quinta-feira, dezembro 08, 2011

Imagens reais

Descubra as diferenças



3 de Setembro de 2011





8 de Dezembro de 2011



Só para recordar:


"Este enorme buraco escavado pelas águas será gradualmente alargado em próximas chuvadas e se nada for feito, poderá no futuro pôr em causa a estabilidade do terreno junto à estrada e o deslize do terreno implicará uma possivel derrocada parcial da estrada pondo a segurança dos utentes em risco.
Mais uma a ter em conta".



O «gradualmente alargado» já foi claramente atingido. Mais uma vez, o Pedra no Chinelo avisou de antemão o que aconteceria e não se enganou.Veremos agora até onde irá ou até onde deixarão ir a previsão. Está nas suas (deles) mãos; inclusive a segurança dos automobilistas.
Câmara, Junta, Estradas de Portugal... seja quem for, é irrelevante. Relevante é agir.

Perigosamente real

As medidas foram colocar esta placa apenas??? Não é dificil adivinhar quem a colocou. E pronto, e assim se resolve o problema. Não cremos.
















Estas imagens não deixam duvidas acerca da perigosidade deste verdadeiro ponto negro






Emboscado no local e esperando. Assim se faz aqui no Pedra no Chinelo onde não há obstáculo e onde se buscam os melhores ângulos para as melhores fotografias e que se analiza o problema de várias vertentes para que não fiquem duvidas. Arrepiante.































Um enorme buraco na berma da estrada pouco antes da ponte abre-se devido à erosão do solo provocada pelas chuvadas e pelo arrastamento de terras a montante.
Apela-se à precaução de quem ali passe nomeadamente camionistas. É que se dois camiões se cruzarem naquele ponto e o que circule do lado do buraco se chegar demais para a berma, o solo poderá não aguentar e ceder. Apela-se a que se afastem da berma neste ponto.
Apela-se ainda a quem de direito para esta situação perigosa de forma a resolver o assunto de uma vez e não de improviso. Não; não basta a retroescavadora da Câmara jogar duas ou três baldadas de terra para o buraco que isso não resolverá o problema da erosão e da (falta) coesão do solo.

Ficou, fica e ficará assim?












Aquando do arruamento no complexo das piscinas, ainda durante o consulado da CDU, os serviços, ou porque faltaram as peças ou porque acharam que assim ficava bem, assim deixaram este «passeio». O que é facto é que assim ficou e assim permaneceu até hoje e pelos vistos assim ficará. Agora que os passeios da zona estão a ser acabados, bem que se podia terminar também este serviço incompleto. Veremos se se marcará a diferença ou não. Ficará assim?

domingo, dezembro 04, 2011

Não há pai para o Pedra no Chinelo



Serviço completo desde lá de cima até cá abaixo. Espelho novo e pilaretes para não encostarem viaturas e não darem a este o mesmo fim que já deram a outros. É uma verdadeira limpeza, uma verdadeira maravilha, diria mesmo, uma dádiva dos Deuses.

Quem os viu e quem os vê...

sexta-feira, dezembro 02, 2011

A mensagem do Rei

Essa é que é Eça

Se há alguém que não estranharia nada e até faria estragos se cá voltasse, esse alguém seria Eça de Queiróz.
Quem não conhece o grande escritor, e há muita gente que infelizmente não conhece, incluindo alunos de secundário... e até universitários, e se não forem mencionadas datas, muitos dirão que este Eça é um individuo atento que anda por aí a passear-se pelo século XXI.
Por outro lado, se ele por cá aparecesse de novo, muito se espantaria por ver que em cento e tal anos nada mudou... ou talvez não ficasse nada espantado. Espantosos são estes escritos:

“Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más:
– mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito.
Hoje crédito não temos, dinheiro também não – pelo menos o Estado não tem:
– e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela política.
De sorte que esta crise me parece a pior – e sem cura.”

Eça de Queirós, in “Correspondência” (1891).

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Certo, certo é que elas vão aparecendo

E ao fim de cinco dias... já temos reflexo. Já havia preocupação mas parece que foi apenas uma desconcentração passageira. Tudo está bem quando acaba bem. O espelho está colocado... agora vamos lá ver se não partem este também.
Agora curioso é o facto de alguns dos leitores torranenses do Pedra, abordarem o seu autor para comentarem e dizerem que está bom e depois dizem: «epá eles dizem que é só parvoíces, que só escreves é parvoíces», eles - alguns; pela expressão sei bem quem são, quem gosta de empregar essa palavra - os do sistema entenda-se, que o fazem no sentido de desvalorizar não só o conteúdo do blog como o autor. Nada que não tenhamos dito aqui. Mas depois essas mesmas pessoas rematam com um «o que é certo é que as coisas vão aparecendo feitas».
E efectivamente isso é que realmente interessa. Não deixa contudo de ser triste e caricato tais afirmações. Por um lado, alegando que um blog que tem quase 100.000 (cem mil) leitores, que é lido em todo o mundo, que está linkado em vários blogs da blogesfera nacional como uma referência, que é o blog de referência do Torrão, que dá a conhecer para o bem e para o mal a vila só tem «parvoíces». Então toda esta gente gosta de parvoíces? Então se gostam de parvoíces, são parvos. Por outro lado, ao afirmarem tal, significa que conhecem o conteúdo e se conhecem o conteúdo é porque vêm cá ler, como efectivamente vêm como se pode demonstrar «ad nauseam»; se vêm ler parvoíces então... ah pois... pela boca morre o peixe.
Afirmações dessas não enganam ninguém e ninguém deixará de vir por isso e quem topa tais dislates e tonterias no fim diz: certo, certo é que tu escreves e as coisas vão aparecendo. Como quem diz, é só parvoíces mas eles vão lá (cá).
Bem aquilo que eu tenho que dizer a esses «espertos» é o que se costuma dizer pelos Brasis: "Isso, «mi» engana que eu gosto".
E para terminar, e já que vem a talhe de foice, aqui fica uma quadra do grande António Aleixo, para inspiração divina de algumas mentes entorpecidas:


São parvos, não rias deles;
deixa-os ser que não são sós.
Às vezes rimos daqueles
que são melhores do que nós.



Tchau ou melhor, inté

É como do dia prá noite






A nódoa






Já nem sabemos se é chico-espertice, se é burrice mesmo. Geralmente um muro leva uns furos, chamados boeiros para propiciar o bom escoamento das águas.

Aqui, ao pé do novo pavilhão e centro escolar, não se sabe se lapso, se por economicismo, se para evitar que o passeio ficasse molhado. Se calhar havia esperança que os terrenos fosssem mais permeáveis e a água se escapulisse para baixo. Escapole-se sim mas é pelo muro e para o passeio... a pouco e pouco.

Apela-se à precaução de quem por ali passeie pois o lisminho torna o passeio mais deslizante.

Fica o aviso aos incautos, o apelo aos serviços e, já que agora são tantos os sinais por aí plantados, que proliferam que nem cogumelos (tem graça que agora é tempo deles; dos cogumelos entenda-se) e que os há de todas as cores e feitios, aí fica a sugestão de um para colocar no local.

Os 40 Magníficos



Arriscaram tudo por um ideal - Portugal!
No dia 1 de Dezembro de 1640 um grupo determinado de portugueses procurou recuperar a independência do seu país, convidando o futuro Dom João IV a assumir o trono como garante dessa independência e da nossa soberania. Ao fim de 28 anos e de uma guerra sangrenta contra uma das maiores potências mundiais, conseguiram. Esta data merece ser relembrada e a memória dos heróis de 1640 celebrada.

Vivam os Conjurados
Viva Portugal

Como é que é possivel?

Pergunto como é que é possível querer impôr o federalismo europeu a todo o custo quando mesmo no seio de alguns estados membros existem tensões, rivalidades entre povos e pulsões independentistas? Temos exemplos: valões e flamengos na Bélgica, catalães, bascos, galegos, castelhanos em Espanha, lealistas e republicanos na Irlanda do Norte... Povos europeus, completamente distintos, alguns rivais desde sempre (embora acredite que atenuadas e que a Europa não se balcanize), com línguas diferentes, culturas diferentes, mentalidades diferentes... Dizem que caso contrário a Europa entrará em guerra, haverá ditaduras. Penso que os povos europeus, ainda para mais no século XXI, com toda a informação e mentalidade dos cidadãos não permitirão que a situação para aí evolua. Receio que possa evoluir sim se certas soluções foram forçadas, impostas e assumam a forma de uma solução final.
Tal solução só poderá advir do consentimento de todos e quem não quiser não entra ou se não gostar da forma como as coisas estejam a evoluir é livre de sair. Não podemos dizer que a democracia só é boa ou só é para exercer quando o resultado «nos» interessa. Ainda me estou a lembrar dos referendos em que quando a resposta obtida não era a pretendida, insistia-se até a resposta «certa» ser dada e depois já não haveria lugar a mais referendos. E depois há outros que nem um referendo fizeram, nem uma pergunta foi feita ao seu povo. Assim de repente estou a lembrar-me de uma certa repúbliqueta à beira-mar plantada.
Seja como for, parece que ainda há alguns que insistem em meter um elefante numa gaiola para canários... e tem que entrar dê lá por onde der. A abertura da caixa de Pandora está nessa condição e não se alguns quiserem ou tiverem que sair do Euro ou quiserem sair da União Europeia.
E porque não uma confederação de estados independentes e aliados? A coisa enquanto CEE funcionou. Ao querer ir-se mais longe não se terá ido longe de mais?
Uma pergunta para terminar: Alguém tem ouvido a Turquia, que andava mortinha para entrar, insistir na sua entrada na UE? A polémica que havia em torno da entrada na Turquia pura e simplesmente esfumou-se... assim como o génio da lâmpada de Aladino das Mil e uma Noites.

A derreter de forma acelerada

A situação do Euro é bastante mais grave e delicada do que aquilo que nos querem fazer crer. Passos Coelho assumiu-o ontém de forma implícita ao anunciar que temos que estar preparados para todas as eventualidades.
Sempre achei que o Euro podia ser bom para Portugal. O que vimos porém foi o inverso. Agora parece claro que Portugal entrou à força, à martelada, tinha que entrar independentemente da coisa ter sido mais ou menos estudada, ponderada... à portuguesa; vamos e depois logo se vê. Repare-se que o Euro começou a circular em 2002. E em 2003 começa a instabilidade, estala a crise. Foi no Governo de Barroso, do Portugal de tanga, do aperto do cinto, do déficit... até hoje. Diziam que em 2005 a crise passaria, depois perante a persistência, seria em 2008, 2010, agora fala-se em 2014...
A coisa começou logo enviesada. Toda a gente tinha a percepção de que «este dinheiro desaparece num instante». Enfim... estranhavam. Ao princípio é compreensível. «Primeiro estranha-se e depois entranha-se» já dizia Pessoa. Mas estranha (ou não) e da qual ninguém falou foi da inflacção. Os preços foram inflacionados em alguns casos em 100%. Um jogo de matraquilhos ou uma bica que custavam 50$00 passaram a custar 50 cêntimos. A quantidade é a mesma o promenor é que a unidade euro equivalia a 200 unidades de escudo (0,50€=100$00). Acertaram-se valores e pôs-se tudo a 1,00€. Um molho de salsa ou coentros, 200$00... o custo de vida encareceu por chico-espertice.
Já em 1992 eu dizia que os estrangeiros estarem a dar milhões a Portugal a troco de nada não podia ser. Que ia dar barraca. Que no futuro iriam querer algo em troca. Como dizia, na fábula, o burro - que carregado olhava para o porco que comendo e folgando o observava gozão - «amigo olha que isso de comer sem trabalhar em alguma coisa há-de dar» e o porco despreocupado e zombão ria, ria do burro e da sua situação até ao dia em que o asno passa, na sua labuta diária, e vê o suíno a estrebuchar numa banca de pau, vira-se para ele e em tom pesaroso o indaga: «Lembras-te amigo de eu te dizer que isso de comer sem trabalhar nalguma coisa haveria de dar?» Foi a última coisa que ouviu.
Atiram-mo-nos, ou melhor, atiraram-nos de cabeça. É claro que a união económica favorece as economias mais fortes. Podia favorecer todas, podíamos ter aproveitado não fossem os milhões recebidos cairem nos bolsos de alguns e dos quais se começa agora a vislumbrar o paradeiro de uma fracção. Pormenores!
É interessante o exercicío de conturcionismo que presentemente alguns por cá fazem: por um lado não querem nem pensar em sair do Euro mas por outro insurgem-se contra os diktats da Alemanha. Só há dois caminhos: o orgulhosamente sós de Salazar ou o humilhadamente acompanhados na Europa. Não nos precavemos...
É claro que a Alemnha tem toda a razão quando se arroga o direito de pôr condições. Paga! E quem paga manda, como diria Ferreira Leite. Tem razão. Querem o quê? Que os alemães paguem e calem? Beneficiam, dirão. De economias em ruínas que sobrecarregam o sistema, cadáveres que têm que ser carregados em ombros? Vê-se... o benefício.
Qualquer um de nós não dá dinheiro - a menos que seja otário - investe-o, aplica-o e se vê que perde com isso deixa de investir ou então empresta, investe impondo condições, contrapartidas.
Outros querem mais federalismo, mais integração mas depois insurgem-se contra as imposições da troika (conjunto de três) a Portugal. Esquecem-se que dois terços desta são instituições europeias (o Banco Central Europeu e a própria União Europeia). Mais federalismo, mais imposição; menos federalismo, mais autonomia, mais irredutibilidade.
Agora, parece que o que dizia, há quase vinte anos, um simples rapaz de província, de 16 anos, que abandonara precocemente a escola, dois anos antes sem ter feito sequer o 9ºano, por razões que não vêm agora ao caso, tinha alguma razão de ser. Era na época do oásis português, dos tecnocratas, do grande economista Cavaco Silva que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava, da destruição, do desmantelamento da frota pesqueira, da agricultura, das quotas leiteiras, dos pagamentos para nada produzir...
Actualmente costumo usar uma alegoria: a da motorizada e a gasolina de avião. Comparo a economia alemã a um avião e a economia portuguesa a uma motorizada, uma lambreta, daquelas antigas, Zundap, Famel. O Euro comparo-o a gasolina de avião. Que a economia alemã aguente o Euro é natural. Mas receio bem que a fraqueza do sistema-económico finaceiro português advenha precisamente do facto de termos adoptado o Euro. A conclusão é que a economia portuguesa não se aguenta com uma moeda tão forte. É como se estivéssemos a injectar gasolina de avião numa motorizada. É claro que durante os primeiros instantes a motorizada ganha um «power», um rendimento como nunca teve, até ao momento crítico em que o motor colapsa. Como o combustível é forte de mais e o motor da motorizada frágil, esta caput
Receio bem que seja isso que esteja a acontecer às economias mais frágeis, nomeadamente a portuguesa... Caput. Será o fenómeno passível de ser revertido enfraquecendo a moeda ou, ainda mais difícil, fortalecendo e endémicamente frágil, economia nacional? Uma coisa parece clara: ou o Euro estoira de vez com as economias dos estados, nomeadamente os elos mais fracos ou as economias fracas rebentam com o Euro, como parece estar a acontecer. Quando um dos dois estoirar o sistema tenderá para o equilibrio e recuperará a estabilidade. Seja como for, nestas condições, o sistema é instável e insustentável; pelo menos instável a não ser que mudem alguns parâmetros. A coisa aguentou-se um periodo de tempo t mas a longo prazo a tendência parece ser de afastamento do ponto estável. Parece que esta obra de engenharia finaceira está para uma outra obra de engenharia (desta feita civil) ainda hoje paradigmatica e que teve lugar nos anos 40, nos EUA. Será o Euro, a Ponte de Tacoma da engenharia financeira e dos economistas e tecnocratas?

Para que não haja esquecimentos

Pelos vistos há memórias fracas por aí. No aparatoso acidente que envolveu altas figuras do Estado, os protagonistas agora não se lembram de nada, e é possível que efectivamente assim seja. Mas que é um esquecimento conveniente é.
Mas há outro acidente, que não pode ser esquecido. Foi este Verão. Assunção Esteves (Presidente da AR e 2º figura do Estado) teve um acidente de viacção como noticiou o DN. Eufemismo; Assunção Esteves CAUSOU o acidente, podemos concluir quando lemos a notícia na íntegra. Um peão, uma idosa ficou gravemente ferida e é natural que esta não sem lembre de pormenores, agora quem saiu ileso certamente que não ficou amnésico.
A não esquecer.

quarta-feira, novembro 30, 2011

E assim se mina a economia de um país

O jornal local de Évora, O Registo, dá conta, numa recente edição, de que a empresa de aeronáutica brasileira Embraer, que vai instalar uma unidade industrial justamente em Évora, está apreensiva com as dificuldades logísticas que terá eventualmente que vir a enfrentar. A preocupação deve-se à dificuldade de escoar os produtos da fábrica para os portos nacionais, tendo vindo a ser encetadas reuniões entre os responsáveis da empresa e as autoridades portuárias, nomeadamente de Sines. O artigo é claro ao ponto de particularizar os condicionamentos rodoviários entre Évora e Sines.
No limite, a Embraer admite levar os componentes para Bilbau, Espanha, onde existe uma plataforma logística, de onde poderão ser posteriormente levados para o Brasil.
Não sendo uma prioridade, tal configura-se como um plano de contingência, nas palavras de Luiz Fuchs, Presidente da Embraer Europa.
Há mais de 12 anos que se anda a falar do IC33. Uma via que ligaria Évora a Sines. Um projecto que, também ele, não tem forma de ver a luz do dia embora por outro motivos.
Era toda uma região que poderia vir a beneficiar do traçado, em particular o Torrão, e do qual demos conta aqui, relativamente ao último projecto no entanto temos uma Quercus que tem vindo a fazer o favor a todos de sabotar sucessivamente a concretização de tal obra, como também já demos aqui conta - parece eu que sou bruxo. Mas não, o segredo é pensar só um pouco e juntar as peças do puzzle.
Não deveria ser este o impulso que faltava para arrancar de vez com uma via de enorme potencial estratégico e de crucial importância para Portugal, para uma região? Está aqui uma oportunidade d'oiro que se arrisca a ser vista por um canudo, ouro que nos arriscamos a entregar ao bandido, ou melhor dizendo, a Espanha.
Assim Portugal dificilmente passará da cepa torta. Assim é de facto deveras difícil. Só um milagre é que salvará Portugal. E que milagre; o santo tem que ser bastante potente, poderoso mesmo.

Projectos leva-os o vento



Se há coisa que abunda e está na moda por estes dias, por estas bandas são os projectos.

Ele há-os para todos os gostos. Assim saissem do papel se bem que outros talvez nunca devessem ter saido.

Se há local onde eles são apresentados em promenor é na Feira de Agosto que serve de montra ao projecto do ano.

Por exemplo, salvo erro em 2009, era o projecto de requalificação do Largo da Feira. Nunca mais se ouviu falar em tal.

Depois a seguir foi o projecto de requalificação e arranjo paisagístico da Zona H2 com a construção de um jardim e parque naquele lote deserto onde volta-e-meia pontificam alfaias agricolas e outros maquinismos.

Também ficou em águas de bacalhau.

Este ano foi o projecto de requalificação do edificio da antiga escola primária, onde futuramente irá ser, em princípio, instalada a sede da Junta de Freguesia. Também será para as calendas gregas?

Muito bom, muito bonito não fosse o pequeno pormenor destes projectos não serem de borla sendo que os projectistas fazem-se pagar a peso de ouro pelo que fazer projectos avulso...

Por exemplo, consta-se por aí por portas travessas que, alegadamente, só para alterar o projecto inicial do centro escolar, devido aos achados arqueológicos, foram desembolsados mais de 400.000€. Fosse como fosse, agora as escavações ali estão sem que o trabalho seja concluido, com um baldio, uma nódoa, uma terra de ninguém dentro do recinto, semi-selvagem e com a agravante de, cada vez que chove, serem lançadas à estrada terras e lamas; o tipico caso de «nem o pai morre e nem a gente almoça». Tudo leva a crer que está ali um potencial novo Monte da Tumba, em que as terras foram expropriadas nos anos 80 e desde então ali está tudo ao abondono.

Agora temos um projecto novinho em folha, datado de 23/11/2011, que, se for para ser concretizado, maravilha, senão... é mais um. De ressalvar porém o pormenor de que para construir as duas rotundas na variante do Torrão, terá que ser construida primeiro... a variante do Torrão. Convém... A não ser que se vão construir as duas rotundas na variante do Torrão sem haver variante no Torrão. Sabe-se lá, hoje em dia já se vê de tudo!


Entidade adjudicante: Município de Alcácer do Sal
Entidade adjudicada: Francisco da Encarnação, Unipessoal, Lda
Objecto do contrato: Elaboração do Projecto que inclui o Estudo Prévio e o Projecto de Execução das duas rotundas a construir na variante do Torrão
Data da celebração de contrato: 11-11-2011
Preço contratual: € 11.900,00
Prazo de execução: 90 dia(s)
Local de execução: Portugal - Setúbal - Alcácer do Sal

DAQUI

Prestar contas

Porque não é apenas em actos eleitorais que se discute e induz à discusão para depois remeter-se tudo ao silêncio dos deuses.
Aqui, saiba onde e como são aplicados os dinheiros do e no Município de Alcácer do Sal (Torrão incluido).

segunda-feira, novembro 28, 2011

Mas que grande pinhoada

Alcácer do Sal: Morador apresenta queixa na GNR e na autarquia
Corta caminho para praia e cais no Sado


Vamos lá a esmiuçar esta notícia:
Temos uma senhora, herdeira de uma propriedade que, a fazer fé no que é escrito, se arroga o direito de açambarcar um recurso hídrico (uma praia fluvial e uma parcela do estuário do Sado), situados na Herdade do Pinheiro, que, como se sabe, em Portugal são zonas de acesso público, estando interdito o corte dos respectivos acessos por parte de terceiros, recorrendo a manobras intimidatórias levadas a cabo por seguranças, e outros expedientes dos quais se dá conta no artigo.
Em particular, são cortados caminhos municipais. E atente-se nisto: caminhos municipais
E depois temos a declaração de um alguém qualquer da Câmara Municipal de Alcácer do Sal em que dá conta que esta, sobre este assunto, lava as mãos como Pilatos, afirmando que a edilidade nada tem a ver com o assunto; que «é um conflito de interesses que tem que ser resolvido em tribunal» e pronto. Até assusta a ligeireza com que se sacode a água do capote. Então é um conflito de interesses entre quem? A Câmara não será porventura parte interessada? Não terá mesmo nada a ver com isso? Então se os caminhos são municipais e se são cortados arbitrária e abusivamente não tem a Câmara uma palavra a dizer? A Câmara de Alcácer não se pode escudar cobardemente atrás dos tribunais. O mínimo que tinha que ser dito é que se iria averiguar a situação e que a fiscalização municipal ir-se-ia inteirar da situação e que quando o Município tivesse uma ideia mais concreta da situação iria agir em conformidade levando a cabo as medidas que entendesse mais adequadas. Mas não! O que é que preferiu dizer? Pois! Foi por acaso esta a resposta que foi dada a este munícipe? É este o tipo de respostas que temos a esperar da parte destes cavalheiros? Então para que serve a Câmara? Nem para zelar pelo património que tem sobre a sua tutela pelos vistos serve. Então se porventura alguém cortar ou se apoderar de um qualquer edifício ou terreno da Cãmara esta também aí encolherá os ombros impotente e envergonhada e timidamente afirmará que o Tribunal resolve e pronto?! A Câmara tem autoridade para agir, em conformidade com a lei, naturalmente, pois também é um órgão de poder. Assim desta forma, com este tipo de declarações, dá uma imagem de uma fragilidade atróz, de uma fraqueza política imensa, de uma tibieza de meter dó, de um mero apêndice político-administrativo. Quem respeitará tão depauperada instituição assim? Quem teria sido a mente brilhante que fez o brilharete de expôr desgraçada e desnecessáriamente, desta forma a Câmara e que pôs em causa a sua autoridade enquanto órgão de governo e centro de poder político locais?
Mais uma vez: amadorismo, político incluido, imaturidade e declarações avulsas, imponderadas e muito, muito infelizes e depois quem vier a seguir é que têm que andar a apanhar desnecessáriamente os cacos espalhados pelo chão.

Maldita a hora em que o Partido Socialista sancionou esta fórmula política e receio bem que se futuramente e em tempo oportuno persistir no erro será práticamente inevitável a sua perdição no Concelho de Alcácer do Sal.

Isto agora tá frio para andar de Vespa








O argumento usado pelo Sr. Ministro foi que se limitou a dar cumprimento a uma decisão do anterior Governo. O Governo de Sócrates agora é que as paga todas. Então o Sr. Ministro não poderia pura e simplesmente ter revogado a decisão se entendesse que esta era lesiva para o Estado? Não podia? Então outras decisões podem ser revogadas e esta não???
Mas quem é que esta gente quer enganar? Argumento tão peril; o típico argumento de «chico-esperto». Balelas...

* Relembre-se que em Junho, aquando da tomada de posse do actual Governo, Pedro Mota Soares, se fez transportar na sua scooter Vespa

Um sucesso



A acção de recolha de sangue e de angariação de dadores de medula óssea, levada a cabo pelos Bombeiros Mistos do Torrão e pela GNR do Torrão, e que teve lugar no passado Domingo, dia 27 de Novembro foi, nas palavras dos organizadores «um sucesso», tendo sido conseguidas «60 recolhas de sangue» e «80 dadores de medula óssea». Os organizadores agradecem ainda a todos os que colaboraram directa ou indirectamente na iniciativa.

Da parte que toca ao Pedra no Chinelo, foi uma honra e foi com todo o prazer e de forma abenegada que demos o nosso singelo contributo e cá estaremos para apoiar futuramente iniciativas similares.