sexta-feira, novembro 30, 2012

"Correto" não é correcto! Não ao Acordo Ortográfico - Base I

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"Correto" não é correcto! Não ao Acordo Ortográfico - Introdução

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quinta-feira, novembro 29, 2012

SERÁ QUE A “DESCOLONIZAÇÃO” CHEGOU À EUROPA?

Depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, a URSS implodiu e, num curto espaço de tempo, teve que dar a independência (apesar de, nalguns casos, a mesma ser mais formal do que real) a várias “Repúblicas” do seu vasto império, agregadas a ferro e fogo, à medida que os eslavos russos foram cavalgando as estepes.

Durante muitas décadas o governo soviético andou a espalhar guerras pelo mundo, que apelidou de “libertação” na mira e em nome do “internacionalismo proletário” e na lógica da “Guerra Fria”. Ao mesmo tempo que mantinha a sua bota imperialista sobre a Europa Oriental.

Nunca lhe ocorreu questionar – nem a muitos outros, nomeadamente os que atacavam Portugal – se o que faziam aos povos contíguos, não seria colonialismo, ou até pior!

Será que foi por eles terem ido a cavalo e os europeus de navio?

Livres dos russos e com o Comunismo desacreditado logo rebentaram os nacionalismos na Jugoslávia. Esquecidos os europeus que os Balcãs são a região mais fracturada e fracturante do Velho Continente, logo as principais potências ajudaram ao desmembramento daquele país, sendo os objectivos díspares.

Nesta acção destacou-se a Alemanha que espoletou, verdadeiramente, a guerra por aquelas paragens ao reconhecer a Eslovénia, sem ter dado cavaco à UE e à NATO.

Os EUA escavacaram o resto sem querer saber das consequências para os europeus, muito menos para as populações da área.

Voltaram a arranjar um inimigo para a NATO – que estava num impasse sem saber que uso dar aos meios de que dispunha – e inventaram um Kosovo independente à revelia de qualquer senso político. Afinal aquilo é o “quintal das traseiras” da Europa, eles que se desengomem!...

A Espanha, na previsão do contágio que semelhante exemplo podia ter no mal-amanhado (mas muito democrático) xadrez autonómico, que engendraram, logo se apressou a não reconhecer tal independência.

A época pós-Tejero Molina abandalhou muito a Espanha mas, em Madrid, ainda há quem se lembre que foi capital dos Habsburgo…

O exemplo frutificou: a seguir veio a Checoslováquia que se separou pacificamente pois não tinha razões para ser de outro modo, dado as duas partes serem homogéneas e equivalentes e estarem coladas com cuspo.

E começaram a afirmar-se nacionalismos na Escócia, Córsega, Norte de Itália e os já clássicos País Basco e Irlanda do Norte. Outros espreitam.

Isto claro, para já não falar na Bélgica que é um país artificial, que esteve, há pouco, mais de um ano sem governo e que, aparentemente, só se aguenta por ter no seu solo as sedes da NATO e da UE.

Reveja-se a evolução do mapa político europeu ao longo dos últimos mil anos e verão que a única fronteira que não mexe é a portuguesa, desde 1297, salvo os 741 km2 referentes a Olivença e seu termo, ilegalmente ocupadas por Espanha, desde 1801, seguramente, desde 1815. Coisa de somenos, certamente, já que não incomoda as almas lusas, à excepção de meia dúzia de “patriotas”, termo que virou dos mais infamantes.

Mas até do outro lado do Atlântico pode vir a haver problemas.

Os Norte-Americanos depois de terem atravessado rapidamente o continente até ao Pacífico, chacinando os bisontes e os índios, fizeram um novo país, metendo os indígenas sobreviventes em reservas e conservando a mão-de-obra escrava vinda de África.

Quando se viram livres dos “Casacas Vermelhas” e retiveram os impostos só para si, decidiram que também não queriam mais soberanias europeias no “seu” continente e vá de ajudar a correr com eles.

Depois pensaram que aquelas terras por onde tinham colonizado portugueses e espanhóis, faziam jeito e logo promoveram a política da canhoneira, à mistura com a doutrina isolacionista de Monroe, de 1823. O ponto crucial desta estratégia ocorreu em 1898, com a guerra miserável que fizeram à Espanha, em Cuba e… nas Filipinas.

O resto também é conhecido.

Na segunda metade do século XIX as coisas correram de tal modo mal, que degeneraram em guerra civil entre 1861-65, entre o Norte industrializado e o Sul rural, que se queria separar da União e cuja fricção maior se deveu à emancipação dos escravos.

Esta guerra deixou marcas até hoje, que foram sendo esbatidas pelo tempo e pelo estatuto de superpotência entretanto conquistado.

Mas eis que, actualmente, os problemas económicos, financeiros e políticos são de tal monta, que estão a abrir brechas no todo, com petições a correrem em muitos estados contra o governo federal, algumas pedindo a independência.

A ficção pode sempre tornar-se realidade e, como diz o povo, cá se fazem cá se pagam…
*****

Vem tudo isto a propósito do que se vem passando na Catalunha.

A Catalunha pertenceu ao antigo Reino de Aragão, que foi uma média potência no século XV, e que se uniu a Castela através do casamento dos respectivos monarcas, Fernando e Isabel, em 1469. De seguida aqueles que viriam a ter o título de “Reis Católicos”, juntaram forças para a conquista do Reino de Granada, formando-se deste modo a actual Espanha, em 1492.

E assim se tem mantido apesar da grande revolta entre 1640 e 1652, revolta esta que permitiu aos portugueses sacudirem o jugo Filipino e voltar a terem uma dinastia nacional, a partir do 1º dia de Dezembro de 1640 – data que o actual governo, parceiros sociais e PR querem, estupidamente, anular da lista dos feriados nacionais, quiçá da memória colectiva.

As feridas voltaram a abrir-se durante a Guerra Civil de Espanha (1936-39), entretanto suturadas à força, pela Falange de Franco, mas não saradas.[1]

Os fantasmas da independência voltaram a surgir nos últimos anos e a crise financeira só os agudizou.

Vai ser um problema bicudo que os povos da Espanha vão ter que resolver, de preferência sem derramamento de sangue.

Sendo um problema interno espanhol, o mesmo pode internacionalizar-se num ápice, como acontece quando qualquer problema possa ferir interesses de outras potências, independentemente dos “belos” princípios do Direito Internacional, entretanto proclamados ao ímpeto dos “ventos da História”, sempre soprados por quem goza do poder real, à época.

O que fere os sentidos, no caso vertente, é a impudicícia e o tom leviano e displicente como é tratado pela Comunicação Social e nos meios políticos, um tema dos mais relevantes, como é o caso da soberania das nações.

Dito de outro modo, discute-se, na praça pública, temas fundamentais da nossa existência como se estivéssemos a combinar uma ida ao cinema…

Outra coisa que impressiona é ver que a maioria da argumentação pró e contra a independência ter a ver com a solução política que garanta um melhor nível de bens materiais.

Então uma Nação e uma Pátria esgotam-se nisso? Tudo se resume a uma página de um (mau) contabilista, do “deve e do haver”? E se a situação reverter, muda-se outra vez de camisola?

Tem sido baseado nisto, aliás, que muitas parvoíces têm sido dito e feitas, entre nós, sobretudo relativamente à “Região Autónoma da Madeira”, e à argumentação idiota de muitos compatriotas, ao exalarem da boca para fora que “não se importarem de serem espanhóis, pois lá vive-se melhor”.

Já se esqueceram, certamente, que nos anos 40 e 50 do século XX, os “Manolos” andavam de alpergatas e com um cordel a fazer de cinto, e que o escudo valia duas pesetas até perto de 1974… Já deviam ter aprendido que os “fumos da Índia” são efémeros!

De facto as sociedades andam profundamente doentes e desequilibradas.

Substituir Cristo na Cruz, pelo cifrão da Wall Street, dá nisto. Como já tinha dado o deserto frio e árido do “Materialismo Dialético”, e como continua a dar a tentativa de substituir todos os Deuses pelo “Supremo Arquitecto”…

Não estando em causa o princípio da “Autodeterminação dos Povos” (que, recorda-se, nenhum governo português, até hoje, pôs em causa) não se pode, também, negar à restante Espanha o direito de se opor aos desígnios catalães.

A situação está longe de ser simples e pacífica, e para qualquer lado para onde nos viremos só se vislumbra um enormíssimo “saco de gatos”.

Em primeiro lugar a Espanha corre o risco de se partir toda, o que não é nada despiciendo de considerar. Depois temos que a Constituição Espanhola, naturalmente, proíbe separatismos. O Rei e os militares juraram a Constituição (presume-se que as cabeças dos restantes órgãos de soberania, idem).

O Rei “comanda” os militares (não é bem como cá); apesar de ser uma história (ainda) mal contada, foi Juan Carlos quem meteu os blindados de Milan del Bosch de novo nos quarteis.

É claro, que nos tempos que correm, já quase ninguém arrisca morrer por causas, mas estas coisas vão e voltam. Fiquemos por aqui.

Internacionalmente é igualmente complicada a situação. Em primeiro lugar a nível da NATO e da UE. A confusão seria mais que muita e, certamente, que a Espanha vetaria a entrada da “nova” Catalunha, nestas organizações.

A UE, por seu lado, tem muitas responsabilidades neste estado de coisas, por via do esbatimento de fronteiras, da tentativa de amalgamento das gentes, da “Europa das Regiões”, das negociações directas com Bruxelas, etc.. A partir do Tratado de Maastricht e do “Euro”, o “Politburo” europeu lançou os países aderentes num movimento uniformemente acelerado rumo ao desastre e à implosão!

E até pode acontecer que a Catalunha se transforme numa espécie de Covadonga ao contrário, isto é, local de início da reconquista muçulmana do “Al Andaluz”.

De facto a Catalunha tem a 3ª maior percentagem de emigrantes muçulmanos da Europa, depois da França e da Bélgica. E tem localidades onde essa percentagem sobe aos 40%. São já cerca de 450.000, ou seja 6% do total. E a maioria deles pertence ao ramo fundamentalista “Salafita” que defende essa reconquista, e apoia a independência…

Numa perspectiva mais alargada, convém lembrarmo-nos que o antigo Reino de Aragão não se confinava à Península Ibérica, entrava pelo sul de França (Aquitânia e Midi Pirenéus). Ora não estamos a ver a França, que já tem o problema do País Basco e da Córsega, teve três guerras com a Alemanha, com a questão da Alsácia Lorena sempre presente e tem outras potenciais zonas de fractura, a olhar para uma eventual independência da Catalunha de ânimo leve.

Do Reino de Aragão fizeram parte ainda as Baleares e a Comunidade Valenciana, hoje regiões autónomas (são 19…). Estas manter-se-ão assim ou quererão integrar um novo país?

Já agora, os antigos Reinos de Nápoles e das Duas Sicílias também foram Aragão durante muito tempo. Ficarão imunes? Aqui a questão será mais pacífica, mas o Estado Italiano, em pré-bancarrota e com potenciais acções de secessão nas fronteiras do Norte, ficará tranquilo?

Quem aparenta estar tranquilo é o Estado Português, “no passa nada!”

Só tem olhos, ouvidos e narizes para a “Troika”. Anda de trela curta.

A esmagadora maioria da população tem dificuldade em se aperceber o que se passa, habituada (e anestesiada) que está a espreitar a “casa dos segredos” e empenhada nos eventos futebolísticos, que de nacional já quase não têm nada a não ser as dívidas.

Começou agora a vir para a rua, em desespero, gritar que lhe estão a ir ao bolso, depois de três décadas em que lhes calaram a consciência com “subsídios” emprestados, férias e eletrodomésticos a cartão de plástico e muita demagogia, a troco de votos…

O Governo continua, alegremente, a desmantelar os pilares da Soberania, sobretudo o mais importante de todos que é a Instituição Militar (parou um pouco nas polícias pois tem as barbas a arder).

E o Senhor Ministro para a tropa, perdão, da Defesa, anda empolgado em fazer acordos de defesa com a Espanha (com ou sem a Catalunha?)…

Para além dos problemas económicos que daí advirão, existem dois grandes perigos para o nosso país resultantes de um conflito na Catalunha: evitar que os “cacos” venham parar ao lado de cá da fronteira (recorde-se novamente a Guerra Civil de Espanha); e precaver-nos contra uma eventual tentativa de cobrança compensatória, relativamente a Portugal, como já aconteceu noutras crises do passado – Olivença também foi vítima disso – nomeadamente na sequela da Guerra de 1898, já citada.

A questão do contágio do exemplo para o nosso país não parece crível – apesar de tudo, a atitude do Dr. Jardim e dos seus sequazes, não passa de uma chantagem barata e de mau gosto, mesmo assim, inadmissível.

Portugal é o Estado-Nação mais coeso e perfeito, em todo o mundo e sempre exportou o seu modo de ser para todo o mundo onde arribou e só se foi desintegrando por acções externas.

Mas, cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

O Mundo foi sempre um local perigoso.

E tem dias piores.


[1] Outros marcos que merecem referência são a perda completa da autonomia da Catalunha, em 1714, na sequência da Guerra da Sucessão de Espanha e o renascimento moderno da autonomia política, no final do século XIX através do “Movimento Renaixença”, onde pontificou Francesc Cambó.
 
 
José João Brandão Ferreira, Tenente-Coronel, Piloto Aviador (ref.), Cmd. Linha Aérea in «O Adamastor»

Aqui diz-se sim a Portugal


terça-feira, novembro 27, 2012

Reis de Portugal

"Magnífica série em 36 DVD, com assinatura do Prof. Veríssimo Serrão, comentários de D. Duarte de Bragança e uma apaixonante apresentação do Coronel Fernandes Henriques. Uma colecção obrigatória editada pela Filmes Unimundos II".
 
A partir de 1 de Dezembro, dia da Restauração da Independência de Portugal, agora também no Pedra no Chinelo onde empreenderemos uma maravilhosa e extraordinária viagem pela História de Portugal desde os tempos mais remotos até ao exílio de D. Manuel II. Uma viagem de cultura, amor pela história e pelo saber para perceber Portugal. Pode e deve ser visto por todos, por miúdos e graúdos. Por estudantes, por gente que quer seguir política e que pode aprender a história e aprender com alguns dos maiores estadistas do mundo, justamente grandes homens de Estado portugueses, ao serviço do Reino e ao serviço da Corôa; por gente que tem muitas lacunas e fantasmas na cabeça e que vê ainda, fruto da ignorância, a história do Reino de Portugal de forma enviesada; por todos aqueles que querem conhecer e saber a história e não propaganda. Para todos aqueles que têm e querem ter orgulho em Portugal. Como diria um ilustre amigo meu: Só defendemos e amamos aquilo que conhecemos.
Que esta extraordinária obra magnificamente conduzida pelo grande pedagogo que é o Sr. Coronel Américo Fernandes Henriques, professor de História Militar, e que o vosso escriba já teve o prazer de assistir ao vivo a uma das suas palestras, tenha o condão de fazer levantar a auto-estima de todos nós numa altura muito delicada da história de Portugal. Saibamos todos honrar os nossos antepassados e a nossa história infelizmente também hoje em dia nas ruas da amargura.


Mesmo!

 
É desta forma desprezível que o sistema local reage ao Pedra no Chinelo. Mas não o calarão pois o seu autor é de ANTES QUEBRAR QUE TORCER
 
Liberdade, independência e isenção ao serviço da cidadania

domingo, novembro 25, 2012

As Linhas de Wellington: consultoria histórica tem como suporte obra de torranense

Não é novidade que estreou a 4 de Outubro e conta com um elenco de luxo de diversas nacionalidades incluindo naturalmente actores portugueses, o filme que retrata as Invasões Francesas nomeadamente a última, comandada pelo General Massena, e que foi detida pelo exército anglo-luso naquilo que ficou conhecido como as Linhas de Torres, um conjunto de fortificações destinadas a defender a capital do Reino, do invasor.
O que poucos ou praticamente ninguém, e em especial torranenses, sabem é que o consultor histórico do filme, Dr. Sanches Baena se baseou essencialmente em exclusivo na Tese de Mestrado, obra posteriormente publicada pela Âncora Editores, sob a forma de livro, da autoria de um torranense, o Sr. Coronel de Infantaria, José Geraldo. Se tiverem oportunidade, façam como o vosso escriba: vejam o filme e leiam o livro. Se bem que no caso foi ao contrário.
 

 
 
 Poder-se-à pensar que por se tratar de uma Tese de Mestrado, este é um livro muito técnico e muito massacrante. Nada mais falso. Quem ler o livro terá a agradável surpresa de, ao longo da leitura e, se se deixar transportar, de repente se ver no início do século XIX, assistindo praticamente aos acontecimentos de um dos períodos mais conturbados e perturbadores da História de Portugal, como se estes estivessem a decorrer diante dos seus olhos. Aliás tivesse Portugal uma indústria cinematográfica de grande escala e poderia ser realizado, a partir desta obra, um filme épico, uma longa metragem, que iria desde a retirada da Familia Real para o Brasil até ao embate nas Linhas de Torres.  
 

sexta-feira, novembro 23, 2012

Património de Alcácer em Risco

Destaque na «Caixa de Reclamações» do Correio da Manhã de Segunda-feira, dia 19 de Novembro onde uma leitora se mostra triste e procupada com o estado da secular Torre do Relógio e onde a Câmara Municipal esclarece as diligências que tem vindo a tomar.



Pequenas desvergonhas


Perdendo o pudor, as estruturas do Estado estão a tratar os cidadãos como serviçais a manipular, a espoliar. A falta de respeito atinge a indecência, criando todas as condições para graves fracturas sociais. Pequenas desvergonhas multiplicam-se sem cessar: agora é a Administração Geral Tributária que endereça cartas, de açucarado cinismo, aos proprietários de casas no sentido de estes lhes enviarem plantas dos seus imóveis dentro do prazo de dez dias, para reavaliação – leia-se, esbulho fiscal.
Nos estabelecimentos comerciais, além de produtos, impingem-nos papelinhos (as famigeradas facturas) pensando que temos pachorra para os receber e guardar. Esse problema é das Finanças, não é nosso: não desembolsamos já demasiados impostos para nos maçarem com semelhantes ridicularias?
O mesmo se passa em relação à recolha do lixo, isto é, à peregrina ideia de devermos ser nós a separá-lo (então as taxas que pagamos para isso?) em sacos, saquinhos, saquetas, antes de o distribuirmos por imundos recipientes camarários.
Pequenas desvergonhas são igualmente as que sofremos em repartições, bancos, hospitais, centros de saúde, estações de correios, de comboios, etc., com a inexistência, nos espaços de espera, de cadeiras suficientes, com guichets (mais de metade) encerrados ante filas em pé, em resignação.
Pequenas desvergonhas são ainda as das gasolineiras onde os utentes têm de sair dos veículos, pagar adiantado, encher o depósito, porque se extinguiram, para poupar, os (prestáveis) empregados de outrora.
As ilusões dos que afirmam sermos um povo de “aguentas” vão rasgar-se: pequenas desvergonhas são pequenas gotas de água que fazem extravasar os grandes tanques da paciência colectiva.

Fernado Dacosta daqui

quinta-feira, novembro 22, 2012

Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino do Torrão


Sábado, 24 de Novembro às 16.00 horas

Conversas no Museu

- Os Forais num contexto de reformas: De D. Manuel I ao século XIX
Pelo historiador António João Valério


Sábado, 15 de Dezembro às 15.30 horas

- Exposição: "Torrão: Arte e Arquitectura Quinhentista


Quinta-feira, 20 de Dezembro às 21.00 horas

- Teatralização da entrega da Carta de Foral
- Descerramento de placa comemorativa dos 500 anos do Foral Manuelino
- Concerto pelo quarteto de clarinetes In-Tempo na Igreja da Misericórdia

A NÃO PERDER!

Por acaso foi pedido um aborto da ortografia?

segunda-feira, novembro 19, 2012

Pandemónio na Rua Nossa Senhora do Bom-Sucesso

«Está óptimo o piso. Falta só marcar e claro, a obra ser testada pela Natureza. Mais uma vez, até à próxima borrasca». - Paulo Selão in Pedra no Chinelo (30 de Outubro de 2011)


 Um colector entupido e como tal com capacidade nula de escoamento



 Os sacos de areia infelizmente voltaram em força numa rua onde toda a gente esperava que tais acontecimentos fossem definitivamente passado
 
 
 
 Imagem do passeio quebrado para ter acesso à caixa e grelhas dos colectores abertas
 
 


 Estas imagens são bem reveladoras de parte das causas. Repare-se nas dimensões desta caixa e repare-se que tanto a conduta de esgoto como a conduta de águas pluviais confluem. De referir ainda que a tampa desta caixa não se encontra à cota do passeio mas por baixo das peças pelo que sempre que seja necessário ter acesso a qualquer caixa terá que se quebar inevitávelmente o passeio.
 






Pormenor do colector, junto ao Nº18, com tubo de escoamento invertido. Repare-se que o tubo vem do sentido ascendente e repare-se que, ainda que este fosse um tubo que conduzisse águas vindas de cima, não há nenhum tubo no sentido descendente. Há apenas uma saida.


Um drama e uma situação aflitiva foi aquilo que se passou na passada Sexta-feira, fruto do mau tempo, embora um fenómeno meteorológico perfeitamente enquadrado nos valores normais, e das muitas deficiências ao nível do escoamento das águas pluviais na Rua Nossa Senhora do Bom-Sucesso, no Torrão, recentemente alvo de requalificação.
Tal como as imagens mostram, os sacos de areia voltaram em força às portas dos moradores. Inundações que provocaram alguns estragos levaram a que uma caixa tivesse que ser aberta bem como as grelhas dos colectores.
Segundo os moradores, houve ainda quem visse a água subir a partir do esgoto nomeadamente da sanita trazendo todo o tipo de dejectos pelo que se conclui que as redes de esgoto e pluviais não serão independentes o que sobrecarrega ainda mais um sistema que já está sobrecarregado, ao que tudo indica, fruto do sub-dimensionamento da rede de águas pluviais. Os moradores defendem que a canalização devia ter maior diâmetro de forma a ter capacidade de escoar as águas que vêm de montante, da zona alta do Torrão e indignam-se ainda de se ter chegado ao cúmulo de haver um colector de águas com a boca de escoamento invertida, isto é, recolhendo as águas a uma cota inferior e com esta orientada no sentido da subida de cota, perguntando-se num misto de perplexidade e sarcasmo onde é que já se viu água a correr de baixo para cima.
Os moradores lamentaram ainda e mostraram-se indignados com as alegadas afirmações do Secretário da Junta de Freguesia por, apesar de estarem à vista todos os prejuízos, este se ter mostrado surpreendido e não compreender as queixas dos moradores pelo facto de a zona ter sido alvo de obras de requalificação recentes pelo que nada faltaria o que até é verdade pois se houve coisa que abundou foi água e não só.
Outra questão que provocou incompreensão foi o facto dos Bombeiros inicialmente, e numa situação de emergência, se mostrarem resilientes e de não querem assumir a responsabilidade nem tomar a iniciativa de abrir as grelhas e quebrar o passeio para abrir a caixa, sem ordem da GNR ou dos responsáveis camarários pelo que terá sido um familiar, de um dos moradores afectados, mais resoluto, a tomar a iniciativa fazendo juz à velha máxima de que «em tempo de guerra não se limpam armas».

Ouiçam-no!

«Quem quer procurar cultura encontra-a sempre».
«Parecia uma festa. Faziam-se grandes festas para apresentar um projecto. Porque é que os projectistas iam passear ao estrangeiro com tudo pago quando apresentavam determinada marca? O Estado que compre nacional e deixe de comprar ao estangeiro».
«Há coisas que na classe política não intreressa muito mexer».
«Há Câmaras Municipais que têm 500 e 600 pessoas nos seus departamentos de urbanismo e que recebem um projecto por semana para aprovar».
«Em França uma pessoa com 45, 50 anos é aproveitada nas empresas como uma pessoa com experiência. Em Portugal ninguém lhe dá emprego».
«Quanto negócios de Estado foram dados a interesses que beneficiaram muito com isso»?
«O Estado nos seus concursos não privilegia os produtores nacionais».
«Os lobbies são muito fortes. Entra muita gente pelos gabinetes dos ministros e são pessoas conhecidas e isso é um problema».
«Está na altura daquela classe etária dos 55, 60 anos, que assinou os cheques, deixar o palco e dar lugar a outros».
«Na vida em que andamos e que é uma vida com exposição pública e que fazemos críticas, estamos sujeitos a que nos aconteçam "coisas" e Portugal é muito bom nesse aspecto. É tão fácil dar cabo da reputação de uma pessoa.».

José Gomes Ferreira em «Alta Definição»

domingo, novembro 18, 2012

Anonymous fazem comunicado ao povo e polícia portugueses

O movimento cyber-activista internacional Anonymous está atento aos últimos desenvolvimentos ocorridos em Portugal e fez um comunicado aos portugueses.

sábado, novembro 17, 2012

Uma ameaça à Democracia

Prezados amigos e leitores do blog [http://tvdigital.wordpress.com/],

Agradeço a todos pelas mensagens que tenho recebido, inclusive de cidadãos comuns que se disponibilizam a ser testemunhas num eventual processo em Tribunal que a Portugal Telecom ameaça interpor contra as conclusões de uma tese académica, desenvolvida no âmbito de um centro de investigação reconhecido internacionalmente pela sua excelência.
Eu gostaria de poder responder a cada um, mas não é possível, diante do grande número de manifestações aqui no blog, no Facebook e via e-mail. Sinto-me confortado, pois estou apenas a fazer o meu trabalho, após verificar a fundo um processo que sacrificou sobretudo os mais pobres e os mais idosos.
Li hoje reportagens que dizem que a PT já impetrou uma acção judicial, no entanto, até o momento, não recebi qualquer intimação. O presidente da empresa refere, segundo a agência Lusa, que eu acusei o grupo de corrupção, o que não é verdade.
O que disse, e reafirmo, é que há indícios de corrupção no processo de implementação da TDT em Portugal e que isto deve ser apurado.
De qualquer forma, em Tribunal as coisas ficarão mais claras e eu faço questão de divulgar cada passo de um eventual processo neste blog.

Interpreto o pronunciamento da PT como uma tentativa de intimidação, algo que me lembra a censura da qual Portugal foi vítima durante muitos anos. É um duro golpe no direito à liberdade de expressão neste país.
Se um dia os intelectuais de uma nação tiverem que exercer suas actividades sob a tutela de grandes grupos económicos, será o fim da democracia.


O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho, acaba de disponibilizar a minha tese de doutoramento, cujo título é “A Implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal”.
O estudo pode ser acedido aqui.

Sergio Denicoli

Temporal trás estragos ao Torrão e água ao Xarrama

O mau tempo que se abateu sobre o Torrão fustigou as palmeiras que se encontram no largo a quem elas dão o nome. Segundo as nossas fontes, também a Rua Nossa Senhora do Bom Sucesso, apesar dos melhoramentos recentes, voltou mais uma vez a ficar inundada, tendo as grelhas dos colectores de águas pluviais que serem retiradas para dar vazão às águas e chegando mesmo a haver lugar à intervenção dos Bombeiros. Também na Rua de Beja mais uma vez os colectores não tiveram capacidade de escoamento havendo lugar a mais um levantamento da calçada naquele sítio.












Já o Rio Xarrama transbordou como há muito não se via. Embora já tivessem ocorrido cheias maiores, esta não deixa de ser uma grande cheia.














































 
 
 
Fotos: Paulo Selão e Dinis Pereira
 
 
Junto ao «contador»
 
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Filme: Dinis Pereira