Monte da Tumba, Centro Escolar do Torrão, Castelos, zona da passagem do Canal de Rega do Alqueva... não há nem um local onde o espólio não desapareça e no Torrão não fica nem um caco. Curiosa esta lei que é tão rígida no Torrão mas não nas redondezas. Há inclusive casos de herdades conceituadas onde se fizeram achados arqueológicos e o espólio está lá exposto em museus temáticos. No museu do Torrão depois o que temos em exposição é uma canastra, um tabuleiro carunchoso, um pão velho petrificado, uma foice e dois caniços e pronto, a justificar abertura todos os dias, gastos com electricidade e até dois funcionários. O regabofe total para os do costume pagarem, como diz o Sr. Jerónimo do PCP quando fala dos adversários políticos mas que não olha para o modus operandi dos seus camaradas.
Aliás, há ainda outra curiosidade: Nesta freguesia, e neste concelho em geral, todas as escavações arqueológicas ficam a meio.
O Monte da Tumba foi escavado há trinta anos. O que ali se achou foi por acaso, porque um cidadão belga ali resolveu construir uma casa. Entretanto pagou-se uma fortuna ao homem, o terreno foi expropriado e desde então nem derrubaram a casa para continuar a escavar, nem escavaram mais, nem preservaram, nem nada. Vão de vez em quando mondar as ervas para mostrar serviço.
Os Castelos foi a mesma coisa. Ainda nos anos oitenta derrubaram duas oliveiras centenárias. Passaram-se os anos, nem escavaram e o que estava escavado entretanto já está enterrado.
O Centro Escolar foi a mesma coisa. O projecto teve que ser alterado, gastou-se com essa brincadeira umas boas dezenas de milhares de euros e entretanto a escavação começou e não acabou. Inclusive fez-se alarido que se tinha achado um mosaico romano, a preto e branco e que era uma peça única. Pois a «peça única» está enterrada debaixo do pó. Nunca mais nada foi escavado e também aqui a estratégia passa por ir mondando as ervinhas. Temos ainda um caso curioso, que nada tem a ver com o Torrão mas que é ilustrativo: a escavação em Santa Catarina de Sítimos. Fez alarde a escavação. Andava tudo ufano porque se tinha encontrado um esqueleto de cão e que pela idade dos achados que este deveria ter sido o primeiro cão a ser domesticado na Península Ibérica. Morreu tudo na casca Nunca mais se ouviu falar do assunto, nem do Bobby. E já nem vamos falar do Museu Municipal, que está encerrado há anos. Um problema bicudo que vinha do anterior executivo mas que este prometeu que iria resolver. Já passou metade do mandato e se não dão corda aos sapatinhos ainda não é desta. Nós até sabemos porque é que aquilo não ata nem desata.
Portanto não é só no Torrão. Mas depois é ouvi-los falar do património histórico e da riqueza patrimonial.
Uma sugestão: Já que fazem tantas prestações de serviço, porque não fazem uma com uma empresa do ramo, como a Era, por exemplo, que em dois meses já escavou mais do que o gabinete de arqueologia da Câmara escavou em dez anos? À Câmara bastava só um ou dois arqueólogos e pronto. E claro que nem era para escavar pois já se vê que não dão conta do recado e cavar faz calos nas mãos. O conforto do gabinete é bem melhor. 
Bem sabemos que se calhar neste tipo de empresas não haverá família ou amigos para encaixar mas caramba não se deve(deveria) governar só a pensar nos amigalhaços.


Resumindo e concluindo, é caso para dizer, malditas leis estas que só se aplicam ao Torrão. Então nos outros lados tudo se resolve e no Torrão nada se resolve. Porque será? 
Se calhar a explicação nada tem de sobrenatural. É um caso de simples incapacidade e incompetência e ainda fraqueza. Falta gente que bata o pé e não ande a medo.
Só uma perguntinha para terminar: A quem interessará este estado de coisas?

domingo, maio 31, 2015

O tampão

Se há coisa que é sui géneris no Torrão é o tampão no lago da Praça Bernardim Ribeiro. A jogada é sempre a mesma: Depois da Feira Renascentista o tampão que é posto no lago fica e entretanto vão empalhando com a desculpa de fazer um bailinho durante a feira e outro no dia 15 de Agosto para manter o lago tapado como se não houvesse mais espaços no Torrão, como o coreto (o «elefante branco» do Torrão) por exemplo. Esta manobra é a prova provada de que o lago é dispendioso tanto em água como em electricidade. A outra opção é deixar a água apodrecer coisa que de Verão é um processo rápido em águas estagnadas.
Mais uma vez, não há distinção entre o que se faz agora e o que se fez no passado. Igualzinho, sem tirar nem pôr. É mais do mesmo.
O lago do Torrão, ora é uma charca de água podre ora tem um tampão. Até rima. Ao que chega o miserabilismo e a indigência mental.
Não se vê disto em lado nenhum. Vê-se no Torrão claro está. Quem quiser ver uma coisa rara já sabe.
Atrasos de vida é outra loiça.
Aqui só há duas opções: ou optam por escolher o lago e este deve estar ali à vista com águinha e tudo ou então que se tape e se avance para outra solução. Esta situação é que nem é carne nem é peixe, é apenas uma ilusão para enganar a malta.
E é assim que o Torrão tem vindo a ser (des)governado nas últimas décadas. Até quando este estado de coisas se manterá e esta gentuça irá continuar a mostrar a sua gritante incompetência? 
O Torrão só tem aquilo que merece. Há que mudar de vida quanto antes.


O lago da Praça Bernardim Ribeiro entaipado e abafado com um tampão de madeira. Agora fazem ali uns bailaricos para iludir os mais incautos. A sala de visitas do Torrão é esta. Está jeitoso.


A outra face original. Quando não tem o tampão é uma charca de água podre. Tudo como dantes no quartel de Abrantes.

O «elefante branco» do Torrão. O coreto foi construído para ficar a servir para as andorinhas fazerem ninho. 


Está bonito não está?



sexta-feira, maio 29, 2015

Os parentes pobres enriqueceram... mas pouco

No passado dia 12 de Maio chamamos a atenção (aqui) para o facto dos bancos junto à Igreja Matriz estarem desprezados ao invés dos que se situam na praça ou noutras «zonas nobres», o que revela que os Castelos são também o parente pobre da vila do Torrão.
Voltamos ontem ao local e constatamos que estes também já foram intervencionados contudo, contrariamente aos bancos da praça, que foram levados para o estaleiro municipal para serem devidamente pintados, estes foram pintados mesmo ali. Pintados que é como que diz; lambuzados. Um olhar mais atento permitiu ver que o produto deve ter sido aplicado directamente e do qual foi dada apenas uma camada. Um olhar atento permite ainda ver que só a parte da frente levou o dito produto enquanto a parte de trás ficou da mesma. Mais uma vez, a obra de fachada, a chamada obra para lavar a vista aos parvos. O que faz falta é iludir a malta.




Aqui pode-se ver o contraste entre a parte das tábuas que foi envernizada e a parte que ficou igual




É caso para dizer que os parentes pobres enriqueceram... mas pouco. Sempre ficou melhor do que estava e isto graças ao «Pedra» senão continuavam ressequidos.


ANTES: 12 DE MAIO DE 2015


DEPOIS: 28 DE MAIO DE 2015