sábado, dezembro 22, 2007

Em grande

Uff, foi uma semana e peras aqui pelas terras de Bernardim. Porquê? Basta ir à net, ler jornais, ver televisão... Na verdade a nossa vila do Torrão está de parabéns, em todos os sentidos senão vejamos:




  1. O Torrão anda nas bocas do mundo deixando, pelo menos por alguns dias, de ser uma terra anónima para se tornar famosa e mediática.

  2. O Torrão descobriu novas potencialidades e um bom nicho de mercado que, e isto foi só um cheirinho (sem ironia), nos pode catapultar para um boom económico. Não, a agricultura, como se vê infelizmente, não nos leva a lado nenhum. A pecuária... enfim... está claramente demonstrado que não dá de comer a ninguém (ups a ironia não me larga). Está na hora de deixar entrar a ciência e a técnica, o futuro. Mostrou-se que por aqui a industria do armamento biológico (nem mais) leva caminho. Temos as instalações, secretas e tudo - só é pena estar um pouco perto da estrada nacional - pessoal licenciado em Física, Química e Biologia e bons técnicos. A primeira experiência correu tão bem que até teve de vir uma unidade especial do exército e tudo para neutralizar o perigo biológico comprovando assim a qualidade superior do material que tinha potencial para contaminar terras, cursos e lençois de água e até o ar por também se poder libertar sob a forma de aerossol. Do que é que estamos à espera? O Torrão - o local a partir de onde as nossas Forças Armadas são equipadas com armamento de destruição em massa. Começamos a produzir armas biológicas, depois químicas, subimos de divisão com o nuclear e, com o advento da nanobótica, ainda acabamos a produzir armamento biomecânico - a gama completa.

  3. E para finalizar, coube ao Torrão apadrinhar a entrada em acção de uma unidade especial do exército, criada em Fevereiro de 2006 - o Laboratório de Defesa Biológica. Foi a primeiríssima vez que esta unidade actuou em território nacional. O Torrão fica para sempre ligado a uma unidade de elite do exército português. É para mim um orgulho e um enlevo. Laboratório de Defesa Biológica - a não esquecer e bem que podíamos convidá-los a ficar sedeados por cá. Seria uma honra!

Como se vê o futuro sorri para o Torrão. Está de parabéns!!!

Pfff, e pensar que há por aí alguns idiotas que se mostram indignados por ter havido quem denunciasse o caso como se não morassem aqui e não estivessem eles e as suas familias expostos ao produto. É que apesar da experiência ter tido em conta outros factores, para estar controlada, tinha que ter um ponto final. Pois, pois, fosse no pino do Verão, com as altas temperaturas e os exércitos de moscas e mosquitos a serem ali gerados em massa e queria ver como era. Porque raio é que queriam que a experiência continuasse? Calma! Um passo de cada vez!





O local onde decorreu a acção.


Outra perspectiva do local.


Nesta imagem vê-se claramente a máquina escavadoura em acção.


Nesta imagem vê-se a distância a que a exploração está da estrada nacional.


Uma outra vista do local... ao longe... sempre.



O aparato em torno do acontecimento ganhou contornos de notícia de primeira página.



Aqui pode-se ver as carrinhas de reportagem com as antenas abertas prontas a emitir. Estava tudo pronto para o directo que seria alguns minutos depois.



É daqui que se tem acesso ao local.




A estrada que dá acesso ao Torrão e à exploração que fica do lado esquerdo a poucos metros embrenhado no meio dos sobreiros.




Vale David - o outro local.

Outra imagem de Vale David.




Um suíno passeia descontraidamente perto da estrada nacional. Um risco para os automobilistas.


O aparato mediático que cercou o Torrão foi bem destacado como se vê por esta imagem da Praça Bernardim Ribeiro, o centro da vila.





Outra imagem da praça com a Rua Nossa Senhora da Albergaria em pano de fundo e os veículos de reportagem em evidência.

4 comentários:

Suspeita disse...

Eu li este post duas ou três vezes e, confesso, não o percebi!!!! Estás a ser irónico, certo?!! Achas mesmo que o Torrão está de parabéns por ter chamado a atenção por esta situação?!!! É que se realmente pensas assim, é .... no mínimo, estranho!...

A situação da exploração de porcos que foram deixados ao abandono é, por si só, algo de grotesco, cruel e macabro, pelo que uma terra ou freguesia ser noticiada porque um dos seus residentes deixou dezenas de animais morrerem à fome, sede, existindo inclusive situações de canibalismo é TUDO, menos boa publicidade!!

Em segundo lugar, não consegui acompanhar o teu raciocínio do desenvolvimento de armamento biológico nesta região...

Em terceiro lugar, também achei hilariante e esquisito mesmo (se queres que te diga) que alguém fique orgulhoso porque uma unidade de elite do exército português teve que vir desinfectar uma área que estava toda contaminada devido aos cadáveres de animais mortos...

Oh rapaz... há coisas que, de facto, merecem ser destacadas mas esta situação é, para além de cruel e macabra, como já referi, lamentável, sendo motivo de VERGONHA e não de júbilo e contentamento!!

Acho que precisas de arranjar coisas realmente importantes com que te preocupares e coisas que, realmente, mereçam ser destacadas...

Paulo Selão disse...

A minha intervenção não tem nada de suspeito. Quem souber interpretar bem um texto depressa chegará a uma conclusão. Quem ler várias das minhas postagens rápidamente identifica bem o estilo e forma com que escrevo.
Só me resta perguntar: O que é que achas? Agora cada um que faça a sua propria interpretação e tire as suas próprias conclusões cabendo-me apenas a mim definir os critérios com que me baseio na atribuição de importância sobre determinada matéria e sobre o que merece ser destacado.

Anónimo disse...

Passados anos analiso esta noticia, realmente foi lamentável, mas ainda de bem que aconteceu e se acabou com toda a situação, mas de lamentar ainda continua o facto de que o Laboratório de Defesa Biológica ainda não se deslocou até ao Torrão para reolher o teu cerebro, pois isso sim é uma constante ameaça biologica!!!

Paulo Selão disse...

É uma ameaça! Pois é. Porque pensa! Funciona né? É fodido! Se fosse mais um borrego daqueles que segue o rebanho...
25 de Abril e tal, liberdade de expressão e tal mas...
Não gosta, não vem. Não gosta põe à beira do prato.