segunda-feira, Agosto 18, 2014

Novo incidente em Alcácer do Sal: Chão abate na Avenida dos Aviadores






Fotografia: Vital Mirra
Texto: Paulo Selão

O chão abateu em pleno centro de Alcácer do Sal, na Avenida dos Aviadores, deixando uma cratera de dimensões consideráveis. O buraco, que se encontra ali já há 3 longas semanas, constitui um perigo para os tanseuntes.
A demora dos serviços municipais em resolver o problema já está a suscitar o gozo entre os alcacerenses que dizem que está ali uma estação de metro.
De referir que esta não é a primeira vez que tal acontece. O abate do solo tem origem num buraco na manilha de esgoto. A terra vai escapando gradualmente e dá-se a ruptura no solo e consequente abate com o aparecimento da cratera mas como a reparação tem sido minimalista indo no sentido de unica e exclusivamente tapar o buraco e calcetar sem se escavar para fazer a reparação que está na origem do problema, o caso vai-se repetindo vezes sem conta.

Problema de falta de água em Alcácer do Sal mais grave do que se pensava - Actualização

O problema de falta de água em Alcácer do Sal durante o dia de Sábado esteve envolto em várias peripécias. Chamados ao local, os bombeiros de Alcácer e do Torrão, depararam-se com a estação do Bairro do Laranjal completamente seca. Já a bomba não tinha água com pressão suficiente levando portanto cerca de duas horas para encher o auto-tanque coisa que teve que ser levada a cabo num deposito que estava ali perto.
A Câmara Municipal informou que o problema se deveu ao rebentamento de uma conduta à saída da central e tentou minimizar afirmando em comunicado que as zonas afectadas são a zona ribeirinha de Alcácer do Sal até à Avenida dos Aviadores mas testemunhos garantiram que também o Bairro das Majapoas e do Morgadinho estiveram sem água durante várias horas enquanto que no Bairro do Olival Queimado e no Bairro do Laranjal o caudal era muito reduzido. 
A autarquia salientou que a situação era complicada e exigiu a aquisição de material específico que não estava disponível em Alcácer do Sal. 
Este é o segundo desafio mais grave depois de no primeiro fim-de-semana deste mês praticamente toda a frota de camiões recolectores de lixo ter avariado tendo o município vizinho de Grândola de vir em socorro de Alcácer disponibilizando uma camião de lixo seu.

domingo, Agosto 17, 2014

Problema de falta de água em Alcácer do Sal mais grave do que se pensava

O problema no abastecimento de água em Alcácer do Sal que deixou a cidade sem água em pleno Verão durante praticamente 24 horas foi bem mais grave do que à primeira vista pode parecer. Fontes em Alcácer do Sal garantem ao Pedra no Chinelo que o reservatório situado no Bairro do Laranjal chegou a ficar completamente vazio.
Para colmatar a falta de água, foram mobilizados os bombeiros de Alcácer do Sal os quais contaram com o apoio dos bombeiros do Torrão. As corporações estiveram durante todo o dia a apoiar as populações e ficaram mesmo duas horas junto ao Restaurante Ti Silvina.
Os bombeiros tentaram ainda abastecer-se junto a um ponto de água mas a viatura, provavelmente um VTGC (Veículo Tanque de Grande Capacidade), uma viatura pesada e com pouca mobilidade e capacidade de manobra não conseguiu aproximar-se do ponto para fazer o abastecimento.

NOTÍCIA EM ACTUALIZAÇÃO
 

Alcácer do Sal: Gravíssimos problemas na rede de abastecimento de água em pleno Verão

 Fotografia: Nuno Borracha (Facebook)
Texto: Paulo Selão

O concelho de Alcácer do Sal debate-se com gravíssimos problemas de abastecimento de água em pleno Verão tendo a câmara municipal sido apanhada completamente de surpresa.
Durante todo o dia de ontem, Alcácer inteira viu-se privada de água nas torneiras o que deixou os gerentes de restaurantes, hóteis e cafés da cidade bem como demais população à beira de um ataque de nervos. O caso torna-se ainda mais grave por esta ser a época estival com muitos turistas de visita à cidade o que se configura como uma machadada na imagem turística do local.

Outro problema grave encontra-se na aldeia de Mil Brejos Batão onde os habitantes denunciam o caso de uma ruptura numa conduta de água, caso que se verifica há quatro dias sem que ninguém ainda tenha resolvido o problema - de recordar que o presidente da câmara de Alcácer revelou que o concelho é o quarto no país onde há mais perdas de água na rede de abastecimento.
 Os habitantes da aldeia, que pertence ao concelho de Alcácer do Sal e à freguesia do Torrão, duvidam inclusive que o presidente da câmara de Alcácer e o presidente da junta de freguesia do Torrão saibam sequer que o Batão faz parte do concelho de Alcácer e da freguesia do Torrão. A indignação dos habitantes locais prende-se com o facto destes se considerarem esquecidos e de só se lembrarem da aldeia na altura das eleições considerando ainda que todos os que têm passado pelos órgãos autárquicos são todos iguais.
Os habitantes do Batão acusam ainda a câmara de nem o autocarro facultar àqueles que precisam de deslocar-se a Alcácer ao contrário do que faz Grândola, que apesar da aldeia não pertencer ao seu concelho ainda assim lhes facultam o transporte.





Outra varanda com problemas em Alcácer do Sal




Fotografia: Vital Mirra (Facebook)
Texto: Paulo Selão


 Um problema similar ao ocorrido há um mês atrás verifica-se de novo em Alcácer do Sal. Um pedaço de betão desprendeu-se de uma varanda deixando parte da armadura exposta.
Recorde-se que há um mês atrás ocorreu um problema semelhante tendo a protecção civil municipal desencadeado um aparato que surpreendeu os alcacerenses ao contrário deste caso, onde o mesmo organismo se mostrou mais comedido. De lembrar ainda que o proprietário do prédio foi então notificado para proceder à reparação num prazo máximo de dez dias o que, espera-se, venha a ocorrer também neste caso.

sexta-feira, Agosto 15, 2014

Procissão em honra de Nossa Senhora da Assunção

Mais uma jornada de fé e tradição teve lugar esta noite nas ruas do Torrão com a habitual Procissão nocturna em honra de Nossa Senhora da Assunção, Padroeira do Torrão.
O evento iniciou-se pelas 20.00 horas com missa na Igreja Matriz seguindo-se a Procissão pelas ruas da vila.
A imagem de Nossa Senhora da Assunção foi levada em ombros por elementos do Corpo de Bombeiros Mistos do Torrão e a procissão foi acompanhada pela Banda Filarmónica 1º de Janeiro Torranense.


Jardim Público cheio para ouvir espectáculo de fado

O Jardim Público do Torrão esteve hoje conpletamente cheio de torranenses que se deslocaram ali para assistir ao espectáculo «Alfama - Uma História de Fado».
A organização teve a cabo da Junta de Freguesia do Torrão.














quarta-feira, Agosto 13, 2014

«Uma nação doente»

A conturbada Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) foi realizada por 10.220 professores, dos quais 1.473 reprovaram. Esclareço que o uso do qualificativo “professores”, que não “candidatos a professores”, como o ministro da Educação lhes chama, é consciente e está correcto. Porquê? Porque a lei vigente lhes confere esse título profissional, logo que terminam a sua formação superior. Portanto, se os apelidarem de “candidatos”, serão só “candidatos” a um lugar em escolas públicas.
Feito este esclarecimento, passemos aos factos e às considerações que me merecem:

1. Segundo os resultados divulgados, relativamente ao item da prova em que se pedia a produção de um texto com uma dimensão compreendida entre 250 e 350 palavras, 62,8% desses textos continham erros ortográficos, 66,6% erros de pontuação e 52,9% erros de sintaxe. Isto é preocupante? É! Seja qual for a área científica da docência, é exigível a um professor que conheça o código de escrita e, muito mais, a sintaxe, sem cujo domínio não se exprimem ideias de forma ordenada e coerente. Como é preocupante o presidente da República dizer, reiteradamente, “cidadões” em vez de cidadãos! Ou recriar o futuro do verbo fazer, de farei para “façarei”. Como é preocupante o primeiro-ministro dizer “sejemos” em vez de sejamos. Como é preocupante encontrarmos no comunicado do Ministério da Educação e Ciência, ironicamente sobre a PACC e no próprio dia em que teve lugar a segunda chamada, um estranho verbo “revir” em lugar de rever. Como é preocupante uma deputada escrever “sensura” por censura, “tulero” por tolero ou “bloquiarei” por bloquearei.

2. Posto o anterior, sucede-se a pergunta óbvia: e agora? Agora temos a humilhação pública de toda uma classe, com todo o cortejo de generalizações abusivas e nada acrescentado à superação de eventuais lacunas na formação dos jovens professores (jovens, sim, porque é bom recordá-lo, falamos de professores que nunca deram uma só aula ou têm menos de cinco anos de contratos precários, em regime de escravatura moderna).
O incremento da qualidade dos professores só se consegue com a valorização da sua formação, inicial e contínua, e com a melhoria das condições de trabalho. Mas Nuno Crato e os que o apreciam como o justicialista do “eduqês” galopam estes resultados como se com eles fosse possível substituir o investimento na formação por uma prova que não destrinça um bom professor de um satisfatório perito em decifração de charadas.

3. Dito o que disse supra, tenho legitimidade para fazer 3 perguntas simples:
- Como se pode confiar na integridade do processo de apuramento dos resultados da PACC, particularmente depois de o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) ter trocado chaves de correcção e de o país ter conhecido a fraude da avaliação encomendada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, cujo contrato impunha um determinado resultado?
- Como foram contabilizadas, nas estatísticas do IAVE, as provas entregues depois de marcadas com diferentes expedientes de protesto? Foram muitas ou foram poucas? Quantas?
- Que influência tiveram nos resultados os múltiplos tipos de coacção verificados e as grosseiras faltas de condições mínimas para a realização de um exame (ampla e publicamente documentadas nas televisões)?

4. O epílogo desta saga remete-nos, finalmente, para o mais grave problema da nossa sociedade: a pulverização da confiança dos cidadãos no Estado e nas elites que nos governam. A deriva do país, entregue a dirigentes sem ética nem vergonha, não se detecta apenas na Educação. Está por todo o lado, qual tsunami de lama.
O governador do Banco de Portugal e o presidente da República disseram-nos que o BES era sólido e que podíamos estar tranquilos. Com o golpe de mão de 3 de Agosto e a divulgação pública da acta que o consumou, não foi só o BES que foi reduzido a nada. Nenhum dos que “se não sabiam deviam saber” veio a público reconhecer a incompetência com que facilitaram tantos crimes de mercado.

Em 2007 escrevi sobre o drama de Manuela Estanqueiro, professora com 63 anos de idade, 30 de serviço, vítima de leucemia aguda, a quem, por duas vezes, uma junta médica recusou a reforma por doença e obrigou a dar aulas nas vascas da morte e em sofrimento desumano. Um tribunal de segunda instância acaba de condenar a Caixa Geral de Aposentações a pagar à filha uma indemnização de 20.000 euros. Os responsáveis por esta vergonha de uma sociedade sem critério, mais aqueles que tiveram o desplante de recorrer da sentença inicial, pedindo que a indemnização fosse reduzida para 5.000 euros, continuam nos seus postos, sem beliscadura. Como Ricardo Salgado permanecerá no seu iate e na sua mansão, sem que o fisco estranhe que tal cidadão não tenha um só bem em seu nome.
Três anos de austeridade não destruíram só a economia, o emprego e os direitos sociais. Adoeceram a nação.

Santana Castilho In "Público" de 13/8/2014

terça-feira, Agosto 12, 2014

12 de Agosto de 1984 - Portugal conquista medalha de ouro na maratona olímpica

Há precisamente trinta anos atrás, a 12 de Agosto de 1984, o maratonista português Carlos Lopes, então com 37 anos, conquista a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.





segunda-feira, Agosto 11, 2014

Grande sondagem Pedra no Chinelo: Feira do Torrão foi «razoável»

A feira do Torrão esteve «razoável». É esta a conclusão de mais uma grande sondagem Pedra no Chinelo realizada após o evento. À pergunta «O que achou da Feira do Torrão?», a maioria dos leitores que responderam (37%) consideraram o evento «razoável» enquanto 14% considerou que esteve «boa» e 30%, «muito boa» totalizando 44% os que consideraram a feira «boa» ou «muito boa». Por outro lado, 10% considerou a feira deste ano «má» e 9% «muito má» totalizando 19% os que acharam a feira «má» ou «muito má».
Inicialmente cépticos e apreensivos com o cartaz do programa do evento deste ano, o qual foi arrasado na sondagem anterior, os torranenses acabaram por ser surpreendidos pela positiva e se render à feira do Torrão.




P.S. - De relembrar mais uma vez que a discrepância de valores prende-se com o facto da aplicação do Blogger arredondar às unidades sempre por defeito resultando em erros consideráveis.

domingo, Agosto 10, 2014

3ª Maratona BTT Torrão


Torranenses que elevam o Torrão mesmo estando fora

O título deste artigo não é da minha autoria e porque eu me comprometi de antemão que este seria o título e como o que o Paulo promete o Paulo cumpre ei-lo pois. Mas este artigo bem que se podia chamar «As perguntas que ninguém faz: Afinal porque veio a SIC ao lar?» Afinal porque carga d'água veio a SIC ter ao Torrão? Terá sido por acaso? Alguém porventura se pôs essas questões a si próprio?

Certamente que a resposta mais óbvia a esta pergunta será, terá sido a própria instituição, alguém ligado a ela ou alguém que ali trabalhe. Ou a Câmara Municipal. Ou a Junta de freguesia. Alguém «importante» que mora no Torrão. Muito remotamente, o Paulo Selão; ah não, esse não, não pode. Só se poria essa hipótese se fosse alguma coisa anónima que aparece por aí.
Bem, terá sido alguém do Torrão? Afirmativo. Mas quem?
Bem o título do artigo diz tudo e para que mãos alheias não venham colher os louros que não lhes pertencem, revela-se aqui e agora que a única pessoa que esteve na origem da visita ao lar do Torrão foi o autor, compositor e intérprete e, posso dize-lo, meu amigo, Jorge Mendes ou Jota Mendes (nome artístico) - autor de temas bem conhecidos como «Uma rosa no jardim», «Adeus Feira do Torrão» ou «O meu Torrão» entre muitos, muitos outros - filho da terra há bastantes anos radicado na Holanda.

Jorge Mendes contactou a estação de televisão e posteriormente o autor destas linhas para perguntar se este sabia o nome oficial do lar da Santa Casa da Misericórdia do Torrão - ao mesmo tempo que o punha ao corrente de tudo pelo que este vosso humilde escriba foi a primeira pessoa no Torrão a saber o que se passava... mesmo antes de todos os outros, instituição incluída - recebendo pronta resposta, Residência João Paulo II. E para que não haja dúvidas de espécie alguma aqui estão os e-mail trocados entre Jorge Mendes e a SIC e as mensagens no Facebook trocadas entre Jorge Mendes e Paulo Selão:











 E-mails trocados entre o autor, compositor e intérprete musical, Jota Mendes e a SIC















Ninguém se quer pôr aqui em bicos de pés mas a verdade tem que ser do conhecimento geral porque aqui preza-se a transparência e não o esconde-esconde e, mais importante,  para que se faça justiça e para dar de uma vez por todas consideração a quem a merece e antes que os do costume venham gabar-se de serem eles os «bons da fita» que tanto fazem pelo Torrão enquanto os outros «só servem para dizer mal».
 De referir ainda que a ideia de clarificar as coisas aqui nem foi minha mas do Jorge e, claro, tudo o que aqui foi colocado foi com conhecimento prévio dele e com a sua permissão, em primeiro lugar porque fazer o contrário ia contra todas as normas éticas e seria uma enorme deslealdade e quebra de confiança e, não menos importante, porque não estamos com muito apetite para levar com outro processo em tribunal por violação de correspondência.






E porque a palavra do Paulo é só uma, antes de publicar, e como combinado, enviou em primeira mão para quem de direito.