sexta-feira, janeiro 30, 2015

MORADORES DESESPERADOS: Quinze meses à espera das caixas de correio

Os moradores da Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso, no Torrão, estão desesperados e à beira de um ataque de nervos. A razão prende-se com o facto do correio não ser entregue nas suas residências tendo estes que se deslocar ao posto de correios para o irem buscar.
A razão para tal deve-se ao facto destes locais estarem fora do giro do carteiro por se encontrarem a mais de 100 metros do percurso. Para esta zona ser englobada tinha que se alterar o giro ou o contrato de atribuição do giro. Tanto um caso como outro seria algo relativamente complexo e moroso.
A forma de contornar a situação passa pela construção, junto à estrada à saída do Torrão perto do largo da feira, de um bloco de apartados denominado BRIC, algo que aparenta ser muito simples de fazer. Contudo o assunto está pendente na Junta de Freguesia do Torrão desde pelo menos Novembro de 2013.
Inicialmente pensou-se num sistema semelhante ao que a foto abaixo mostra mas por receio de vandalismo pretende-se um bloco em alvenaria.




Segundo as nossas fontes, há já seis meses que os CTT ofereceram um bloco de dez apartados o qual está nas instalações da Junta desde então a ganhar teias de aranha.
A morosidade em desbloquear a situação tem levado os moradores da ermida e até mesmo os elementos da Paróquia ao desespero. Afectados são também os moradores da Horta dos Passarinhos e de outra propriedade onde está instalado um Hostel Rural.




Local onde poderia muito bem ficar a construção













Horta dos Passarinhos




Moradias na Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso


O que causa maior indignação e revolta é o facto do assunto estar pendente apenas por meia-dúzia de tijolos.
Segundo consta, parece que a câmara terá que fazer um projecto. Agora pergunta-se. Para fazer uma simples obra com duas ou três fiadas de tijolo serão precisos projectos? Projecto de arquitectura e projecto de engenharia com planta e tudo já agora.
Seja como for, quinze meses se passaram até agora e o assunto continua bloqueado - resta saber por quanto tempo. Se para o Verão a coisa já estiver concluída já se podem dar por felizes aqueles que têm estado literalmente pendurados e esquecidos. Mais um caso flagrante de péssima qualidade no processo de decisão e acção.
Parece pois que um período de tempo de 31,25% de um mandato não é suficiente para resolver um assunto cuja tarefa demorará certamente um ou dois dias. Quinze meses em funções e o novo poder autárquico não resolve um assunto que deveria levar apenas uns dias?!
Mais uma vez, é assim que se tratam os munícipes: Com desprezo e laxismo. Afectasse esta situação responsáveis, familiares ou amigos de suas excelências e certamente o caso já estaria resolvido.
Quase ano e meio para resolver um problema que afecta directamente quem ali mora é no mínimo incompetência, insensibilidade e desprezo para com as pessoas.
Para além dos particulares, também um pequeno investimento poderá ser afectado.
É assim que se defende o investimento no concelho?! É assim que querem que os investidores apliquem aqui o seu capital?!
Mais uma vez, está à vista. Ainda vamos continuar a apostar em incompetência pura ou, como dizem os britânicos, a apostar nos mesmos cavalos? Ainda vamos continuar a apostar em gente que tem a sensibilidade de um elefante numa loja de porcelanas? Que atraso de vida! Quem dá o que tem...
É nestas ocasiões que temos que recuar até ao período eleitoral de 2013 e recordar o que se dizia então.





Mais palavras para quê? É só ler.
É assim que depois querem pôr o concelho no mapa? - pelo menos é o que dizem!
Preocupem-se lá primeiro em pôr este tipo de infraestruturas no mapa e deixem o resto que isto de querer dar passos maiores que a perna dá maus resultados; deixem as grandes tarefas para os grandes homens que os há no concelho de Alcácer do Sal e reduzam-se a estas coisas. É que se para pequenos (mas bem importantes) projectos levam uma eternidade imagine-se para grandes projectos. Não seria em 4 anos que desenvolveriam Alcácer. Seriam precisos 40 anos... no mínimo! É que com este ritmo... tanto para remover postes eléctricos como para construir uma coisa com meia-dúzia de tijolos...
Definitivamente, não! E também não é com versos que a coisa lá vai.


terça-feira, janeiro 27, 2015

Vão ver-se gregos



Só quem anda desatento é que pode ter ficado surpreendido com os resultados vindos da Grécia e quem pensar que isto é um fenómeno passageiro desengane-se.
As eleições europeias de Maio foram um indicador de que as pessoas começam a ficar fartas dos mesmos políticos e políticas pífias de sempre. Não-lideranças, fraudes políticas, ignorantes, semi-analfabetos, gente incapaz, aventureiros da pior espécie.
Até agora têm vingado graças à ignorância geral mas lenta e gradualmente os cidadãos vão abrindo os olhos e duas tendências claras e inequívocas sobressaem: A abstenção ou a aposta em algo novo.
Todos aqueles que se insurgiam contra o status quo eram rotulados de populistas, demagogos, irresponsáveis, radicais, extremistas, etc enquanto eles, os partidos e políticos ditos tradicionais eram tidos por moderados, responsáveis, competentes, sérios como se só eles tivessem o monopólio da razão, da sabedoria e do bom-senso político. É o mesmo que fazer um juízo, naturalmente desonesto e arrogante, mas também parcial e subjectivo, de avaliação sobre as capacidades de outros cidadãos de darem o melhor ao seu país. No fundo, é o mesmo que fazer um tendencioso e descarado processo de intenções sobre o que se passa na cabeça de outros portugueses - tão bons, o que não é difícil, ou melhores do que eles - que querem exercer o direito de influenciar a organização política, económica, social e cultural do país seja não só ao nível do governo mas também ao nível dos concelhos e das freguesias e não limitarem-se apenas à condição de pagantes e votantes e nada mais.
Em lado algum está escrito que as condições de governabilidade ou as boas intenções de quem se candidata ao exercício de cargos públicos se esgota nas matrizes partidárias tradicionais - boa parte delas nascidas há mais de 100 anos, noutras circunstâncias e noutro contexto histórico e até civilizacional?
Estão à vista os bons resultados da suas políticas «responsáveis» e «racionais». Foi graças a elas que estamos onde estamos. Bravo! Irresponsáveis e ignorantes, isso sim.
A corja rendeira, os comensais dos regimes - PS e PSD com CDS na retranca mas também PCP, até porque detém boa parte das câmaras do país, mas também o BE, isto em Portugal - os tais que se assumem como responsáveis levaram países como Portugal (ou a Grécia, no caso o PS e PSD locais, isto é, o PASOK e a Nova Democracia) ao fundo com as suas políticas «responsáveis». Imagine-se se fossem irresponsáveis. Imagine-se!
Todos começamos a ficar fartos de um rotativismo bipartidário de virar o disco e tocar sempre a mesma música roufenha seja a que nível for, sejam os protagonistas quem eles forem. É preciso adicionar factores novos e desconhecidos na equação, na fórmula e ver o que sai dali. Experimentar.
Também em Portugal o fenómeno já começou. Atente-se nas últimas eleições autárquicas onde os movimentos independentes cresceram exponencialmente e onde, contra todas as expectativas, conquistaram inclusive a segunda maior câmara do país - o Porto. Também ao nível dos concelhos estamos a ficar fartos de uma falsa democracia, da dança de cadeiras entre os mesmos de sempre, de um bipartidarismo local.
Uma coisa é certa: Isto não ficará por aqui. É preciso começar a combater este sistema corrupto e podre, de compadrios, exclusivista onde só a família e os amigalhaços têm hipótese enquanto em todo o lado gente válida em diversas áreas é posta de lado, excluída, mandada para o desemprego e ainda estigmatizada pelos oportunistas de serviço como sendo eles os culpados, os que não trabalham porque não querem, isto se, por qualquer motivo, não emigrarem. Um sistema onde até para varrer ruas é preciso ter os «amigos certos». 
É preciso escolher líderes e pessoas que não façam dos cargos públicos um modo de vida, gente que tem como profissão por exemplo ser presidentes de câmara, autênticos salta-pocinhas, saltitando de câmara para câmara, fazendo desse exercício - por sinal extraordinariamente bem pago - um emprego. É preciso escolher gente que se identifique com o território que pretende administrar e não aves de arribação que vêm para poisar no poleiro mais alto, sujar os que estão em baixo cagando tudo à sua volta, grasnando alto e bom som e quando acabarem os recursos voarem para outras paragens desaparecendo tão rapidamente como apareceram sem que nunca mais alguém os veja ou oiça falar deles os quais serão bem recompensados por terem estado ao serviço de tudo menos daqueles que supostamente deveriam servir. É preciso ter cuidado e apostar em gente que quer servir o bem-comum e não gente egoísta e mesquinha que apenas se querem servir a si e aos amigalhaços. É preciso apostar em gente nova, descomprometida, válida. É fundamental elevar ao poder gente que não dependa de uma clientela voraz e incompetente que tudo ocupe, tudo coma e que não está disposta a dar a mínima hipótese a outsiders. É imperioso acabar com o parasitismo político que tudo seca à sua volta! É preciso apostar em gente válida, bem formada tanto a nível pessoal como a nível académico em todos os níveis administrativos e ir mudando o poder; o poder local, nacional e europeu.
As coisas já começaram a mudar e não ficarão por aqui. Desenganem-se também aqueles que pensarem que com a vitória do SYRIZA na Grécia, isto é uma viragem à esquerda e um abraço ao comunismo. Não é! Isto não é uma questão ideológica e tanto assim é que o SYRIZA, dito de extrema esquerda, não está com meias medidas e coliga-se com um partido de direita e independentista. Na Grécia foi o SYRIZA mas podia ser outro qualquer, na França pode bem ser a frente Nacional (direita), no Reino Unido, o UKIP de Nigel Farange e por aí fora.
As pessoas querem alternativas e uma mudança real e efectiva e não canalha política, fraudes e embustes políticos que prometem mudança, mundos e fundos e depois nem no estilo marcam a diferença, subjugados e capturados limitando-se a uma existência patética e cobarde esperando não haver tempestades no horizonte. As pessoas querem gente descomprometida com o passado e estão dispostas a pagar para ver. Podem ser de esquerda, de direita, do centro, comunistas, nacionalistas, ecologistas ou mesmo independentes - sim, independentes. As pessoas querem alternativas válidas, outros discursos outras caras e não as carrancas e as famílias de sempre muito menos ideologias em que grande parte delas estão ultrapassadas. Nem é preciso ir à Grécia. Basta ficarmos pelas nossas freguesias e observar.
O século XXI é o século da cidadania. Blogs, redes sociais, internet permitem pela primeira vez que todos estejamos interligados. Já não somos ilhas isoladas. Hoje partilhamos ideias e pensamentos de pessoas de todo o lado e de todos as classes sociais. Hoje, já não são os chamados fazedores de opinião, a grande maioria deles a soldo dos do costume, outros com agenda própria, que manipulam a opinião pública.
O futuro está aí ao virar da esquina! Só com vozes verdadeiramente independentes, que não têm que obedecer a uma cartilha e a uma disciplina partidária, ou descomprometidas que representem verdadeiramente os cidadãos e os empresários laboriosos dos concelhos, dos países ou da Europa, podemos começar a ambicionar mudar o regime e forçar as elites dominantes e corruptas a ceder espaço e desaparecer de cena como aliás aconteceu na Grécia. É preciso remover o lixo político e colocá-lo no seu devido local, isto é, na lixeira. Há que fazer uma limpeza geral e fazer jus ao slogan «Deite o lixo no lixo».
Acabou! Nós vamos chegar lá. É só uma questão de tempo.
Vão pondo as barbas de molho!

domingo, janeiro 25, 2015

PENSAMENTOS MANHOSOS – “Balbúrdias”

Que o Mundo está em convulsão não é novidade para ninguém. Mas como eu sempre advogo, primeiro tentemos equilibrar a nossa casa e depois ajudemos os vizinhos, caso contrário arriscamos ir todos ao fundo. Tudo quer mandar. A Alemanha quer mandar na Europa, a Rússia quer mandar na Ásia, a Austrália já manda nela própria, a América quer mandar na América e no resto do Mundo. Portugal já nem nele manda. Cá está o que eu digo: quizeram salvar tudo ao mesmo tempo, não estabeleceram prioridades, chegou-se ao caos. Estamos quase lá. Ora parece que os Americanos enjoaram-se da Base das Lajes, consequentemente da ilha, do arquipélago e de Portugal. Os Americanos vieram perguntar-nos se os chineses estariam a interessar-se pela base. Problema resolvido. A resposta deveria ter sido como quem não quer a coisa: Os chineses não nos manifestaram ainda desejo mas o Estado Islâmico é que nos fez saber “por alto” que estariam interessados. Quanto vale a aposta que o problema era logo resolvido e até se calhar com mais vantagens. Sim porque a um país que já empenhou tudo a não importa quem, mais mentira menos mentira não lhe ficava mal e eu estaria curioso de ver o efeito. É que a malta, dizem, está a atingir a saturação e depois é uma chatice. O Governo Português, já em campanha eleitoral descarada, de repente, arranjou uma almofada na ordem dos 10 Mil Milhões de Euros. Dantes eram mais os travesseiros. Pede por favor ao FMI que lhes permita amortecer a dívida mais cedo que o previsto. Começa a devolver regalias retiradas, parece, porque está a tirar pelo outro lado. Atira com a cartada do Túnel do Marão para parecer que a construção civil vai arrancar de novo mas vamos a ver o que dali sai porque penso que não vai sair grande coisa pois logo a seguir ás eleições vão haver os imprevistos do costume. Dá ordem para que se contracte pessoal médico depois de o ter aconselhado a ir curar para outro lado. As pessoas que morreram nas urgências dos Hospitais afinal morreram porque tinha chegado a sua hora. Até já põem os hospitais privados a atender o público em geral mas não revelam qual foi o acordo e, sobretudo, de quanto foi o acordo. Fazem soar que vão despedir não sei quantos mil funcinários públicos para os atemorizar e manter quietos. Sim, porque depois quem é que fazia as sujeiras que eles não querem fazer, e lhes apanhava os amarfanhados papéis do chão quando erram o caixote do lixo? Eu se fosse jornalista tirava umas férias e ia espreitar com atenção o pessoal que trabalha ilegal nas residências da maioria dos cargos altos deste país. Olhem que até caía para o lado. Concretamente, vocês não sentem no ar que algo está para mudar muito estranhamente e que nos falam dos radicais tipo: se não se portarem bem vem o papão!!! Agora até vieram a descobrir que afinal o “Cherne” era o pavor de Bruxelas e que o "esquentador" é que é bom e não como alguns o quizeram pintar de desonesto. Deve ser destes frios. Eu gostava de viver o suficiente para poder ver o que vai sobrar depois de o pó baixar. É que isto está tão turvo que até já os “Charlies” se andam a ofender uns aos outros como tenho observado e, se bem se lembram, tinha previsto em muitos blogs, nas redes sociais e na própria comunicação social. Já repararam que cada vez basta menos para se armar uma confusão e haver estalada? Vi na primeira página, primeira página, repito, de um jornal que num programa da TVI tiveram de interromper a emissão porque uns queriam andar à porrada não sei com quem. Ninguém deve ter ouvido falar no assunto mas aqui fica a informação. Eu sei que sou um felizardo pois só tenho a RTP Internacional, que além de não valer um corno, assim a coisa mais pornográfica que dá é ensinar a malta a cozinhar. Mas é que dão aquilo a toda a hora, mesmo as pessoas queixando-se que não ganham para comer. Se calhar é mentira das pessoas. Ah e estão a repetir aquela série que vocês seguramente ainda não viram, o Mistério de uma estrada qualquer lá para os lados de Sintra. Bem mas por hoje chega que eu acho que vocês devem estar todos com um interesse do caraças em saber se o Syriza vai ganhar no domingo na Grécia. Eu confesso que não sei contra quem jogam mas espero que ganhe o melhor e que o árbitro não erre muito. Prognósticos? Sou como o outro, depois a gente fala. 

Uma boa semana para todos e pensem. 

Jorge Mendes
Bruxelas, 24/01/2015

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Grécia - o momento da verdade


O momento da verdade para todos aproxima-se e é já no Domingo naquela que é a pátria da democracia.
A Grécia de hoje é um país de contradições. Na verdade, os partidos tradicionais que têm governado o país sofrem de uma certa esquizofrenia e transtorno bipolar. Se por um lado não querem abandonar o Euro nem abdicar das suas vantagens por outro lado enjeitam as suas desvantagens e querem viver como sempre viveram. No fundo querem o melhor de dois mundos, sol na eira e chuva no nabal. Ao contrário dos restantes porquinhos (PIIGS), a Grécia faz batota e joga um jogo dúbio e no fio da navalha. A Grécia, que se dá ao luxo de pretender duplicar o número de deputados, a Grécia dos 14º, 15, 16, 17º mês, a Grécia do fakelaki, prática que consiste em ter que se pagar aos funcionários públicos para estes fazerem um determinado serviço, algo que no mundo é chamado suborno e corrupção na Grécia é tradição, onde ninguém se importa com o facto e até a maioria defende a prática, e por aí fora é a mesma que diz estar disposta a mudar. No fundo é como aquele doente que quer ser curado, quer ajuda para se curar mas não quer abandonar velhos hábitos nem velhos vícios e se é certo que a austeridade não é a panaceia universal, como aliás já reconheceu o FMI, também não deixa de ser verdade que há muitas culpas próprias.
Esta é a política dos partidos ditos moderados e responsáveis e com os quais a Europa parece dar-se bem.
Curiosamente o Syriza, o «partido extremista» e «irresponsável», por ironia é o mais sério e diz ao que vem e o que quer embora ainda assim diga mais ou menos o mesmo dos demais.
Se vencer, o pior para si será o day after e a sua vitória, por muito gorda que seja, pode no limite ser um Vitória de Pirro e ser a sua perdição.
Prometer, propôr, usar da retórica é fácil. O problema são os constrangimentos. Ninguém, nenhum Poder tem infinitos graus de liberdade e zero restrições. Uma vez no governo terá que se deparar com acordos anteriores, pressões e dilemas. A coisa não será fácil. Também não estou a ver o governo do Syriza a rasgar contratos e a mandar à fava os credores e continuar a beneficiar de empréstimos. Bem vemos por aí como muitos têm entradas de leão e saídas de cordeiro. Entram a prometer ruptura, mudança e depois nem no estilo diferem, completamente capturados, absorvidos pelo sistema acabando por ser mais do mesmo onde só mudam as caras.
O Syriza, se vencer - o que para mim seria bastante interessante e até torço para que vença - trará muitas luzes sobre várias realidades. A começar por si próprio; se conseguir e, mais importante, estiver determinado à ruptura que propõe estaremos perante algo completamente novo e incerto - não necessariamente mau. Porém, se não tiver uma liderança suficientemente forte, determinada e disposta a tudo enredar-se-à nas suas contradições, eclipsar-se-à e terá uma passagem meteórica pela política grega desaparecendo tão depressa como apareceu.
A Grécia vai ter que se definir e a Europa também. Viver de equívocos e querer algo e o seu oposto ao mesmo tempo não é nem sadio nem viável.
No fundo, são várias Espadas de Damocles. Cada um tem a sua e algumas irão certamente cair.
Resta saber como e quando o pêlo do cavalo vai partir.
O momento da verdade está aí para todos.
Domingo veremos.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Feira Renascentista está de volta ao Torrão

Bandeira Nacional entre 1521 e 1578


Estandarte pessoal de El-Rei D. Manuel I

O espaço do polo do Torrão da Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal foi pequeno para acolher todos aqueles que na noite de ontem se deslocaram ali para a reunião de preparação da V Recriação Histórica - Feira Quinhentista «Torrão ao tempo de Bernardim Ribeiro».
A reunião foi presidida por Vitor Proença, Presidente da Câmara Municipal - que detém o pelouro da cultura - o qual se fez acompanhar pelos restantes vereadores a tempo inteiro - com excepção da Vereadora Ana Soares, a recuperar de uma recente intervenção cirúrgica - e pelo staff de apoio.
O evento já está agendado e irá decorrer entre os dias 22 e 24 de Maio.
As linhas principais de orientação estão centradas na inovação e numa forte aposta na divulgação. O edil referiu que pretende levar a divulgação do evento à BTL, Feira Internacional de Turismo que irá ter lugar na FIL em Lisboa entre os dias 25 de Fevereiro e 1 de Março. A aposta na divulgação passa ainda pela televisão e pelas redes sociais apesar das limitações orçamentais, facto que foi salientado.
A aposta para este ano vai no sentido de manter o mesmo registo dos outros anos, isto é, centrado nos cortejos históricos, mostras de armas e músicos com instrumentos de época, ao vivo. As inovações prendem-se com o acréscimo de produtos regionais e o centralizar o evento na figura do poeta torranense Bernardim Ribeiro, que será uma figura presente na medida em que durante o evento um actor irá reencarnar a personagem do poeta e irá pelo evento declamando poesias do repertório do poeta considerado iniciador do género bucólico em Portugal.
O público presente mostrou interesse e foi participativo, respondendo ao desafio do Presidente da Câmara que foi no sentido de todos darem o seu contributo, sugestões, críticas, pontos que podem ser melhorados, etc.


O Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade do Sado, freguesia com grande experiência neste tipo de evento - a iniciativa Alvalade Medieval, já com grande projecção nos meios de comunicação social e que já vai na sua XII edição - também marcou presença e manifestou a sua disponibilidade para cooperar com o Torrão.

Iniciado em 2008, esta será a quinta vez que o Torrão acolhe o evento. O Pedra no Chinelo registou os edições anteriores as quais podem ser vistas aqui, aqui, aqui e aqui.

sábado, janeiro 17, 2015

PENSAMENTOS MANHOSOS – “VAMOS A VER”

Ora bem, 3 terroristas altamente treinados pela Al-Qaeda, no Yemen, praticam actos de terrorismo em Paris!!!??? Não seriam antes 3 gajos fartos de miséria e sem futuro que se lembraram de vir no jornal numa tentativa para chamar a atenção? Se não, convenhamos que foram muito mal treinados. Qualquer Fuzileiro ou Comando do meu tempo de Marinha chama a esta acção uma brincadeira de crianças. Temos de reflectir que quem cometeu este vil ataque foram 4 franceses que tanto podiam ser Muçulmanos, Católicos, Budistas, Ortodoxos ou de outra religião qualquer. Nenhum guerrilheiro no mundo mete uma bala na cabeça de um “inimigo” desarmado, com os braços no ar e deitado no chão. Um esqueceu-se do B.I. no carro de fuga. Outro deixou cair e apanhou a carapuça. Ao mudarem de carro esqueceram-se das munições. Ocupam uma tipografia, apertam a mão a um cliente e não reparam que fica lá um “refém” escondido. Não foram as forças que os sitiavam que os atacaram, foram eles que saíram a disparar da tipografia, ao cair da noite em vez de esperarem pela noite cerrada que lhes podia dar alguma, mesmo que rara, hipótese de fuga. Só espero que não se tenham esquecido das chaves de casa. A Al-Qaeda tem de rever os métodos de treino. Isto só prova que nem um plano de fuga em condições tinham. Um exame de ADN leva meses a fazer, neste caso foi imediato. Mesmo com tanto amadorismo ainda mataram 16 pessoas. As tropas de elite para matarem 3 desesperados precisaram de 88.000 homens, não sei quantos helicópteros, milhares de viaturas, etc... e ainda deixaram fugir a moça. “Extremistas” tão amadores que, para além de piorarem a imagem de Maomé e dos Muçulmanos em geral, ainda deram uma boa desculpa para o Hollande e o resto da pandilha disfarçar a miséria em que têem colocado a Europa, os europeus e quem nela procura ganhar a vida. Vamos manter o alerta porque vão haver mais ataques!!!!! Claro que vão haver mais ataques de “extremistas” que estão no extremo da paciência, no extremo do desespero, no extremo de perspectivas de futuro. Esta manifestação de Domingo em Paris foi mais o tremer dos capitalistas do que propriamente a solidariedade das pessoas com os mortos. Se queres ser bom morre ou vai-te. 99% das pessoas do mundo nunca tinha ouvido falar no “Charlie” e uma esmagadora maioria continua sem saber de quem se trata ou do simbolismo do nome. Vão rever o acordo de Schengen!!! O acordo de Schengen trata da movimentação das pessoas no interior do espaço de Schengen e, aliás, deveria ser prioritário ao acordo de Maastricht e há muito que devia ter até regularizado os salários e condições de vida das pessoas que trabalham no espaço Schengen. Realmente se o reverem com realismo e seriedade, acabam com os massacres. Claro que não acabam com os loucos, mas não chamem terroristas aos loucos ou desesperados. Faz-se uma manifestação para arranjar trabalho para as pessoas e custam a arranjar alguém para lá ir; no Domingo há quem diga que estiveram 3.500.000 pessoas. Também já vi meia dúzia de “preocupados” com o que se passa na Nigéria e com os terroristas do Boko Haram, e revoltados porque ninguém fala no assunto. Nós os europeus temos de nos preocupar primeiro connosco e com os que cá vivem e depois, se tivermos tempo, vamos tentar ajudar os outros. No nosso caso particular, os portugueses, ninguém nos ajudou. Fomos nós os portugueses que arriscámos a pele para resolver o nosso problema e agora entregámos tudo de mão beijada aos outros e ficamos preocupados com os problemas deles. Ninguém que tenha alternativa quer viver em permanente sobressalto terrorista. Uma última palavra para os defensores acérrimos da liberdade de expressão ... mas só da sua expressão.
QUE AS VÍTIMAS DESTE ACTO TRESLOUCADO REPOUSEM EM PAZ E A MINHA GRATIDÃO PELO QUE CONTRIBUÍRAM PARA A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE ENQUANTO CÁ ESTIVERAM NESTE MUNDO.

Uma boa semana para todos e pensem.

Jorge Mendes
Bruxelas, 17/01/2015

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Dez anos depois serviços municipais removem poste eléctrico desactivado

Um poste eléctrico, desactivado após a mudança do Corpo de Bombeiros do Torrão para as novas instalações, e que constituía um obstáculo no passeio foi finalmente removido ontem, dia 15 de Janeiro de 2015... dez anos depois.
A mudança das instalações deu-se em 2005 e o poste por lá ficou.
Em Agosto de 2011, mais precisamente há três anos e meio, o assunto foi artigo do Pedra no Chinelo intitulado "O obstáculo" e pode ser lido aqui. Já em Julho do ano passado o assunto volta a ser trazido à baila num artigo intitulado "Ideias pouco luminosas" (ver aqui).

Dez anos foi o tempo que a Câmara levou para ordenar a remoção do poste. Em particular, depois do assunto ter sido abordado em 2011, o anterior executivo PS, ainda a meio do mandato (2009-2013) não teve tempo para resolver. E não resolveu. E o obstáculo lá ficou plantado. Já com o novo executivo (PCP) em funções, foi este vosso amigo quem na reunião de Câmara de 27 de Março de 2014 chamou a atenção para esse facto. O assunto seria resolvido... dez meses depois ou seja, o actual executivo demorou «apenas» 20,8% do seu mandato ou, dito de outra forma, cerca de um quinto do período de tempo do seu mandato para resolver arrancar um simples poste eléctrico da rua de uma vila. 
Em 2011 perguntava-se: Será assim tão complicado?
Pelos foi... e de que maneira! Há dúvidas?

Assim se vê a péssima qualidade do processo de tomada decisão que ali impera. E já nem se fala do apoio ao referido processo...
Dez anos (2,5 vezes o tempo de duração de um mandato autárquico), foi «só» o tempo global que a autarquia levou, para se decidir, enfim, a avançar no sentido de resolver uma situação cujo tempo de tarefa foi apenas de escassas horas. Não admira que este seja um concelho atrasado, atávico e em processo de desertificação.












ANTES: 1 DE AGOSTO DE 2011



DEPOIS: 16 DE JANEIRO DE 2015



MAIS VALE TARDE QUE NUNCA! DEZ ANOS... É OBRA!


Informação - Reunião preparatória da V Recriação Histórica


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