domingo, novembro 25, 2012

As Linhas de Wellington: consultoria histórica tem como suporte obra de torranense

Não é novidade que estreou a 4 de Outubro e conta com um elenco de luxo de diversas nacionalidades incluindo naturalmente actores portugueses, o filme que retrata as Invasões Francesas nomeadamente a última, comandada pelo General Massena, e que foi detida pelo exército anglo-luso naquilo que ficou conhecido como as Linhas de Torres, um conjunto de fortificações destinadas a defender a capital do Reino, do invasor.
O que poucos ou praticamente ninguém, e em especial torranenses, sabem é que o consultor histórico do filme, Dr. Sanches Baena se baseou essencialmente em exclusivo na Tese de Mestrado, obra posteriormente publicada pela Âncora Editores, sob a forma de livro, da autoria de um torranense, o Sr. Coronel de Infantaria, José Geraldo. Se tiverem oportunidade, façam como o vosso escriba: vejam o filme e leiam o livro. Se bem que no caso foi ao contrário.
 

 
 
 Poder-se-à pensar que por se tratar de uma Tese de Mestrado, este é um livro muito técnico e muito massacrante. Nada mais falso. Quem ler o livro terá a agradável surpresa de, ao longo da leitura e, se se deixar transportar, de repente se ver no início do século XIX, assistindo praticamente aos acontecimentos de um dos períodos mais conturbados e perturbadores da História de Portugal, como se estes estivessem a decorrer diante dos seus olhos. Aliás tivesse Portugal uma indústria cinematográfica de grande escala e poderia ser realizado, a partir desta obra, um filme épico, uma longa metragem, que iria desde a retirada da Familia Real para o Brasil até ao embate nas Linhas de Torres.  
 

sexta-feira, novembro 23, 2012

Património de Alcácer em Risco

Destaque na «Caixa de Reclamações» do Correio da Manhã de Segunda-feira, dia 19 de Novembro onde uma leitora se mostra triste e procupada com o estado da secular Torre do Relógio e onde a Câmara Municipal esclarece as diligências que tem vindo a tomar.



Pequenas desvergonhas


Perdendo o pudor, as estruturas do Estado estão a tratar os cidadãos como serviçais a manipular, a espoliar. A falta de respeito atinge a indecência, criando todas as condições para graves fracturas sociais. Pequenas desvergonhas multiplicam-se sem cessar: agora é a Administração Geral Tributária que endereça cartas, de açucarado cinismo, aos proprietários de casas no sentido de estes lhes enviarem plantas dos seus imóveis dentro do prazo de dez dias, para reavaliação – leia-se, esbulho fiscal.
Nos estabelecimentos comerciais, além de produtos, impingem-nos papelinhos (as famigeradas facturas) pensando que temos pachorra para os receber e guardar. Esse problema é das Finanças, não é nosso: não desembolsamos já demasiados impostos para nos maçarem com semelhantes ridicularias?
O mesmo se passa em relação à recolha do lixo, isto é, à peregrina ideia de devermos ser nós a separá-lo (então as taxas que pagamos para isso?) em sacos, saquinhos, saquetas, antes de o distribuirmos por imundos recipientes camarários.
Pequenas desvergonhas são igualmente as que sofremos em repartições, bancos, hospitais, centros de saúde, estações de correios, de comboios, etc., com a inexistência, nos espaços de espera, de cadeiras suficientes, com guichets (mais de metade) encerrados ante filas em pé, em resignação.
Pequenas desvergonhas são ainda as das gasolineiras onde os utentes têm de sair dos veículos, pagar adiantado, encher o depósito, porque se extinguiram, para poupar, os (prestáveis) empregados de outrora.
As ilusões dos que afirmam sermos um povo de “aguentas” vão rasgar-se: pequenas desvergonhas são pequenas gotas de água que fazem extravasar os grandes tanques da paciência colectiva.

Fernado Dacosta daqui

quinta-feira, novembro 22, 2012

Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino do Torrão


Sábado, 24 de Novembro às 16.00 horas

Conversas no Museu

- Os Forais num contexto de reformas: De D. Manuel I ao século XIX
Pelo historiador António João Valério


Sábado, 15 de Dezembro às 15.30 horas

- Exposição: "Torrão: Arte e Arquitectura Quinhentista


Quinta-feira, 20 de Dezembro às 21.00 horas

- Teatralização da entrega da Carta de Foral
- Descerramento de placa comemorativa dos 500 anos do Foral Manuelino
- Concerto pelo quarteto de clarinetes In-Tempo na Igreja da Misericórdia

A NÃO PERDER!

Por acaso foi pedido um aborto da ortografia?

segunda-feira, novembro 19, 2012

Pandemónio na Rua Nossa Senhora do Bom-Sucesso

«Está óptimo o piso. Falta só marcar e claro, a obra ser testada pela Natureza. Mais uma vez, até à próxima borrasca». - Paulo Selão in Pedra no Chinelo (30 de Outubro de 2011)


 Um colector entupido e como tal com capacidade nula de escoamento



 Os sacos de areia infelizmente voltaram em força numa rua onde toda a gente esperava que tais acontecimentos fossem definitivamente passado
 
 
 
 Imagem do passeio quebrado para ter acesso à caixa e grelhas dos colectores abertas
 
 


 Estas imagens são bem reveladoras de parte das causas. Repare-se nas dimensões desta caixa e repare-se que tanto a conduta de esgoto como a conduta de águas pluviais confluem. De referir ainda que a tampa desta caixa não se encontra à cota do passeio mas por baixo das peças pelo que sempre que seja necessário ter acesso a qualquer caixa terá que se quebar inevitávelmente o passeio.
 






Pormenor do colector, junto ao Nº18, com tubo de escoamento invertido. Repare-se que o tubo vem do sentido ascendente e repare-se que, ainda que este fosse um tubo que conduzisse águas vindas de cima, não há nenhum tubo no sentido descendente. Há apenas uma saida.


Um drama e uma situação aflitiva foi aquilo que se passou na passada Sexta-feira, fruto do mau tempo, embora um fenómeno meteorológico perfeitamente enquadrado nos valores normais, e das muitas deficiências ao nível do escoamento das águas pluviais na Rua Nossa Senhora do Bom-Sucesso, no Torrão, recentemente alvo de requalificação.
Tal como as imagens mostram, os sacos de areia voltaram em força às portas dos moradores. Inundações que provocaram alguns estragos levaram a que uma caixa tivesse que ser aberta bem como as grelhas dos colectores.
Segundo os moradores, houve ainda quem visse a água subir a partir do esgoto nomeadamente da sanita trazendo todo o tipo de dejectos pelo que se conclui que as redes de esgoto e pluviais não serão independentes o que sobrecarrega ainda mais um sistema que já está sobrecarregado, ao que tudo indica, fruto do sub-dimensionamento da rede de águas pluviais. Os moradores defendem que a canalização devia ter maior diâmetro de forma a ter capacidade de escoar as águas que vêm de montante, da zona alta do Torrão e indignam-se ainda de se ter chegado ao cúmulo de haver um colector de águas com a boca de escoamento invertida, isto é, recolhendo as águas a uma cota inferior e com esta orientada no sentido da subida de cota, perguntando-se num misto de perplexidade e sarcasmo onde é que já se viu água a correr de baixo para cima.
Os moradores lamentaram ainda e mostraram-se indignados com as alegadas afirmações do Secretário da Junta de Freguesia por, apesar de estarem à vista todos os prejuízos, este se ter mostrado surpreendido e não compreender as queixas dos moradores pelo facto de a zona ter sido alvo de obras de requalificação recentes pelo que nada faltaria o que até é verdade pois se houve coisa que abundou foi água e não só.
Outra questão que provocou incompreensão foi o facto dos Bombeiros inicialmente, e numa situação de emergência, se mostrarem resilientes e de não querem assumir a responsabilidade nem tomar a iniciativa de abrir as grelhas e quebrar o passeio para abrir a caixa, sem ordem da GNR ou dos responsáveis camarários pelo que terá sido um familiar, de um dos moradores afectados, mais resoluto, a tomar a iniciativa fazendo juz à velha máxima de que «em tempo de guerra não se limpam armas».

Ouiçam-no!

«Quem quer procurar cultura encontra-a sempre».
«Parecia uma festa. Faziam-se grandes festas para apresentar um projecto. Porque é que os projectistas iam passear ao estrangeiro com tudo pago quando apresentavam determinada marca? O Estado que compre nacional e deixe de comprar ao estangeiro».
«Há coisas que na classe política não intreressa muito mexer».
«Há Câmaras Municipais que têm 500 e 600 pessoas nos seus departamentos de urbanismo e que recebem um projecto por semana para aprovar».
«Em França uma pessoa com 45, 50 anos é aproveitada nas empresas como uma pessoa com experiência. Em Portugal ninguém lhe dá emprego».
«Quanto negócios de Estado foram dados a interesses que beneficiaram muito com isso»?
«O Estado nos seus concursos não privilegia os produtores nacionais».
«Os lobbies são muito fortes. Entra muita gente pelos gabinetes dos ministros e são pessoas conhecidas e isso é um problema».
«Está na altura daquela classe etária dos 55, 60 anos, que assinou os cheques, deixar o palco e dar lugar a outros».
«Na vida em que andamos e que é uma vida com exposição pública e que fazemos críticas, estamos sujeitos a que nos aconteçam "coisas" e Portugal é muito bom nesse aspecto. É tão fácil dar cabo da reputação de uma pessoa.».

José Gomes Ferreira em «Alta Definição»

domingo, novembro 18, 2012

Anonymous fazem comunicado ao povo e polícia portugueses

O movimento cyber-activista internacional Anonymous está atento aos últimos desenvolvimentos ocorridos em Portugal e fez um comunicado aos portugueses.

sábado, novembro 17, 2012

Uma ameaça à Democracia

Prezados amigos e leitores do blog [http://tvdigital.wordpress.com/],

Agradeço a todos pelas mensagens que tenho recebido, inclusive de cidadãos comuns que se disponibilizam a ser testemunhas num eventual processo em Tribunal que a Portugal Telecom ameaça interpor contra as conclusões de uma tese académica, desenvolvida no âmbito de um centro de investigação reconhecido internacionalmente pela sua excelência.
Eu gostaria de poder responder a cada um, mas não é possível, diante do grande número de manifestações aqui no blog, no Facebook e via e-mail. Sinto-me confortado, pois estou apenas a fazer o meu trabalho, após verificar a fundo um processo que sacrificou sobretudo os mais pobres e os mais idosos.
Li hoje reportagens que dizem que a PT já impetrou uma acção judicial, no entanto, até o momento, não recebi qualquer intimação. O presidente da empresa refere, segundo a agência Lusa, que eu acusei o grupo de corrupção, o que não é verdade.
O que disse, e reafirmo, é que há indícios de corrupção no processo de implementação da TDT em Portugal e que isto deve ser apurado.
De qualquer forma, em Tribunal as coisas ficarão mais claras e eu faço questão de divulgar cada passo de um eventual processo neste blog.

Interpreto o pronunciamento da PT como uma tentativa de intimidação, algo que me lembra a censura da qual Portugal foi vítima durante muitos anos. É um duro golpe no direito à liberdade de expressão neste país.
Se um dia os intelectuais de uma nação tiverem que exercer suas actividades sob a tutela de grandes grupos económicos, será o fim da democracia.


O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho, acaba de disponibilizar a minha tese de doutoramento, cujo título é “A Implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal”.
O estudo pode ser acedido aqui.

Sergio Denicoli

Temporal trás estragos ao Torrão e água ao Xarrama

O mau tempo que se abateu sobre o Torrão fustigou as palmeiras que se encontram no largo a quem elas dão o nome. Segundo as nossas fontes, também a Rua Nossa Senhora do Bom Sucesso, apesar dos melhoramentos recentes, voltou mais uma vez a ficar inundada, tendo as grelhas dos colectores de águas pluviais que serem retiradas para dar vazão às águas e chegando mesmo a haver lugar à intervenção dos Bombeiros. Também na Rua de Beja mais uma vez os colectores não tiveram capacidade de escoamento havendo lugar a mais um levantamento da calçada naquele sítio.












Já o Rio Xarrama transbordou como há muito não se via. Embora já tivessem ocorrido cheias maiores, esta não deixa de ser uma grande cheia.














































 
 
 
Fotos: Paulo Selão e Dinis Pereira
 
 
Junto ao «contador»
 
 
Filme: Dinis Pereira