sexta-feira, janeiro 24, 2014

Falta de condições das novas escolas é notícia principal na imprensa da região



Imagens: Diário da Região, edição de 24 de Janeiro de 2014


A falta de condições das novas escolas inauguradas recentemente na Comporta e no Torrão e do qual demos notícia aqui, faz manchete na imprensa regional de hoje.

Nós também reparamos

Imagem: Diário da Região, edição de 24 de Janeiro de 2014

TÁ AQUI:


É uma espécie de «patas de cavalo» em versão vertical. Gostinho tão duvidoso. Para além de ineptocracia... pirosocracia? Quo vadis, Alcácer?

Gravíssimo risco para a saúde pública em pleno centro de Alcácer do Sal

No coração de Alcácer do Sal esconde-se um gravíssimo risco para a saúde pública. Autoridades competentes têm conhecimento há muito tempo da situação mas o caso ainda não foi resolvido.

Texto: Paulo Selão e Vital Mirra
Fotografia: Vital Mirra


Um verdadeiro atentado e um gravíssimo risco para a saúde publica esconde-se bem à vista de todos em pleno centro de Alcácer do Sal. Na Avenida dos Aviadores, coração da cidade à beira Sado, encontra-se uma verdadeira jóia arquitectónica infelizmente em avançado estado de degradação. A sua fachada única é fotografada e admirada pelos turistas que visitam a localidade. A propriedade foi acupada no pós-25 de Abril e serviu de infantário. Entretanto foi abandonada e desde então o seu estado foi-se degradando.
Poucos conhecem porém que por detrás do edifício está uma autentica selva, propícia para abrigar todo o tipo de animais selvagens, inclusive ratazanas, um importante vector de perigosas doenças infecto-contagiosas. Moradores nos prédios vizinhos asseguram que já ali viram cobras com mais de metro e meio de comprimento. Já quem passar na avenida pode constatar a autêntica lixeira a céu aberto que se encontra na parte da frente à vista de todos.
 O caso torna-se ainda mais preocupante por  imediatamente ao lado se encontrar uma pastelaria e por um sem-abrigo, vindo do também devoluto edifício do cine-teatro que se encontra uns metros à frente, ali procurar agora refúgio, pondo em risco a sua saúde e segurança.
Tanto a delegada de saúde como a Câmara Municipal já têm conhecimento do caso há muito tempo. O anterior executivo camarário teve conhecimento do assunto. O ex-presidente da câmara, Pedro Paredes, deslocou-se inclusive ao local a pedido dos moradores que garantem que este olhou e viu mas entretanto nada foi feito. Também a nova vereadora do pelouro, Ana Soares, já recebeu fotos do local o qual visitou posteriormente. Da mesma forma, o novo presidente da mega-junta de freguesia de Alcácer do Sal, Arlindo Passos, tem conhecimento de toda a situação. Os moradores não escondem a sua apreensão e estão impacientes com o impasse e a demora na resolução do caso, facto que consideram inaceitável.
O principal argumento das autoridades competentes para a demora na resolução do caso prende-se com o facto desta ser propriedade privada.












quinta-feira, janeiro 23, 2014

Centros escolares da Comporta e do Torrão foram mal projectados e têm que sofrer alterações



Os centros escolares da Comporta e do Torrão, inaugurados há menos de três anos, terão que vir a sofrer obras de modificação devido a erros de projecto. A informação foi dada na reunião de câmara de hoje pelo respectivo presidente aquando da discussão do ponto «Análise e votação da proposta referente à empreitada: construção do Centro Escolar do Torrão» (ver aqui). O autarca referiu que este encargo é um processo pendente desde a construção dos centros. No seguimento, Vitor Proença informou o restante executivo que recebeu a Delegada Regional de Educação do Alentejo (DREA), Maria Reina Martin onde esta informou que visitou as referidas escolas e constatou que não é possível continuar a manter o Centro Escolar da Comporta na forma como está construído alegando que este tem que ser modificado e que caberá à câmara proceder às alterações sendo que se passa situação semelhante no Torrão.
Este é o principal motivo que leva a ter que se fechar rapidamente as contas com o encargo da empreitada sob pena de perda de fundos de comparticipação. O edil salientou ainda que este dossier já devia estar fechado há quase um ano.
Os erros de projecto apontados pela delegada regional não deixaram de causar estranheza pois o projecto foi acompanhado a par e passo pelo organismo regional. Afinal agora é alegada má construção e sub-dimensionamento das salas de aula dos recintos sendo que terão que ser demolidas algumas paredes.
A câmara vai destacar um técnico para estudar o assunto o qual terá acompanhamento da delegada regional. No entanto terá que se proceder rapidamente ao fecho das contas.
Ainda na reunião de câmara, Vitor Proença não deixou de apontar mais erros de gestão ao executivo anterior, informando que haverá cerca de 400 mil euros investidos em existências nos estaleiros municipais sendo que 70% é lixo. A gestão de Isabel Vicente à frente do respectivo pelouro, no anterior mandato, também foi posta em xeque quando Proença deu conta de que a Câmara de Alcácer enfrenta um processo em tribunal por dívida de «valor avultado» com encargos de uma «plotter» (impressora de grandes dimensões) da Xetcopy. A vereadora socialista agora na oposição contestou a acusação e alegou que o pagamento não foi efectuado porque a câmara não paga adiantado e porque o serviço prestado não estava a ser de boa qualidade.

Assalto a bombas de gasolina deixa marcas bem visíveis

Eram bem visíveis esta manhã as marcas do assalto ocorrido na noite de ontem às bombas de gasolina da Fueltejo à saída norte do Torrão. Pouco passava da meia-noite quando terá soado o alarme.
As imagens recolhidas esta manhã mostram o cenário e os vestígios da ocorrência. Tal como a última fotografia mostra, os meliantes cortaram o toldo nas traseiras do recinto para se introduzirem no interior do establecimento. Segundo dados recolhidos ainda ontem à noite, terão sido furtados maços de tabaco e a caixa registadora.
O posto não abriu esta manhã como é comum e na porta principal estava afixada uma nota a justificar o encerramento do espaço devido à visita nocturna dos amigos do alheio.















Bombas de gasolina acabam de ser assaltadas

As bombas de gasolina da Fueltejo foram assaltadas há instantes. Pouco passava da meia-noite quando terá decorrido o assalto. Segundo informações acabadas de recolhar no local, os assaltantes terão entrado no café pelas traseiras e consumado o assalto pondo-se em fuga a pé, até ao local onde teriam uma viatura à espera, mal soou o alarme.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Isto só visto

O polo do Torrão da biblioteca municipal está a ser alvo de pequenas obras, isto é, reboco em zonas que sofrem infiltrações, pintura e limpeza. Até aí tudo muito bem. O que é surrealista no meio disto é que a mesma continua aberta ao público (!!!) enquanto os funcionários municipais procedem aos trabalhos. Só nesta terra é que se observam pérolas destas. Isto deve ser caso inédito e sinceramente cada vez me convenço mais que este concelho e esta freguesia em particular deviam ser um caso de estudo. Não é por acaso que é do mais atrasado que há nos arredores.
Vamos lá a ver: O local está um caos. Quem quiser ler ou requisitar um livro não o pode fazer pois quem é que consegue encontrar seja que obra literária for com tudo de pantanas? Para além disso, o espaço está de tal forma impregnado, como é óbvio, de um insuportável cheiro a tinta que ninguém consegue ali estar. Gabo o estoicismo da funcionária que ali tem que estar sujeita àquilo durante horas. Ontem, nem uma hora lá estive e já estava a ficar nauseado. E como eu, certamente muitos outros utentes. E por fim, o funcionário que andava a pintar - e repare-se que estamos a falar de uma, supostamente, biblioteca - ainda se dava ao luxo de andar a assobiar de forma relaxada enquanto passava o rolo da tinta pelas paredes. É que se estivesse fechada... mas estava aberta, atente-se.
Hoje, é a zona dos computadores que vai ser pintada e estes estão a ser alvo de manutenção. Para além disso, não há wireless. Ora a somar ao facto dos livros estarem desarrumados e cobertos com folhas de jornal pergunta-se: Está a «biblioteca» do Torrão em condições de estar aberta ao público ou porquê e para quê é que está aberta ao público? Só se for para ir ver as obras. Mais ainda: Alguém já viu o que quer que seja aberto ao público enquanto está a ser alvo de obras?
 Mas isto cabe na cabeça de alguém? Quem terá sido a mente brilhante que teve tão genial ideia? Acaso fará ideia do que ali se passa? O que irão pensar os caríssimos leitores por esse mundo fora quando verem tal coisa? E se por acaso vier alguém de fora visitar a localidade e o espaço e ver aquele espectáculo o que não dirá? Muito provavelmente que isto é uma terra de gente parva, e não andarão muito longe da verdade. Basta ver algumas coisas que aqui se passam que até fazem corar as pedras da calçada. Mas hão-de ser aqui todas denunciadas pois não nos calaremos perante tamanha falta de siso.
E ainda falta ver se a porta da casa de banho do dito espaço, que está a anos-luz de uma verdadeira Biblioteca, é reparada de forma a eliminar o ruído medonho que esta produz sempre que se move, desde praticamente a sua inauguração há oito anos (!!!), quebrando o silêncio que devia reinar numa Biblioteca digna desse nome.
Está visto que não basta apenas mudar as moscas. A coisa é mais profunda. É isto um concelho e uma freguesia com vida???!!! É mas é um concelho e uma freguesia com ATRASO de vida, isso sim... e pelos vistos é para continuar. Vamos ver onde isto tudo vai parar. Mas assevero desde já que a continuar assim não auguro grande futuro seja para o que for. Depois não digam que não avisei.
Entretanto observai as imagens. As fotos falam por si.











Nesta terra não há nada que resista VIII

Talvez ainda nem há dez semanas que as casas de banho públicas do Torrão estão abertas 24 horas e já apareceu uma situação. O suporte para o papel higiénico na casa de banho masculina dos sanitários da Praça Bernardim Ribeiro apareceu partido. É complicado assim.


O suporte da casa de banho masculina apareceu hoje no estado que as imagens mostram.

O fecho da porta da referida casa de banho também há muito que está partido, talvez do uso. Quando se proceder à reparação não esqueçam a porta e tentem pôr um fecho mais resistente.

Acordo ortográfico: acabar já com este erro antes que fique muito caro

O acordo ortográfico é uma decisão política e como tal deve ser tratado. Não é uma decisão técnica sobre a melhor forma de escrever português, não é uma adaptação da língua escrita à língua falada, não é uma melhoria que alguém exigisse do português escrito, não é um instrumento de cultura e criação.
É um acto político falhado na área da política externa, cujas consequências serão gravosas principalmente para Portugal e para a sua identidade como casa-mãe da língua portuguesa. Porque, o que mostra a história das vicissitudes de um acordo que ninguém deseja, fora os governantes portugueses, é que vamos ficar sozinhos a arcar com as consequências dele.
O acordo vai a par do crescimento facilitista da ignorância, da destruição da memória e da história, de que a ortografia é um elemento fundamental, a que assistimos todos os dias. E como os nossos governantes, salvo raras excepções, pensam em inglês “economês”, detestam as humanidades, e gostam de modas simples e modernices, estão bem como estão e deixam as coisas andar, sem saber nem convicção.
O mais espantoso é que muitos do que atacaram o “eduquês” imponham este português pidgin, infantil e rudimentar, mais próximo da linguagem dos sms, e que nem sequer serve para aquilo que as línguas de contacto servem, comunicar. Ninguém que saiba escrever em português o quer usar, e é por isso que quase todos os escritores de relevo da língua portuguesa, sejam nacionais, brasileiros, angolanos ou moçambicanos, e muitas das principais personalidades que têm intervenção pública por via da escrita, se recusam a usá-lo. As notas de pé de página de jornais explicando que, “por vontade do autor”, não se aplicam ao seu texto as regras da nova ortografia são um bom atestado de como a escrita “viva” se recusa a usar o acordo. E escritores, pensadores, cronistas, jornalistas e outros recusam-no com uma veemência na negação que devia obrigar a pensar e reconsiderar.
Se voltarmos ao lugar-comum em que se transformou a frase pessoana de que a “minha pátria é a língua portuguesa”, o acordo é um acto antipatriótico, de consequências nulas no melhor dos casos para as boas intenções dos seus proponentes, e de consequências negativas para a nossa cultura antiga, um dos poucos esteios a que nos podemos agarrar no meio desta rasoira do saber, do pensar, do falar e do escrever, que é o nosso quotidiano.
Aos políticos que decidiram implementá-lo à força e “obrigar” tudo e todos ao acordo, de Santana Lopes a Cavaco Silva, de Sócrates a Passos Coelho, e aos linguistas e professores que os assessoraram, comportando-se como tecnocratas – algo que também se pode ter do lado das humanidades, normalmente com uma militância mais agressiva até porque menos "técnicas" são as decisões –, há que lembrar a frase de Weber que sempre defendi como devendo ser inscrita a fogo nas cabeças de todos os políticos: a maioria das suas acções tem o resultado exactamente oposto às intenções. O acordo ortográfico é um excelente exemplo, morto pelo  “ruído” do mundo. O acordo ortográfico nas suas intenções proclamadas de servir para criar uma norma do português escrito, de Brasília a Díli, passando por Lisboa pelo caminho, acabou por se tornar irritante nas relações com a lusofonia, suscitando uma reacção ao paternalismo de querer obrigar a escrita desses países a uma norma definida por alguns linguistas e professores de Lisboa e Coimbra.
O problema é que sobra para nós, os aplicantes solitários da ortografia do acordo. O acordo, cuja validade na ordem jurídica nacional é contestável, que nenhum outro país aprovou e vários explicitamente rejeitaram, só à força vai poder ser aplicado. A notícia recente de que, nas provas – que acabaram por não se realizar – para os professores contratados, um dos elementos de avaliação era não cometerem erros de ortografia segundo a norma do acordo mostra como ele só pode ser imposto por Diktat, como suprema forma de uma engenharia política que só o facto de não se querer dar o braço a torcer explica não ser mudado.

Porém, começa a haver um outro problema: os custos de insistirem no acordo. A inércia é cara e no caso do acordo todos os dias fica mais cara. A ideia dos seus defensores é criar um facto consumado o mais depressa possível. É esta a única força que joga a favor do acordo, a inércia que mantém as coisas como estão e que implica custos para o nosso défice educativo e cultural.
É o caso dos nossos editores de livros escolares que começaram a produzir manuais conforme o acordo e que naturalmente querem ser ressarcidos dos seus gastos. Mas ainda não é um problema insuperável e, acima de tudo, não é um argumento. Passado um período de transição, pode voltar-se rapidamente à norma ortográfica vigente e colocar o acordo na gaveta das asneiras de Estado, junto com as PPP e os contratos swaps, e muita da “má despesa”. Porque será isso que o acordo será, se não se atalhar de imediato os seus estragos no domínio cultural.
O erro, insisto, foi no domínio da nossa política externa com os países de língua portuguesa, e esse erro é hoje mais do que evidente: os brasileiros, em nome de cuja norma ortográfica foram introduzidas muitas das alterações no português escrito em Portugal, nunca mostraram qualquer entusiasmo com o acordo e hoje encontram todos os pretextos para adiar a sua aplicação. No Brasil já houve vozes suficientes e autorizadas para negar qualquer validade a tal acordo e qualquer utilidade na sua aplicação. Os brasileiros que têm um português dinâmico, capaz de absorver estrangeirismos e gerar neologismos com pernas para andar muito depressa, sabem que o seu “português” será o mais falado, mas têm a sensatez de não o considerar a norma.
Nós aqui seguimos a luta perdida dos franceses para a sua língua falada e escrita, também uma antiga língua imperial hoje em decadência. Querem, usando o poder político e o Estado, manter uma norma rígida para a sua língua para lhe dar uma dimensão mundial que já teve e hoje não tem. Num combate insensato contra o facto de o inglês se ter tornado a língua franca universal, legislam tudo e mais alguma coisa, no limite do autoritarismo cultural, não só para protegerem as suas “indústrias” culturais, como para “defender” o francês do Canadá ao Taiti. Mas como duvido que alguém que queira obter resultados procure no Google por “logiciel”, em vez de “software”, ou “ordinateur”, em vez de “computer”, este é um combate perdido.
Está na hora de acabar com o acordo ortográfico de vez e voltarmos a nossa atenção e escassos recursos para outros lados onde melhor se defende o português, como por exemplo não deixar fechar cursos sobre cursos de Português nalgumas das mais prestigiadas universidades do mundo, ter disponível um corpo da literatura portuguesa em livro, incentivar a criatividade em português ou de portugueses e promover a língua pela qualidade dos seus falantes e das suas obras. Tenho dificuldade em conceber que quem escreve aspeto – o quê? – em vez de aspecto, em português de Portugal, o possa fazer.

José Pacheco Pereira, Historiador

segunda-feira, janeiro 13, 2014

O fim de uma era: remoção dos restos das palmeiras que deram nome a largo do Torrão

Os restos das antigas palmeiras - um património natural único da vila do Torrão - destruídas pela praga do escaravelho-vermelho (notícia aqui) vão ser removidos.
Com a remoção dos troncos e raízes que ainda subsistem termina uma era e o Largo das Palmeiras fica sem as árvores que lhe dão o nome. Desta forma sugere-se que se criem soluções para que o largo mantenha a sua autenticidade e originalidade. Que os trabalhos não se limitem apenas à remoção dos restos mas também à plantação de novas árvores. Sugere-se ainda que se plantem palmeiras de espécies menos susceptíveis de serm atacadas pela praga. Assim, ao invés de se voltar a plantar palmeiras da espécie Phoenix canariensis, que são as preferidas do escaravelho, opte-se por plantar palmeiras de outras espécies. Para além disso, criem-se medidas de combate à praga. A negligência e inépcia é que têm permitido a expansão da praga. Existem métodos de combate que são minimamente eficazes. Recordamos ainda que neste artigo existem vídeos que dão mais informações acerca do assunto.







sábado, janeiro 11, 2014

Alegada gestão danosa na Câmara Municipal de Alcácer do Sal é notícia de primeira página na imprensa regional: Vitor Proença fala em "situações de Ministério Público" nas contas da autarquia

O jornal regional, Diário da Região, dá destaque, na sua edição de 10 de Janeiro, à reunião de câmara que teve lugar no passado dia 9 de Janeiro a qual «aqueceu» quando a Vereadora da oposição, Isabel Vicente confrontou o Presidente da Câmara, Vitor Proença, acerca das suas declarações na última Assembleia Municipal, da qual foi dada notícia AQUI.



Fonte: Diário da Região, 10 de Janeiro de 2014

CLIQUE NAS IMAGENS PARA LER

Exposição no Museu Etnográfico do Torrão é notícia em jornal regional

Fonte: Diário da Região, 10 de Janeiro de 2014

Diário da Região: Maré Alta e Maré Baixa

Fonte: Diário da Região, 10 de Janeiro de 2014

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Alcácer do Sal: Torres Couto não aceita cargo de vereador

Torres Couto, eleito vereador nas últimas eleições autárquicas, que nunca chegou sequer a tomar posse, revela que não irá aceitar o cargo


Torres Couto, cabeça de lista do PS à câmara de Alcácer nas últimas eleições autárquicas não vai aceitar o cargo para o qual foi eleito, a 29 de Setembro do ano passado. A revelação foi feita hoje pelo Presidente Vítor Proença na reunião de câmara. De acordo com o autarca, Torres Couto terá enviado um e-mail para o Gabinete de Apoio à Presidência (GAP) dando conta da sua  «total indisponibilidade para integrar essa vereação».
Recorde-se que o PS perdeu as eleições para a CDU e que Torres Couto nunca chegou a tomar posse do cargo de vereador para o qual foi eleito por, aquando do acto solene, se encontrar fora de Portugal. De referir ainda que a situação permaneceu indefinida durante os últimos três meses sendo contudo perceptível e previsível a renúncia do ex-dirigente da UGT.
O Presidente da Câmara referiu que do seu ponto de vista, não tendo o eleito chegado a tomar posse e para não prolongar mais a situação, irá despachar o mail e enviar uma carta registada com aviso de recepção à então candidata e número cinco na lista de Torres Couto, Luísa Ferreira, a solicitar a sua presença na próxima reunião de câmara afim de tomar posse do cargo de vereadora da edilidade alacerense ao que a restante vereação, quando o presidente pôs o assunto à sua consideração, anuiu.


Assim sendo, e depois de David Perna assumir um lugar na vereação, por renúncia do eleito, Nuno Baião, será a vez da torranense Luísa Ferreira, gerente da Pastelaria Merendinha, tomar posse também ela do cargo de vereadora, acto que terá lugar daqui a duas semanas, na próxima reunião de câmara. Esta será assim a segunda remodelação do executivo camarário que tomou posse a 21 de Outubro último.




Luísa Ferreira será a senhora que se segue no executivo camarário

Imagem: Mais Alcácer Olhos nos Olhos (Facebook oficial da Candidatura do Partido Socialista às eleições autárquicas 2013)

A frase do dia

«Não vamos à procura dos casos. Eles vêem ter connosco».
Vitor Proença, Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal

Que monumento é este?

Certamente que muitos que passam na estrada Torrão-Alcácer do Sal, perto da aldeia da Barrosinha, já se aperceberam da existência de uma pequeno monumento na berma direita como quem vem de Alcácer para o Torrão. Outros certamente nunca se terão apercebido e poucos ou nenhuns terão alguma vez tido a curiosidade de parar, contemplar e procurar saber mais.
Esta despercebida e centenária pedra revela uma tragédia que ali ocorreu há quase século e meio e que alguém quis que ficasse cinzelada na pedra para os vindouros saberem.
Já conhecia muito bem o que ali foi colocado com a data do longínquo dia 4 de Outubro de 1870 - dia da tragédia? Dia em que foi colocado o monumento? - pois desde a primeira vez que ali passei e vi tão estranha coisa que tinha curiosidade - uma virtude ou um defeito que me acompanha desde sempre - de saber o que fazia aquela pedra ali no meio do nada e ainda para mais com um texto gravado. Que texto seria esse? Que facto, que palavras estavam ali? Quem as pôs e porquê?
Em 1997, pouco depois de ter tirado a carta e ter o meu primeiro carro, quando num primaveril dia de Maio regressava ao Torrão, vindo da Secundária (andava no 12º ano) ali me detive. É hoje, disse para comigo mesmo.
A passagem do tempo é implacável bem como os avanços tecnológicos. Hoje, pela primeira vez depois de quase 17 anos (!!!), ali parei pois hoje tenho a possibilidade de comunicar a uma escala como então não tinha e como tal queria partilhar com todos vós aquilo que tinha visto num dia em que muitos ainda nem nascidos eram.
Vou reproduzir o texto tal como está escrito na pedra. Aliás estou a complementar o que alguém fez então: divulgar a uma escala inimaginável para aqueles nossos antepassados, um acontecimento trágico que ali teve lugar no Outono/Inverno do distante ano de 1870. Apesar da ortografia ser antiga é perfeitamente inteligível pelo que não vou traduzir para português actual. Quando algum de vós, caro leitor, agora ali passar esteja atento e respeite.


AQUI PERDEU, E DE TENRA EDADE,
UMA EXTREMOSA MÃE O SEU LUÍZ
PERDEU-O PORQUE DEUS ASSIM O QUIZ
POR EFFEITO DE HORROROSA TEMPESTADE

PORÇÃO CAHIU DE ELECTRICIDADE
DOIS CAVALLOS MATOU E O INFELIZ
FICAM VIVOS UM TIO E OUTRO SE DIZ
ESTANDO TODOS JUNTOS. FATALIDADE.

COMPREHENDA LÁ A HUMANIDADE
OS OCCULTOS JUÍSOS DOS ALTOS CÉUS
IMPOSSÍVEL É DIGA-SE A VERDADE.

DO CORAÇÃO ARRANCA E LÁBIOS SEUS
UM SUSPIRO DE ETERNA SAUDADE
A TERNA MÃE, QUE LHE LEGA, OH MEU DEUS

4 DE OUTUBRO DE 1870












terça-feira, janeiro 07, 2014

Novas tecnologias: Jardim público também terá wi-fi

A Junta de Freguesia do Torrão pôs a circular um comunicado (imagem abaixo) no qual informa a população da existência de um ponto wi-fi na Praça Bernardim Ribeiro, tal como foi notícia aqui.
Ainda de acordo com o mesmo comunicado, um segundo ponto wi-fi irá ser instalado no jardim público ou, como referido no papel, jardim do coreto.




A comunicar é que a gente se entende




A Câmara Municipal de Alcácer do Sal, de acordo com o que está descrito no programa BASE, resolveu celebrar um contrato (por ajuste directo, claro está) de prestação de serviços na área da comunicação. O contrato terá a duração de 1392 dias (3 anos, 9 meses e 23 dias).
De acordo com a cláusula 4, o município dispenderá a módica quantia de 1250€ mensais - a que acresce o IVA à taxa legal em vigor - montante esse ao qual se acrescentará ainda as despesas relativamente às deslocações da pessoa (proveniente do Seixal) com quem o município celebrou o contrato.
Pode-se dizer assim que a promessa eleitoral de criar emprego já começou a ser cumprida sendo que não é para os habitantes deste concelho. Convenhamos ainda que num dos mais pobres concelhos do país com elevadíssimas taxas de desemprego, nomeadamente jovem, a câmara pagar um ordenado de 1250€ (duzentos e cinquenta contos) por mês e na área que é, convenhamos que é um luxo.
Quanto ao naturais e residentes, que emigrem, que vão apanhar fruta para os gélidos e alagados campos de França ou então para os estaleiros de obra da Bélgica, Holanda, Alemanha... (e não é no escritório a fazer engenharia) porque isto da emigração de luxo não é para todos.

domingo, janeiro 05, 2014

Novas tecnologias: Torrão já tem wi-fi

O Torrão entra em 2014 com novas tecnologias ao serviço de todos pois já dispõe de rede wireless ou wi-fi. Quem quiser aceder à internet já o pode fazer de forma gratuita. Para tal basta que se dirija à Praça Bernardim Ribeiro. O actual executivo da Junta de Freguesia dá assim cumprimento a uma promessa eleitoral do antigo executivo e que vinha já desde 2009.


EUSÉBIO: Uma justíssima e singela homenagem